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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Os Primeiros Teatros: Fortaleza entra em Cena

O primeiro prédio identificado com a atividade teatral em Fortaleza, aparece em 1830, em frente à Igreja do Rosário, atual Praça General Tibúrcio. Chamava-se popularmente Teatrinho da Concórdia, embora fosse também considerada Casa de Ópera, tendo sido obra de negociantes portugueses e empregados do comércio. Depois de 12 anos, mudou-se para a Rua Barão do Rio Branco com o nome de Teatro Taliense, funcionando ali até 1842. 

Praça General Tibúrcio por volta de 1900

Em 1876 aparece outro Teatro, o São José.  Instalou-se originalmente na Rua Senador Pompeu onde ficou até 1884. Seu palco era ocupado frequentemente pelas animadas comédias do grupo amador Recreio Familiar. Esse teatro foi destruído por um incêndio em 1898.

Na esquina das ruas Barão do Rio Branco com João Moreira, defronte ao Passeio Público, foi inaugurado em 1877, o Teatro de Variedades, espaço ao ar livre, em que a plateia providenciava as próprias cadeiras. Após três anos, de 1880 a 1896, no mesmo local, funcionou o mais importante de todos os teatros que antecederam o José de Alencar: o Teatro São Luís. Por ele passaram as companhias que excursionavam em direção ao Norte e faziam escala em Fortaleza, apresentando óperas, operetas, dramas e comédias. Além de espetáculos teatrais, o São Luís acolheu grandes acontecimentos, como a oratória inflamada de José do Patrocínio e a execução da ouverture de O Guarani, na presença do próprio Carlos Gomes. Fechou em 1896, devido as confusões que os alunos da escola Militar faziam a sua volta. 

Esquina das ruas Formosa (Barão do Rio Branco) com Travessa da Misericórdia (Dr. João Moreira - postal de 1905 

Por um ano, a cidade ficou sem espaço para espetáculos, mas em 1897, o Clube de Diversões Artísticas, dirigido por Papi Junior, levanta um pequeno teatro, o Iracema, na Rua Formosa (atual Barão do Rio Branco), num terreno pertencente ao Clube Iracema que funcionava no prédio do Reform Club. A experiência deu tão certo que, em 1898, foi criado o Grêmio Taliense de Amadores, do qual fizeram parte Ramos Cotoco e Carlos Câmara. O Taliense estabeleceu seu pequeno teatro na Rua Senador Pompeu, esquina com Liberato Barroso.

Na rua Major Facundo, fundou-se, em 8 de fevereiro de 1904, o Centro Artístico Cearense. Depois, em 28 de abril de 1912, o Centro mudaria definitivamente a sua sede para o endereço de esquina da rua Tristão Gonçalves com a Duque de Caxias, onde, em 1925, iniciaria as suas atividades com o cinema, e, em 16 de dezembro de 1931, inauguraria um palco para apresentações teatrais.

Entre 1904 e 1905 foi fundado o Clube Atlético, que era uma sociedade esportiva formada por jovens do comércio, onde além das práticas atléticas, também organizavam seus dramas e tragédias. Esse grupo criou o Teatro João Caetano, no mesmo local em que estivera o “Variedades”, do Grêmio Taliense, na rua Senador Pompeu com a Liberato Barroso. O pequeno Teatro João Caetano tinha capacidade para cerca de 400 cadeiras. Na sede, o palco se localizava em cima de um poço, por se acreditar que melhorava a acústica. O teatro, que ficava ao lado do Clube Atlético, foi destruído por um incêndio originado de um depósito de madeiras na rua Liberato Barroso, deixando a cidade sem um teatro popular, o que fez com que as companhias de teatro, quando aqui chegavam, se apresentassem no pequeno palco do cinema Rio Branco. 

Em 1910 surgiu o teatro oficial da cidade, O Theatro José de Alencar. Inaugurado oficialmente no dia 17 de junho de 1910, o José de Alencar comemorou seus 106 anos como a mais bela e a mais importante casa das Artes cênicas do Ceará, e a maior referência cultural do Estado.

