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domingo, 6 de outubro de 2024

Jangadeiros e Aventureiros

 

O transporte usado pelos jangadeiros para as incursões marítimas era a velha jangada de piúba, madeira leve, durável e resistente retirada da árvore piúba. A jangada partia antes do sol nascer, com três ou quatro pescadores, dependendo do número de dias que pretendiam ficar em alto mar, bem distante do litoral, de onde só se via, céu e mar.

A alimentação que levavam era geralmente constituída de farinha, rapadura e carne-seca para almoço e jantar, café em pó e bolachas para o café da manhã. Conduziam um fogareiro de lata, carvão, querosene e lampião. Este era para ser pendurado no mastro da jangada, e além da iluminação da jangada, servia como sinalizador, para evitar a colisão com embarcações maiores que transitassem pela área.


 
jangadas no Mucuripe

Durante o dia se orientavam pela posição do sol e à noite, a referência era a constelação Cruzeiro do Sul, formada por um conjunto de cinco estrelas que sempre aponta na direção sul. Essa forma de orientação pelas estrelas está atrelada ao período histórico das Grandes Navegações.

A experiência adquirida nessas viagens de trabalho, levaram dois grupos de pescadores cearenses a viajar ao Rio de Janeiro, em duas oportunidades e em datas diferentes, para fazer reivindicações junto às autoridades, da sempre carente classe dos pescadores.

A primeira viagem foi em 1941. Quatro jangadeiros partiram de Fortaleza para o Rio de Janeiro, então capital do Brasil navegando em uma jangada. O objetivo era chamar a atenção das autoridades para os problemas dos jangadeiros, que trabalhavam arriscando a vida, moravam precariamente em casas de palha, não eram proprietários das embarcações em que pescavam, pois trabalhavam para os patrões, ficavam com 50% do produto da pesca, pagavam alimentação quando iam para o mar, e a faca para cortar peixe. Ficavam a cargo dos jangadeiros, o desmonte da embarcação para refazê-la a cada oito meses, e 50% dos pescados para dividir com a tripulação. 

A viagem foi preparada e a jangada de nome São Pedro partiu levando como tripulantes os pescadores Raimundo Correia Lima, vulgo Tatá; Jerônimo André de Souza:  Manuel Pereira da Silva, vulgo Manuel Preto, comandados pelo mestre jangadeiro Manoel Olímpio Meira, vulgo Jacaré, presidente da colônia de pescadores Z1, localizada na Praia de Iracema. Era o dia 14 de setembro de 1941. A embarcação fez escala para abastecimento nas cidades de Natal, Recife, Salvador, Vitória, Macaé e Cabo Frio. Chegaram ao Rio de Janeiro em 15 de novembro do mesmo ano. A viagem durou 62 dias e percorreu cerca de 2.500 quilômetros, sem bússola ou outros instrumentos de navegação. 

os jangadeiros Jacaré, Tatá, Jerônimo e Manoel Preto

Os pescadores foram recebidos pelo presidente Getúlio Vargas, que prometeu atender as reivindicações e ainda acrescentou outras. O feito dos cearenses foi destaque na imprensa nacional e se espalhou pelo mundo. Tempos depois o ator e produtor de cinema americano, Orson Welles, convidou os jangadeiros para uma filmagem sobre o feito, que seria rodado no Rio de Janeiro. O convite foi aceito e eles viajaram novamente ao Rio para participar das filmagens.

As filmagens estavam sendo realizadas na Praia do Juá, numa jangada rebocada por uma lancha. Como o mar estava muito revolto, resolveu-se cortar o cabo que amarrava a jangada. No mesmo instante, uma grande onda envolveu a jangada, atirando-a de encontro as pedras existentes no local. Com o impacto, os tripulantes caíram na água. Os jangadeiros Tatá, Jerônimo e Manuel Preto, juntamente com o americano, conseguiram nadar até a lancha e escaparam. Mas o jangadeiro Jacaré morreu afogado. Seu corpo nunca foi encontrado.

