segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O Patrimônio Histórico – Parte I

Patrimônio Histórico Cultural pode ser definido como um bem material, imaterial, natural ou imóvel que possui significado e importância artística, cultural, religiosa, documental ou estética para a sociedade. 
Estes patrimônios foram construídos ou produzidos pelas sociedades passadas, por isso representam uma importante fonte de conhecimento, informação, pesquisa e preservação cultural.
O Patrimônio Cultural é dividido em dois grupos: imaterial e material. O patrimônio imaterial é aquele em que as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas, instrumentos, objetos, artefatos e lugares são reconhecidos por comunidades como parte integrante de seu patrimônio cultural. 
Para a conservação e preservação desse patrimônio, o poder público instituiu o Tombamento,  
 ato administrativo realizado pelo poder público com o objetivo de preservar, através da aplicação de legislação específica, bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e também de valor afetivo para a população, impedindo que venham a ser destruídos ou descaracterizados.
O tombamento pode ser feito nas três esferas de poder: federal, estadual e municipal.
 O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) é o órgão da União responsável pelo tombamento em nível federal. 
Nos Estados, são os institutos do patrimônio histórico e artístico que podem executar essa tarefa. 
As prefeituras que possuem órgãos semelhantes também podem tombar um bem por meio de órgãos municipais de mesma natureza ou por meio de leis específicas ou pela legislação federal
Em Fortaleza as principais edificações consideradas hoje como patrimônio histórico da cidade, são do final do século XIX, início do XX. 
Até os primeiros anos de 1900, Fortaleza era pouco mais do que o que é hoje conhecido como centro da cidade. Não por acaso, a maioria dos imóveis identificados como patrimônio histórico estão nesta área da cidade. 
Na Competência Federal, ou seja,  os bens tombados pelo IPHAN,  em Fortaleza são em número de sete. 

Teatro José de Alencar
Tombamento Federal de 1964
Localização: Praça José de Alencar s/n – Centro 
O Teatro José de Alencar foi inaugurado oficialmente no dia 17 de junho de 1910. O projeto original previa um jardim ao lado do teatro, que só foi construído anos depois da inauguração, em 1975. 
A estrutura de ferro do teatro foi trazida da Escócia no inicio do século XX; passou por processos de restauração e hoje está em plena atividade.
Os jardins projetados por Burle Max, dão um ar característico e distinguem o TJA como o único teatro ajardinado do país.
Casa de José de Alencar
Casa de José de Alencar em foto de dezembro de 2010
Tombamento Federal de 1964
Localização: Avenida Washington Soares, 6055 em Messejana
A Casa de José de Alencar está situada no Sítio Alagadiço Novo, antiga Vila Nova Real de Messejana da América, também chamada Vila de Nossa Senhora da Conceição de Messejana. Adquirido em 1825, pelo padre José Martiniano de Alencar, foi por nove anos o lar do escritor cearense José de Alencar.Mais remotamente, o local fazia parte da aldeia dos índios Paupina.O sitio abriga as ruinas do primeiro engenho de ferro a vapor do Ceará.  
Sua inauguração em 1830,  foi o marco inicial da industrialização do Estado.No engenho eram produzidos cachaça, açúcar mascavo e rapadura
Praça dos Mártires (Passeio Público)
Tombamento Federal de 1965
Localização: Rua Dr. João Moreira, s/n – Centro 
Construção do séc. XIX, Em estilo neoclássico, é a mais antiga praça de Fortaleza. O nome Praça dos Mártires, se deve ao fato de ter sido palco do fuzilamento dos heróis da Confederação do Equador, em 1824. 
Palácio Senador Alencar
Tombamento Federal de 1973
Localização: Rua São Paulo – Centro 
    
