Mostrando postagens com marcador avenida beira mar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador avenida beira mar. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Igreja de São Pedro dos Pescadores

 

A antiga igreja de baixo, construída nas areias do Mucuripe pelos pescadores e suas famílias, segundo contam, uma moradora levou uma imagem de Nossa Senhora da Saúde para o Mucuripe. A princípio os moradores iam venerar a santa na casa da moradora. Depois uma outra moradora devota da Santa, de mais posses do que a primeira, mandou erigir uma capela em pagamento de uma graça alcançada. Então levaram a imagem para essa capela, que recebeu o nome de sua padroeira, Nossa Senhora da Saúde.

A igrejinha tinha a sua frente dois pés de flamboyant e a uma proximidade deslumbrante com o mar verde do Mucuripe. As festas reuniam multidões, com fortes manifestações de devoção a Nossa Senhora, quando se queimavam centenas de velas.

A igreja original, com janelas no sótão. Depois de reformas, o sótão foi removido.

Alguns moradores passaram a comercializar velas e outros artigos religiosos no patamar e nas proximidades do templo, o que desagradou ao vigário padre Luiz Rocha. Como os moradores insistiram na prática, o padre mandou fechar a igreja. Mas o povo não concordou e arrombou as portas da igreja, o que provocou a ira do padre e do bispo Dom Manuel, que mandou excomungar todos os envolvidos no episódio e interditar a igrejinha.  Inconformados, os moradores se juntaram em mutirões se empenharam na construção de uma nova igreja, no alto de uma duna, a atual matriz da paróquia do Grande Mucuripe, concluída em 1932.

Depois de algum tempo, em 1937, atendendo reivindicação de moradores, foi dada permissão do arcebispo, para reabertura do pequeno templo dos pescadores, que depois de restaurada passou a cultuar a devoção a São Pedro, o santo pescador. Essa igrejinha outrora, tinha um sótão, onde ficavam o coral e um órgão. Possuía três frentes e, no lugar onde hoje está o sino, havia duas janelinhas que davam vista para o mar. A planta original foi sendo modificada à medida que aconteceram as reformas. O sótão desapareceu com as mudanças. 



Era na igrejinha de baixo que os pescadores vinham pagar suas promessas, não só eles, mas todo o povo do Mucuripe e de outros lugares da cidade e até do interior. Centenas de ex-votos, talvez milhares deles, atestando a fé da gente praiana na sua padroeira: miniaturas de jangadas que se salvaram em dias de mar revolto, garrafas com preces recolhidas na praia, braços, pernas e mãos em gesso, em cera, em osso, em madeira, um mundo de provas dos milagres de Nossa Senhora. Todos esses ex-votos desapareceram com o fechamento da igrejinha.

A igrejinha foi fechada, considerada “porta do inferno” por Monsenhor Luiz Rocha, que convenceu o arcebispo a interditar a capelinha onde os moradores faziam suas preces e agradeciam os milagres de sua mãe protetora. A comemoração da festa de São Pedro, com procissão de barco pela enseada do Mucuripe, existe desde a década de 1930.


Foto Diário do Nordeste

Foto O Povo

A programação em homenagem a São Pedro, realizada anualmente, tem início no dia 20 de junho, com a tradicional novena realizada todas as noites na Igreja de São Pedro, na Avenida beira Mar. As celebrações encerram no dia 29 de junho com uma missa realizada logo nas primeiras horas da manhã. Após a cerimônia, a imagem do santo é conduzida em cortejo terrestre por pescadores vestidos com roupas tradicionais até uma embarcação. Em seguida, tem início a procissão marítima em direção ao espigão do Náutico.   

A Festa de São Pedro dos Pescadores, é primeiro bem imaterial registrado oficialmente em Fortaleza.

fontes:

Mucuripe, de Pinzon a Padre Nilson, de Blanchard Girão/Jornais O Povo/Diário do Nordeste. Fotos Pinterest/Anuário do Ceará. 

sexta-feira, 19 de setembro de 2025

Padre José Nilson, o Benfeitor do Mucuripe

 

Desde quando foi elevado à categoria de Paróquia, em 1931, o Mucuripe teve sucessivos vigários: chegavam, passavam dias, algumas semanas ou meses e depois pediam transferência. Era realmente uma paróquia difícil, uma comunidade constituída de pescadores e suas famílias que moravam em casebres, não contavam com qualquer tipo de ajuda e sofriam as maiores carências, situando-se muito aquém da linha de pobreza. Mas tinham uma grande religiosidade e depositavam suas esperanças na proteção da padroeira do lugar, Nossa Senhora da Saúde. 


Região do Farol do Mucuripe final dos anos 1930

Praia do Mucuripe início dos anos 1950, cenário encontrado pelo padre Nilson
 

No dia 05 de maio de 1950, assumia um novo vigário, o padre José Nilson Oliveira Lima: pouco mais de dois anos de ordenação, vinte e poucos anos de idade. Tempo previsto de permanência: 6 meses. Logo no início, o padre se surpreendeu com o contraste entre a esplendorosa paisagem natural e a miséria dos moradores. Começou seu reconhecimento pelos recantos do imenso território da paróquia. Subia e descia morros, vencia trechos prolongados no meio de um areal cansativo; Farol, Morro do Teixeira, Encantado, Santa Teresinha, Favela Verdes Mares, Varjota, Jurema, Vila dos Estivadores... um longo e penoso percurso que a juventude e o ardor religioso do padre enfrentavam com entusiasmo e coragem.


