domingo, 27 de setembro de 2026

Bairro Quintino Cunha


Localizado na parte Oeste de Fortaleza, o Quintino Cunha é um bairro com grande extensão territorial e o mais populoso da Regional 3, com 30,324 habitantes, de acordo com o Censo de 2022, do IBGE. O bairro é majoritariamente residencial, mas possui uma quantidade considerável de comércios e fábricas, principalmente na parte da indústria têxtil, na indústria de confecções (especialmente moda íntima e pijama) e comércio de distribuição local. 


  

O bairro se consolidou ao longo do século passado como território residencial de expansão urbana marcada por densidade populacional, presença de áreas naturais como a Lagoa Ilha Dourada e o Rio Maranguapinho, e pela vivência comunitária em mercados, escolas e praças;

Entre os equipamentos públicos importantes estão a Areninha Thauzer Parente, espaço de futebol e convivência, que funciona como ponto de encontro e prática esportiva.

Igreja de São Pedro e São Paulo, fundada em 17 de maio de 1970 (foto O Povo)

O bairro Quintino Cunha é vizinho aos bairros Antônio Bezerra e Olavo Oliveira, mas também faz divisa com o município de Caucaia, sendo separado pelo Rio Maranguapinho.

o nome é uma homenagem ao advogado, poeta e escritor cearense Quintino Cunha, nascido em Itapajé, mas viveu em Fortaleza. Foi deputado estadual, porém ficou conhecido por seu estilo irreverente e carismático, sendo lembrado pelas anedotas que contava e considerado por alguns o pai do humor cearense. Faleceu em 1943.

 


Não existe nenhum registro ou um documento oficial que indique a data exata do batismo do bairro com seu nome, registros da Câmara Municipal e mapas históricos indicam que, há cerca de 60 anos, o local já era conhecido pelo nome de Quintino.

Quintino Cunha é um bairro dividido em conjuntos habitacionais. Tem uma grande extensão territorial e separado do município de Caucaia pelo Rio Maranguapinho.


Fontes:

https://www.cmfor.ce.gov.br

https://fortalezaembairros.fortaleza.ce.gov.br


domingo, 13 de setembro de 2026

Bairro Cambeba

A partir da década de 1970, em razão da saturação da então área nobre – Aldeota, Meireles, Praia de Iracema, Benfica, Fátima e outras – novas áreas consideradas rurais, foram sendo incorporadas à cidade.  

Esse processo foi precedido pela ação de especuladores imobiliários, que se apropriaram de terrenos localizados na periferia da cidade e lotearam sítios, que se destinavam ao uso rural (Sítios Cocó, Tunga, Alagadiço, Cambeba, Estância, Colosso), localizados na zona Leste da cidade. 

O parcelamento e a posterior urbanização desses terrenos deu origem a diversos bairros da capital. Um dos bairros que surgiu desse movimento de transformação de áreas rurais em urbanas, é o Cambeba. 



O Sítio São José do Cambeba pertencia originalmente a José Barbosa da Silva Rosas, proprietário de uma área total de 552.600 m². Em agosto de 1965 o terreno foi adquirido dos herdeiros de José Rosas por meio de um formal de partilha judicial. No ano seguinte, em abril de 1966 o terreno foi transformado no loteamento Parque Cambeba.

Em 1968 a maior parte dessa área (477.110,50 m² foi desapropriada pelo Estado em favor da COHAB – Companhia de Habitação do Ceará, visando a construção de conjuntos habitacionais. Mas o projeto de habitação não avançou, e em fins da década de 1970 o local foi escolhido pelo governador Virgílio Távora para instalação do novo Centro Administrativo do Estado. 



Antes da criação do Centro Administrativo, o governo do Estado funcionava em instalações dispersas em vários bairros diferentes. O primeiro órgão estadual a se transferir para o Cambeba, foi a SEPLAN – Secretaria de Planejamento e Coordenação, saindo da antiga sede na Rua dos Tabajaras, na Praia de Iracema, no início dos anos 1980. 

A sede do governo se instalou em 1987, no governo de Tasso Jereissati (1987–1991), que ficou no local entre 1987 e 2003, quando foi transferida para o Palácio Iracema no governo de Lúcio Alcântara (2003-2007). No governo de Cid Gomes (2007-2014) a sede do governo retornou ao Palácio da Abolição. 


A implantação do Centro Administrativo em terras do sítio São José do Cambeba deu impulso a urbanização e estabeleceu uma nova dinâmica na área, atraindo moradores e comerciantes, a construção de novas moradias, a abertura de vias de acesso e a consequente valorização da região. 

 


Atualmente o  Centro Administrativo abriga sete secretarias, entre elas a Secretaria das Cidades, da Educação, do Turismo, o Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (IPECE), a Controladoria e Ouvidoria Geral do Estado – CGE, além das sedes do Tribunal de Justiça e do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).

