sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Incríveis Histórias da Fortaleza Antiga: O Boêmio Suicida e o Bode Poeta



Paulo de Castro Laranjeira era um engenheiro fiscal das obras do Estado no final do século XIX. Morava na Rua do Trilho e tinha 29 anos de idade. Boêmio e seresteiro, fazia versos, cantava e tocava piano. Nas noites enluaradas saía com sua turma de amigos, todos bons de copo e de voz, para as serenatas nas portas dos sobrados da Rua do Imperador e da Rua Formosa. Usavam violões, banjos, bandolins e, algumas vezes, até um piano alemão, que era transportado por quatro homens numa espécie de padiola, com muita dificuldade.

antiga Rua do Trilho de ferro, atual Avenida Tristão Gonçalves


Naquele ano de 1897, o seresteiro estava apaixonado. Uma figura esbelta, mãos finas e palidez romântica, abundantes madeixas e verdes olhos de mar passara diante dele, acompanhada da criada e, a partir dali, nunca mais fora o mesmo. A mulher entrara-lhe de alma adentro e se apossara de seus sentimentos, não lhe dando tréguas para pensar noutra coisa que não fosse o desejo avassalador, de namorá-la, de casar-se com ela.


Mas era um amor unilateral, não correspondido, a moça não lhe daria a menor atenção. A família não permitiria o romance nem em sonhos, e a própria desejada fazia restrições à sua delirante pretensão. A fama de boêmio inveterado, que o engenheiro tinha construído com tanta devoção, seria a causa da rejeição. Nenhuma moça casadoira, mesmo naquele tempo, sendo bela, rica e detentora de um bom dote, aceitaria se casar com um dissoluto, cujas noites eram preenchidas com serestas, violões e bebedeiras, sobrando para a esposa, apenas a irremediável solidão. Decididamente, ele não tinha a menor chance. 

Praça do Ferreira com o Café do Comércio


Mas o poeta não se deu por vencido. Noite após noite, lá estava ele, embaixo da janela do sobrado onde a moça residia, gemendo a sua paixão, numa obstinação que só os amigos, por fidelidade canina, compreendiam. O amor desvairado passou a comprometer o trabalho, já não rendia o mesmo em suas tarefas. Tornou-se um homem triste, amargo, macambúzio. 

Um dia chegou para o seu amigo e parente Raimundo Nonato e disse que tinha feito uns versos para ele musicar. A canção deveria se chamar “Teu Desprezo”. Depois dos devidos ensaios, eis o trovador, na noite seguinte, à porta da amada, desfiando os versos adocicados de lamúrias e os repetindo duas ou três vezes, embora sem sucesso algum: a donzela não abriu a janela do sobrado.


Café Java - Praça do Ferreira

Laranjeira foi-se abatendo cada vez mais. Certa tarde chegou ao Café Java e solicitou ao Mané Côco que preparasse quinze garrafas de champanhe para aquela noite. Alegou o dono do quiosque que para tão avultada compra, precisava de um pequeno prazo. Dias depois, a bebida pronta, enterrada na serragem com areia molhada, foi entregue no local combinado, que não era outro se não a calçada da casa da inspiradora de Paulo Laranjeira. 

Os violões entraram em ação e o poeta cantou mais uma vez o “Teu Desprezo”, que como das outras vezes, não teve nenhuma resposta. Então ele serviu o champanhe e abraçou emocionado os amigos com efusivas despedidas, para, de súbito, ante a estupefação de todos, puxar um revólver e detonar um tiro no ouvido. Eram 11:30 da noite de 14 de fevereiro de 1897.


No dia seguinte, com grande acompanhamento, Paulo Laranjeira era sepultado no São João Batista e o jornal “A República” fazia extenso necrológio do boêmio. A família do engenheiro, dias depois, através do jornalista Benedito Sidou, procurou tornar menos patético seu ato suicida, afirmando que ocorrera em sua própria residência e “não no meio da rua, como andam dizendo”. O povo, no entanto, preferiu a versão mais dramática. 