O raro espécime de arquitetura eclética foi erguido entre dois outros edifícios, uma escola e um quartel de polícia. Além da sala de espetáculos, em ferro fundido e madeira importada da Europa, compunham o teatro um primeiro prédio que o guardava do contato da praça, e uma caixa de cena em tijolo e madeira, com inovações técnicas até então inusitadas para o teatro local. 

Para países não industrializados como o Brasil, assim como para as províncias como a do Ceará, onde tudo que se alcançara em matéria de progresso era o comércio exportador-importador com a Europa, ter um teatro de ferro dava a ilusão de haver entrado no pórtico da civilização. Vinha ele somar-se a uma série de outros edifícios e equipamentos urbanos que caracterizaram o período da belle époque no Ceará.

Um novo Teatro São José foi criado em 1914 como alternativa de lazer cultural para trabalhadores que não tinham acesso fácil ao luxuoso Teatro José de Alencar, inaugurado em 1910. Num terreno baldio ao lado da Igreja da Prainha, o padre alemão Guilherme Wassen, identificado com o movimento dos trabalhadores cristãos, deu início à obra com a ajuda voluntária de operários. Em um galpão com coberta de zinco eram apresentadas peças, sessões de cinema, dramas e jogos visando angariar verbas para a obra. 

 Em primeiro plano, a Igreja da Conceição da Prainha, e ao fundo, o Teatro São José

Em 1915 o Teatro São José passou a funcionar onde está hoje, na Praça Cristo Redentor, local onde se instalou também, a sede do Círculo Operário de Trabalhadores Cristãos de Fortaleza. O teatro operário conheceu muitas glórias. Peças do cearense Carlos Câmara foram quase todas encenadas lá. Companhias locais e de outros estados atraiam o público. O teatro serviu também para recepcionar visitantes ilustres como o ex-presidente Juscelino Kubitschek. 

Fortaleza ainda contou com outras salas de artes cênicas, as vezes improvisadas como teatro, a exemplo do Cinema Rio Branco, de Henrique Mesiano, e do Politeama, na Praça do Ferreira, de José Rola. 

O dia 14 de julho de 1917, marca a inauguração do Cine Teatro Majestic Palace, com a inauguração do palco e dia 20, inauguração do cinema. O Majestic foi instalado num imponente edifício de quatro andares, na Rua Major Facundo, na Praça do Ferreira. A sala de projeção que também era teatro, era toda em ferro como no Teatro José de Alencar. Tinha 650 cadeiras no térreo e nos dois andares onde ficavam os camarotes e a geral.


Entre 1919 e 1939 o autor Carlos Câmara arrastava multidões que lotavam o teatro improvisado do Grêmio Dramático Familiar, no calçamento da Messejana, atual Visconde do Rio Branco.  Na peça de estreia do autor, intitulada “A Bailarina”, há registros sobre a chegada da devastadora gripe espanhola, que veio para a cidade a bordo do vapor Ceará. Acometido da doença Carlos Câmara levou ao palco o que havia de moleque em torno da influenza. Como não acertava com o nome da doença, o populacho batizou a gripe de Bailarina.


fontes:
Geografia Estética de Fortaleza, de Raimundo Girão
Theatro José de Alencar: o teatro e a cidade, Terra da Luz Editorial
fotos do arquivo Nirez, e do livro Theatro José de Alencar: o teatro e a cidade 


sexta-feira, 11 de julho de 2014

Sobre Sete Colinas


Vista aérea do Outeiro da Prainha em 1900

À semelhança de Roma, Fortaleza cresceu entre sete colinas. Aproximando-se da cidade pelo mar avistava-se a primeira dessas elevações, ao nascente e fronteiro a praia: O Outeiro da Prainha. Despontando de seu barranco, no alto de suas ladeiras que já serviram de arraial de índios, o par das afuniladas torres da Igreja de N.S. da Conceição, dava o rumo aos navegantes. A origem dessa igreja deveu-se a secular veneração em Lisboa pela confraria da Imaculada Conceição. 


