terça-feira, 18 de dezembro de 2012

História de Algumas Ruas do Centro de Fortaleza

Rua Floriano Peixoto

As principais ruas da Vila de Fortaleza partiam da praça principal – chamada de Praça do Conselho e mais tarde, Praça da Sé. Para a direita acompanhando a margem esquerda do Riacho Pajeú, a atual Rua Conde D’Eu, nome adotado em 6 de abril de 1870, antes teve vários nomes. Como: Rua de Baixo, Nova dos Mercadores, da Matriz, e do Riacho Pajeú. Desde o início da colonização fazia ligação com a Vila de Messejana, através da estrada do mesmo nome, hoje Avenida Visconde do Rio Branco, aberta em 1796.

Estrada de Messejana, atual Avenida Visconde do Rio Branco  

Para a esquerda, a atual Avenida Alberto Nepomuceno, chamada inicialmente de Caminho da Praia (por fazer a ligação com a Praia de Iracema).  Em 1856, passou a ser a Rua da Ponte, devido a existência de uma ponte sobre o Riacho Pajeú que cortava a rua. Em 1889, na gestão do prefeito Ildefonso Albano (1912-1914), foi alargada e pavimentada com calçamento e recebeu a denominação de Rua Sena Madureira. Em 1921 recebeu meio-fio e arborização e a denominação atual – Avenida Alberto Nepomuceno – em homenagem ao músico falecido em 1920. A estátua do compositor e maestro cearense foi inaugurada em março de 1976, em frente à Secretaria da Fazenda. 

 Avenida Alberto Nepomuceno década de 1940

para o lado Leste, Rua São José, antigamente Rua das Almas – ligava o centro da vila com o bairro do Outeiro formado pela área que ficava entre a Heráclito Graça e a Rua do Seminário, hoje Monsenhor Tabosa, e entre a margem direita do Pajeú e a fronteira leste do atual colégio Militar. Era o bairro mais antigo e onde residiam as famílias aristocráticas da Vila. Hoje o bairro desapareceu, ficando sua área distribuída entre os bairros da Aldeota, Praia de Iracema e o centro de Fortaleza.
Rua Rufino de Alencar – antiga travessa da Bica – por haver uma bica no riacho – depois Corredor do Bispo, fazia a ligação do centro com o Seminário.
Rua Governador Sampaio, inicialmente Rua do Norte, Rua Nova do Outeiro. Em 1813 a ruela foi transformada e teve a denominação mudada para Rua do Sampaio, a primeira a utilizar tijolos na construção das casas.
No lado Oeste, Rua Dr. João Moreira, inicialmente uma ruela com o nome de Travessa da Fortaleza (travessa eram todas as ruas de sentido Leste-Oeste), depois da Misericórdia por passar ao lado da Santa Casa. Serviu como base à formação das ruas paralelas. Teve algumas mudanças de nomes, sendo em diferentes épocas a Rua Nova da Fortaleza, Travessa do Quartel, Rua da Misericórdia e General Tibúrcio. 

 Rua Castro e Silva, antiga Travessa das Flores, era por onde seguiam os enterros em direção ao Cemitério São João Batista

Rua Castro e Silva: inicialmente Travessa da matriz, em 1859 mudou para Travessa das Flores e depois Rua Manuel Bezerra. Era a rua por onde seguiam os enterros.
Rua General Bezerril – denominação de 1888. Teve vários nomes: Rua do Quartel ou da Cadeia (a cadeia do crime ficava nos baixos do Quartel de 1ª. linha). Rua do Oitizeiro do Rosário, que ficava atrás da igreja – árvore considerada a mais antiga da cidade, cortada pela Prefeitura em 1929, e sua madeira queimada pela Santa Casa.

 Rua General Bezerril com o oitizeiro do Rosário

Rua Floriano Peixoto – inicialmente possuía três nomes – da Travessa Fortaleza até a atual Rua São Paulo era Rua das Belas; da São Paulo até o sul da Praça do Ferreira,  Rua da Pitombeira; depois da Praça era a Rua da Alegria. As três formaram depois a Rua da Boa Vista, mudada para Floriano Peixoto.

 Rua Floriano Peixoto que já foi Rua da Pitombeira no trecho entre a Rua São Paulo e a Praça do Ferreira. O prédio mais alto, à direita, é o da Intendência Municipal.

Rua São Paulo – nome em homenagem ao estado de são Paulo; inicialmente Travessa das Belas, iniciava na Rua dos Mercadores indo até a Rua das Belas, depois foi chamada Travessa da Tesouraria (devido a Tesouraria na parte Norte da Praça General Tibúrcio) e Rua da Assembleia.
Rua Guilherme Rocha – tinha início na Rua do Quartel com o nome de Travessa Municipal. Em 1912 foi denominada Rua 24 de Janeiro devido a queda de Nogueira Accioly. Foi também a primeira via que teve um trecho transformado em rua de pedestre (entre a Praça José de Alencar e a Praça do Ferreira).
Rua Major Facundo – aberta em 1813 por Bernardo José Teixeira com o nome de Rua Nova Del Rei. Em 1842 foi mudada para Rua da Palma – até a Guilherme Rocha – no trecho seguinte, era a Rua do Fogo.

Rua Major Facundo, antigas Ruas Nova Del Rei, da Palma e do Fogo

Em 1888 mudou para Major Facundo em homenagem ao seu ilustre morador da esquina noroeste com a Rua São Paulo, local ocupado pela Casa Villar, demolida e transformada em estacionamento em 1859, e depois adquirido pelas irmãs Paulinas onde funciona a Loja de Artigos Religiosos.

 Prédio em que residiu e foi assassinado o Major Facundo em 1841. De 1854 até 1959 nele funcionou a Casa Villar.  

Rua Barão do Rio Branco – antiga Rua Formosa, o nome atual e uma homenagem ao ilustre intelectual, jurista político e diplomata brasileiro.
Rua Senador Pompeu – inicialmente Rua da Amélia. No início do século XIX era o limite Oeste da parte edificada da cidade. Foi chamada Rua dos Jornais, por haver muitos deles na rua, nela morou o Senador Pompeu, na esquina Noroeste com a Rua Guilherme Rocha, no mesmo local onde funcionou a Padaria Palmeira, a mais importante do centro na época. 

 Rua General Sampaio, com os trilhos do bonde do Benfica

Rua General Sampaio – em 1872 chamava-se Rua da Cadeia, por passar ao lado da cadeia, prédio hoje ocupado pela ENCETUR. Em 1900, com a instalação do monumento ao General Sampaio na Praça Castro Carreira, mudou para o nome atual.


 Fotos do Arquivo Nirez 
Fontes
Caminhando por Fortaleza, de Francisco Benedito 
Fortaleza Antiga - Praças Ruas e Esquinas, de Marciano Lopes

   

4 comentários:

Olindina Azevedo disse...

estou feliz por conhecer minha fortaleza, os ponto mais iportante da nossa cidade.vc tem foto da barra do cerra antiga rsrrrrrrrrr

Olindina Azevedo disse...

estou muito feliz por ter alguem que se preocupa em ensina os lego a conhecer nossa cidade..............

Fátima Garcia disse...

obrigada Olindina, gosto desse trabalho de pesquisa sobre a nossa cidade, e vejo que há muita procura por essas informações. vou procurar algo sobre a Barra do ceará antiga.

Ronaldo Mesquita disse...

Não entendi as referências históricas citadas no trecho sobre o alargamento da rua que veio a receber o nome de Sena Madureira: "em 1889, na gestão do prefeito Ildefonso Albano (1912-1914), foi alargada..."