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quinta-feira, 24 de julho de 2014

O Cão da Itaoca

 Fortaleza na década de 30 

Dizem que foi o capeta quem botou a Itaoca no mapa. Por volta da década de 40, aquela região que hoje é conhecida como Grande Montese, era chamada de Pirocaia, que gramaticalmente se traduz por Aldeia dos “Pele Queimada”, uma alusão a alguma tribo que teria habitado essas plagas em tempos passados.
 
O referencial maior do lugar eram as minas de águas potáveis, puras e cristalinas – a famosa água da Pirocaia – distribuída por toda a cidade em tonéis de madeiras sobre carroças puxadas a burros. O principal poço de fornecimento do precioso líquido ficava na Rua Romeu Martins, antigo Beco da Itaoca, situado entre a Avenida João Pessoa e a Rua Desembargador João Firmino, em terras do Dr. Manoel Sátiro.


Poucas eram as ruas que tinham denominação própria, a maioria das vias atuais eram conhecidas com a denominação de becos. E foi justamente a atual Rua Romeu Martins, o antigo Beco da Itaoca, que entrou para a história da cidade por ter sido palco de acontecimentos extraordinários, que movimentaram a opinião pública.

O ano era 1941. Europeus e Asiáticos se engalfinhavam num  conflito armado, que alguns meses mais tarde haveria de se espalhar pelo resto do mundo. E era esse conflito em terras tão distantes, o principal assunto dos jornais de Fortaleza: só se falava da guerra, dos ataques, dos mortos, dos bombardeios, das estratégias, das ações, dos envolvidos. O tema era uma fonte inesgotável de interesse por parte da população, e as noticias eram fartas.

 bairro Jardim América, tendo ao fundo, o antigo matadouro (foto Nirez) 

De repente, surge uma dessas histórias bombásticas, capaz de despertar o interesse da população, de matar de curiosidade os viventes da pacata cidadezinha de pouco mais de 180 mil habitantes, de deixar em segundo plano as noticias da guerra: a de que satanás em pessoa, estava dando o ar da graça numa casa localizada no Beco da Itaoca, lá pras bandas da Pirocaia, subúrbio de Fortaleza.

Segundo testemunhas, na residência de um certo tenente da polícia  chamado João Lima, numa casa visivelmente perturbada por mãos imponderáveis e sutis, fenômenos  estranhos e  acontecimentos inexplicáveis, sugeria a ação de agentes invisíveis, que segundo os vizinhos, era o próprio capeta. O proprietário do imóvel, homem honrado e trabalhador, andava assustado com os fatos de origem nada natural e sua família andava tomada de justificado nervosismo.

Alguns eventos foram presenciados até por um repórter do jornal Gazeta de Notícias, que visitou a casa, e descreveu o que viu: “Observamos verdadeiros aspectos trágicos na casa do digno oficial da Força Pública. Um santuário, sem que ninguém identificasse o autor do fato, foi lançado à distância, espatifando-se. As imagens que estavam no móvel, também se partiram, no choque contra o solo”. Disse ainda que, a maioria pensava  que aquilo era obra do demônio, e ele,  repórter, como certos deputados do passado parlamentar do Brasil, ficava com a maioria.

Em outra manifestação na casa, presenciada por vizinhos e moradores do bairro, o móvel atingido foi o fogão, todo de ferro, que deu umas piruetas pela casa e depois caiu sozinho, de pernas para o ar. Todos os utensílios da cozinha da casa voaram pelos ares; a chaleira parecia um zepelim, evoluindo pela casa toda; os garfos e facas dançavam;  os pratos tiniam;  areia e pedras eram jogadas de todos os cantos, enquanto distintas senhoras jogavam água benta pela casa. Tudo em vão. Um jarro que estava no chão, ergueu-se num voo rasante e quase atingiu uma delas.

Como os fenômenos se repetissem, a policia foi chamada. Em presença das autoridades policias – os delegados Leôncio Botelho e Madaleno Barroso, o comissário Mário Moraes, e auxiliares da DIC – nada se registrou de anormal, ainda segundo o repórter. 


No entanto, um verdadeiro terror se apoderou da vizinhança, chamando a atenção da população. A história das aparições na Itaoca se espalhou por toda a cidade, sendo manchete em três jornais e objeto de reportagem da PRE-9 (Ceará Rádio Clube), a única emissora de rádio da cidade. Até mesmo o sóbrio Jornal “O Nordeste”, de propriedade da Diocese de Fortaleza, se pronunciou sobre o caso, reclamando providências.

