terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Panamericano, um bairro nascido no pós-guerra



Fortaleza atualmente esta dividida em 116 bairros e em cinco distritos que historicamente eram vilas isoladas ou mesmo antigos municípios como Parangaba e Messejana.  A partir de 1997, durante a gestão do prefeito Juracy Magalhães, a administração executiva da prefeitura foi dividida em Secretarias Executivas Regionais, que atualmente são em número de 7. O bairro Panamericano está inserido na área da SER IV. 



O Canal que corta o bairro do Panamericano e outros vizinhos, interliga a Lagoa da 
Parangaba ao Açude Santo Anastácio, no campus da UFC, no Pici. O canal está repleto de lixo, e bastante poluído, o que também compromete a qualidade do açude.  
Localização: Zona Oeste de Fortaleza, entre os bairros do Pici, Couto Fernandes, Bela Vista e Demócrito Rocha.
População: 8.815 habitantes em 3.758 domicílios (censo 2010-IBGE)
Renda média por pessoa: R$ 564,22

Até o início dos anos 40, toda aquela região da zona Oeste de Fortaleza, era constituída por sítios, entre eles, os Sítios Pici, Ipanema, do Papai; o Terreno das Irmãs do Asilo de Parangaba e a Base Aérea Americana.

Velhos tempos do bairro Panamericano

Durante a 2ª.  Guerra Mundial os americanos que estavam sediados em Fortaleza escolheram aquela área para instalarem um Posto de Comando e construíram um campo de pouso  com toda estrutura preparada para guerra, inclusive uma torre para pouso dos zepelins. Dali saiam os aviões para bombardearem os Países não aliados.
No final da década, foi feito o loteamento das terras onde se localizavam os sítios. A guerra terminara, os americanos se retiraram e as terras da base ficaram sob a guarda  da Aeronáutica. Em 1958 algumas famílias ocuparam os “paióis” ou casamatas, local onde eram camufladas as munições do Exercito Americano.
Desses loteamentos surgem os bairros Pan Americano, Pici, Ipanema, Antônio Bezerra e Casa Popular, que foi o primeiro conjunto habitacional construído em Fortaleza, hoje é o Bairro Henrique Jorge.

as vacarias eram comuns na zona oeste

O único caminho que interligava esses bairros era a Estrada do Antônio Bezerra, aberto para a passagem de gado que vinha da Região Norte para o Matadouro de Fortaleza, que ficava no Montese onde hoje se localizam os Colégio Paulo VI e Filgueiras Lima. Com o crescimento do Montese, o Matadouro passou para Parangaba e cria-se a Estrada do Pici.
Devido a essa ligação com os matadouros,  esta Região da cidade se tornou produtora de pequenos animais de corte e vacarias com produção de leite. O gado era solto no antigo terreno da base para aproveitamento do pasto.
A região onde está o bairro Panamericano  corresponde ao loteamento de uma área que pertencia a  família Gentil. Ganhou a denominação de Panamericano, devido a proximidade da base militar americana instalada nas imediações.  
 
Paróquia de S. Pio X ainda em construção


 A paróquia de São Pio X foi instalada no dia 11 de março de 1971, pelo então arcebispo da arquidiocese de fortaleza Dom José Medeiros de Delgado, com território desmembrado das paróquias de Bela Vista, São Raimundo, Henrique Jorge, Montese (Aparecida) e Parangaba.

A grande maioria das ruas tem nomes dos Estados brasileiros:  Rua Acre, Espírito santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Pernambuco, e outros.
No início dos anos 60, com os lotes ocupados pelos seus compradores, os galpões da antiga base americana, passaram a servir de residências dos funcionários civis da Aeronáutica. O DNOCS construiu uma oficina de manutenção e passou a administrar o terreno que pertenceu a base militar. Surge nessa época a Vila do DNOCS instalada em galpões e nos terrenos da base, ocupados por funcionários, que acabou dando origem  à favela do Papoco.




fotos antigas do Panamericano feitas por Francisco Edson, propriedade de Leninha Aguiar,   e gentilmente cedidas por Melri Vieira
fotos atuais de fevereiro de 2014, acervo do blog
pesquisa:
http://leonardofsampaio.blogspot.com.br/2007/12/histria-do-pici.html
wikipédia
wikimápia
jangadeiroonline

9 comentários:

Marly disse...

Interessante a matéria sobre este bairro.
É uma lástima saber que, nesse lugar que possui uma história esplêndida, a única indústria que cresce é a indústria do atraso.
O "pan" está esquecido pelos governadores. Tornou-se um bairro sujo, feio e violento. Bom... Apesar disso, amo muito esse local em que nasci e cresci.

Fátima Garcia disse...

Olá Marly,
infelizmente o abandono e a falta de investimentos não é prerrogativa do Panamericano, mas em boa parte da cidade. Melhorias mesmo, só nos caminhos que levam ao castelão e à copa, e na Fortaleza dos turistas, leia-se orla marítima, e adjacências. Gostei do seu bairro.
abs

Paulo Sérgio disse...

Já melhorou muito o Pan, como e carinhosamente chamado, mas os nossos governantes ainda precisam olhar melhor a segurança é saúde, mas quem conhece não esquece!

Fátima Garcia disse...

Olá Paulo Sergio,
fazemos votos que os governantes olhem com mais respeito para os nossos bairros.
abs

Barrinha disse...

Quando nas eleições, o velho pan vira celeiro de canalhas políticos. Tem uma velharada que não larga o osso, nunca fizeram nada pelo nosso pan americano.

luis fernando disse...

Parabéns pelo post, só é de se lamentar o estado do querido Panamericando de hoje.

Fátima Garcia disse...

Barrinha,
em tempos de eleições a cidade toda vira celeiro de canalhas políticos, cabe aos moradores do bairro e de toda a cidade escolher o menos ruim dentre os piores. Dura tarefa!

Fátima Garcia disse...

obrigada Luis Fernando. abs

Lena Pereira Aguiar.. leninha aguiar... disse...

Pois é Meryi eu tbm amo muito e só podemos lamentar.