Pouco tempo depois, o presidente Getúlio Vargas assinou um decreto que concedia aos jangadeiros o direito a aposentadoria e outros benefícios do Instituto de Aposentadoria dos Marítimos.

A segunda viagem de jangadeiros aconteceu vinte e seis anos depois. A situação dos jangadeiros continuava precária, com poucos direitos e muitos problemas. Por esse motivo, um novo grupo de pescadores resolveu realizar uma nova viagem ao Rio de Janeiro em busca do reconhecimento de seus direitos.

jangada Menino Deus em fase de preparação 

a tripulação da jangada Menino Deus em entrevista a um canal de TV no RJ

A embarcação foi uma jangada de nome Menino Deus, feita de piúba, com seis metros de comprimento, presente do prefeito de Fortaleza e do Vice-Governador do Ceará. A jangada foi modificada para suportar mais um mastro. No maior tinha içada a bandeira brasileira, e no outro, a bandeira do Ceará. O objetivo era cobrar do presidente, aquilo que Getúlio Vargas prometeu e não entregou. 


Jangada Menino Deus partiu da Praia do Mucuripe com 5 tripulantes

A jangada Menino Deus iniciou sua viagem no dia 8 de dezembro de 1967, levando os jangadeiros José de Lima, Manuel de Lima, João Rodrigues e Manuel Rodrigues, comandados por Luís Carlos de Sousa, conhecido por mestre Garoupa. A jangada parou para abastecimento de água e alimentos, a maioria doados pelos comerciantes, nos portos de Macau, Natal, Cabedelo, Recife, Salvador, Ilhéus, Vitória. No dia 28 de janeiro a embarcação foi dada como desaparecida, sendo localizada 2 dias depois, a 16 milhas da costa de Maricá-RJ, por um navio da Marinha Mercante.  Após esse incidente, a viagem foi concluída e os navegantes chegaram ao Rio de Janeiro no dia 31 de janeiro de 1968, após 54 dias de navegação. No Rio de Janeiro, a decepção: o presidente Costa e Silva se recusou a recebê-los.

Com o passar do tempo a madeira piúba ficou cada vez mais difícil de ser obtida, e de alto custo financeiro. A solução foi passar a fabricar jangadas com tábuas de madeira louro, na forma que já era utilizada na fabricação de pequenos barcos a motor. Atualmente a pesca em jangadas está em franco processo de extinção. Os pescadores preferem os barcos, mais seguros e com potencial para oferecer algum conforto.



83 anos passados da aventura de Jacaré e seus parceiros de viagem, a realidade não mudou muito nas colônias de pescadores cearenses. Segundo dados publicados em jornal de Fortaleza, cerca de 80% dos mais de 80 mil pescadores do Ceará ainda vivem com menos de um salário mínimo por mês. Ainda sofrem com a ação de atravessadores, não contam com nenhum apoio para melhoria das embarcações, enfrentam limitações na época do defeso e temem a força dos ventos que, nessa época do ano, tanto assustam quanto matam. A maioria dos jangadeiros é muito pobre, ainda vive na miséria, em casas simples e expostos a muitas doenças. 


Extraído dos livros ‘A Praia de Iracema dos anos 50”/ Jaildon Correia Barbosa – Fortaleza: Premius, 2010// “Ideal Clube - história de uma sociedade”/Vanius Meton Gadelha Vieira-Fortaleza:Tiprogresso,2003//Jornal Diário do Nordeste e outros//publicação Fortalezaemfotos.com.br//imagens: IBGE, revista O Cruzeiro, site Memória Santista - https://memoriasantista.com.br//jornal Diário do Nordeste


       

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Vivendo em tempos de Guerra

Em 14 de fevereiro de 1942 o navio brasileiro Cabedelo havia sido torpedeado em águas do Atlântico por submarinos alemães, o que provocou a morte de 54 tripulantes. Outras embarcações de bandeira brasileira também foram afundadas, a exemplo do Baependi, Buarque, Olinda, Atabutã, Cairu, Parnaíba, Tamandaré, totalizando 36 navios afundados. O torpedeamento desses navios mercantes brasileiros, em costa brasileira, fez com que o governo de Getúlio Vargas desse o primeiro passo para a declaração de guerra aos países do Eixo – Alemanha, Itália e Japão


Desfile dos integrantes da Força Expedicionária Brasileira, antes do embarque para a Itália

Em 22 de agosto de 1942, Getúlio Vargas reunido com vários de seus ministros, declarou ao término da reunião que “diante da comprovação dos atos de guerra contra a nossa soberania, foi reconhecida a situação de beligerância entre o Brasil e as nações agressoras”.

