quinta-feira, 10 de junho de 2010

O Processo de Favelização em Fortaleza

Fortaleza Bela 1: Comunidade de São Miguel
(foto Diário do Nordeste)
Fortaleza Bela 2: Comunidade da Lagoa da Zeza
(foto: Diário do Nordeste)
As primeiras favelas surgiram em Fortaleza na década de 1930, em conseqüência das grandes secas e do agravamento das questões agrárias, que provocaram o crescimento das migrações para a capital.
A população indigente foi se instalando em barracos próximos à ferrovia, às indústrias, à zona de praia e às margens dos rios, áreas desprezadas pelos grupos sociais de maior poder aquisitivo. Surgem então as primeiras favelas:
Cercado do Zé Padre, em 1930;
Mucuripe, e Lagamar, 1933;
Morro do Ouro, 1940;
Varjota, 1945.
Por essa época já existia o Moura Brasil, bairro pobre, sem atributos de urbanização, espremido entre os trilhos e a praia, por trás da estação ferroviária e do Cemitério São João Batista.
Era formado basicamente por emigrantes, que ali ficaram confinados por iniciativa do governo nos famosos “currais”. 
Arraial Moura Brasil
A área entre o ramal norte da via férrea e a zona de praia a oeste de Fortaleza, atraiu a população carente pela presença da zona industrial da Avenida Francisco Sá e de terrenos de marinha no Pirambu. A ocupação desta área se inicia ainda no século XIX.
Desde então, o problema só tem aumentado à medida que cresce a população de Fortaleza. Dados do IBGE indicavam que em 2005 cerca de 800 mil pessoas viviam em áreas faveladas.
O agravamento da situação é fruto da disparidade social e da concentração de renda, o que obriga considerável número de pessoas a abandonar as áreas rurais.
Estudos mostram que, por ano, cerca de 140 mil pessoas chegam do interior ou de estados vizinhos para a Região Metropolitana de Fortaleza. Muitos desses migrantes vêm para a cidade em busca de trabalho e de melhores condições de vida. Não encontrando, juntam-se aos milhares que vieram em condições idênticas, sem moradia, sem inserção no mercado de trabalho, contribuindo para que todos os dias surjam novas áreas favelizadas.
Em 1985, o governo do Ceará registrava 234 favelas em Fortaleza. 
Em 1991, já eram 313. 
Em 2006, esse número é de 661. 
O número atual é uma incógnita, não há registros oficiais do número nem de áreas nem de pessoas que vivem nas favelas de Fortaleza.
Enquanto a prefeitura de Fortaleza prepara mais uma festa, a população convive com a insegurança, o caos urbano, e com a incompetência oficial.

8 comentários:

Yara disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Yara disse...

Olá querida Fátima gostaria de ter acesso as fotos dessa matéria, pois sou estudante do curso de Geografia da UFC, estou fazendo um trabalho que envolve essa questão do processo de favelização de Fortaleza.
Se for possível enviar as fotos para o meu imail yara.yumi@hotmail.com

Fátima Garcia disse...

Olá Yara,
mandei as fotos p/seu email

Anônimo disse...

Bom dia,

Estou tbm fazendo um trabalho sobre o processo de favelisaçao da cidade, sera que seria tbm possivel me mandar as fotos nesse email :
phiiiiil@msn.com

Muito Obrigada!

Fátima Garcia disse...

Ola Phiiiiiiiiiiiiil
já mandei as fotos para seu email

Brunna disse...

olá, será que tem como voces mandarem esse texto o mais rapido possivel nesse email: brunnabaesso@otmail.com ? Estou fazendo um trabalho sobre isso...

Fátima Garcia disse...

enviei para seu email, bruna

Renatim disse...

Olá Fátima, sou estudante de arquitetura e urbanismo, gostaria se você puder de mandar esses textos e fotos sobre o incio das favelas em Fortaleza. Estou fazendo meu TFG na área de urbanização de favelas no bairro Floresta, onde se encontra a Lagoa do Urubu, e sei que existiu um "curral" ou campo de concentração da seca de 1915 e 1932 quando o bairro ainda se chamava alagadiço, o que irá influenciar muito no meu trabalho. Agradeço se puder mandar arquivos pertinentes para o meu email: renatoprojetos91@gmail.com