O Centro Administrativo Governador Virgílio Távora fica na Avenida General Afonso Albuquerque Lima, s/n, no bairro Cambeba, em Fortaleza (CE)  

Limites do bairro: Norte: Parque Manibura Sul: Messejana Leste: José de Alencar e Sapiranga-Coité Oeste: Parque Iracema e Cidade dos Funcionários

População: 8.775 habitantes (Censo 2022)


Fontes: 

Repositório institucional disponível em https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/24609/1/2004_dis_fgpmoreira.pdf

https://fortalezaembairros.fortaleza.ce.gov.br/bairro/cambeba

Wikipedia//Jornal O Povo// Globoplay  



quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Bairro Jangurussu

 

Até o final da década de 1970 a área que hoje corresponde ao bairro Jangurussu era o aterro sanitário da cidade.  A ocupação da área começou ao redor do aterro, por famílias migrantes em busca de moradia e trabalho, dando origem às primeiras comunidades do território. No entorno do lixão, várias comunidades foram se formando, dando origem à Favela do Jangurussu, conhecida por "Favela do Lixo".



Mas o processo de assentamento da população que mais tarde daria origem ao Jangurussu começou bem antes, quando o território recebeu as primeiras incursões organizadas para Messejana, de acordo com o historiador Paulino Nogueira. O nome se deve a um sítio de propriedade de Urbano de França Alencar que existiu no início da povoação, nos séculos XVIII e XIX, denominado Jangurussu, que se estendia da estrada Guarani, na antiga BR-116, ao Rio Cocó; e da entrada do Mondubim, atual avenida Perimetral, até o Sítio Ancuri.



A desativação do aterro em 1998, deu espaço para o surgimento de conjuntos habitacionais e a inúmeros projetos de urbanização.  O primeiro a ser construído no local, de acordo com registros históricos locais e estudos acadêmicos, foi o Conjunto Maria Tomásia, empreendimento de grande porte com 1.126 unidades habitacionais, implantado no processo de estruturação e urbanização oficial do bairro, com entregas iniciais no final da década de 2000 e início de 2010.

Outro grande habitacional da área, o Conjunto José Euclides foi concluído em duas etapas nos anos 2017 e 2018, com 2.992 unidades divididas em blocos com 16 apartamentos cada. Entregue inicialmente sem escolas, creches ou linhas de ônibus, os moradores se uniram para lutar por seus direitos.

O Residencial Luiz Gonzaga I e II, localizados na Rua Estrela de Ouro, o Luiz Gonzaga original foi inaugurado em novembro de 2019. Em novembro de 2025, foi autorizada a construção do Luiz Gonzaga II, vinculado ao programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades, com 536 novas moradias e investimentos conjuntos da União, Estado e Município.


Atualmente o Jangurussu é o bairro mais populoso de Fortaleza com 70.651 habitantes, de acordo com o Censo do IBGE de 2022. Em termos percentuais, o Jangurussu concentra 2,9% da população da capital. Fica na Regional 9 e faz limites com Messejana, Passaré, Ancuri, Pedras e Conjunto Palmeiras. Tem muitos problemas na área de infraestrutura, apesar das muitas conquistas. 


Açude do Jangurussu


As obras do Açude Jangurussu foram concluídas em 1922. A barragem foi construída nas terras do Sítio Jangurussu, então pertencente a João Francisco Ribeiro Neto, numa área rural próxima a Messejana. 

Nesse período o IFOCS hoje DNOCS intensificava a construção de pequenos e médios açudes estratégicos no Ceará para combater os efeitos das secas. As águas do açude eram usadas para consumo, pesca, lavagem de roupa e lazer dos moradores. 

Muitos açudes desta fase eram pequenos reservatórios rurais, destinados mais ao suporte regional do que ao abastecimento urbano. Atualmente o açude Jangurussu apresenta altos índices de poluição, oferece risco de rompimento da barragem e armazena águas impróprias para consumo.  



Fontes: 

Tudo foi a gente indo atrás: histórias e memórias de uma moradora indígena sobre o Jangurussu. Autoras: Marília Duarte Guimarães e Laís Regina de Oliveira Alves. Disponível em <file:///C:/Users/mfati/Downloads/stephanie_ce,+Portugu%C3%AAs-PDF%20(2).pdf>

DO ESPAÇO CONCEBIDO À PRODUÇÃO DO COTIDIANO EM FORTALEZA-CEARÁ: a experiência do conjunto habitacional Maria Tomásia, no bairro Jangurussu. Dissertação de Mestrado de SHARON DARLING DE ARAÚJO DIAS. Disponível em 

< https://www.uece.br/wp-content/uploads/sites/60/2020/02/sharon_dias_dissertacao.pdf >

Jornal O Povo https://mais.opovo.com.br/reportagens-especiais/cidade-

https://fortalezaembairros.fortaleza.ce.gov.br/bairro/jangurussu

Diário do Nordeste https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/ceara/acude-do-jangurussu-tem-mais-de-100-anos