Uma multidão de curiosos se aglomerava todos os dias na casa do tenente João Lima, na tentativa de observar as manifestações. As opiniões se dividiam: uns acreditavam em manifestações sobrenaturais, outros em farsa  de espíritos zombeteiros,  enquanto havia quem oferecesse explicações  naturais para os fatos. Os curiosos, procedentes de todos os bairros, de todas as classes sociais, de todos os credos, se movimentavam fascinadas  pelas plumas imponderáveis da superstição e da curiosidade.


Quintino Cunha, grande humorista cearense, era vizinho da casa onde o cão fazia as estripulias, e arriscou um palpite: para Quintino aquilo era obra de almas bêbadas, talvez dos que foram ébrios em vida. No meio da polêmica até a Federação Espírita do Ceará se propôs a examinar a questão, intervindo, se necessário no caso da Itaoca.

De repente, tão inesperadamente como chegou, o capeta sumiu, os fenômenos cessaram e os objetos da casa voltaram ao seu estado de inércia. O mesmo repórter que deu início às reportagens que divulgou o fenômeno, deu sua explicação para o fim do caso: Lúcifer deixou a Itaoca com medo dos catimbozeiros de lá, e resolveu retornar à Europa, onde a demência assumia formas mais trágicas.


Dizem que a história do Cão da Itaoca não passou de uma grande invenção, uma história criada por um jornalista  entediado com a escassez de noticias locais. Provavelmente não contava com a repercussão nem com as proporções que o caso assumiria.
Com a divulgação do fenômeno envolvendo o Cão, o nome "Itaoca" se firmou em nível local. Atualmente a Itaoca é um bairro situado entre o Montese e a Parangaba.


pesquisa:
Sobre o fenômeno das aparições - os jornais da época:
Gazeta de Notícias, edições de 20, 21, 22 de março de 1941
O Nordeste, de 22 de março de 1941. 
Sobre o ambiente local das aparições: Livro "De Pirocaia a Montese", de Raimundo Nonato Ximenes

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A Formação de Novos Bairros


Avenida Treze de Maio, trecho em frente a então Escola Industrial de Fortaleza, atual IFCE  (foto do Arquivo Nirez)

Nos anos 1970, os setores médios com rendimentos que não permitiam adquirir os cada vez mais caros imóveis na Aldeota, foram ocupando áreas ao redor desta, com menor infraestrutura. Daí surgiram ou foram ampliados bairros como Joaquim Távora, Fátima, Varjota, Papicu, Praia do Futuro. Não raras vezes essa ocupação se fez via especulação imobiliária, expulsando populações de favelados, migrantes e pescadores que residiam na região – embora muitas dessas populações continuassem a residir na zona leste, como autênticos guetos de pobreza, fornecendo mão-de-obra barata para as elites: lavadeiras, empregadas domésticas, vigias, biscateiros.

Em 1950, a Imobiliário Diogo pôs á venda o loteamento que é hoje a Praia do Futuro. O terceiro da esquerda para a direita é o Governador Faustino de Albuquerque (foto do Arquivo Nirez)
 
As classes médias baixas, por sua vez, passaram a morar em residências ou edifícios construídos conforme seu padrão financeiro, em áreas ao redor do Centro ou nas proximidades das principais vias da cidade e de alguma proximidade com áreas mais caras. Surgiram então bairros como Parquelândia, Montese, Monte Castelo, Maraponga, São Gerardo. Tais regiões tornaram-se na prática, centros secundários, pelos serviços e estruturas ofertadas ao longo dos anos – comércio variado, autopeças, supermercados, agências bancárias – portanto, Fortaleza passou a ter outros centros que não apenas o tradicional centro histórico. Outra referência no crescimento da cidade era a Avenida João Pessoa, que ligava o Benfica à Parangaba. Em virtude do intenso tráfego e dos acidentes ali registrados, ela chegou a ser conhecida como “Avenida da Morte”. Em 1957 a velocidade máxima permitida na via era de 40 quilômetros por hora. 

 Avenida João Pessoa, fins da década de 40/início da década de 50 (foto do Arquivo Nirez)

Em 1950, a Avenida 13 de maio encontrava-se aberta, ligando o Benfica ao Bairro de Fátima. À proporção que os poderes públicos criavam uma infraestrutura mínima numa região da cidade, poderia ocorrer também a ação de setores imobiliários especulativos, elevando os preços dos terrenos nas áreas beneficiadas ou coagindo os setores mais pobres a deixarem o local, originando sérios conflitos pela posse da terra – exemplo disso foram as truculentas tentativas de expulsão dos moradores da Praia do Futuro, do Papicu e da Avenida José Bastos. 

