quinta-feira, 28 de maio de 2015

Capitalismo de Fé: As Capelas dos Shoppings Centers

Os Shoppings Centers constituem os chamados “templos de consumo”, na definição consagrada de um autor. Apareceram no Brasil a partir de 1966, quando foi inaugurado em São Paulo, o Shopping Center Iguatemi.

Depois, esse tipo de empreendimento se espalhou pelo país afora, na maioria nas capitais dos Estados e nas grandes cidades do interior.  Os shoppings centers foram criados em razão do declínio do comércio do centro das cidades, que aglutinava todo tipo de atividades, produtos e serviços.  Quando  os consumidores passaram a residir nas periferias das cidades, cada vez mais longe do centro, e cada vez mais dependentes de transportes, esses centros comerciais, com seus problemas de  fluxo  de  tráfego,  estacionamento e insegurança, começaram  a  perder  negócios.  Os  comerciantes situados nos centros das cidades começaram a abrir  filiais em  shopping  centers  regionais,  e  o  declínio dos centros comerciais se acentuou.

Center Um - o primeiro shopping de Fortaleza em 1974 (foto do livro Viva Fortaleza) 

Em Fortaleza o primeiro shopping center foi o Center Um, inaugurado em 1974, que tinha como loja âncora um supermercado. Tinha estacionamento e mais de 48 lojas e lanchonetes.

Hoje, os Shoppings Centers estão espalhados por toda a cidade, e tem na diversidade na oferta de bens, serviços e lazer sua principal característica. São frequentados por pessoas de classes sociais diversas, que vão ao shopping por motivos também diversos. Mas, como nem só de consumismo vive o ser humano, os shoppings resolveram investir em um espaço que destoa do espírito do empreendimento: as capelas religiosas. 

São pequenos recantos, com iluminação discreta, alguns símbolos religiosos, localizados em áreas reservadas. São frequentadas por clientes em busca de sossego, de meditação ou por quem procura simplesmente um pouco de descanso entre uma e outra atividade.  Não se sabe ao certo quando ou qual shopping lançou a moda em Fortaleza, mas o fato é que vários deles, inclusive os maiores, já conta com esses espaços, a exemplo do Iguatemi e do recém-inaugurado Rio Mar, no bairro Papicu.


No Shopping Iguatemi - capela ecumênica Dom Lorscheider


 No Shopping Del Paseo - Capela Mãe de Deus. A capela fecha bem antes do horário de funcionamento do shopping (segunda a sábado das 10 as 19 hs; domingo das 14 às 20 hs) 



 No Shopping Benfica - Capela de Nossa Senhora


Fontes consultadas:
Shopping Centers e suas Peculiaridades Contratuais
De Silvana Martinazzo
Disponível em http://www.secal.edu.br/revista/pdf/140%20a%20164%20shopping.pdf
wikipédia
fotos de Rodrigo Paiva

terça-feira, 26 de maio de 2015

Borós: Os títulos de crédito do Século XIX

Os borós, criação genuinamente cearense, nasceram e circularam nos tempos antigos, quando havia absoluta falta de troco. Eram vales de pequenos valores, aos quais eram atribuídos os mesmos valores das moedas, e que eram aceitos, como se fossem legais.


Encheram toda uma época e tiveram assim a sua história dentro da vida comercial da cidade. Foram emitidos a torto e a direito. Grassou como uma verdadeira epidemia, qualquer um se achava no direito de lança-los. E surgiram aos montes, de todos os formatos, de todas as cores, de todos os tamanhos, impressos ou escritos à mão, valendo ora 100 Réis, ora 200, e ensaiaram resolver a difícil questão da falta de troco. O museu Rocha, do professor Dias da Rocha, possuía para mais de 400 espécimes, em interessante coleção, os quais hoje, não são mais encontrados pelos colecionadores.

