segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Colégio Castelo Branco

O colégio Castelo Branco foi fundado no dia 1° de junho de 1900 com o nome de Instituto Miguel Borges, pelo professor Odorico Castelo Branco, na Rua Major Facundo, 156-B. Em 1910 mudou-se para a Rua Senador Pompeu, 24, depois mudou-se para a Praça Senador José Júlio (Praça do Coração de Jesus) onde permaneceu até a morte de Odorico, em 1921. Após o falecimento do seu fundador, o estabelecimento de ensino  recebeu a denominação de Colégio Castelo Branco, teve seu patrimônio alienado à Arquidiocese de Fortaleza e mudou-se para a Avenida Dom Manuel no final da década de 1930.

    foto do arquivo Nirez
O arquiteto autodidata José Barros Maia (Mainha),  aluno do estabelecimento quando este funcionava na Rua Senador Pompeu, conta que o professor Odorico Castelo Branco era um grande educador e disciplinador. No internato, eram oito ou dez alunos, onde havia um aluno chamado Paulo Sanford, um dos melhores do colégio. Todas as vezes que o professor Castelo saía, mandava que Sanford tomasse conta da secretaria.
Odorico Castelo Branco tinha uma filha Odorina, cuja mãe morreu no parto. O professor nunca consentiu que ninguém tomasse conta da filha, ele fazia isso sozinho.  Um dia, ele saiu e chegando na varanda posterior da casa, olhou e viu que o banheiro estava com a porta semiaberta. Perguntou quem era o “imoral” que estava usando o banheiro.  Disseram que era o Paulo Sanford. E então, à tarde, na hora que ele precisava, mandou chamá-lo e disse:  
- ô Paulo, vá tomar conta da secretaria.  O aluno respondeu: 
- não vou, porque um imoral não pode tomar conta da casa onde o senhor tem uma filha. O professor disse:  
- pois o senhor está expulso!
Aí o colégio todo ficou ao lado do Paulo Sanford. Ele pediu desculpas porque estava no meio do ano. No dia seguinte, estavam todos expulsos. Por causa de interferências externas, ele tornou sem efeito a expulsão. Mas expulsou todos os alunos solidários com a providência que ele tinha tomado.
As escolas funcionavam em casas antigas, adaptadas, raramente alguém construía um prédio especificamente para o funcionamento de uma escola. Geralmente o diretor-proprietário  botava a secretaria e algumas salas no corpo principal da casa, o restante era esse complemento de quintal. 
A relação professor/alunos era de muito respeito, o próprio arquiteto Mainha,  para não ser flagrado fumando,  pelo professor Castelo, apagou o cigarro na mão, o que lhe valeu uma marca que ele carregou para o resto da vida.      

Fonte:
Lembrar é Viver de Novo, depoimento de José Barros Maia (Mainha)
Cronologia Ilustrada de Fortaleza, de Miguel Ângelo de Azevedo (Nirez) 

9 comentários:

Rafael Pires disse...

Saudades saudades saudades...
maldades maldades maldades... tempos bons finalzinho da década de 80 e anos 90 vivi intensamente cada minuto nesse colégio muito orgulhoso era chamado pela Diretora Dn. Rosa de seu Pires para cada chamada de atenção. Hj não moro em Fortaleza estou em Natal-RN quiz o destino mas, cada vez que volto a Fortaleza faço uma visita visual lá que hj não tem mais o nome Colégio Castelo Branco parabéns por ter colocado essa pequena história assim pude saber um pouco mais! Rafael Pires de Castro rafaelhscomp@hotmail.com

Rafael Pires disse...

Saudades saudades saudades...
maldades maldades maldades... tempos bons finalzinho da década de 80 e anos 90 vivi intensamente cada minuto nesse colégio muito orgulhoso era chamado pela Diretora Dn. Rosa de seu Pires para cada chamada de atenção. Hj não moro em Fortaleza estou em Natal-RN quiz o destino mas, cada vez que volto a Fortaleza faço uma visita visual lá que hj não tem mais o nome Colégio Castelo Branco parabéns por ter colocado essa pequena história assim pude saber um pouco mais! Rafael Pires de Castro rafaelhscomp@hotmail.com

Fátima Garcia disse...

valeu Rafael, é sempre revisitarmos, ainda que virtualmente, os lugares da nossa memória afetiva.
Obrigada por visitar o blog.
abs

Janclerques Melo disse...

Vocês têm como conseguir um retrato ou foto do poeta Odorico Castelo Branco?

Há um Colégio com o seu nome em minha cidade, Floriano, Piauí, onde estudei na minha infância e preciso editar um post para o nosso blog:

www.portaldefloriano.blogspot.com

Fátima Garcia disse...

quando fiz o post procurei uma foto do sr. Castelo Branco, mas não localizei, Janclerques.
abs

Unknown disse...

estudei no castelo na decada de 80 e 90;muita mas muita saudade mesmo ;sempre quando vou a praia de iracema faço questao de passar em frente para mostrar meu filho e esposa onde passei bons momentos de minha infância e juventude

Talles George Gomes disse...

Lucio Flávio Barbosa Jucá de Araújo, Nascido em 1949, Administrador, Contador (aposentado)
mais ainda ativo na SDE da PMF:
Iniciei minha vida escolar no ano de 1955 (Do Primário a Segundo Grau),; Lembranças
Pe, Jorgelito Cals de Oliveira, (diretor)
Pe. Jonas Barros (vice Diretor)
Prof. Consuelda
Prof. Lima
Prof. Agnelo
e Tantos outros
Quantas lembranças, Chiquinho na Secretaria, Merceraria do Biel, as manhãs na porta da Escola Normal, momentos maravilhosos que marcaram uma vida.
tempo maravilhoso, onde não existia insegurança,

Lúcio Flávio Barbosa Jucá de Araújo disse...

Caro amigo Talles,

Estou muito agradecido por este registro sobre minha pessoa e minhas lembranças
do Colégio Castelo Branco, tempos maravilhosos quando Fortaleza era uma cidade
em que nós podíamos curtir as belezas naturais e o convívio entre (amigos, vizinhos,
colegas de estudo, etc). Tínhamos uma carnaval que deixou saudades (Av Dom Manuel-Corso
dos caros com o mela-mela), carnaval de rua (24 de maio/Senador Pompeu), tertúlias nos
fins de semana (Maguari e Diários-Sede antiga), a onda de vento da Rua Guilherme Rocha,
e tantas outras, coisas que hoje o cearense jovem não tem a curtir.

José Stênio Moreira disse...

Estudei no Colégio Castelo Branco nos anos de 1955 a 1964, tendo com diretor o Padre Joselito Carls de oliveira e professores Padre Jonas Barros, padre Geraldo, padre Hortêncio, Padre Gessé, Professor Miller, professor Ten. Lisboa (musica), professor Antonio soares, Joel Linhares, Nogueirinha, dentre outros. Tenho muitas saudades daqueles velhos tempos em que podíamos andar em Fortaleza sem medo de ser assaltado, como acontece nos dias de hoje. Queria manter contato com algum colega que estudo no colegio Castelo neste período.