Praça do Ferreira - Postal dos anos 20


Os companheiros de boemia de Paulo Laranjeira passaram a comemorar o seu aniversário, em 08 de junho, todos os anos, ocasião em que cantavam repetidas vezes a triste canção do malfadado seresteiro. Começavam a beber na Praça do Ferreira, por volta das quatro da tarde e, lá pelas nove, saíam em serenatas, fosse ou não noite de lua. Decorridos 18 anos, um fiel grupo de devotados continuava a cultuar a memória do amigo. 

E aqui é que começa o inusitado da história:
Certa tarde, em plena seca do quinze, um grupo de flagelados chega na praça conduzindo um bode, que mais tarde viria ser conhecido como Bode Yoyô. O grupo queria vender o bode para comprar feijão, farinha e rapadura. O gerente da empresa inglesa Rossbach Brazil Company, mostrou-se interessado e acabou comprando o animal.

imagem: facebook/Histórias e Estórias de Fortaleza, do Ceará e do Brasil


A estampa do bode tinha alguma coisa de especial. À beleza plástica aliava-se uma elegância natural e um olhar que parecia querer ir além da mudez, da irracionalidade. O bode, diziam os boêmios, parecia gente. Foi essa aparência peculiar que salvou Yoyô da imolação. Seus proprietários resolveram deixa-lo solto, e o animal, sem cerimônia, se pôs a perambular pela cidade, indo e vindo da Praia de Iracema, onde ficava a Rossbach Company, para a Praça do Ferreira, coração fervilhante da cidade.


Um dia, festejava-se mais uma vez, o aniversario de Paulo Laranjeira, in memoriam. À determinada altura, o seresteiro Xavier de Castro, começou a cantar a música “Teu Desprezo”. O que aconteceu em seguida, deixou a todos impressionados: o bode Yoyô deu um salto violento e caiu esparramado no chão, entrando em convulsão. Parecia apoplético, o olhar vesgo, a língua mordida em diagonal. Uma gosma descia-lhe da boca e ele resfolegava nos estertores.


Assustados, os boêmios e transeuntes da praça esperavam apenas o último suspiro do caprino quando, de repente, ele começou a melhorar. Logo depois, para alivio geral, estava completamente restabelecido, embora persistisse uma certa tristeza em seu olhar. Os boêmios e outros seresteiros que assistiram o fato, desconfiaram que a reação de Yoyô tinha sido provocada pela canção do suicida. Então fizeram o teste e não deu outra: tão logo começaram a cantar “Teu Desprezo” o bode empinou-se todo e desabou no chão novamente. – É o Laranjeira, gritaram eufóricos, “O bode Yoyô é o nosso amigo Paulo Laranjeira!” Nascia uma lenda.


Padre Quinderé (Diário do Nordeste)
No dia seguinte, o padre Quinderé apareceu na Praça do Ferreira “fumando numa quenga” e censurando severamente os boêmios, que, por beberem demais, estavam agora vendo coisas e inventando histórias absurdas, que além de serem mentirosas, intentavam contra os princípios da igreja Católica. Não bastava o caso de Juazeiro com o tal de Boi Santo? Queriam agora inventar um bode poeta? E Dom Manuel, o arcebispo, proibiu qualquer comentário na imprensa sobre o estranho episódio.


Indiferente à querela, o Bode Yoyô continuou sua vidinha de folgado, comendo, bebendo e fumando, participando ativamente dos movimentos cívicos. Em 1930, já velho, ainda teve forças para comandando os vitoriosos aliancistas, invadir o Palácio da Luz para depor o governador Matos Peixoto. 


Teu Desprezo


Eu te consagro, ó mulher os meus afetos

Meu viver só consiste em te adorar

Para que foges, assim, de quem te ama?

Eu fui um louco, ó mulher, em te amar

Teu desprezo me arrasta lentamente

Para a campa solitária vou partir

E a morte será minha vingança

Para que serve ó mulher, eu existir

São tantos males que torturam minha vida

O meu pranto não cessa um só instante

Sofro tudo por ti, mulher querida

Mas, por Deus eu te juro ser constante

Quando ouvires os dobres de um sino

São sinais por um pobre que morreu

Deita ao menos uma lágrima em lembrança

Por aquele que por ti tanto sofreu

Quando fores um dia ao cemitério

Uma campa bem triste lá verás

Não perturbes, ó mulher, por piedade

O sono mortuário de um rapaz

Se fitares meu sepulcro esquecido

Ó tu, a quem tanto idolatrei

Deita sobre meu túmulo uma saudade

Em troca do amor que te jurei.