Os Borós que circularam com melhor aceitação foram os emitidos pela Câmara Municipal de Fortaleza, em 1896, quando era Intendente Guilherme Rocha. Foram lançados para custear a construção do Mercado de Ferro, desmontado em 1938. Dentro da urna, quando da colocação da pedra fundamental, Guilherme Rocha ajuntou um punhado desses vales, amarrou-os e escreveu por fora a seguinte frase: “com isto, fiz isto”.

Mercado de Ferro, construído pelo Intendente Guilherme Rocha utilizando Borós como meio de pagamento. 

Havia Borós muito curiosos, pitorescos, até. A propósito de tudo, e mesmo sem propósito algum, apareciam os vales, cujos dizeres eram mais ou menos os seguintes, às vezes escritos pelo próprio punho do emissor: “João Pinto, deve ao portador por falta de troco, quinhentos réis”. Ou ainda:  “A Comissão do Comércio abaixo assinada garante ao portador a quantia de 100 réis. Baturité, setembro de 1893: ou ainda com um simples carimbo, onde se lia “Fernando do Amaral. Devo 100 réis. Milagres – Ceará”. No mais das vezes o vale era desprovido de qualquer prolixidade: “vale um quilo de carne”, e com esses dizeres simples corria a praça, tendo o seu valor.Ainda emitiram borós, as companhias de bondes de burro: Empresa Ferro Carril do Ceará, Ferro Carril do Outeiro e Companhia de Bondes de Porangaba.

As empresas de transporte Ferro Carril também emitiram Borós, de modo que a passagem podia ser paga com esses vales

Conta-se que certa vez, um ambulante da feira de Fortaleza inventou, como toda gente, borós de sua emissão com a seguinte inscrição: “vale uma tigela de arroz doce”, e a coisa chegou aos ouvidos do Intendente, que proibiu a circulação dos mesmos e determinou seu recolhimento pelo negociante, pois só os da Câmara tinham, então, valor circulatório. Aquele, porém, à proporção que os resgatava, depositava-os na lata do lixo. A meninada esperta descobriu a mina e comeu muito arroz doce gratuitamente, com os vales que, por descuido do vendedor ambulante, voltaram a circular.

Muitos comerciantes foram à falência por emitir borós sem possuir o necessário lastro e o resultado era fatal: o resgate não se dava. O caso de um proprietário de um sítio em Baturité ficou famoso:  o homem, chamado Clementino, para facilitar o pagamento dos seus assalariados, emitiu borós o quanto pode. Em partidas mais que dobradas, quadruplicadas. Mais tarde, ou porque não fosse oportuna a época da quitação, ou porque o lastro não fosse suficiente, tal resgate não se deu. Veio o descrédito. Ninguém queria aceita-los. E os contratempos apareceram. Até um cego pedinte, que esmolava em Cangati, cantarolava ao som da viola: 

Eu peço por caridade
Pelo seu Senhor Divino
Eu só não quero boró
Que seja do Clementino

Aracati - os Borós foram largamente usados também em cidades do Interior do Estado 

Os borós tiveram sua época de ouro e depois, com o passar do tempo, ficaram desacreditados. Tendo sua origem no Ceará, todavia foram copiados por alguns Estados brasileiros, entre os quais o Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia e Minas Gerais, que também os emitiram, larga e profusamente.


Extraído do livro de Raimundo Menezes
Coisas que o Tempo Levou – crônicas históricas da Fortaleza antiga
fotos do Arquivo Nirez

  

terça-feira, 19 de maio de 2015

A Criação das Câmaras Municipais

No período colonial (1530-1822) apenas as localidades elevadas à categoria de Vila podiam instalar uma câmara municipal. As câmaras são instituições herdadas dos colonizadores portugueses, e passaram a existir oficialmente no Brasil a partir de 1532, com a instalação da Vila de São Vicente.