O Brasil foi compelido, moralmente, a participar da 2ª. Guerra Mundial, em desagravo à soberania ultrajada, à neutralidade desrespeitada, ao afundamento dos navios mercantes desarmados e para preservar a democracia ameaçada. O governo criou a Força Expedicionária Brasileira que seria enviada à Europa, contribuindo com a causa dos aliados.

manifestantes no Centro de Fortaleza depredaram e incendiaram a Loja A Pernambucana, cujos dirigentes eram austríacos e foram confundidos com alemães

Após a notícia de novos afundamentos de navios brasileiros por submarinos do Eixo, mesmo antes da declaração de guerra feita pelo governo brasileiro, em todo o país, ocorreram ataques e depredações a estabelecimentos comerciais que supostamente pertenciam a estrangeiros nascidos nos países inimigos.  Em Fortaleza não foi diferente: Empresas como A Pernambucana, Casa Veneza, Bar Antárctica, Café Iris, o escritório de Marino Cunto e outros foram invadidos e depredados aos gritos de “Morra a Itália” e “Morra a Alemanha”. 

A Casa Veneza foi saqueada e encerrou as atividades; anos mais tarde reabriu e fechou novamente 
Foto de Nelson Bezerra - Série Fortaleza anos 70/80

As empresas passaram a publicar notas nos jornais, declarando-se brasileiras ou compostas em sua diretoria por reservistas do Exército e da Marinha. O Jornal “O Estado” registrou algumas dessas notas. Em 20 de agosto de 1942, em primeira página, a Companhia Ítalo  Brasileira de Seguro Gerais, destacava: 

“A Cia Ítalo Brasileira de Seguros Gerais é genuinamente brasileira. Os seus acionistas e Diretores são brasileiros industriais e banqueiros de São Paulo, srs. Dr. Edgardo de Azevedo Soares, Dr. Alfredo Egydio de Souza Aranha, Dr. José da Silva Gordo, e Dr. José Hermínio de Morais. A Filial do Ceará também é constituída de brasileiros, reservistas do Exército e da Marinha e dirigidas pelos srs Artur Vieira de Almeida, e Edílson Nogueira Mota.”

O famoso proprietário de restaurante, Ramon Romero, também encomendou uma nota à imprensa, no mesmo dia e no mesmo jornal: 

“Ramon Romero de Castro, proprietário do popular e conhecido Restaurant Ramon e arrendatário do Excelsior Hotel, torna público que, sendo de nacionalidade espanhola, se acha, no entanto, há 42 anos no Brasil. Este grandioso país é assim, sua segunda pátria e os atentados torpes e covardes contra bens e vidas brasileiras, levados a cabo pelos nazistas, só lhe causam profunda indignação, motivo porque exprime toda a simpatia e solidariedade irrestrita, ao ínclito Presidente Vargas e às altas autoridades incumbidas de reprimir a ação nefasta dos vândalos do Eixo. O Restaurant Ramon e o Excelsior Hotel não têm em seus quadros de empregados qualquer elemento nascido nos países que ora hostilizam o Brasil”. 

Outras empresas como Lojas Brasileiras, Sambra, Sapataria Belém, Casa Raia, Loja “O Gabriel” e muitas outras, destacavam em notas impressas sua solidariedade ao governo brasileiro.

