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domingo, 16 de junho de 2013

História de Algumas Ruas do Centro – Parte 3


Até a época da construção da Alfândega Nova constituía parte do caminho da praia; com o início do funcionamento da alfândega ganha maior importância, recebendo uma linha de bondes que passava em frente, dobrando à direita na atual Rua Almirante Jaceguai com ponto final no início da Ladeira da Conceição. Em 1932 foi denominada Rua da Praia e depois Pessoa Anta, homenagem ao mártir da Confederação do Equador, fuzilado em 30 de abril de 1825. Em sua continuidade recebe o nome de Avenida Almirante Barroso.

Avenida Almirante Tamandaré


Principal via de acesso à Ponte Metálica. Por trás da alfândega foi instalada a linha férrea fazendo a ligação com a Estação Central. A construção da avenida só foi possível graças ao desmonte de uma duna existente próximo à alfândega. Inaugurada a 4 de julho de 1916, com o nome de Avenida Atlântica; em 1920 passou a ser chamada de Avenida Epitácio Pessoa; em 1932 mudou para Avenida 3 de Outubro, homenagem à revolução de 1932. 


Juntamente com os Boulevards do Livramento e do Imperador delimitavam o centro de Fortaleza no plano elaborado por Adolfo Herbster em 1888. Teve vários nomes: Boulevard da Conceição (1888); Nogueira accioly, Dom Manuel  (1934) e Avenida Dom Luís, voltando depois a chamar-se novamente Dom Manuel.

Rua Coronel Ferraz


Travessa do Colégio (1888) por passar ao lado do Colégio da imaculada Conceição; depois mudou para Travessa São Luiz e Rua Figueiras de Melo. Era a via de união com a Rua São José e uma das poucas que no final do século passado foram abertas à direita do Riacho Pajeú.

Avenida Santos Dumont


A antiga Rua do Colégio, inicialmente avançava algumas quadras até o atual Colégio Militar; chamou-se Rua Gustavo Sampaio e Boulevard Nogueira Accioly. Com o surgimento do bairro da Aldeota foi se prolongando até a alcançar a Praia do Futuro.  

Rua José Avelino


Antiga Rua do Chafariz, primitivamente instalado na esquina da Avenida Alberto Nepomuceno com General Mesquita. 

Rua Boris


Travessa da Praia, Ladeira do Solon, em setembro de 1889, o vereador Arnulfo Pamplona, propôs a mudança do nome para Rua Boris.

Rua Pinto Madeira


Antiga Rua do Córrego e depois Rua da Cavalaria, por passar em frente ao prédio que sediava o Esquadrão de Cavalaria da Polícia Militar, que após reforma foi ocupado por parte da escola de Administração, hoje está ocupado pelo Arquivo Público Intermediário.

Rua Visconde de Saboia


Antiga Travessa da Cacimba – a qual ficava localizada no leito do Riacho Pajeú – e parte a Rua da Assembleia.

fotos do Arquivo Nirez
fonte: Caminhando por Fortaleza, de Francisco Benedito

domingo, 30 de setembro de 2012

Adolfo Herbster, e os Mapas de Fortaleza


Pernambucano, nascido em 14 de maio de 1820, filho de pai suíço-alemão e mãe francesa, Adolfo Herbster veio para o Ceará em 1855, desembarcando em Fortaleza a 29 de janeiro. Veio contratado para trabalhar como engenheiro da Província, tendo firmado contrato em 21 de novembro daquele ano. No ano seguinte assumia a direção das obras públicas gerais, para o qual fora designado pelo Presidente Francisco Xavier Paes Barreto. 

Em sessão do ano anterior, a Câmara Municipal havia decidido dispensar o arruador Antônio Simões Ferreira de Farias que “não pode desempenhar este lugar porque quase sempre está fora da cidade, ficando muitas vezes empatadas as obras dos particulares”.  Assim, deliberou-se que o engenheiro da província deveria ser contratado para ser também o engenheiro da Câmara, obrigado a cordoar e tudo o mais que fosse concernente à sua profissão.



E efetivamente Herbster substituiu ao velho Simões Ferreira, desde muito tempo no exercício das funções de arruador e cordoador, uma espécie de arquiteto leigo. Muitos bons serviços prestou Herbster à Capital, não somente pelo levantamento de cartografias, como a Planta da Cidade de Fortaleza de 1852, mas também pela construção de edifícios, estradas e várias outras obras, como a Via Fortaleza-Maranguape e a ponte que ligava a Praça da Sé à Prainha, na “subida do Seminário”.

Adolfo Herbster era de uma paciência infinita em se tratando de ordem e simetria dos arruamentos,  desapropriando, medindo e alinhando, de modo a servir a beleza da cidade e fazer observar o Plano Paulet, que devia dividir a cidade em paralelogramos. 
 