 Avenida no Bairro José Walter, que a principio, era um conjunto residencial

Na luta pelo direito de moradia digna, ressurgiriam no final dos anos 70, início dos 80, vários movimentos e organizações de bairros e favelas, normalmente ligados a grupos de esquerda e que se engajariam também na crítica à Ditadura Militar.
Durante a Ditadura Militar brasileira (1964-1985), diante do estrondoso déficit habitacional e da enorme pressão popular, foram construídos conjuntos habitacionais para as camadas de médias baixas e populares – caso do Conjunto José Walter, de 1970, e Conjunto Ceará, de 1977 – mediante financiamentos do antigo BNH – Banco Nacional de Habitação.  Estes conjuntos habitacionais situavam-se em terrenos baratos e distantes do Centro e das áreas nobres, na direção do Distrito Industrial de Maracanaú.

 Avenida no Conjunto Ceará 

Os novos conjuntos habitacionais provocaram o deslocamento de parte da população da cidade e freou o acesso à metrópole. Na proximidade daqueles conjuntos, não por coincidência, migrantes constituíram, igualmente bairros pobres e favelas, a exemplo do Bom Jardim (vizinho ao Conjunto Ceará) e Planalto Ayrton Senna (vizinho ao Conjunto Zé Walter). 

Conjunto habitacional em área periférica de Fortaleza

Nos anos 1980, a construção de conjuntos habitacionais ultrapassou os limites do município de Fortaleza, sendo implantados em outras áreas da região Metropolitana, a exemplo do Nova Metrópole, em Caucaia, Timbó e Jereissati, em Maracanaú. A expansão urbana de Fortaleza, ia além de seu próprio território.    

 
extraído do livro de Artur Bruno e Aírton de Farias
fotos Fortaleza em Fotos

domingo, 21 de novembro de 2010

Visitantes Ilustres



Em 22 de junho de 1889, desembarca em Fortaleza no viaduto em construção na Praia do Peixe, O Conde D’Eu vindo do paquete Alagoas. Durante a visita ao Ceará foi recebido por autoridades de todos os escalões.



Presidente Afonso Pena (sentado) em companhia do presidente da província Nogueira Accioly 

Em 15 de junho de 1906 desembarca em Fortaleza o presidente eleito da República Dr. Afonso Augusto Moreira Pena, em visita aos estados do Nordeste. 
Afonso Pena governou o Brasil entre 15 de novembro de 1906 e 14 de junho de 1909, quando faleceu durante o mandato. Foi substituído pelo Vice Nilo Peçanha.



Washington Luís tem ao seu lado o general Eudoro Correia, comandante do Colégio Militar de Fortaleza e o desembargador Moreira da Rocha, presidente do estado. 

Chegou a Fortaleza no dia 2 de agosto de 1926, a bordo do navio Pará, na condição de candidato a presidência da república. Foi recebido pelo presidente do Estado José Moreira da Rocha e o prefeito Godofredo Maciel.
 Foi-lhe oferecido um jantar com 150 convidados no Teatro José de Alencar. 
Washington Luiz foi eleito, assumiu o cargo em 15 de novembro de 1926 e governou o Brasil até 24 de outubro de 1930, quando foi deposto por um golpe militar (conhecido como a Revolução de 30), vinte e um dias antes de completar o mandato.  



no Teatro José de Alencar, vemos o poeta Pierre Luz, Alberto Klein, Bidu Sayão, Paurilo Barroso, Fernando Pinto e Perboyre Quinderé

A cantora lírica Balduína de Moreira Sayão (Bidu Sayão) chegou à Fortaleza em 27 de novembro de 1936, para realizar um recital no Teatro José de Alencar, sob o patrocínio da Sociedade de Cultura Artística. 
Bidu Sayão foi uma das mais respeitadas artistas do Metropolitan Opera de Nova York. Ao longo de sua carreira, conviveu e trabalhou com as maiores personalidades artísticas deste século, como o maestro Arturo Toscanini, um de seus grandes admiradores, Maria Callas, a pianista Guiomar Novaes e Carmem Miranda. 
Além disso, foi a parceira favorita de Villa-Lobos, numa carreira que durou 38 anos. Nesse período, emprestou sua voz e imortalizou a Bachiana n.º 5, das Bachianas Brasileiras, as peças mais conhecidas e mais amadas do compositor. 
Esta, que foi considerada pelo maestro como a mais perfeita gravação da obra, foi escolhida para o prêmio Hall of Fame, dado pela National Academy of Recording Arts and Sciences. Clássico brasileiro mais conhecido no mundo, por dois anos seguidos foi o disco mais vendido nos Estados Unidos.



O ministro do Trabalho Waldemar Falcão fala ao microfone da Ceará Rádio Clube. Estão com ele o interventor Menezes Pimentel, comendador Ananias Arruda, prefeito Raimundo Alencar Araripe e o diretor da PRE-9 João Dummar. 

O Ministro do Trabalho Waldemar Falcão visitou Fortaleza em 26 de fevereiro de 1938, sendo recebido no Palácio da Luz com discursos de Perboyre e Silva e Eduardo Mota.
Cearense de Baturité formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais em 1917. 
Foi delegado de Polícia e da 1ª. Região Policial.
 Entre 1921 e 1931 exerceu o magistério e a dvocacia. Em 1934 foi eleito deputado pelo estado do Ceará, participando da comissão constitucional. Foi eleito Senador em 1935; Ministro do Trabalho em 1937; e nomeado Ministro do Supremo Tribunal Federal em 1941; Vice-Presidente do Tribunal Superior Eleitoral em 1945.
 Faleceu em 1945 nos Estados Unidos, onde se encontrava realizando um estudo sobre Legislação Eleitoral.



no Aeroporto condor na Barra do Ceará vemos M.G.Barreto, João Dummar e o cantor Francisco Alves 

O Cantor Francisco Alves chegou a Fortaleza no dia 28 de  julho de 1938, a bordo de um avião da Condor , descendo no aeroporto da Barra do Ceará. O artista cumpriu uma temporada  ao microfone da ceará Rádio Clube, que tinha seus estúdios nas Damas. 
Francisco Alves apresentou-se também no Teatro José de Alencar no dia 30.
Francisco Alves foi um dos mais populares cantores brasileiros de todos os tempos, na época em que se apresentou em Fortaleza, estava no auge de sua carreira.

Getúlio Vargas


O presidente Getúlio Vargas visitou a Cidade da Criança ao lado da professora Alba Frota e do prefeito Raimundo Alencar Araripe 

O presidente visitou Fortaleza no dia 15 de outubro de 1940, uma das escalas de sua visita aos estados do Nordeste. Fez um discurso na Praça General Tibúrcio, em frente ao Palácio da Luz, e a noite participou de um banquete no Ideal Clube. No dia seguinte visitou a Cidade da Criança e o Posto de Piscicultura da Gentilândia.
Getúlio Vargas foi presidente da república em dois períodos. O primeiro durou 15 anos, de 1930 a 1945, e dividiu-se em três fases:  
De 1930 a 1934, era o chefe do Governo Provisório;
De 1934 a 1937 foi eleito presidente da república eleito pela Assembléia Nacional constituinte de 1934;
De 1937 a 1945, como ditador, após um golpe de estado.  Foi Nessa condição que ele visitou Fortaleza em 1940.
No segundo período de governo Getúlio foi eleito por voto direto, e governou o Brasil como presidente por 3 anos e meio: de 31 de janeiro de 1951 a 24 de agosto de 1954, quando cometeu suicídio, e saiu da vida para entrar na história.  

Brigadeiro Eduardo Gomes
 

José Américo de Almeida discursa fazendo campanha pelo brigadeiro Eduardo Gomes para a presidência da república, vendo-se também Paulo Sarasate.
 
Acompanhado de grande comitiva, chega a Fortaleza no dia 11 de novembro de 1945, o candidato a presidência da República, o brigadeiro Eduardo Gomes, que traz entre seus assessores o escritor José Américo de Almeida. 
Eduardo Gomes candidatou-se a presidência da república em duas oportunidades: na primeira, em 1945, perdeu a eleição para Eurico Gaspar Dutra; e na segunda, em 1950, foi derrotado por Getúlio Vargas.

General Eurico Gaspar Dutra


Avenida João Pessoa, na altura do estádio do Ceará Sporting, quando da chegada à Fortaleza do presidente Eurico Gaspar Dutra. Era o acesso ao aeroporto do cocorote.

O então presidente visitou Fortaleza no dia 02 de outubro de 1949, desembarcando no Aeroporto do Cocorote. Eurico Gaspar Dutra foi o 16° Presidente do Brasil, governou de 31 de janeiro de 1946 a 31 de janeiro de 1951.

Escritor Érico Veríssimo


o escritor em uma das livrarias que promoviam suas obras

 O escritor gaúcho veio a Fortaleza em 08 de novembro de 1951, onde proferiu palestras, divulgou algumas de suas obras e recebeu muitas homenagens.