Os europeus de origem judaica, por seu sobrenome marcantemente estrangeiro, também foram perseguidos. Em 25 de agosto de 1942, o jornal “ O Estado”, publicava:

“Izaías Kligman, proprietário da Relojoaria Izaías à Rua Pará, 10 – avisa ao público que, além de ser polonês, reside no Brasil há mais de vinte anos, tendo-o como sua segunda pátria e que é uma vítima das atrocidades do Eixo, pois sua família, inclusive irmãos, foi dizimada pelos bárbaros nazistas". 

Passeata de agosto de 1942, manifestantes cobram um posicionamento do governo brasileiro

Nesse mesmo ano de 1942, foi realizado o primeiro blackout absoluto em Fortaleza, apagando-se todas as luzes da cidade, num exercício de comportamento a ser seguido, simulando um ataque aéreo à cidade. A “Gazeta de Noticias” publicou uma nota da Secretaria do Serviço de Defesa Passiva Antiaérea de Fortaleza, onde se estipulava que, em função do Estado de Guerra, o movimento nas ruas deveria ser encerrado às 22 horas; a iluminação pública não seria permitida a partir desse horário, principalmente na praia e no centro da cidade. Dentre estas normas do blackout, por tempo indeterminado, as que se referiam às residências, recomendavam: 

“todas as vidraças, venezianas, etc, externas, deverão ser cobertas com papel ou fazenda preta, ou reforçadas com madeira, de modo que não haja filtração da luz”. 

Na noite de Natal desse ano, a “Missa do Galo” deixou de acontecer à meia-noite, em função das regras rígidas de iluminação noturna. Em 21 de dezembro de 1942, o “Correio do Ceará” anunciou:

“em consequência do blackout adotado na cidade pelo Serviço de Defesa Passiva antiaérea, Fortaleza quebrará este ano, uma tradição, não realizando suas missas das 24 horas, no Natal, tão a gosto do povo católico e sempre concorridíssima. A providência, porém, não prejudicará o povo católico que no dia 25 poderá acorrer em massa para as igrejas, comemorando liturgicamente a data do nascimento de Cristo.” 

A obrigatoriedade de cumprimento das leis do blackout permaneceu em vigência até 1° de dezembro de 1943.

Extraído do livro de Vanius Meton Gadelha Vieira
Ideal Clube – história de uma sociedade
fotos do arquivo Nirez e do livro Ah, Fortaleza!


domingo, 10 de abril de 2011

Praça dos Voluntários

Fortaleza - 285 anos 


A Praça dos Voluntários está localizada entre as Ruas do Rosário, Perboyre e Silva, General Bezerril e Monsenhor Luis Rocha, centro de Fortaleza, numa área de 2.572 m²


O nome é uma homenagem aos cearenses que se apresentaram voluntariamente para a Guerra do Paraguai
Nas décadas de 1930 a 50 o logradouro abrigou diversos circos que visitavam a capital. 


No centro da Praça encontra-se a estátua do Presidente Getúlio Vargas. Inaugurada em 1941, a estátua é um trabalho do escultor Agostinho Balmes Odísio.



A Praça dos Voluntários em tempos passados. Neste local na Rua do Rosário, o Liceu do Ceará inaugurou sua nova sede, no dia 15 de março de 1894. 
No mesmo local se ergue atualmente o Edifício da Policia Civil.
(arquivo Marciano Lopes)


  
O prédio onde funciona a Polícia Civil. Em estilo Art-Decò imita as construções que proliferaram nos Estados Unidos nos anos 1920/1930.
(arquivo Marciano Lopes)


O belo edifício encontra-se bem conservado
... e encoberto por árvores centenárias.