A primeira Câmara de Vereadores do Ceará, foi eleita no Iguape, em 1701,  tendo a denominação de São José de Ribamar; Com as idas e vindas e a polêmica sobre o local de instalação da Vila entre Aquiraz e Fortaleza, no dia 20 de abril, a Câmara da Vila de São José de Ribamar, resolve mudar de lugar se instalando na Barra do Ceará, tendo a dita Câmara iniciado os trabalhos no mesmo ano de 1701.

As Câmaras eram compostas de dois juízes ordinários (leigos, eleitos como os demais membros da Câmara) e por três vereadores, todos eleitos entre a elite local, os chamados “homens bons”, indivíduos de posses, geralmente rudes e analfabetos, que figuravam em listas elaboradas para esse fim. 



1a. Sede da Assembleia Provincial - Em sessão da Câmara do dia 9 de abril de 1709, o Juiz Ordinário requereu ao Rei de Portugal que se mandasse fazer a Casa da Câmara e Cadeia;  não sendo atendidos, os oficiais da Câmara resolveram estabelecer uma contribuição em alqueires de farinha, para com isso obterem recursos para a execução da obra. O local escolhido foi a atual Praça da Sé. A obra ficou pronta em 1726, quando o povoado foi elevado à categoria de Vila.

Ate a Proclamação da República, em 1889, não havia a figura do prefeito. Todas as decisões e todas as funções da organização sócio-política da cidade – administrativa deliberativa e judiciária – eram exercidas pelas Câmaras Municipais. O poder era tanto que os camareiros se permitiam algumas excentricidades, como aconteceu em meados do século XIX, quando o presidente da Câmara propôs que a cidade fosse dividida em bairros em número equivalente ao de vereadores, assim, cada vereador teria o seu.

A criação de uma nova função – a de Intendente Municipal (equivalente a do atual prefeito), pouco alterou a situação de subordinação. A eleição era direta, pelos membros da Câmara, para o mandato de um ano, podendo ser renovado por mais um.

 

Casa do Intendente Guilherme Rocha - O Intendente era nomeado para o mandato de 1 ano, podendo ser prorrogado por mais um. Apesar da regra, Guilherme Rocha foi nomeado Intendente Municipal pelo presidente  Nogueira Accioly, assumindo o cargo a 12 de julho de 1892, permanecendo na função até 1° de fevereiro de 1912, sendo assim o Intendente de mais longa administração, durante o qual realizou diversos melhoramentos urbanos. 

No início, o Intendente era escolhido necessariamente entre um dos vereadores e não recebia salário pelo exercício da função. Praticamente não havia conflito entre a Câmara e a Intendência.Mas as coisas mudaram quando a Presidência do Estado decidiu, através de lei, retirar o poder dos vereadores de escolher o Intendente. A princípio o escolhido continuou sendo um dos membros da Câmara.  As divergências entre Câmara e Municipal e Governo da província surgiram de fato, quando o Presidente da província passou a nomear o Intendente, e decidindo ainda, que o mandato poderia ser exercido por qualquer cidadão.

  Palacete Senador Alencar na Rua São Paulo
O prédio que hoje abriga o Museu do Ceará teve sua construção iniciada em 1855 e concluída em 1871. Foi idealizado para ser a Assembleia Provincial do Ceará, em pleno Brasil-Império.

No centro dos conflitos entre os dois poderes, estava a questão fiscal. A renda do Estado vinha do setor exportador, e a do município das atividades comerciais. Para manter as finanças em ordem, o Estado proibiu que as parcelas de suas rendas fossem arrecadadas pelo município. Para controlar a rebeldia na Câmara, a saída foi nomear pessoas de confiança para o cargo de Intendente Municipal. 

O ordenamento das vias públicas e o disciplinamento dos moradores da cidade, que já registrava um tímido crescimento na virada do século XVIII para o XIX, foram as principais preocupações da câmara municipal na época. Em 1800, Fortaleza já contava com um arruador, espécie de arquiteto/urbanista amador, para organizar o traçado das ruas, 13 anos antes do português Silva Paulet, autor da primeira planta parcial da cidade, chegar a Fortaleza, em companhia do Governador Sampaio.

