domingo, 3 de junho de 2012

O Futuro do Presente


o mar na Praia do Futuro aparenta calma e com ondas pequenas. Mas o local oferece risco aos banhistas mais afoitos, em razão das correntes marítimas, perigo invisível que tem sido causa de muitos afogamentos.


As barracas investiram também em decoração e paisagismo, no vale tudo para atrair clientes 



um dos poucos serviços públicos que podem ser encontrados na Praia do Futuro são os prestados pelos salva-vidas. A segurança pública e o disciplinamento do tráfego  de veículos não existem no local. Os poucos seguranças encontrados são particulares e contratados pelas barracas


a maioria dos estabelecimentos contam com palcos para shows musicais e humorísticos, inclusive noturnos


A Praia do Futuro é a mais frequentada por moradores e turistas que visitam a cidade, em razão da diversidade de serviços e atrações que oferece.  Tudo oferecido pelas barracas, que em sua maioria tem infraestruturas parecidas com as de clubes. Além dos serviços de bar e restaurante,  chuveiros, e guarda-sol, comuns a esse tipo de estabelecimento, piscinas, parque aquático, massagens, tratamentos estéticos  são alguns dos diferenciais das barracas da praia do Futuro. 
Mas toda essa infraestrutura montada pelos comerciantes da área, pode estar com os dias contados. Há anos o Ministério Público Federal entrou com uma representação contra a permanência dos equipamentos na Praia do Futuro, alegando que todos estão irregulares, porque ocupam a faixa de praia. E solicitou à Secretaria de Patrimônio da União, a retirada de cerca de 154 barracas.
A questão está em andamento na justiça, que já se pronunciou em algumas sentenças desfavoráveis aos barraqueiros. 

 orla da Praia do Futuro (foto: http://www.vejanomapa.com.br)
Numa dessas decisões, que atende à ação Civil Pública do Ministério Público Federal, o juiz da 4a. vara federal, sentenciou os ocupantes dos estabelecimentos a se adequarem à legislação. De acordo com a sentença, todos os réus construíram extensões em área de praia sem elaboração de Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) e sem autorização do poder público para efetivar as obras. O processo que tramita no Tribunal Regional Federal da 5ª região - TRF 5, diz ainda que os ocupantes dos estabelecimentos ocupam o espaço para fins comerciais ou de moradia em uma área que pertence à União, que não pode ser ocupada.O documento determina, ainda, que os empresários recomponham as áreas e recuperem as dunas primárias e a vegetação nativa danificadas pelas estruturas construídas pelas ocupações. Os comerciantes recorreram.

 Existe na Praia do Futuro 28 construções abandonadas e 19 ruínas. Por decisão da Procuradoria Geral do Município e da Advocacia Geral da União, todos serão demolidos (foto Diário do Nordeste)

A Associação dos empresários diz ser favorável apenas à demolição dos prédios abandonados, em ruínas e transformados em habitação por moradores de rua. Segundo a presidente da associação, muitos desses espaços são usados como ponto de venda de drogas e servem de esconderijo para assaltantes. 


fotos:
Rodrigo Paiva
Fátima Garcia
  

Nenhum comentário: