Rua Floriano Peixoto
As principais ruas da Vila de Fortaleza partiam da praça
principal – chamada de Praça do Conselho e mais tarde, Praça da Sé. Para a
direita acompanhando a margem esquerda do Riacho Pajeú, a atual Rua Conde D’Eu,
nome adotado em 6 de abril de 1870, antes teve vários nomes. Como: Rua de
Baixo, Nova dos Mercadores, da Matriz, e do Riacho Pajeú. Desde o início da
colonização fazia ligação com a Vila de Messejana, através da estrada do mesmo
nome, hoje Avenida Visconde do Rio Branco, aberta em 1796.
Estrada de Messejana, atual Avenida Visconde do Rio Branco
Para a esquerda, a atual Avenida Alberto Nepomuceno, chamada
inicialmente de Caminho da Praia (por fazer a ligação com a Praia de
Iracema). Em 1856, passou a ser a Rua da
Ponte, devido a existência de uma ponte sobre o Riacho Pajeú que cortava a rua. Na gestão do prefeito Ildefonso Albano (1912-1914), foi alargada e
pavimentada com calçamento e recebeu a denominação de Rua Sena Madureira. Em
1921 recebeu meio-fio e arborização e a denominação atual – Avenida Alberto
Nepomuceno – em homenagem ao músico falecido em 1920. A estátua do compositor e
maestro cearense foi inaugurada em março de 1976, em frente à Secretaria da
Fazenda.
Avenida Alberto Nepomuceno década de 1940
para o lado Leste, Rua São José, antigamente Rua das Almas –
ligava o centro da vila com o bairro do Outeiro formado pela área que ficava
entre a Heráclito Graça e a Rua do Seminário, hoje Monsenhor Tabosa, e entre a
margem direita do Pajeú e a fronteira leste do atual colégio Militar. Era o
bairro mais antigo e onde residiam as famílias aristocráticas da Vila. Hoje o
bairro desapareceu, ficando sua área distribuída entre os bairros da Aldeota,
Praia de Iracema e o centro de Fortaleza.
Rua Rufino de Alencar – antiga travessa da Bica – por haver
uma bica no riacho – depois Corredor do Bispo, fazia a ligação do centro com o
Seminário.
Rua Governador Sampaio, inicialmente Rua do Norte, Rua Nova
do Outeiro. Em 1813 a ruela foi transformada e teve a denominação mudada para
Rua do Sampaio, a primeira a utilizar tijolos na construção das casas.
No lado Oeste, Rua Dr. João Moreira, inicialmente uma ruela
com o nome de Travessa da Fortaleza (travessa eram todas as ruas de sentido
Leste-Oeste), depois da Misericórdia por passar ao lado da Santa Casa. Serviu como
base à formação das ruas paralelas. Teve algumas mudanças de nomes, sendo em
diferentes épocas a Rua Nova da Fortaleza, Travessa do Quartel, Rua da
Misericórdia e General Tibúrcio.
Rua Castro e Silva, antiga Travessa das Flores, era por onde seguiam os enterros em direção ao Cemitério São João Batista
Rua Castro e Silva: inicialmente Travessa da matriz, em 1859
mudou para Travessa das Flores e depois Rua Manuel Bezerra. Era a rua por onde seguiam
os enterros.
Rua General Bezerril – denominação de 1888. Teve vários
nomes: Rua do Quartel ou da Cadeia (a cadeia do crime ficava nos baixos do
Quartel de 1ª. linha). Rua do Oitizeiro do Rosário, que ficava atrás da igreja –
árvore considerada a mais antiga da cidade, cortada pela Prefeitura em 1929, e
sua madeira queimada pela Santa Casa.
Rua General Bezerril com o oitizeiro do Rosário
Rua Floriano Peixoto – inicialmente possuía três nomes – da Travessa
Fortaleza até a atual Rua São Paulo era Rua das Belas; da São Paulo até o sul
da Praça do Ferreira, Rua da Pitombeira;
depois da Praça era a Rua da Alegria. As três formaram depois a Rua da Boa
Vista, mudada para Floriano Peixoto.
Rua Floriano Peixoto que já foi Rua da Pitombeira no trecho entre a Rua São Paulo e a Praça do Ferreira. O prédio mais alto, à direita, é o da Intendência Municipal.
Rua São Paulo – nome em homenagem ao estado de são Paulo;
inicialmente Travessa das Belas, iniciava na Rua dos Mercadores indo até a Rua
das Belas, depois foi chamada Travessa da Tesouraria (devido a Tesouraria na
parte Norte da Praça General Tibúrcio) e Rua da Assembleia.
Rua Guilherme Rocha – tinha início na Rua do Quartel com o
nome de Travessa Municipal. Em 1912 foi denominada Rua 24 de Janeiro devido a
queda de Nogueira Accioly. Foi também a primeira via que teve um trecho
transformado em rua de pedestre (entre a Praça José de Alencar e a Praça do
Ferreira).
Rua Major Facundo – aberta em 1813 por Bernardo José Teixeira
com o nome de Rua Nova Del Rei. Em 1842 foi mudada para Rua da Palma – até a
Guilherme Rocha – no trecho seguinte, era a Rua do Fogo.
Rua Major Facundo, antigas Ruas Nova Del Rei, da Palma e do Fogo
Em 1888 mudou para Major Facundo em homenagem ao seu ilustre
morador da esquina noroeste com a Rua São Paulo, local ocupado pela Casa
Villar, demolida e transformada em estacionamento em 1859, e depois adquirido
pelas irmãs Paulinas onde funciona a Loja de Artigos Religiosos.
Prédio em que residiu e foi assassinado o Major Facundo em 1841. De 1854 até 1959 nele funcionou a Casa Villar.
Rua Barão do Rio Branco – antiga Rua Formosa, o nome atual e
uma homenagem ao ilustre intelectual, jurista político e diplomata brasileiro.
Rua Senador Pompeu – inicialmente Rua da Amélia. No início do
século XIX era o limite Oeste da parte edificada da cidade. Foi chamada Rua dos
Jornais, por haver muitos deles na rua, nela morou o Senador Pompeu, na esquina
Noroeste com a Rua Guilherme Rocha, no mesmo local onde funcionou a Padaria
Palmeira, a mais importante do centro na época.
Rua General Sampaio, com os trilhos do bonde do Benfica
Rua General Sampaio – em 1872 chamava-se Rua da Cadeia, por
passar ao lado da cadeia, prédio hoje ocupado pela ENCETUR. Em 1900, com a
instalação do monumento ao General Sampaio na Praça Castro Carreira, mudou para
o nome atual.
Fotos do Arquivo Nirez
Fontes
Caminhando por Fortaleza, de Francisco Benedito
Fontes
Caminhando por Fortaleza, de Francisco Benedito
Fortaleza Antiga - Praças Ruas e Esquinas, de Marciano Lopes






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