O prédio que hoje abriga o Museu do Ceará teve sua construção iniciada em 1855 e concluída em 1871. Foi idealizado para ser a Assembléia Provincial do Ceará, em pleno Brasil-Império. Fica no quadrilátero entre as ruas São Paulo (frente principal), General Bezerril, Floriano Peixoto e Travessa Morada Nova. O projeto em estilo neoclássico é do engenheiro Adolfo Hebster. 
Palacete Carvalho Mota
Palacete Carvalho Mota em foto de julho de 2010
Tombamento Federal de 1983
Localização: Rua Pedro Pereira 683, esquina com a Rua General Sampaio, Centro de Fortaleza.
Construído em 1907, para servir de residência para a família do Coronel Antonio Frederico de Carvalho Motta. A edificação em questão inscreve-se no elenco de obras do chamado Ecletismo Arquitetônico
Forte de Nossa Senhora de Assunção
foto: http://www.maxpressnet.com.br/e/iphan/Fco_Augusto_Veloso_4.jpg
Tombamento Federal de 2008
Localização: Avenida Alberto Nepomuceno, s/n – Centro 
A partir de 1649 foram construídos vários fortes, que passaram por sucessivos desmoronamentos, no local. 
Até então conhecido como Forte Schoonenborch (em homenagem ao governador holandês), em 1654 o forte foi tomado pelos portugueses e nomeado Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção. 
 Em 1812 começou a ser construída a atual fortaleza, que foi praticamente concluída em 1817. De 1857 a 1860 outras obras foram realizadas, e a edificação passou então à categoria das fortificações de segunda classe. 
A velha fortaleza foi desarmada pelo governo da República em 1910 e passou a ser considerada apenas como dependência do quartel ali instalado. 
  Museu da Escola Normal Justiniano de Serpa
Colégio Justiniano de Serpa (imagem: ofipro)
tombamento federal de 1941
localização: Avenida Santos Dumont, 56
Primeiramente, chamou-se Escola Normal Pedro II, e por algum tempo, a partir de 1918, funcionou no andar térreo da Fênix Caixeiral, à Rua 24 de Maio, esquina noroeste com Rua Guilherme Rocha.  
Saiu dali em 23 de dezembro de 1923, quando se transferiu para a sede da Praça Filgueiras de Melo, (antes chamada Praça do Colégio). 
A obra foi iniciada em 11 de agosto de 1922, na gestão do Presidente Justiniano de Serpa, mas somente inaugurado, em parte, pelo seu sucessor Idelfonso Albano. A conclusão do edifício verificou-se no governo intervencional do Capitão (depois Major) Roberto Carneiro de Mendonça (1931-1934).  Mais tarde, a Escola Normal teve o nome mudado para  Instituto de Educação Justiniano de Serpa
A Escola mantém um Museu, cujo acervo  foi objeto de tombamento pelo IPHAN. 

Pesquisa: 
Jornal O Povo
IPHAN
Revista Veja
Jornal Diário do Nordeste
Revista Fortaleza, fascículo 10, de 11.06.2006. 
fotos antigas: Arquivo Nirez

4 comentários:

Lucia Bezerra de Paiva disse...

Não sabia que o Justiniano tinha um museu e ainda mais tombado. Vou lá, qualquer dia desses.....quem sabe, tem algum retratinho meu por lá...afinal, estudei alí por sete anos-1953 a 1959 - ginásio e colegial, e mais, participei dos desfiles no "dia da pátria" nestes longos 7 anos....Mereço um retratinho num museu tombado pelo IPHAN..rsrsrs

Voltarei, na Parte II, gosto dessas
matérias!

Fátima Garcia disse...

o tombamento se refere a uma certa coleção arqueológica que se encontra no museu da antiga escola Normal. Nada sei acerca do conteúdo da coleção, e não encontrei nada na web. As vagas informações que tenho são de que um certo cidadão tinha um museu particular, contendo diversos itens públicos. Não sei quando, o governo desapropriou o acervo e distribuiu entre diversas instituições. A coleção que coube a escola Normal seria uma parte desse acervo desapropriado. Quando for lá me avise que vou também, quero conhecer o museu.
abs

Lucia Bezerra de Paiva disse...

É só combinar com um bom condutor,que nos leve lá...rsrsrs
O Justiniano é lindo, por fora e po dentro (se é que presevaram), há muito não vou lá. O museu, me interssa....

Agora vou lá na Parte II >>>
Beijo!

Valdecy Alves disse...

Acesse matéria que fala de importante vitória da cidadania, em defesa da preservação do patrimônio histórico e da cultura, SENTENÇA PROCEDENTE EM AÇÃO POPULAR. ACessar em: http://valdecyalves.blogspot.com/2011/04/acao-popular-julgada-procedente-materia.html