quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Praça do Patrocínio > Marquês de Herval > José de Alencar

A Igreja do Patrocínio ao lado da primeira sede da Fênix Caixeiral, inaugurada em 1905 

Antes de 1870 a atual Praça José de Alencar chamava-se Praça do Patrocínio – por causa da igreja de N. S. do Patrocínio, construída  no largo e inaugurada em 1852. A partir do mês de abril daquele ano, passou a ser chamada de Praça Marquês de Herval, em homenagem ao General Manuel Luis Osório, herói da Guerra do Paraguai. Em 1903 foi inaugurado o Jardim Nogueira Accioly, quando o logradouro recebeu sua primeira urbanização, na gestão do Intendente Coronel Guilherme Rocha. 


 vista parcial da Praça em foto de 1910 

Em 1912 quando o oligarca Nogueira Accioly foi deposto, o Jardim da praça recebeu o nome do seu sucessor, Franco Rabelo. A praça recebeu o nome de José de Alencar no dia 1° de maio de 1919, homenagem a data de nascimento do escritor cearense. O nome – Marquês de Herval – permanece até 31 de dezembro de 1932, continuando o de José de Alencar nos jardins internos. Em 1938 retorna ao nome de José de Alencar.


Assim ficou a Praça Marquês de Herval após a reforma empreendida pelo intendente Guilherme Rocha em 1903

Antes da urbanização serviu de campo de futebol. Com a urbanização abrigou belos jardins com estatuária vinda da Europa, no melhor estilo francês; ganhou um coreto, onde as bandas de música se apresentavam;  no centro um pavilhão para as retretas, ginástica infantil e patinação. A iluminação à gás conferia um ar romântico. Tudo foi destruído na revolta popular de 1912.

A praça foi destruída durante a revolta popular de 1912, que depôs o presidente do Estado Nogueira Accioly

Com o passar do tempo e a evolução urbana que contribuiu para o esvaziamento do centro como área residencial, passando a área central a exercer essencialmente a função comercial, sua localização como ponto de entrada da população vinda de vários bairros para o centro, recebendo grande movimento, contribuiu para que a praça passasse por várias reformas e assumisse várias funções – feira livre, ponto de táxi e de ônibus.  Foi sempre ponto de preferência para os vendedores ambulantes e atrativo para grupos marginalizados. Em 1929 recebeu jardins floridos, árvores e se transformou numa praça – ao invés de terminal de  ônibus. Mas não durou muito, com as mudanças ocorridas, volta a abrigar pontos de ônibus sofrendo novas alterações. 

Praça José de Alencar e o terminal de ônibus

Em 1979, a Praça José de Alencar passou por uma grande reforma na gestão do Prefeito Lúcio Alcântara (1979-1982). Transforma-se essencialmente em área de lazer; somente 50 linhas de ônibus passaram a estacionar no local; o espaço para pedestres foi aumentado em 4 vezes; foram colocados 14.000 metros de piso de mosaicos brancos, 2.000 lâmpadas refletoras, formada uma área verde de 3.500 m² com jardineiras, canteiros e árvores transplantadas.  Foram construídos calçadões altos nas Ruas 24 de Maio e General Sampaio com 10 metros de largura. A praça passa a ter uma área de 25.357m². 

atualmente a praça passa por mais uma reforma

Alguns anos depois, na segunda metade dos anos 80, sem os devidos cuidados e sem manutenção, o logradouro já estava totalmente deteriorado: pontos de marginais, comércio ambulante, botequins improvisados e prostituição infantil. Em 2009 a Praça José de Alencar passou por nova reforma,  com a requalificação do piso. Atualmente encontra-se com um trecho em obras relacionadas aos serviços de implantação o corredor comercial ligando a Praça José de Alencar à Praça da Lagoinha.

Os Principais Equipamentos da Praça José de Alencar

O Teatro José de Alencar


A Igreja do Patrocínio

A Estátua de José de Alencar

O Instituto do Patrimônio Histórico


O Lord Hotel
O INSS


fontes de pesquisa:
Caminhando por Fortaleza, de Francisco Benedito
Fortaleza Antiga, praças, ruas, esquinas, de Marciano Lopes 
fotos do Arquivo Nirez

5 comentários:

lord56 disse...

Meu deus, como perdemos um lugar tão agradável como era essa praça no inicio do século XX?

Fátima Garcia disse...

a cidade no que se modernizou, perdeu a qualidade. A falta de educação e do senso de coletividade da população também contribuiu. Hoje, temos o que merecemos
abs, lord56

Didi Alves disse...

Vendo alguns jornais na Biblioteca Pública Menezes Pimentel eu descobri que o terminal aberto da Praça José de Alencar foi desativado em 1989 na gestão Ciro Gomes.

Marister disse...

Também lamento!

redson costa disse...





infelizmente so nos restou a saudade de tudo de e q tivemos da nossa infancia maravilhosa