A maior prova disso, com efeito, está nas cartas de Fortaleza que traçou, tendo em mira, a sua remodelação e notadamente, à sua ampliação. A primeira, de abril de 1859, levantada por ordem da Câmara e aprovada pela lei provincial n° 914, de 12 de setembro, está na escala de 4.800 palmos e 480 braças e se restringe ao estado atual da cidadezinha acanhada. Sua população, contando com os subúrbios, constituídos de tugúrios de palha, não ultrapassava os 16 mil habitantes. Casas de tijolo, alinhadas, apenas 690, dos quais 80 eram sobrados.
 
A segunda data de 1875. Intitula-se “Planta Topográfica da Cidade de Fortaleza e Subúrbios”, porém, é antes de tudo, um traçado expansionista: pretende disciplinar o crescimento da cidade, levando o sistema xadrez muito além da parte construída. A escala dessa planta é ainda em palmos.


 Avenida dom Manuel, antigo Boulevard da Conceição

 Avenida Duque de Caxias, antigo Boulevard Duque de Caxias

Avenida do Imperador, antigo Boulevard do Imperador

preocupado com o direcionamento do crescimento da cidade, Herbster desenha na sua segunda planta de 1875, não só a situação real da cidade, mas o seu plano de expansão. Ele propõe os boulevards, as grandes avenidas circundando o espaço urbano já habitado: os Boulevards da Conceição, Duque de Caxias e Imperador.  

De 1888 é a última, organizada pelo arquiteto no pleno gozo de sua aposentadoria. “Planta da Cidade de Fortaleza Capital da província do Ceará” , é o título. De grandes dimensões e escala de 0,005=100 palmos e consolida o enxadrezamento. Impressa em Paris, por Burke e Cie, num dos exemplares, existente no Museu do Ceará, Herbster, a tinta, consigna as cotas de altitude  de vários pontos da cidade. Também naquele museu se guarda, na “Sala da Cidade”, a prancheta de trabalho do ilustre cartógrafo. 

Ainda outros mapas deixou Adolfo Herbster: A Planta da Povoação de Arronches, Planta do Porto da Cidade de Fortaleza, 1887, e a planta cadastral dos terrenos foreiros a N.S. do Rosário de Fortaleza. 


Palácio Senador Alencar, que abrigou a Assembleia até a década de 1970 (foto O Nordeste)

São ainda de sua autoria, os planos e desenhos do Paço da Assembleia Legislativa, cujas obras, inicialmente (1856) estiveram sob a responsabilidade do empreiteiro Joaquim da Fonseca Soares e Silva. Interrompidas mais de uma vez, acabaram entregues exatamente a quem as projetara. De fato, em 1867, Herbster contratou com o governo os serviços finais de carpintaria, marcenaria, pintura e outros acabamentos dos pavimentos térreo e superior do prédio, que foi concluído em 1871.


Nesta casa localizada no cruzamento da Rua Conde d'Eu com a Rua Sobral, na Praça da Sé,  funcionou a primeira sede da Assembleia Provincial do Ceará. 


Quando de sua instalação em 7 de abril de 1835, pelo Presidente José Martiniano de Alencar, a assembleia localizava-se em prédio da Praça da Sé, no qual mais tarde esteve a Casa Singlehurst. Nas palavras do presidente Dr. Joaquim Vilela de Castro Tavares, mais parecia edifício destinado às sessões de alguma municipalidade de aldeia. Em 1859 mudou-se para o Paço da Câmara Municipal (Intendência), na Praça do Ferreira.

Adolfo Herbster casou-se a primeira vez com Henriqueta Maria de Almeida, falecida em maio de 1866, e a segunda com Filismina Lopes. Faleceu em 12 de novembro de 1893, em Fortaleza, completamente esquecido. Os jornais da época mal noticiaram sua morte. O Barão de Studart, nas suas tão minuciosas Datas e Fatos, deixou em branco a data do seu desaparecimento. Só em 1932, veio seu nome a figurar na placa de denominação de uma rua, numa homenagem tardia, prestada por Raimundo Girão quando exerceu o cargo de Prefeito de Fortaleza.



fotos do Arquivo Nirez
Extraído do livro de Raimundo Girão
Geografia Estética de Fortaleza

domingo, 23 de setembro de 2012

O Meio-Fio e as Ruas do Centro


trecho canalizado do Riacho Pajeú entre a Rua 25 de março e a Avenida D. Manuel. Na gestão do prefeito Vicente Fialho (1971-75), foi cogitada a abertura de uma avenida(Avenida Pajeú) que margearia o que resta do histórico riacho. Não fizeram, lamentavelmente (foto do acervo do Blog)  

Segundo o historiador Mozart Soriano Aderaldo, Fortaleza, a exemplo de Roma é uma cidade construída sobre colinas. Além de assentar-se sobre uma planície que varia de 15 a 20 metros acima do nível do mar, facilmente percebida em toda a orla marítima, do Mucuripe ao Pirambu, existem ainda hoje, não obstante o esforço de minimizá-las com o aplainamento de ruas, diversas elevações menores que então dividiam os cursos d’água que desembocavam no mar ou reforçavam o Pajeú e o Cocó.