A Sede própria do Clube Iracema, foi inaugurada em 31 de dezembro de 1939, na Rua general Bezerril, 751, projeto do arquiteto Emilio Hinko. (arquivo Nirez)


 Hoje o Palacete Iracema abriga a Secretaria de Finanças da Prefeitura e passa por reformas. 
Outro imóvel ocupado pela Secretaria de Finanças 

A Praça dos Voluntários acolhe um público bastante eclético em razão da proximidade da Secretaria de Finanças da Prefeitura Municipal, e da sede da Polícia Civil. 
Tem um entorno mal cuidado, com água empoçada em razão das últimas chuvas. 
O acesso, mesmo para pedestres é dificultado pelo excesso de automóveis e motos estacionados irregularmente, além de grande número de vendedores e ambulantes que ocupam as calçadas e passeios.
Mas o interior da praça é surpreendentemente agradável. Possui bancos e jardins bem conservados, bastante arborizada e clima ameno. 
 

fotos de abril/2011 
acervo Fortaleza em Fotos   

     

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Estátuas de Fortaleza


Busto do Presidente Getúlio Vargas inaugurado em 01 de maio de 1941, na Praça dos Voluntários, trabalho do escultor Agostinho Balmes Odísio.




Na Praça de Pelotas (atual Clóvis Beviláqua), o busto de Juvenal Galeno. Anos depois a herma foi retirada e levada para um depósito da prefeitura, de onde a Casa de Juvenal Galeno retirou e colocou em seu jardim interno.  
 



Inauguração da estátua de Farias Brito,em 29 de janeiro de 1963, na Praça dos Libertadores, em frente a Igreja de Nossa Senhora das Dores, em Otávio Bonfim. Ainda permanece lá, ainda que com uma placa oficial dando como inaugurada em outra gestão e em outra data. Antes existia na praça um busto do Almirante Tamandaré. 
 

  
Busto do Padre Antônio Tomás - o Príncipe dos poetas cearenses - na Praça do Liceu, inaugurada em 11 de agosto de 1944, iniciativa do Centro Estudantal Cearense e da Academia Cearense de letras.
 


No dia da inauguração da estátua de Gustavo Barroso, a presença dos intelectuais Luis Sucupira, Raimundo Girão, Albano Amora e Mozart Soriano Aderaldo, em 31 de agosto de 1962. 
  

 
Herma de J. da Penha, na Praça Marquês do Herval, (atual José de Alencar), em frente a Igreja do Patrocínio. Foi retirada e perambulou por vários logradouros. É uma homenagem ao capitão riograndense do Norte José da Penha Alves de Sousa que se integrou à política cearense, morrendo em combate contra os jagunços na chamada Sedição de Juazeiro. Atualmente a herma encontra-se na Praça José Bonifácio, em frente ao quartel da Policia Militar.   



pesquisa:
Cronologia Ilustrada de Fortaleza de Miguel Ângelo de Azevedo (Nirez)


domingo, 21 de novembro de 2010

Visitantes Ilustres



Em 22 de junho de 1889, desembarca em Fortaleza no viaduto em construção na Praia do Peixe, O Conde D’Eu vindo do paquete Alagoas. Durante a visita ao Ceará foi recebido por autoridades de todos os escalões.



Presidente Afonso Pena (sentado) em companhia do presidente da província Nogueira Accioly 

Em 15 de junho de 1906 desembarca em Fortaleza o presidente eleito da República Dr. Afonso Augusto Moreira Pena, em visita aos estados do Nordeste. 
Afonso Pena governou o Brasil entre 15 de novembro de 1906 e 14 de junho de 1909, quando faleceu durante o mandato. Foi substituído pelo Vice Nilo Peçanha.



Washington Luís tem ao seu lado o general Eudoro Correia, comandante do Colégio Militar de Fortaleza e o desembargador Moreira da Rocha, presidente do estado. 

Chegou a Fortaleza no dia 2 de agosto de 1926, a bordo do navio Pará, na condição de candidato a presidência da república. Foi recebido pelo presidente do Estado José Moreira da Rocha e o prefeito Godofredo Maciel.
 Foi-lhe oferecido um jantar com 150 convidados no Teatro José de Alencar
Washington Luiz foi eleito, assumiu o cargo em 15 de novembro de 1926 e governou o Brasil até 24 de outubro de 1930, quando foi deposto por um golpe militar (conhecido como a Revolução de 30), vinte e um dias antes de completar o mandato.  



no Teatro José de Alencar, vemos o poeta Pierre Luz, Alberto Klein, Bidu Sayão, Paurilo Barroso, Fernando Pinto e Perboyre Quinderé

