sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Arquivo Público do Estado do Ceará



O Arquivo Público do Estado do Ceará (APEC) foi criado em 06 se setembro de 1916, vinculado à Biblioteca Pública do Estado. A partir de 1921, passou a fazer parte da Secretaria do Interior e Justiça. Em 1968, vinculou-se definitivamente à Secretaria da Cultura do Estado, embora tenha percorrido vários prédios antes de instalar-se, em 1993, na sede atual.
O prédio que abriga hoje Arquivo Público foi construído em 1880 pela família Fernandes Vieira. O Solar dos Fernandes é um casarão em estilo neoclássico, característico do século XIX.
A Instituição foi criada com a finalidade de recolher, conservar e organizar os documentos oriundos da administração da antiga Capitania, Província e atual Estado do Ceará. Seu acervo é composto de correspondências, processos, relatórios, censos, certidões, inventários, mapas, plantas e diversos outros documentos, provenientes dos Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário (Extrajudiciário) e, também, de particulares, desde o século XVII



Entre os documentos existentes em seu acervo destacam-se: inventários de personagens da história cearense, como o Coronel Tristão Gonçalves de Alencar Araripe e de sua esposa Dona Ana Triste; cópia do Diário da expedição de Matias Beck ao Ceará no século XVII; o atestado de óbito do Padre Cícero; registros de terras de Fortaleza, do Século XIX; Registros de Datas de Sesmarias do século XVII ao XIX; documentação das Câmaras Municipais e da Guarda Nacional.

Há também documentos de natureza particular, como é o caso do Acervo da Firma Boris Frères, que retrata a dinâmica das atividades econômicas do Ceará da segunda metade do século XIX a meados do século XX, e do Acervo do ex-governador Virgilio Távora, composto de variada documentação oficial e particular. 
Através de uma política de modernização, elaborada de acordo com o novo Regimento, que inclui a reorganização de sua vasta documentação, da preservação e informatização de seu acervo, o Arquivo Público procura garantir acesso a expressivo número de professores, pesquisadores, estudantes e do público em geral que busca a Instituição.
O Arquivo Público emite certidões de documentos cartoriais e transações paleográficas de documentação histórica e monta exposições temáticas. O acesso à Portaria do Arquivo Público do Estado do Ceará é feito pela Rua Senador Alencar, 348 – Centro de Fortaleza.
Solar Fernandes Vieira
 

O edifício onde funciona atualmente o Arquivo Público do Estado do Ceará, foi construído em 1880 pela família Fernandes Vieira, para residência do deputado Miguel Fernandes Vieira (1819-1879).
Adquirido em 1883 pelo Governo Imperial para sediar a Tesouraria da fazenda, o edifício passou por diversas reformas e ampliações quando sediou instituições públicas, dentre as quais a Receita Federal. O edifício pertence à União, e encontra-se cedido ao Governo do Estado.

O Solar dos Fernandes Vieira é um casarão em estilo neoclássico, característico do século XIX, com 15 janelões no térreo e 19 sacadas no pavimento superior, que foi recuperado pela Secretaria da Cultura do Estado.

A edificação possui dois pavimentos com planta retangular e suas fachadas têm marcações horizontais que definem a linha de piso do primeiro pavimento, além de marcações verticais, em formas de cunhais, em seus vértices. 

As fachadas apresentam ainda aberturas: portas e janelas, com vedações de fichas de madeira e bandeirola de ferro no pavimento térreo e esquadrias com caixilhos de vidro e venezianas formando balcões com guarda-corpo também em ferro fundido. O edifício apresenta uma platibanda marcada por frisos em todo o seu perímetro.
Protegido pelo Tombo Estadual segundo a lei n° 9.109 de 30 de julho de 1968, o Solar Fernandes Vieira fica na Rua Senador Pompeu, n° 648, centro de Fortaleza

fonte:
SECULT
Revista Fortaleza, fasciculo, 10
fotos: Fortaleza em Fotos 

7 comentários:

Lúcia Paiva disse...