Escolheram para sua construção um local distante da cidade, quase deserto, com noites estreladas e dias luzidos pela belíssima paisagem de coqueirais, que se perdia lá em baixo, ao longo da costa verdejante, vivamente movimentado pela brisa vinda do mar.
Houve um tempo em que os muros da igreja eram pintados de preto. Ressaltava-se assim, o sentimento grave e místico daquele sítio perdido no areal, rodeado por um respeitoso silêncio, só quebrado pelas constantes peregrinações de seus fiéis, clareando o morro com seus círios luminosos.
Quando o casario começou a ladear a igreja, alguns membros da família Borges foram morar ali em graciosas mansões, e doaram ao templo preciosos objetos de arte e devoção: o primogênito Antônio doou uma imagem de Santo Antônio, vinda de Portugal que media sete palmos de altura. Também deixou ali uma grande cruz de madeira prateada. Outro membro da família ornou o altar mor com a imagem da padroeira Nossa Senhora da Conceição, com seu hábito de cetim branco, manto azul e coroa de prata, que ainda se encontra no templo.
Atrás do Outeiro da Prainha situava-se a Elevação da Aldeota, no sítio em que mais tarde findaria a linha de bondes da Cia. Ferro-Carril, organizada e dirigida por Tomás Pompeu de Sousa Brasil. Nesse elevado em tempos remotos, os índios vindos da Vila Velha erigiram ali uma aldeia, de onde vem a denominação Aldeota.


 antigo Quartel de 1ª Linha, atual 10ª Região Militar 

No lado oposto do Outeiro da Prainha, na margem esquerda do regato Pajeú e estendendo-se até a praia, estava a Colina da Misericórdia. Nesse local se levantou o Forte de N.S. de assunção, o Quartel de Primeira Linha, hoje ocupado pela 10º região Militar, o Passeio Público, a Santa Casa de Misericórdia – o primeiro hospital da cidade – e a Casa de Detenção, hoje ocupada pela EMCETUR,  centro de turismo e artesanato.
A Oeste da Misericórdia subia o Morro do Croatá e com ele se formou o antigo Campo da Amélia, atual Praça Castro Carreira. Neste local foi instalado o observatório construído pela Comissão Científica de Exploração, uma iniciativa do Instituto Histórico e Geográfico, executada por iniciativa do Imperador Pedro II, cujo objetivo era estudar os locais menos conhecidos do Brasil.


Praça Castro Carreira fins do século XIX 

No lado poente desse largo, em terreno pertencente a sesmaria de Jacarecanga e doado pela família Braga Torres, criou-se, em 1848, o primeiro cemitério da cidade, o São Casemiro que não demorou muito a ser desativado, por conta das areias que o vento trazia das dunas vizinhas, soterrando aquele campo santo. Antes da existência desse cemitério os sepultamentos da cidade eram feitos sob os pisos ou nas paredes das igrejas ou em seus arredores. Somente em 1865 seria inaugurado o Cemitério São João Batista.
Na parte setentrional do Campo da Amélia, do alto de seus 15 metros, inaugurou-se em 1880  Estação central da Estrada de Ferro Baturité. A obra iniciada em 1879, segundo o plano do austríaco Henrique Foglare, foi elogiada por todo o império, pela solidez e beleza de seu traçado dórico-romano. 


Estação central da Estrada de Ferro Baturité em 1926

Por trás do atual Parque da Liberdade e à margem direita do riacho Garrote situava-se o Alto da Pimenta. Em seu declive o Boticário Ferreira construiu uma igrejinha sob a invocação de N.S. das Dores, sem, contudo, poder concluí-la. Mais tarde seria construída neste local, pela família Albano, a Igreja do Coração de Jesus, sobre um morro de dois metros de altura e curiosamente chamado de Morro do Pecado.


Igreja do Coração de Jesus, construída em 1848 no alto do Morro do Pecado. 