Imagem: https://www.facebook.com/acervopejosenilson/
Seminário da Prainha anos 1910

Naquele início dos anos 50, chegar ao Mucuripe era uma aventura. Havia tão somente uma linha de ônibus – Cais do Porto – que demorava horas, e já vinha lotado do Centro. Padre Nilson morava no Seminário da Prainha, e pegava o ônibus em frente ao local. Tinha lugar garantido, por mais cheio que o ônibus estivesse. Os estivadores que vinham do centro, reservavam o seu lugar. Era conhecido dos motoristas da linha e dos demais passageiros, estimado e respeitado por todos.

De Início o Padre Nilson criou a Associação da Juventude Católica do Mucuripe, para encaminhamento de menores pobres, que viviam em ambiente pernicioso, pouco recomendável a crianças, sem escola e sem regras. Incentivou a construção do cemitério, colégio, estádio e a restauração da igreja de cima (a atual Igreja de Nossa Senhora da Saúde, na Avenida da Abolição). Para tanto, contava com o apoio da comunidade, de alguns políticos, e com as célebres quermesses, que angariavam fundos para tais iniciativas.

Com o tempo, Padre Nilson passou a intervir positivamente junto as comunidades do Mucuripe: tornou-se interlocutor dos Estivadores junto às autoridades da Marinha e da administração do Porto. Foi inscrito como estivador, com direito a carteira do Sindicato, e remuneração pelos dias em que, por sorteio, era escalado para trabalhar na carga e descarga dos navios atracados. Quando vinham lhe pagar o valor da diária, sugeriu que os estivadores guardassem o dinheiro para alguma eventualidade. Mais tarde, foi aposentado como estivador do cais do Porto de Fortaleza.

Também os jangadeiros do Mucuripe tornaram Padre Nilson sócio efetivo da Colônia Z-8. Depois da missa matinal dos domingos, o padre reunia-se com os pescadores, e à exemplo dos estivadores, cuidava dos interesses deles junto à Capitania dos Portos. Tornou-se um pescador de carteirinha. Gozava de muita simpatia e total acolhida por parte das autoridades da Marinha, e sempre era convidado para toda e qualquer solenidade promovida por eles.

As mulheres de faziam a vida na prostituição do Mucuripe contavam com a compreensão e o acolhimento do padre Nilson. Muitas vezes, ao chegar para rezar a missa na capelinha de baixo (atual Capela de São Pedro, na avenida Beira Mar), o padre se deparava com algumas delas embriagadas, sentadas à porta da Igreja. Tinham pelo padre respeito e estima. Levantavam-se quando ele chegava, e apesar da embriaguez, não há qualquer registro de que essas mulheres tenham sido agressivas ou tenham dirigido ao religioso qualquer palavra grosseira.

Foi o Padre José Nilson quem orientou as mulheres a se transferirem para a vizinhança do Farol Velho, onde estavam sendo providenciadas acomodações com relativo conforto. Além de luz, água e transporte coletivo; as prostitutas se estabeleceriam no entorno do farol e as famílias residiriam mais além, em local mais tarde denominado Vicente Pinzon. Cerca de mil e trezentas mulheres da vida fizeram esta baldeação e ali sacramentaram a chamada Zona do Farol.

Padre Nilson chegou ao Mucuripe para ficar 6 meses, mas acabou ficando por mais de 50 anos. Testemunhou amplas transformações no bairro, principalmente transformações físicas, mudando quase que por inteiro aquela visão formosa que encantou os primeiros navegantes que aportaram por aqui, nos idos de 1500. A praia de areias brancas está reduzida a uma estreita faixa praticamente toda ocupada por embarcações, por barraquinhas de venda de peixe ou por equipamentos de lazer implantados pela prefeitura.


Praia do Mucuripe 2011

Centenas de pequenas embarcações a motor apinham as águas calmas da baía. E as dunas de outrora cederam lugar a espigões de muitos andares que compõem um paredão a impedir que o “Nordeste” refresque com sua aragem a cidade calorenta. Do muito que aconteceu, Padre Nilson viu de perto. Depois que se aposentou o padre continuou vivendo no Seminário da Prainha. Faleceu no dia 14 de abril de 2010, aos 88 anos, deixando para todos o exemplo de uma pessoa voltada e devotada às coisas de Deus, pela presença e solidariedade com todos que o cercavam.