   


Extraído do livro
Sábado, Estação de viver – histórias da boemia cearense, de Juarez Leitão
fotos: facebook, google, DN e arquivo Nirez     


segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Palácio do Bispo, atual Paço Municipal/ Palácio João Brígido

Para quem já viveu sobre seu piso de madeira vermelha, o prédio ainda hoje é conhecido como Palácio do Bispo. A alcunha é devido ao fato de o local ter abrigado – por mais de cem anos, de 1860 a 1973 – a residência episcopal. Serviu de morada aos bispos e padres, além de seminaristas que recebiam aulas de religião em seus aposentos.


Localizado num terreno atrás da Catedral Metropolitana de Fortaleza, na Rua São José, o palácio e a área que o circunda, passou do poder religioso ao poder público municipal, e é hoje a sede da Prefeitura de Fortaleza. Considerando o passado arquitetônico, trata-se de um prédio raro, embora não muito antigo do ponto de vista histórico. Não tem nem 200 anos. Porém, em termos de Fortaleza, é um dos mais antigos, de acordo com o historiador Antônio Luiz Macedo.


No século XIX, mesmo com a expressão econômica da cidade sendo diminuta, começaram a proliferar as edificações de alvenaria, mais passíveis de preservação. Construções mais modestas e abundantes, de madeira trançada, não tiveram como resistir à passagem do tempo.

A partir de 1973, o casarão foi palco das decisões políticas dos prefeitos de Fortaleza, mas foi deixado de lado em 1991, no primeiro mandato do prefeito Juraci Magalhães. O resultado foi o total esquecimento da manutenção do edifício durante esse período, ocupado por algumas secretarias municipais. Em 2005, foi tombado, o que, no entanto, não significou uma restauração imediata, o que só veio a ocorrer três anos depois.

Ao ocupar o Palácio, o Paço Municipal não preservou sua fachada original. Ao longo dos anos e dos diferentes usos que foram dados ao imóvel, ele foi sendo modificado. Sua estrutura é original, mas as diversas intervenções foram agregando elementos de outras concepções.

O edifício da Rua São José era um armazém de alimentos de propriedade do Sargento-Mor e comerciante português Antônio Francisco da Silva, um ascendente da família Albano. Dos Albano, o armazém passou para os Guimarães, outro poderoso clã da cidade.  No século XIX, a chácara dos Guimarães era um oásis à beira do Pajeú e ainda afastado do Centro da cidade, embora fosse perto da Catedral .

imagem da área do Centro com a antiga Igreja de São José (demolida em 1938), e logo atrás, o Palácio do Bispo e o Bosque Dom Delgado 

E foi essa proximidade com a Catedral o principal motivo que levou o casarão a mudar de dono mais uma vez. Em 1860, o prédio foi comprado pelo Governo Imperial por 60 mil réis para ser a sede do Bispado de Fortaleza. Ainda não havia bispo naquela época.  Dom Luiz Antônio dos Santos, embora nomeado o primeiro prelado da diocese do Ceará em 1859, só chegou a Fortaleza em 1861, mas não ocupou o Palácio.

Mais tarde a casa passou aos cuidados de Dom Joaquim – bispo de 1884 a 1912 – que foi responsável por manter junto à igreja, a posse do prédio, mesmo depois da Proclamação da república (1889) e da Primeira Constituição Republicana, quando a igreja perdeu a relação com o Estado.

fachada interna do Palácio João Brígido 

A venda do Palácio do Bispo para a Prefeitura foi feita por Dom José Delgado. Para conseguir vender o casarão, Dom Delgado recorreu ao Vaticano, devido a falta de autorização local. Conseguido o apoio, foi passada a edificação, com área de mais de dois mil metros quadrados, ao prefeito Vicente Fialho, por Cr$ 3.094.500,00.