Entrei muito neste prédio, nas décadas de 1940/50, onde minha mãe recebia uma pensão, deixada pelo pai.Funcionava aí o que ela chamava de Delegacia Fiscal. O atendimento era em guichês, na parte de baixo,na frente, pela Sen. Pompeu e Sen. Alencar.

Neste últimos três anos, fiz muitas pesquisas sobre meus ascendentes, conseguindo dois inventáros. O Prof. André Frota,pesquisador,me atendeu muito bem. Assim como a Sra. Liduina Vasconcelos, Paleógrafa do APEC. Aliás, todos os funcionários atendem muito bem,desde a recepção.

Entanto, o setor de pesquisa não dispõe de ar codicionado. Não há o mínimo de conforto para o pesquisador, o que é lamentável.
A SECULT precisa investir mais na melhoria do ASPEC, alí tem um precioso acervo que ve ser preservado.É urgrnte!

Excelente matéria, Faátima!

SOS DIREITOS HUMANOS disse...

DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA

“As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
têm direito inalienável à Verdade, Memória,
História e Justiça!” Otoniel Ajala Dourado

O MASSACRE DELETADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA

No município de CRATO, interior do CEARÁ, BRASIL, houve um crime idêntico ao do “Araguaia”, foi a CHACINA praticada pelo Exército e Polícia Militar em 10.05.1937, contra a comunidade de camponeses católicos do SÍTIO DA SANTA CRUZ DO DESERTO ou SÍTIO CALDEIRÃO, cujo líder religioso era o beato “JOSÉ LOURENÇO GOMES DA SILVA”, paraibano negro de Pilões de Dentro, seguidor do padre CÍCERO ROMÃO BATISTA, encarados como “socialistas periculosos”.

O CRIME DE LESA HUMANIDADE

O crime iniciou-se com um bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como metralhadoras, fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram na “MATA CAVALOS”, SERRA DO CRUZEIRO, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como juízes e algozes. Meses após, JOSÉ GERALDO DA CRUZ, ex-prefeito de Juazeiro do Norte/CE, encontrou num local da Chapada do Araripe, 16 crânios de crianças.

A AÇÃO CIVIL PÚBLICA PROPOSTA PELA SOS DIREITOS HUMANOS

Como o crime praticado pelo Exército e Polícia Militar do Ceará é de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO é IMPRESCRITÍVEL conforme legislação brasileira e Acordos e Convenções internacionais, a SOS DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza – CE, ajuizou em 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo: a) que seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) a exumação dos restos mortais, sua identificação através de DNA e enterro digno para as vítimas, c) liberação dos documentos sobre a chacina e sua inclusão na história oficial brasileira, d) indenização aos descendentes das vítimas e sobreviventes no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos

A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO

A Ação Civil Pública foi distribuída para o Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, para a 16ª Vara Federal em Juazeiro do Norte/CE, e lá em 16.09.2009, extinta sem julgamento do mérito, a pedido do MPF.

RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5

A SOS DIREITOS HUMANOS apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife/PE, argumentando que: a) não há prescrição porque o massacre do SÍTIO CALDEIRÃO é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do CZAR ROMANOV, que foi morta no ano de 1918 e a ossada encontrada nos anos de 1991 e 2007;

A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA

A SOS DIREITOS HUMANOS, como os familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, pelo DESAPARECIMENTO FORÇADO de 1000 pessoas do SÍTIO CALDEIRÃO.

QUEM PODE ENCONTRAR A COVA COLETIVA

A “URCA” e a “UFC” com seu RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) podem localizar a cova coletiva, mas não o fazem porque para elas, os fósseis de peixes do “GEOPARK ARARIPE” são mais importantes que as vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.

A COMISSÃO DA VERDADE

A SOS DIREITOS HUMANOS em julho de 2010 passou a receber apoio da OAB/CE pelo presidente da entidade Dr. Valdetário Monteiro, nas buscas da COVA COLETIVA das vítimas do Sítio Caldeirão, e continua pedindo aos internautas divulguem a notícia, bem como a envie para seus representantes no Legislativo, solicitando um pronunciamento exigindo do Governo Federal a localização da COVA COLETIVA das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.