Ladeira da Rua General Sampaio, que terminava na Praia Formosa (arquivo Nirez) 

O riacho que partia da antiga Praça da Lagoinha (Praça Capistrano de Abreu), e que seguia em direção ao Pajeú, alcançando-o na altura do Mercado Central, era um deles. Outro curso d’água se dirigia da atual Praça Clóvis Beviláqua em demanda da Lagoa do Garrote, atual Parque da Liberdade onde se acha a Cidade da Criança, passando antes nas proximidades da Praça do Carmo, antiga Praça do Livramento. 

Rua no Bairro do Pirambu e a grande ladeira até a praia (foto do acervo do Blog)

Esses riachos serpenteavam entre pequenos outeiros. Quando da pavimentação da cidade, as ondulações foram amenizadas, razão por que em muitos trechos de ruas, justamente os aterrados, o piso das antigas casas era mais baixo  do que o novo nível da artéria, enquanto em outros trechos se dava justamente o contrário, formando-se as chamadas “calçadas altas”, resultantes do rebaixamento do leito do logradouro, fenômeno esse ainda hoje percebido na Rua Senador Pompeu, nos quarteirões entre as Ruas Senador Alencar e São Paulo e entre as Ruas Guilherme Rocha e Liberato Barroso.

Antiga Rua Sena Madureira e o grande desnível entre o calçamento da rua e a calçada (foto do Arquivo Nirez)

Constituíam sério problema, principalmente para os cegos e os velhos essas “calçadas altas”. Foi por isso que Ildefonso Albano, mais uma vez prefeito de Fortaleza, mandou assentar no final da década de 1920 – o até então para nós desconhecido – meio-fio, nivelando todas as calçadas e fixando sua largura. 

Essa iniciativa significou para Fortaleza um largo progresso, apesar dos desacertos cometidos nessa mesma administração, que na mesma época mandou substituir as mongubeiras, que sombreava nossos logradouros, com sua copa frondosa e bela, pelo fícus-benjamim, que estragava as calçadas e era viveiro de um inconveniente inseto que a população apelidou de “lacerdinha”.
     
extraído do livro de Mozart Soriano Aderaldo

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Colégio Castelo Branco

O colégio Castelo Branco foi fundado no dia 1° de junho de 1900 com o nome de Instituto Miguel Borges, pelo professor Odorico Castelo Branco, na Rua Major Facundo, 156-B. Em 1910 mudou-se para a Rua Senador Pompeu, 24, depois mudou-se para a Praça Senador José Júlio (Praça do Coração de Jesus) onde permaneceu até a morte de Odorico, em 1921. Após o falecimento do seu fundador, o estabelecimento de ensino  recebeu a denominação de Colégio Castelo Branco, teve seu patrimônio alienado à Arquidiocese de Fortaleza e mudou-se para a Avenida Dom Manuel no final da década de 1930.

    foto do arquivo Nirez

O arquiteto autodidata José Barros Maia (Mainha),  aluno do estabelecimento quando este funcionava na Rua Senador Pompeu, conta que o professor Odorico Castelo Branco era um grande educador e disciplinador. No internato, eram oito ou dez alunos, onde havia um aluno chamado Paulo Sanford, um dos melhores do colégio. Todas as vezes que o professor Castelo saía, mandava que Sanford tomasse conta da secretaria.

Odorico Castelo Branco tinha uma filha Odorina, cuja mãe morreu no parto. O professor nunca consentiu que ninguém tomasse conta da filha, ele fazia isso sozinho.  Um dia, ele saiu e chegando na varanda posterior da casa, olhou e viu que o banheiro estava com a porta semiaberta. Perguntou quem era o “imoral” que estava usando o banheiro.  Disseram que era o Paulo Sanford. E então, à tarde, na hora que ele precisava, mandou chamá-lo e disse:  
- ô Paulo, vá tomar conta da secretaria.  O aluno respondeu: 
- não vou, porque um imoral não pode tomar conta da casa onde o senhor tem uma filha. O professor disse:  
- pois o senhor está expulso!

Aí o colégio todo ficou ao lado do Paulo Sanford. Ele pediu desculpas porque estava no meio do ano. No dia seguinte, estavam todos expulsos. Por causa de interferências externas, ele tornou sem efeito a expulsão. Mas expulsou todos os alunos solidários com a providência que ele tinha tomado.