Bosque Dom Delgado, no quintal do Palácio, cortado pelo riacho Pajeú. Foto de 1991

Dom Delgado alegou “a pobreza da arquidiocese, que não suportava o ônus da manutenção do patrimônio, aos ecos do Concilio Vaticano II, que propagava a pobreza pelos quadrantes do mundo, levando aos bispos a despojar-se do poder e riqueza,e a presença constante de comensais no Palácio, que obrigava as religiosas a redobrados trabalhos”, escreveu no O Povo, em março de 1979.

Dom José de Medeiros Delgado

A justificativa era em resposta ao artigo “Devolva-se o quanto antes à Arquidiocese o histórico Palácio do Bispo”. Assinado por Daniel Carneiro Job, publicado no mesmo jornal, em fevereiro, no qual acusava o bispo de vender o casarão “a preço de bolo de milho em fim de festa”.

O antigo Palácio do Bispo, o atual Paço Municipal é denominado oficialmente de Palácio João Brígido, em homenagem ao político e jornalista João Brígido dos Santos (1829-1921). 


Fontes:
Anuário de Fortaleza 2012-2013
fotos O Povo, Arquivo Nirez e Anuário do Ceará

    

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Parangaba – sob As Bênçãos do Bom Jesus dos Aflitos

A região onde hoje fica o bairro da Parangaba foi formada a partir de um aldeamento, também chamado de missões, áreas em que se erguiam espécies de aldeias indígenas artificiais –  diferentes das aldeias originais dos nativos – para onde os jesuítas conduziam e mantinham os índios da região, no intuito de convertê-los ao catolicismo. 
Sua história começa em 1607, quando os jesuítas Francisco Pinto e Luiz Filgueiras vieram de Pernambuco e fundaram pequenas aldeias, inclusive a de Porangaba.


Em 1609 foi construída uma capela para guardar os ossos do jesuíta Francisco Pinto que fora trucidado pelos índios tucurijus. Foi a primeira capela da região. Depois, é fundada a primeira igreja, com o nome de Nossa Senhora das Maravilhas. A Igreja de Bom Jesus dos Aflitos foi sendo estabelecida a partir de 1664, durante o processo de  instalação dos aldeamentos jesuítas e da ocupação indígena no Ceará, mais precisamente quando os padres jesuítas Jacob Cócle e Francisco de Cassali deslocaram os índios Potiguaras, que se encontravam na região do rio Ceará, para Porangaba, formando o aldeamento homônimo.

Nessa ocasião construíram uma capela, com a colaboração dos índios chefiados por Antônio Felipe Camarão, sob a invocação de Bom Jesus dos Aflitos, devoção oriunda da angústia do povo que recorreu ao Senhor Bom Jesus durante a batalha do Pico do Cascalho entre tropas de Portugal e Espanha, em 1582. Ao redor da igreja, a comunidade cresceu, a princípio em chácaras, depois transformadas em área nobre com imensos casarões.


Quando os jesuítas foram expulsos do Brasil pelo Marquês de Pombal, já na segunda metade do século XVIII, os aldeamentos foram transformados em vilas. Os jesuítas tiveram seus bens sequestrados e deixaram a administração das vilas indígenas, que ficaram a cargo de diretores. A Lei do chamado Diretório Pombalino era de 1758, mas foi implementada no Ceará no ano seguinte.  A partir desse fato surgiram as vilas de Viçosa do Ceará, Vila Nova de Soure, e Vila Nova de Arronches, em 1759. No ano seguinte – 1760 – foi criada a Vila Nova de Messejana, e em 1764, as Vilas de Monte-mor-Novo (Baturité) e Crato. Eram as chamadas “vilas de índios”. Três dessas vilas ficavam nos arredores de Fortaleza: Soure (Caucaia), Arronches (Parangaba) Messejana (Paupina).


Quando a Vila Nova de Arronches foi incorporada a Fortaleza, a Igreja do Bom Jesus dos Aflitos ficou impedida de funcionar, ficando nessa condição até 1875, ocasião em que, segundo a Secultfor, foi edificada a estrutura atual da igreja. A imagem de Cristo Crucificado, ainda é a original do tempo dos Jesuítas.

Arronches foi incorporada a Fortaleza pela lei n° 2, de 13 de maio de 1835 com o nome de Porangaba. No final de 1835, o município foi restaurado e em 1921 foi extinto pela última vez. Passou a ser distrito, época em que abrigou uma experiência pioneira: a instalação de ônibus elétricos com um terminal que funcionava nos fundos da igreja matriz.