A colina do Taliense  apresentava seu ponto mais alto no sobrado do Conselheiro Rodrigues Junior, onde hoje está o Edifício Diogo. Recebeu esse nome por estar nela localizado o Teatro Taliense, originado do teatrinho particular Concórdia, que já exibia seus espetáculos em 1824, ao lado da Igreja do Rosário. Com o nome de Teatro Taliense, foi o Concórdia em 1842, para a Rua Formosa, atual Barão do Rio Branco. O Teatro Taliense funcionava num sobradão, então número 112, servindo além de teatro, de salão de bailes de máscaras. Ao ser demolido em seu lugar se instalou a Casa Singer, na Rua Barão do Rio Branco. 
A Colina do Taliense e a colina ao sul do córrego do Garrote, onde começava o sítio do Benfica, serviam de referência as estradas que por ali passavam a estrada de Jacarecanga e a de Arronches.


Rua Guilherme Rocha, antigas estrada de Jacarecanga e Travessa Municipal
  
A estrada de Jacarecanga era continuamente molhada pelas águas que escoavam da baixada da Lagoinha. Essa estrada, mais tarde chamada de Travessa Municipal, nascia na Rua do Rosário, passando em frente ao prédio da Intendência Municipal, formando assim a face setentrional da Praça do Ferreira. Atravessando todo o centro da cidade, esta estrada se dirigia ao poente, entrando no bairro do Jacarecanga.


Extraído do livro Ideal Clube – História de uma sociedade
De Vânius Meton Gadelha Vieira
fotos do Arquivo Nirez
  

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Sobre Sete Colinas


A exemplo de Roma Fortaleza é uma cidade construída sobre colinas. Além de assentar-se sobre uma planície que varia de 15 a 20 metros acima do nível do mar, facilmente percebida em toda a orla marítima, do Mucuripe ao Pirambu, existem ainda hoje, não obstante o esforço de minimizá-las com o aplainamento das ruas, diversas elevações menores que então dividiam os cursos d’água que desembocava, no mar ou reforçavam o Pajeú e o Cocó.
A primeira colina ou lombada Taliense ficava onde hoje se situa a Rua Barão do Rio Branco, entre as Ruas Guilherme Rocha e Liberato Barroso. Ao tempo de João Brígido ali funcionava o Teatro Taliense, daí o nome. 

Vista do Mar da Avenida Caio Prado, que era o mais alto dos três planos do Passeio Público foto de 1908

A segunda, a Colina da Misericórdia (Marajaitiba), onde atualmente se encontra o quartel da 10ª. Região Militar, o Passeio Público, a Santa Casa e adjacências.   O visitante inglês Henry Koster, que aqui esteve em 1820, descreveu-a como uma montanha de areias. 
A terceira colina estendia-se ao sul do Córrego do Garrote, cujo ápice topográfico ficava na atual Praça Clóvis Beviláqua. No ano de 1867, mais ao sul, foram instaladas as caixas d’água da Ceará Water Works Co. Ltd, cuja distribuição era feita por chafarizes. 

 Ladeira da Prainha

A quarta colina era o Planalto ou Outeiro da Prainha, à margem direita do Pajeú, que se alargava até barranca ou descida para o mar. O Seminário Episcopal foi construído quase na extrema dessa barranca. Embaixo, estavam os trapiches e a alfândega velha.  Nessa época, as águas do mar batiam na encosta desse planalto.
A quinta Colina denominada Morro do Croatá, ficava mais para Oeste, onde ao sopé construíram as instalações da Estrada de Ferro; ao sul, à margem direita do riacho do Garrote. 

 Alto da Pimenta ou Morro do Pecado, onde foi construída a igreja do Coração de Jesus

A sexta colina estava no Alto da Pimenta (que alguns autores chamam de Morro do Pecado)  em cujo declive o Boticário Ferreira iniciou a construção da Igreja de Nossa Senhora das Dores, a qual não pode concluir. Posteriormente, ergueram no mesmo local a Igreja do Coração de Jesus. A sétima colina era o Planalto da Aldeota.

