terça-feira, 13 de setembro de 2011

Parque Rachel de Queiroz


O Parque Rachel de Queiroz é uma antiga aspiração dos moradores da região dos bairros da zona Oeste de Fortaleza, que há anos lutam pela sua criação. Contempla uma grande área verde, com cerca de 254 hectares.  

O projeto de implantação prevê a construção de equipamentos esportivos e culturais além da recuperação ambiental em todo o percurso do riacho Alagadiço, desde o açude João Lopes, no Monte Castelo, até atingir o Rio Maranguapinho, onde o riacho deságua, em uma extensão aproximada de 12,5 quilômetros.

Além da área de lazer, a criação do parque garantiria a preservação da reserva natural remanescente, com características ambientais relevantes, como cursos d’água fluentes, vegetação de porte, lagoas e açudes, pássaros de várias plumagens, berçário de aves e pequenos animais silvestres. 

O projeto já existe há cerca de 10 anos,  e é  uma das obras em Fortaleza, incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas como não sai do papel, ao invés de propiciar lazer, o local sofre com o abandono,  constantes agressões do homem além de servir de esconderijo para ladrões e marginais que atuam na área. 







O trajeto do Riacho Alagadiço, que nasce nas imediações do Açude João Lopes e dá origem a este, é a espinha dorsal do Parque Rachel de Queiroz, juntamente com o Riacho Cachoeirinha, formado a partir da vazão do Açude Santo Anastácio, no Campus do Pici. O conjunto de áreas que pode ser recuperado, ambientalmente e, receber adequado tratamento paisagístico e urbanístico, é da ordem de 2.540.000 m² ou 254 hectares.




 
Grande parte destas áreas estão abandonadas ou inadequadamente ocupadas, por atividades predatórias ao meio ambiente natural urbano.  Vinte bairros de Fortaleza, e quase meio milhão de pessoas, estão no entorno destas áreas, que poderiam se transformar em espaços públicos de lazer, fruição da natureza, pratica de esportes público e ócio. 

A luta pelo PARQUE RACHEL DE QUEIROZ é de toda esta população da Zona Oeste de Fortaleza, para consolidação deste conjunto de 15 parques urbanos que compõem a proposta.



imagem: http://www.riachoalagadico.blogger.com.br/2007_10_01_archive.html

A ausência de sensibilidade política da Administração Municipal é gritante. Nada se vê, nada se escuta, nada se fala. Os titulares da Secretarias Executivas Regionais I e III, territórios onde este conjunto de áreas está incluso se recusam a comentar o assunto, assim como a SEMAM e a SEINF, desde o início da atual administração, embora a proposta seja do pleno conhecimento da própria Prefeita Municipal e esteja exposto em destaque, na ante sala do Gabinete, no Paço Municipal. 


Fotos: Ricardo Vianna

fontes:

Inventário Ambiental de Fortaleza
Movimento Pró-parque Rachel de Queiroz 
Disponível em http://www.parqueracheldequeiroz.org/

5 comentários:

Ana Luz disse...

Enquanto os órgãos que deveriam ser responsáveis não tomam uma atitude,lá dentro as privatizações acontecem:já existe uma vacaria,um capinzal,uma casa ,sem contar com a ameaça dos sabidinhos sem terra que por duas vezes tentaram se instalar.Também é muito lucrativo para os donos de carretas pois diariamente são retiradas duas ou três cargas de lixo que os carroceiros jogam nas extremidades.

Fátima Garcia disse...

É o destino que aguarda todas as áreas abandonadas da cidade, a ocupação irregular. Ali já está bastante degradado, com muito lixo por fora e muita coisa estranha por dentro. Enquanto orientava o Dado nas fotos, vi dois motoqueiros entrarem no matagal, no meio do nada e ficarem observando, lá de longe.Foram fazer o que ali? Não paguei pra ver e saí fora.

Anônimo disse...

Que vergonha!É assim que a prefeitura de Fortaleza trata as áreas de preservação?E as secretarias que tratam do meio ambiente existem para que mesmo?Quanto imposto a gente paga inutilmente.Tenho vergonha dos gestores cearenses.

Fátima Garcia disse...

Não só as áreas de preservação estão negligenciadas, a cidade toda anda meio à deriva. Quanto as secretarias e órgãos para cuidar do meio ambiente, existem aos montes,às rumas, mas a sua pergunta "pra que", isso eu também não sei responder. Mas devem ficar roxos de vergonha quando tem que se identificar como responsáveis por essas áreas. Eu ficaria.

Cardoso Ponte disse...

Fátima em breve você terá uma novidade. Aguarde.