As escolas funcionavam em casas antigas, adaptadas, raramente alguém construía um prédio especificamente para o funcionamento de uma escola. Geralmente o diretor-proprietário  botava a secretaria e algumas salas no corpo principal da casa, o restante era esse complemento de quintal. 

A relação professor/alunos era de muito respeito, o próprio arquiteto Mainha,  para não ser flagrado fumando,  pelo professor Castelo, apagou o cigarro na mão, o que lhe valeu uma marca que ele carregou para o resto da vida.  
    

Fonte:
Lembrar é Viver de Novo, depoimento de José Barros Maia (Mainha)
Cronologia Ilustrada de Fortaleza, de Miguel Ângelo de Azevedo (Nirez) 

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Igreja Nossa Senhora da Conceição da Prainha – Seminário da Prainha


Conjunto Arquitetônico Igreja e Seminário da Prainha em 1935 (MIS)

Consta que em 26 de outubro de 1839, Antônio Joaquim Batista de Castro, morador no Outeiro da Prainha, requereu uma licença à Câmara Municipal, para que ele e outras pessoas pudessem construir uma capela de invocação a Nossa senhora da Conceição.  A licença foi concedida no dia 30 do mesmo mês. 

Ladeira da Prainha (MIS)

Os fiéis resolveram então, organizar uma irmandade e escolher o lugar onde seria edificado o templo. Concordaram que o local seria sobre a colina fronteira à praia, ficando a capela de frente para o oriente. A planta do novo templo foi de autoria do arquiteto José Antônio Seifert.







A primeira missa foi celebrada no dia 8 de dezembro de 1841. A 18 de maio de 1844, Manuel Rufino de Oliveira Jamacaru, padrinho da capela, fez um donativo de 300$000 réis, dívida que a irmandade havia contraído com ele para as despesas da obra. Por escritura pública de 21 de maio de 1844, José Teixeira Pinto e sua mulher D. Antônia Bernarda do Espírito Santo doaram para a igreja, duas casas de palha e uma porção de terreno, no lugar Prainha, para seu patrimônio.





O irmão Francisco F. Borges em abril de 1846 fez doação de uma imagem de Nossa senhora da Conceição, vestida com hábito de cetim branco, manto azul e uma coroa de prata. Os irmãos Antônio Caetano de Abreu e Antônio de Oliveira Borges, fizeram doação de uma imagem de Santo Antônio, com 7 palmos de altura e cruz de madeira prateada. O revestimento de azulejo do exterior da igreja foi concluído no juizado do Dr. Guilherme Studart.


O Seminário

Seminário da Prainha, final do Século XIX (Nirez)

Situado no antigo bairro do Outeiro da Prainha, lado leste da cidade, com ampla frente de 24 janelas, tendo à esquerda a Igreja de Nossa Senhora da Conceição. Logo que tomou conta da  diocese de Fortaleza, o bispo Dom Luís Antônio dos Santos, que fora nomeado por decreto de 31 de janeiro de 1859, procurou montar o seminário, decretado pela lei 1144 de 27 de setembro de 1860, sob a invocação da Imaculada Conceição e São Vicente de Paulo.






O Ceará foi elevado à categoria de bispado em 1853, e foi D. Luís Antônio  o seu primeiro bispo, cuja posse efetuou-se na catedral em junho de 1861, por procuração. Em 1862, o governo geral autorizou ao presidente José Bento da Cunha Figueiredo Junior,  a adquirir um prédio que servisse provisoriamente, para acolher o seminário.  Foi escolhido para esse fim o edifício nacional, que fora construído na Lagoa Funda. Mas o bispo não concordou alegando que o prédio era insuficiente para abrigar o grande número de alunos que aspiravam ao sacerdócio.





Lembrou-se o bispo da conveniência de alugar-se o edifício que, à custa de doações e de esmolas tinha começado em 1862, contíguo à capela de N. Senhora Da Conceição para Prainha,  que seria destinado para colégio de meninas órfãs.  O governo central não aprovou a sugestão do bispo,  e insistiu para que se inaugurasse o seminário na Lagoa-Funda. Passado algum tempo, o governo voltou atrás e autorizou a presidência do Estado a contratar o aluguel do mencionado edifício, mediante a quantia de 1:200$000 réis anuais.
O Seminário foi inaugurado no dia 18 de outubro de 1864. 




Seminário da Prainha situa-se na confluência das avenidas D. Manuel e Monsenhor Tabosa, junto à Praça do Cristo Redentor, próximo ao Centro da Cidade, no antigo bairro Outeiro da Prainha. O prédio é contíguo à Igreja de N. Sra. Da Conceição da Prainha e os dois edifícios compõem um conjunto arquitetônico de interesse histórico e artístico na cidade. Tombamento Estadual de 2006.


fonte:
Secult