domingo, 17 de outubro de 2010

Palácio da Abolição

Palácio da Abolição (foto Diário do Nordeste)
A iniciativa de construção do palácio veio do então governador José Parsifal Barroso (1960-1963).
No dia 14 de março de 1962 o governador desapropriou pelo valor de pouco mais de sete mil cruzeiros o terreno na Aldeota pertencente a Carlos Gracie, localizado entre a Rua Deputado Moreira da Rocha, Silva Paulet, Tenente Benévolo e Avenida Barão de Studart para construção no local do Palácio da Abolição, que seria a sede do Governo do Estado.
Parsifal Barroso ao sair do governo deixou prontas as fundações e parte do material de construção.
As obras de construção foram iniciadas em novembro daquele ano, num projeto do arquiteto Sérgio Bernardes, que o projetou gratuitamente em retribuição a favores de ordem cultural que lhe prestara o mesmo Dr Parsifal Barroso, quando Ministro do Trabalho, Indústria e Comércio do governo do Presidente Juscelino Kubistchek.
No ano anterior Parsifal Barroso tornou viável a construção do pavilhão que representava o Brasil na Exposição Internacional de Bruxelas, de autoria do arquiteto.
O Palácio da Abolição foi inaugurado 04 de julho de 1970, e quem o ocupou em primeiro lugar foi o Governador Placido Aderaldo Castelo, que posteriormente decidiu por uma ampliação que possibilitou a transferência do gabinete de despacho para o local, permitindo assim que as funções relativas ao governo fossem exercidas ali.
Em 1972 em novo e arrojado monumento, também de autoria de Sérgio Bernardes foi incorporado ao terreno, destinado ao mausoléu do ex Presidente Castelo Branco, e sua mulher Argentina Castelo Branco.
Após ter servido a seis governadores
Plácido Castelo (1970-1971),
César Cals (1971-1975),
 Adauto Bezerra (1975-1978),
Waldemar Alcântara (1978-1979),
Virgilio Távora (1979-1982),
Manuel de Castro Filho (1982-1983) e
 Gonzaga Mota (1983-1987)
O Palácio da Abolição foi preterido, em 1987, pelo recém-empossado Governador Tasso Jereissati, que decidiu despachar no Centro Administrativo Governador Virgílio Távora, bairro do Cambeba, e usar sua residência própria como local de moradia.
A partir de então, o Palácio passou a abrigar algumas secretarias de Estado e órgãos da administração pública, função que desempenha até hoje, sem que necessárias obras de reparo e conservação do edifício sejam realizadas.
Tomado por divisórias, seus quatro mil metros quadrados encontram-se degradados e mal utilizados.
O Palácio conta ainda com uma capela e jardins com projeto paisagistico de Roberto Burle Max.
Fica na Avenida Barão de Studar, 505 Bairro Aldeota

pesquisa:
Azevedo Miguel Angelo (NIREZ) Cronologia Ilustrada de Fortaleza.roteiro para um turismo histórico e cultural. Fortaleza: BNB, 2001.
MENEZES, Antonio Bezerra de. Descrição da Cidade de Fortaleza, Introdução e notas de Raimundo Girão. Fortaleza: Edições UFC/PMF, 1992.
GABRIELE, Maria Cecilia Filgueiras Lima, SAMPAIO NETO, Paulo Costa. Um Palácio Destronado. Disponível em
http://www.docomomo.org.br/seminario%207%20pdfs/040.pdf.

2 comentários:

Lúcia Bezerra de Paiva disse...

É muito bonita essa construção...gastaram "os tubos", cha,chamando gente de fora para o projeto e aí está,degradado e sem uso definido.
Estive aí, no auge, na década de 1970, ainda bem cuidado. Estive aí em 1995, pra requerer um documento, quando funcionava a Secretaria de Cultura, para a qual trabalhara, em outro prédio: triste estado!
Até os ossinhos de Dona Argentina, com todo o respeito, já foi pras minas gerais... os do Castelo, com todo o repeito,não sei se ficaram.

Resumo: alí é só uma confusa repartição pública ! Lamentável!

Boa noite, Fátima!

Fátima Garcia disse...

o abolição está todo cercado com tapumes, dizem que será reformado e a sede do governo do estado voltará pra lá. Veremos.