  
O prédio da Intendência Municipal foi o primeiro sobrado de tijolo e telha, construído por Francisco Pacheco de Medeiros em 1825. Em 1831 a Câmara comprou o prédio mudou-se para a nova sede em 1833. Também abrigava a cadeia.

Algumas câmeras como a de Fortaleza, funcionavam também como cadeia. Tinham ainda atribuições hoje exercidas pelo Ministério Público, denunciando juízes, crimes e abusos. Também tinha o direito de nomear procuradores às cortes, e de representar a vila junto às autoridades superiores e ao próprio rei. 

Em março de 1823, Fortaleza adquiriu o status de cidade, com direito a escolher, através do voto, nove vereadores elegíveis após dois anos de residência no termo (município). A duração da legislatura passa a ser de quatro anos e a presidência da câmara era exercida pelo vereador mais votado que também acumulava a função executiva. Já a figura do prefeito, só se implantou no Ceará a partir de 5 de agosto de 1914, em substituição aos intendentes.

Exemplo de Leis Municipais do Século XIX 

Lei n° 308, de 24/07/1844



Nenhuma pessoa, livre ou escrava poderá entrar nesta cidade, ou percorrer suas ruas de camisa e ceroulas, pela imoralidade e indecência do trajo; e a que contrário fizer será multada em mil réis ou dous dias de prisão.


Lei 328, de 19/08/1844

Fica proibido a qualquer pessoa apresentar-se nua, das seis da manhã Às seis da tarde, nos largos ou riachos desta cidade, sob qualquer pretexto que seja. Os contraventores sofrerão a multa de quatro mil réis, ou oito dias de prisão.  
 
 
fontes: 
Revista Fortaleza, fascículo 4
História do Ceará, de Airton de Farias 
fotos do Arquivo Nirez 


quarta-feira, 13 de maio de 2015

Intervenções médico-urbanas

As primeiras intervenções médico-urbanas em Fortaleza  acontecem a partir da segunda metade do século XIX. No momento em que Fortaleza inicia um movimento inédito de crescimento econômico e social, o saber médico local se estabelece com a volta dos médicos cearenses formados nas faculdades de medicina da Bahia e do Rio de Janeiro, existentes desde 1832.

Faculdade de Medicina da Bahia, em 1905 
foto: http://www.historiaecultura.pro.br

Consta que no século XIX, 80 médicos cearenses foram diplomados, sendo que 30 retornaram e se estabeleceram na Província. Boa parte desses profissionais é descrita como heróis pela história local, pelo pioneirismo e dedicação que demonstraram diante de tantas adversidades naturais, sociais, políticas e tecnológicas da época e da região.

As principais adversidades foram as grandes secas e as epidemias. As secas traziam à Capital, grandes levas de sertanejos famintos e doentes, deixando considerável número de órfãos e abandonados. As epidemias apareceram no rastro das piores estiagens.

retirantes da seca de 1877, vindos de várias localidades do Ceará, para Fortaleza

A seca de 1845 e as epidemias de febre amarela (1815) e do cólera-morbus (1862-64), foram as principais responsáveis pela construção da Santa Casa de Misericórdia e do Lazareto da Lagoa Funda. Apesar de estar parcialmente concluída em 1857, a Santa Casa de Misericórdia só foi inaugurada no ano de 1861, no mesmo local em que se encontra até hoje, em frente ao Passeio Público.