Fonte:
fotos do Arquivo Nirez
História Abreviada de Fortaleza e crônicas sobre a cidade amada, de Mozart Soriano Aderaldo
Fortaleza, 274 anos, de Lucineide Souto e José Capelo Filho. 

domingo, 11 de julho de 2010

Pelos Palcos da Cidade – O Teatro Taliense

inicio da rua Formosa em época não especificada.

Em 1842 foi inaugurado na Rua Formosa (atual Barão do Rio Branco) n° 72, no local que atualmente tem os números 1080 e 1084, o Teatro Taliense, sucessor do Teatro Concórdia, antes situado na esquina da Travessa Municipal (Rua Guilherme Rocha) com a Rua do Quartel (General Bezerril).

Animadíssimo palco de festas artísticas e cívicas, o Teatro Taliense e suas reuniões constituíam ponto de destaque para a vida da cidade. Pertenceu a uma associação de moços, composta de comerciantes lusos e empregados do comércio. Os próprios associados levavam ao palco as peças do repertório, geralmente dramalhões. A casa ficava cheia de senhoras da elite, com seus penteados rebuscados, arrematados por altos pentes de tartaruga, expressão de máxima elegância.

Em um dia de festa nacional, o teatro regurgitava de gente. Antes do inicio da peça, era do programa encenar um prólogo que rememorasse o fato que ia ser representado em seguida. Neste espetáculo em particular, de nome "O Gênio do Brasil”, o personagem principal, vestido de anjo, descia das alturas envolto em uma nuvem para deitar falação, ao respeitável público, em mensagem de felicitações. Coube ao português, alferes do Exército, conhecido por Alferes Castiga, Francisco Edwirgens de Sousa Mascarenhas, o papel de “Gênio do Brasil”, por ser esguio e leve.

Dado o sinal de inicio, o “Gênio do Brasil” desceu do teto, escarranchado na sua nuvem, e a meia altura, soltou o verbo, com todos os olhares voltados para o anjo nas alturas. O final, porém, deveria ser no palco e em pé.

Mas quando Castiga foi pular no palco, tentando um salto, não conseguiu desembaraçar-se da nuvem, ficando pendurado no cenário. Com o esforço que o artista fez para se soltar, o calção que era de meia, muito colado às pernas, partiu-se.

O apito troou para descer o pano de boca, mas a engenhoca emperrou também, deixando o alferes Castigas exposto ao maior ridículo, pendurado, seminu, com a roupa rasgada. As respeitáveis senhoras viraram a cara, mas da platéia, apupos, vaias e gargalhadas estridentes acolhiam o “Gênio do Brasil”, que só desceria por uma corda. Esta cena tornou célebre o artista que ficou conhecido como o “Anjo Penca” (torto).

Em maio de 1852 O Teatro Taliense acolheu o primeiro espetáculo com artistas internacionais, os famosos Uguccioni, pai e filho. Eram excelentes músicos que tiveram de permanecer no Ceará mais tempo que estava previsto, a pedido das famílias, a fim de ministrarem aulas de canto e música instrumental – piano, violão e rabeca.

No calor do estímulo deixado pelos Uguccioni, foi fundada em 1854, a primeira banda de música do Batalhão Policial. O Teatro Taliense resistiu até 1872. Um dos seus últimos programas deu-se em benefício da atriz Emília Augusta da Câmara com a execução de várias comédias, todas de um ato.

Com o desaparecimento desse teatro, cuidou a administração pública de edificar uma outra casa para esse fim, chegando a Assembléia Legislativa a votar a Lei 1509, de 21 de dezembro de 1872, com a qual autorizava o governo a utilizar uma verba de até cem contos de Réis numa obra dessa natureza.

Fonte:
GIRÃO, Raimundo. Geografia Estética de Fortaleza. Fortaleza: Imprensa Universitária do Ceará, 1959