Paz e Solidariedade,

Dr. Otoniel Ajala Dourado
OAB/CE 9288 – 85 8613.1197
Presidente da SOS – DIREITOS HUMANOS
Editor-Chefe da Revista SOS DIREITOS HUMANOS
Membro da CDAA da OAB/CE
www.sosdireitoshumanos.org.br
sosdireitoshumanos@ig.com.br
http://revistasosdireitoshumanos.blogspot.com

Fatima Garcia disse...

Atualmente o atendimento é feito somente pela senador alencar, o acesso pela Sen. Pompeu está desativado. A fachada do edificio é muito bonita, mas por dentro está meio maltratado. Dizem que o acervo é fabuloso, tem de tudo que voce procurar.
bjs

Lúcia Paiva disse...

É isso mesmo, Fátima, só tem essa entrada. Realmente, encontrei tudo que eu procurava. Dei "um tempo", por enquanto devido à alergia à poeira. Quem for pesquisar precisa levar luvas e máscaras.....mas vale à pena...(pra quem gosta!!!).

Boa semana!!!

Maria Luisa Saboia Saddi disse...

Nasci em Fortaleza em 1933 filha de Jose Carlos de Saboia e de Maria Lucy Amaral Saboia. Meu pai adquiriu uma mansão antiga de estilo neo clássico talvez construída no século anterior do seu proprietário Sr. Antonio Fernandes e a reformou na Av. João Pessoa 5570 e a reformou nos anos 50 mantendo seu estilo, a qual ficou conhecida na cidade como a casa do filme "O Vento Levou" por sua beleza
e imponência com um muro de pedra em todo a volta do terreno de mangueiras centenárias e encimado por uma sequência de balaústres, com uma entrada pela esquina por um portão de ferro e uma alameda, fachada com terraço e altas colunas,etc. Após a mudança da família para o Rio de Janeiro (1957)a casa ainda foi mantida por alguns anos e depois foi vendida nos anos 60 para o Automóvel Club e depois abrigou um Seminário. Depois disto soube que a parte lateral do terreno que fazia limite com o da residência do General Góes de Campos Barros, fora vendido para outras construções e recentemente soube que a mansão fora demolida. A cidade teria lucrado se este prédio tivesse sido tombada para uso sócio-cultural. Porém nunca vi nenhuma publicação sobre ela, o que me parece uma grande lacuna. Entretanto envio essa notícia para o seu arquivo e os meus parabéns pelo que algumas pessoas tem feito para preservar a memória da cidade o que infelizmente no nosso pais não é uma prática adotada nem na esfera pública nem na privada. Com os meus cumprimentos, Maria Luisa Saboia Saddi Por não saber em qual opção abaixo me identificar, tento enviar o meu e-mail.Rio de Janeiro 13/02/2015

Fátima Garcia disse...

Olá Maria Luisa, respondi para o seu email.
abs

Maria Luiza Saboia Saddi disse...

Fátima, desculpe, mas não vi o seu e-mail e creio não o ter recebido na ocasião. Lamento. Mesmo assim obrigada por ter respondido. Agora ( 28/06/2015) navegando e viajando pela internet, procurei outros links sobre Fortaleza e descobri uma informação em que consta que a casa em estilo neo clássico ( família Jucá?) na Av. Santos Dumont da qual me recordo bem quando ainda residia em Fortaleza e que já tinha sabido há tempos que passara a abrigar um edifício público. (um tribunal) Diz a notícia que ela era conhecida como a casa do filme O Vento Levou- o que eu nunca soube quando morava ai.( até 1957) Mas Fátima modéstia á parte a nossa era mais bonita! Não é só nostalgia nem uma procura do tempo passado. Mas, de fato, ela parecia mais com uma mansão residencial como as das "plantations" e dos bairros de cidades do sul dos Estados Unidos de antes da Guerra Civil.Bem é isto ai.Saudades da terra natal.Abraços Maria Luíza.Inté. Mlssaddi@yahoo.com.br e mluizassaddi@gmail.com