sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura

O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura foi inaugurado em 28 de abril de 1999 a um custo de R$ 10 milhões. O projeto foi idealizado pelo então Secretário da Cultura do Estado do Ceará, o antropólogo e jornalista Paulo Linhares, e projetado pelos arquitetos cearenses Fausto Nilo e Delberg Ponce de Leon.
São 30 mil metros quadrados de área para vivenciar a arte e a cultura, com atrações como o Memorial da Cultura Cearense, o Museu de Arte Contemporânea, o Teatro Dragão do Mar, as salas de cinema do Espaço Unibanco Dragão do Mar, o anfiteatro Sérgio Mota, um Auditório e o Planetário
O complexo foi batizado de Dragão do Mar em homenagem ao pescador Francisco José do Nascimento, também conhecido por Chico da Matilde, símbolo do movimento abolicionista cearense, que se recusou, em 1881, a transportar em sua jangada para os navios negreiros, escravos que seriam vendidos no sul do país.
Problemas ligados à falta de segurança, à escassez de vagas para estacionamento, abusos cometidos por flanelinhas, e preços exorbitantes cobrados por bares e restaurantes comprometem a boa reputação do local.









fotos: Rodrigo Alboim

2 comentários:

Carlos, Carlinhos, Getúlio disse...

E somando-se a todos esses problemas, querida Fátima, há também outro importante implicador: o fato de as obras públicas cearenses serem planejadas sem o mínimo de estudo e de impacto social. Para termos uma ideia, há dois anos foi inaugurado o trecho duplicado da antiga BR-116, hoje Rodovia Santos Dummont, entre Pacajus e Fortaleza, depois de uns 15 anos de atrasos, embargos e licitações. Nesse tempo, sabe quantas passarelas foram erguidas para atender os vilarejos locais? Nenhuma! E hoje, pessoas que antes levavam cinco minutos para atravessar a pista e chegar ao trabalho, hoje arrodeam até uma passagem, levando 30 minutos. Parece pouco, mas vamos ver as vidas dessas gentes. Sem mencionar o perigo de atropelamento a que estão sujeitas. No caso do Dragão, podemos dizer que ele foi erguido de costas para os fortalezenses, e, se por um lado, é lindo, monumental, funcional e nos traz cultura e entretenimento, por outro, não está aberta às populações que mais precisam de cultura e diversão. Muitos meninos e meninas fortalezenses, de periferias e bairros carentes, nunca estiveram no sagrado antro que homenageia um homem, que, um dia, lutou pela igualdade de todos.

Fátima Garcia disse...

Oi Carlinhos
É verdade que as obras governamentais quase sempre não levam em conta as necessidades da população, o foco é sempre o turista. Mas no caso do Dragão do Mar tenho visto, algumas vezes, ônibus conduzindo alunos de escolas públicas em visita ao espaço. provavelmente o número de excluidos é muito maior, mas pelo menos, já é uma iniciativa.
Gosto dos seus comentários, são bem oportunos.