A cantora lírica Balduína de Moreira Sayão (Bidu Sayão) chegou à Fortaleza em 27 de novembro de 1936, para realizar um recital no Teatro José de Alencar, sob o patrocínio da Sociedade de Cultura Artística
Bidu Sayão foi uma das mais respeitadas artistas do Metropolitan Opera de Nova York. Ao longo de sua carreira, conviveu e trabalhou com as maiores personalidades artísticas deste século, como o maestro Arturo Toscanini, um de seus grandes admiradores, Maria Callas, a pianista Guiomar Novaes e Carmem Miranda
Além disso, foi a parceira favorita de Villa-Lobos, numa carreira que durou 38 anos. Nesse período, emprestou sua voz e imortalizou a Bachiana n.º 5, das Bachianas Brasileiras, as peças mais conhecidas e mais amadas do compositor. 
Esta, que foi considerada pelo maestro como a mais perfeita gravação da obra, foi escolhida para o prêmio Hall of Fame, dado pela National Academy of Recording Arts and Sciences. Clássico brasileiro mais conhecido no mundo, por dois anos seguidos foi o disco mais vendido nos Estados Unidos.



O ministro do Trabalho Waldemar Falcão fala ao microfone da Ceará Rádio Clube. Estão com ele o interventor Menezes Pimentel, comendador Ananias Arruda, prefeito Raimundo Alencar Araripe e o diretor da PRE-9 João Dummar. 

O Ministro do Trabalho Waldemar Falcão visitou Fortaleza em 26 de fevereiro de 1938, sendo recebido no Palácio da Luz com discursos de Perboyre e Silva e Eduardo Mota.
Cearense de Baturité formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais em 1917. 
Foi delegado de Polícia e da 1ª. Região Policial.
 Entre 1921 e 1931 exerceu o magistério e a dvocacia. Em 1934 foi eleito deputado pelo estado do Ceará, participando da comissão constitucional. Foi eleito Senador em 1935; Ministro do Trabalho em 1937; e nomeado Ministro do Supremo Tribunal Federal em 1941; Vice-Presidente do Tribunal Superior Eleitoral em 1945.
 Faleceu em 1945 nos Estados Unidos, onde se encontrava realizando um estudo sobre Legislação Eleitoral.



no Aeroporto condor na Barra do Ceará vemos M.G.Barreto, João Dummar e o cantor Francisco Alves 

O Cantor Francisco Alves chegou a Fortaleza no dia 28 de  julho de 1938, a bordo de um avião da Condor , descendo no aeroporto da Barra do Ceará. O artista cumpriu uma temporada  ao microfone da ceará Rádio Clube, que tinha seus estúdios nas Damas. 
Francisco Alves apresentou-se também no Teatro José de Alencar no dia 30.
Francisco Alves foi um dos mais populares cantores brasileiros de todos os tempos, na época em que se apresentou em Fortaleza, estava no auge de sua carreira.

Getúlio Vargas


O presidente Getúlio Vargas visitou a Cidade da Criança ao lado da professora Alba Frota e do prefeito Raimundo Alencar Araripe 

O presidente visitou Fortaleza no dia 15 de outubro de 1940, uma das escalas de sua visita aos estados do Nordeste. Fez um discurso na Praça General Tibúrcio, em frente ao Palácio da Luz, e a noite participou de um banquete no Ideal Clube. No dia seguinte visitou a Cidade da Criança e o Posto de Piscicultura da Gentilândia.
Getúlio Vargas foi presidente da república em dois períodos. O primeiro durou 15 anos, de 1930 a 1945, e dividiu-se em três fases:  
De 1930 a 1934, era o chefe do Governo Provisório;
De 1934 a 1937 foi eleito presidente da república eleito pela Assembléia Nacional constituinte de 1934;
De 1937 a 1945, como ditador, após um golpe de estado.  Foi Nessa condição que ele visitou Fortaleza em 1940.
No segundo período de governo Getúlio foi eleito por voto direto, e governou o Brasil como presidente por 3 anos e meio: de 31 de janeiro de 1951 a 24 de agosto de 1954, quando cometeu suicídio, e saiu da vida para entrar na história.  