É na Parangaba que ainda resiste uma das mais antigas manifestações culturais do Ceará. Não se sabe ao certo quando a famosa Festa dos Caboclos começou, mas é anterior a 1816, quando a Porangaba ainda era um aldeamento indígena. A peregrinação dos caboclos saía à cata de esmolas para a festa do Bom Jesus, orago da Vila. Saíam no último domingo de outubro, em procissão, com a coroa de espinhos do Bom Jesus dos Aflitos. A frente ia um tambor, despertando os ecos de montanhas e caatingas, avisando da aproximação do cortejo, que é recebido com alvoroço pelas povoações e lugarejos nos quais o dia de sua chegada é considerado santo. 

Passavam por Porangaba até Maranguape, protegidos pelo terço de viagem (rezado em algum lugar de passagem) e pelo terço da noite (cantado nas casas de pernoite). Retornavam à aldeia próximo do Natal; os oito Caboclos, vestidos à moda sertaneja, vinham queimados por muitos sóis. Segundo a tradição, D. João V teria doado a imagem de Bom Jesus aos índios, e a de N.S. das Maravilhas às índias. A peregrinação envolvia outras cidades, como Maranguape e Viçosa do Ceará. Como era feita a cavalo ou a pé, a manifestação durava meses. Durante o percurso, donativos eram recolhidos para a Igreja.

Atualmente, a Festa dos Caboclos é chamada de Festa da Coroa de Bom Jesus dos Aflitos. Ela acontece, anualmente, entre os meses de setembro e dezembro. A coroa de ferro passa por diferentes capelas da região e volta à igreja matriz no dia 23 de dezembro, quando sobe de volta ao altar e é postada acima da imagem de Jesus Cristo. A festa do Bom foi recuperada nos anos 80 pelo padre Marcelino Zanela. 


O grande patrimônio ambiental do bairro, é a Lagoa da Parangaba, cujas águas limpas que já serviram para o lazer e abastecimento dos moradores, deram lugar a águas poluídas, turvas e mal cheirosas. De acordo com o levantamento realizado pela prefeitura de Fortaleza, a Lagoa da Parangaba é uma das que têm maior profundidade, o que favorece a atividade da pesca. Mas segundo especialistas em meio ambiente, a lagoa está poluída, coberta de aguapés, cercado de lixo e precisa de ações urgentes para acabar com os esgotos clandestinos. 

Segundo relato de moradores mais antigos ao jornal "O Povo", a Lagoa de Parangaba já chegou secar totalmente. Durante a 2ª Guerra, quando foi montada uma base americana no Pici, e o Estado atravessava um período de estiagem. Os americanos retiravam grande volume de água da lagoa, que era transportada em caminhões, para utilizarem na base. Até que um dia a lagoa secou.
Outros afirmam que onde hoje existe a lagoa, havia apenas um riacho, a lagoa só teria surgido depois do aldeamento, porque muita areia foi retirada daquele local, para construção das casas. 
  

No entorno da lagoa, funciona a famosa "feira da Parangaba", onde se encontra de tudo, desde o comércio clandestino de aves silvestres, peças de artesanato, artefatos de metal e plástico e revenda de veículos.

 No endereço da fábrica Gesso Chaves S/A...
Está o Shopping Parangaba, um gigante do comércio varejista na região
 a antiga estação de trem ficou aprisionada entre as estruturas do novo transporte modal...
 o Metrofor

Distrito Parangaba
Limites
Norte – Montese, Demócrito Rocha e Itaoca
Sul – Maraponga
Leste – Itaperi e Dendê
Oeste – Joquei Clube, Bom Sucesso e Vila Peri
População – 30.947 habitantes em 9.225 domicílios
 

Fontes:
História do Ceará, de Airton de Farias
Revista Fortaleza – fascículo 8
Jornal O Povo
http://mapa.cultura.ce.gov.br/espaco/274/ 
Anuário de Fortaleza - 2012/13
fotos: Brasiliana Fotográfica, Arquivo Nirez, IBGE, Fortaleza em Fotos (2013)