 Ministro da Guerra Henrique Teixeira Lott


O candidato Teixeira Lott em campanha(em pé) . Na mesa, Francisco Menezes Pimentel, Parsifal Barroso e Armando Falcão. Em pé os repórteres, entre eles Edilmar Norões e Armando Vasconcelos. 
   
O Marechal Henrique Dufles Teixeira Lott veio a Fortaleza no dia 24 de julho de 1959 para lançar sua candidatura a presidência da república. 
Lott foi derrotado por Jânio Quadros na eleição de 1960. No dia 1º de abril de 1964 quando o presidente João Goulart foi derrubado por um movimento político-militar, Lott declarou numa nota a seus colegas de armas,  que era antidemocrático e contrário aos interesses nacionais,  depor um presidente da República mediante uma insurreição. A partir daí o Marechal retirou-se definitivamente da vida pública, por não concordar, nem com o golpe militar, nem com a ditadura que se seguiu.

 Presidente Humberto de Alencar Castelo Branco


O Presidente Castelo Branco cumprimenta o general Raimundo Teles Pinheiro.
   
Castelo Branco visitou Fortaleza no dia  29 de dezembro de 1966 por ocasião da inauguração da avenida da Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção. 
Foi o primeiro presidente do regime militar que assumiu o poder em 1964. Governou entre 15 de abril de 1964 e 15 de março de 1967. Faleceu em 18 de julho de 1967, vítima de um acidente aéreo, logo após deixar o poder.

O Cientista Albert Sabin


o cientista Albert Sabin e sua esposa, na companhia de Demócrito Dummar.

O Cientista Albert Sabin e sua esposa Heloisa Carneiro, no dia da inauguração da placa do Hospital Infantil de Fortaleza, no Parreão, que passa a chamar-se Hospital Infantil Albert Sabin. 
Albert Sabin foi um renomado pesquisador, sendo mais conhecido, por ter desenvolvido a vacina oral de combate a poliomielite.
  
Presidente João Batista Figueiredo


o Presidente João Batista Figueiredo, no palácio da Abolição, em companhia do governador Virgílio Távora

O presidente João Figueiredo chegou a Fortaleza em 13 de novembro de 1980, vindo do Piauí. 30° presidente do Brasil (1979-1985).



fontes:
fotos: Arquivo NIREZ
Cronologia Ilustrada de Fortaleza, de Miguel Ângelo de Azevedo (NIREZ)
wikipedia

domingo, 6 de dezembro de 2009

Bairros de Fortaleza: Benfica

O Benfica está localizado na porção centro-oeste de Fortaleza, ocupando uma área de 143,1 hectares. A história do bairro está ligada a familia Gentil especialmente ao banqueiro José Gentil, que em 1909 adquiriu a chácara localizada na Avenida Visconde de Cauípe (atual Avenida da Universidade). Em 1918 o banqueiro ergueu no local um palacete para sua moradia. Em torno da sua casa construiu vilas e ruas com residências de vários tamanhos e estilos, com praças e áreas verdes, lugar que ficou conhecido como Gentilândia.


Casa do banqueiro José Gentil, construída em 1918
Casa defronte a Praça da Gentilândia

casa na Rua João Gentil

A Gentilândia tornou-se uma verdadeira cidade modelo que serviu de padrão às novas construções e vilas da cidade. O Benfica ainda conta com grande número de imóveis antigos, que remontam à criação do bairro.


Antigo palacete dos Nepomuceno atual Instituto das filhas de São José na Av. João Pessoa
O Estádio Presidente Vargas é um dos equipamentos mais marcantes do Benfica. Foi inaugurado em 21 de setembro de 1941. Praça da gentilândia
Praça João Gentil
Avenida João Pessoa onde se localizam parte dos terrenos da UFC

Igreja Nossa Senhora dos Remédios

A Igreja foi inaugurada em 13 de agosto de 1910. Foi elevada à paróquia em junho de 1934 quando já era administrada pela Casa das Missões dos Padres Lazaristas holandeses.

Rua Nossa Senhora dos Remédios
Rua Redenção, antiga Travessa Sobral

O shopping Benfica é um dos novos equipamentos do bairro. Foi Inaugurado em outubro de 1999, localizado na Avenida Carapinima.


Casa onde funcionou o Ginásio Americano, que anteriormente pertenceu a João Gentil localizado na Avenida da Universidade. Em 1958 o imóvel foi adquirido pela Universidade Federal do Ceará, sendo demolido para a construção do prédio onde até hoje funciona o Curso de Sociologia.

Imóvel onde funciona a casa de cultura Alemã em foto de 1966
Casa de Cultura Alemã em foto atual


imagens: Fortaleza em Fotos - 2009