Brigadeiro Eduardo Gomes
 

José Américo de Almeida discursa fazendo campanha pelo brigadeiro Eduardo Gomes para a presidência da república, vendo-se também Paulo Sarasate.
 
Acompanhado de grande comitiva, chega a Fortaleza no dia 11 de novembro de 1945, o candidato a presidência da República, o brigadeiro Eduardo Gomes, que traz entre seus assessores o escritor José Américo de Almeida. 
Eduardo Gomes candidatou-se a presidência da república em duas oportunidades: na primeira, em 1945, perdeu a eleição para Eurico Gaspar Dutra; e na segunda, em 1950, foi derrotado por Getúlio Vargas.

General Eurico Gaspar Dutra


Avenida João Pessoa, na altura do estádio do Ceará Sporting, quando da chegada à Fortaleza do presidente Eurico Gaspar Dutra. Era o acesso ao aeroporto do cocorote.

O então presidente visitou Fortaleza no dia 02 de outubro de 1949, desembarcando no Aeroporto do Cocorote. Eurico Gaspar Dutra foi o 16° Presidente do Brasil, governou de 31 de janeiro de 1946 a 31 de janeiro de 1951.

Escritor Érico Veríssimo


o escritor em uma das livrarias que promoviam suas obras

 O escritor gaúcho veio a Fortaleza em 08 de novembro de 1951, onde proferiu palestras, divulgou algumas de suas obras e recebeu muitas homenagens.

 Ministro da Guerra Henrique Teixeira Lott


O candidato Teixeira Lott em campanha(em pé) . Na mesa, Francisco Menezes Pimentel, Parsifal Barroso e Armando Falcão. Em pé os repórteres, entre eles Edilmar Norões e Armando Vasconcelos. 
   
O Marechal Henrique Dufles Teixeira Lott veio a Fortaleza no dia 24 de julho de 1959 para lançar sua candidatura a presidência da república. 
Lott foi derrotado por Jânio Quadros na eleição de 1960. No dia 1º de abril de 1964 quando o presidente João Goulart foi derrubado por um movimento político-militar, Lott declarou numa nota a seus colegas de armas,  que era antidemocrático e contrário aos interesses nacionais,  depor um presidente da República mediante uma insurreição. A partir daí o Marechal retirou-se definitivamente da vida pública, por não concordar, nem com o golpe militar, nem com a ditadura que se seguiu.

 Presidente Humberto de Alencar Castelo Branco


O Presidente Castelo Branco cumprimenta o general Raimundo Teles Pinheiro.
   
Castelo Branco visitou Fortaleza no dia  29 de dezembro de 1966 por ocasião da inauguração da avenida da Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção. 
Foi o primeiro presidente do regime militar que assumiu o poder em 1964. Governou entre 15 de abril de 1964 e 15 de março de 1967. Faleceu em 18 de julho de 1967, vítima de um acidente aéreo, logo após deixar o poder.

O Cientista Albert Sabin


o cientista Albert Sabin e sua esposa, na companhia de Demócrito Dummar.

O Cientista Albert Sabin e sua esposa Heloisa Carneiro, no dia da inauguração da placa do Hospital Infantil de Fortaleza, no Parreão, que passa a chamar-se Hospital Infantil Albert Sabin. 
Albert Sabin foi um renomado pesquisador, sendo mais conhecido, por ter desenvolvido a vacina oral de combate a poliomielite.
  
Presidente João Batista Figueiredo


o Presidente João Batista Figueiredo, no palácio da Abolição, em companhia do governador Virgílio Távora

O presidente João Figueiredo chegou a Fortaleza em 13 de novembro de 1980, vindo do Piauí. 30° presidente do Brasil (1979-1985).



fontes:
fotos: Arquivo NIREZ
Cronologia Ilustrada de Fortaleza, de Miguel Ângelo de Azevedo (NIREZ)
wikipedia