segunda-feira, 26 de março de 2012

Praça Castro Carrera (Praça da Estação)


Praça da Estação em foto de 1900, dia da inauguração da estátua em homenagem ao General Sampaio. Ao fundo, Fábrica de Sabão Proença (arquivo Nirez)

No dia 2 de agosto de 1829, o imperador Dom Pedro I, então com 31 anos,  após ficar viúvo de  sua primeira esposa, a arquiduquesa da  Áustria,  Maria Leopoldina, casa-se com a princesa Amélia de Leuchtemberg, de 17 anos. No ano seguinte, o espaço entre as ruas General Sampaio, 24 de Maio, Dr. João Moreira e Castro e Silva, recebe o nome de Campo da Amélia, em homenagem à nova imperatriz.

Sede da Estação Ferroviária (arquivo Nirez)

Naquele local aconteciam os treinamentos das tropas imperiais e das milícias provincianas. O espaço aberto também era usado pelos fortalezenses para a prática esportiva de cavalhadas e torneios hípicos da argolinha, uma verdadeira febre, na época.
Dos dois lados do Campo da Amélia estavam situados os antigos cemitérios de Fortaleza, do lado Oeste ficava o Cemitério de São Casemiro, utilizado pelos católicos, e do lado Leste o cemitério dos protestantes europeus e anglicanos.


No ano de 1871 teve início a construção da Estação Ferroviária, decisão tomada pelo governo no ano anterior. O empreendimento chamava-se Estrada de Ferro de Baturité. No mesmo ano  chega a primeira locomotiva da estrada de ferro, batizada de Fortaleza. Em 1873 acontece a inauguração da Estação Central. Sete anos mais tarde é construído o Chalé da Diretoria e Oficinas.
No ano de 1882 o Campo da Amélia passa a chamar-se oficialmente de Praça Senador Carreira. A denominação vai perdurar oito anos e com o advento da proclamação da república passa a chamar-se Praça da Via Férrea.
Hoje a Praça Castro Carreira, nome oficializado em 1932, continua a ser chamada pelos fortalezenses de Praça da Estação. Ela tem 11.517 metros quadrados e funciona como um terminal de ônibus de linhas regulares para a zona metropolitana de Fortaleza. 
A Praça da Estação não dispõe de atrativos visuais. O velho casario contíguo à estação, que se espalhava pela Rua Castro e Silva, foi demolido para dar espaço ao alargamento da rua como saída do terminal de ônibus que funciona na praça.

Estátua do General Sampaio, que hoje se encontra na 10a. região Militar (arquivo Nirez) 

No dia 24 de maio de 1900, foi inaugurada no centro da praça a estátua do General Sampaio, assentada sobre  um pedestal de mármore. Em 1966 a estátua foi retirada e levada para a Avenida Bezerra de Menezes sem o pedestal que foi destruído, e juntado a ela os restos mortais do homenageado.   Em 1996, por iniciativa do Instituto do Ceará, a estátua foi transferida para a Avenida Alberto Nepomuceno, em frente da 10ª Região Militar.


Aspecto atual da Praça da Estação (fotos Fátima Garcia)

Além da estação ferroviária, do chalé da diretoria e dos antigos armazéns, a Praça da Estação abriga também o prédio da antiga cadeia. Atualmente a praça abriga os ambulantes que ocupavam as Praças José de Alencar e Capistrano de Abreu (Praça da Lagoinha), segundo dizem, em caráter provisório. 

fonte:
Cronologia Ilustrada de Fortaleza
Jornal O Povo 

6 comentários:

Ana Luz disse...

Sem dúvida nenhuma as imagens antigas da estação e da praça são muuuuito mais bonitas do que a versão Fortaleza bela .

Fátima Garcia disse...

podem apostar que são, Ana luz

Anônimo disse...

E eu, aos 4 de novembro de 1968, nasci nessa praça. Mais precisamente na Maternidade São Pedro. Que sorte!
joseafraniom@yahoo.com.br

Fátima Garcia disse...

Sorte mesmo José Afrânio, parabéns

Anônimo disse...

Eu também nasci na Maternidade São Pedro, a 21 anos atrás, e gostaria muito de saber porque ela fechou, e aproveitando a oportunidade já que estou falando com pessoas estudadas, gostaria de saber como faço pra visitar o interior da maternidade, sinto que minha história só vai caminhar para frente quando eu entrar onde tudo começou.

Meu e-mail tatapsc@hotmail.com

Fátima Garcia disse...

Vou pesquisar a situação atual da maternidade, não sabia que ela estava fechada.
abs