Por ser o único hospital público até o começo dos anos 30, a Santa Casa foi o principal espaço de tratamento da população pobre, desde que os doentes não estivessem acometidos por moléstias contagiosas. Para estes foi criado o Lazareto da Lagoa Funda, localizado à cerca de 7 km do centro. Edificado entre 1856 /57, o Lazareto foi o primeiro exemplo concreto da medicina urbana e preventiva em Fortaleza, já que sua finalidade era a de abrigar os prováveis atingidos pela epidemia de cólera, que já grassava em outras províncias. Enquanto o mal não chegou ao Ceará, o hospital serviu para quarentena dos que desembarcavam em Fortaleza, vindos de lugares já atingidos.

uma multidão de famintos aguarda na estação ferroviária de Iguatu, uma oportunidade de embarcar para a Capital

Como já era esperado, o cólera chegou à Província e ceifou a vida de 11 mil cearenses entre 1862 e 1864. Não há dados sobre como ficou a Capital durante a epidemia, apenas que o número de vítimas foi de 362, bem menor que o de Maranguape, cidade mais próxima com 1.960 óbitos. Ao contrário do que ocorreria nas províncias do Pará, da Bahia e Rio de Janeiro, não se verificou novo surto de cólera no Ceará, como foi o caso das epidemias de febre amarela e varíola, que retornaram com gravidade – a febre amarela em 1892 e permanecendo até 1924, quando começou a ser neutralizada pela ação da “Comissão Rockfeller contra a febre amarela”. Por sua vez, a varíola assolou a região por muito tempo. A varíola, moléstia que mais aterrorizou Fortaleza permaneceu até 1904, quando foi finalmente eliminada por ação da Inspetoria de Higiene e principalmente, pelo farmacêutico Rodolfo Teófilo.

Santa Casa de Misericórdia, o primeiro hospital de Fortaleza

No período de 1850-60, dois dos médicos formados na Bahia e no Rio de Janeiro se destacaram na construção de um investimento médico-higienista sobre a ascendente urbanização de Fortaleza: os doutores Lourenço de Castro  e Silva e Liberato de Castro Carreira. 

Nomeado "médico da pobreza", por portaria de 1845, Castro e Silva atuou na capital até meados de 1850. Enfrentou a epidemia de febre amarela e foi o primeiro a estabelecer os contornos de uma polícia médica para a cidade. Sanear o meio urbano, principalmente através de medidas profiláticas nas ruas, foi a preocupação central de Castro Carreira. Combatendo os pontos urbanos que estavam se transformando em focos infectantes, o médico sugeriu a transferência do matadouro público, uma vez que o mesmo comprometia o ar da cidade. Recomendou ainda, a proibição de salgamento de couros em vias centrais, a criação de porcos nos limites do perímetro urbano e a eliminação das águas estagnadas em quintais. Solicitou às autoridades que fosse providenciada a limpeza das vias públicas, chafarizes e poços além de inspeção constante a todo e qualquer quintal.

Rua São Paulo, prédio da Assembleia provincial em 1908

Essa medida de entrar no espaço doméstico da população e impor-lhe regras de higiene privada continuaria pelo restante do século passado e por todo o período da Primeira República. Os Códigos de Postura municipais daquela época demonstram a intenção de manter-se o controle urbano. As normas intensificam uma fiscalização pormenorizada de ruas, casas, edificações, produtos, gêneros alimentícios, etc. chegavam ao detalhe de proibir a tintura de doces e massas com óxidos, cobre e mercúrio por parte dos confeiteiros, obrigavam a limpeza do riacho que corria nos quintais dos moradores da rua do mercado, limpeza da frente das casas, dentre outras medidas.

Se tais prescrições foram de fato cumpridas, é difícil saber. Entretanto, importa saber que estas determinações municipais revelam a vigência de um saber que cada vez mais vigia a Cidade e o povo em seus mínimos detalhes. Ademais, tais imposições de normas e regras a serem adotadas sob pena de multa, também delineiam a constituição de um novo tipo de poder, aquele que, preocupado com a produção de vida, intervém em tudo que considera como ameaça à saúde da coletividade.


Extraído do livro de Sebastião Rogério Ponte
Fortaleza Belle Epoque – reformas urbanas e controle social – 1860-1930
fotos: arquivo Nirez, Álbum de Vistas do Ceará