O Colégio do Mucuripe foi fundado pelo Padre Nilson em 1963, depois teve o nome mudado para EEF Padre José Nilson - 2012

Igreja de Nossa Senhora da Saúde, construída em 1932, no cimo de uma duna


Morro do Teixeira - 2012

Região do farol, depois que a zona de prostituição foi transferida para lá

Mucuripe atual - vista aérea - imagem Diário do Nordeste


Fontes:

Mucuripe, de Pinzon ao Padre Nilson de Blanchard Girão. Edições Fundação Demócrito Rocha-1998.

Mucuripe / Audifax Rios – Fortaleza: 2013.

fotos: Arquivo Nirez, IBGE, Anuário do Ceará e Fortaleza em Fotos



sábado, 17 de junho de 2023

A Fortaleza dos anos 70

 



O início da década já assinalava o grande crescimento populacional que a cidade registrava em comparação com o censo de 1950 realizado pelo IBGE naquele ano:  270 mil habitantes. Em 1970 passou para 857 mil residentes em 147.640 domicílios. O rápido crescimento populacional, acelerou a ocupação de áreas da cidade, que aconteceu de forma desordenada e sem planejamento, evidenciou a questão da diferenciação de classes, e a ocupação de regiões periféricas e de preservação, como morros e dunas, sem que esses espaços contassem com nenhum tipo de infraestrutura. Apesar de tudo, Fortaleza ainda era uma cidade tranquila e sem maiores problemas ligados à criminalidade, violência urbana ou à segurança pública.





O centro era onde pulsava o coração da cidade, lojas chiques e populares, bancos, escritórios, órgãos públicos e governamentais, lanchonetes e cinemas, todos os negócios, todos os serviços, tudo era lá. O espaço era frequentado por todas as classes sociais, eram raros os endereços na Aldeota ou nos bairros; até por volta dos anos 60, os estabelecimentos comerciais tinham uma oferta de produtos muito diversificada, onde uma mesma loja vendia desde confecções até televisores e peças de carros; então surgiram as grandes lojas de departamentos, que passaram a nortear o comércio varejista.

  

O movimento no Centro era justificado também pelo funcionamento de vários órgãos públicos, como o Paço Municipal (sede da Prefeitura), o Palácio da Luz (sede do governo do Estado), o Palácio Senador Alencar (sede da Assembleia Legislativa), o Fórum Clóvis Beviláqua, a Alfândega, várias secretarias municipais e estaduais, além dos cartórios, os cursinhos pré-vestibulares e o Mercado Central, com seus artesanatos, rendas e bordados, que atraíam o público visitante.     

As mulheres chiques compravam na Flama e na Casa Parente; os jovens na Ocapana, na Abarama e Jeans Store; os homens usavam cuecas samba-canção e frequentavam a Cruzeiro, a Milano, e a Casa Bicho. E prestigiados por todos os públicos, havia o Romcy a Mesbla, a Lobrás, a Pernambucanas, a Loja de Variedades, a Carvalho Borges, a Lojas Damasceno, as muitas sapatarias e as primeiras farmácias da cidade. As noivas, as misses e as debutantes tiravam retratos na Aba Film, e as melhores fotos eram ampliadas e colocadas na vitrine da loja. Faziam o maior sucesso. 


  

Havia os cinemas de bairros, mas os mais frequentados eram os do Centro, São Luiz, Diogo, e Fortaleza, que lotavam a praça de meninos e adolescentes nos dias que exibiam filmes dos Trapalhões, enquanto os adultos se escandalizavam com as cenas do “Último Tango em Paris” com a violência desenfreada de “O Poderoso Chefão” ou se deleitavam com o musical “Cabaret”. Depois iam todos merendar na lanchonete da Lobrás.

O centro ainda eram o endereço de grandes hotéis como o Lorde Hotel, que teve seu auge nas décadas de 60 e 70; o Premier, e o Hotel Savanah, o último hotel de grande porte a ser inaugurado no centro, instalado no Edifício Jereissati.  Na Beira-Mar, então denominada Avenida Presidente Kenedy, ficavam o Hotel Beira-Mar, o San Pedro Hotel, e o Hotel Esplanada Inaugurado em 1978, o primeiro hotel 5 estrelas de Fortaleza.



A Beira-Mar, já despontava como zona de lazer e o local mais procurado para a instalação de negócios ligados ao turismo e ao entretenimento, e já tinha início o processo de especulação imobiliária, com a expulsão dos moradores tradicionais para construção da avenida e logo depois, dos primeiros edifícios da orla.  Por lá ficavam os restaurantes Sandra’s, La Perla, Tocantis e Trastevere. As noites já eram animadas, nas festas das boates Barbarela, Fortim e Senzala (que ficava pros lados do aeroporto). Havia as barracas da Praia do Futuro (Kabuletê, Carnaúba, Bola Branca e Chez Pierre), os clubes elegantes (Náutico, Diários, Iate, Comercial) e os de bairros (Clube de Regatas, General Sampaio, Vila União, Romeu Martins.)



Era alegre, pacata e acolhedora a Fortaleza dos anos 70. Uma cidade em expansão, com enorme potencial turístico e empresarial, dada sua vocação para essas atividades. Hoje, Fortaleza tem cerca de 2.703.391 habitantes (estimativa IBGE 2021), é a 5ª maior capital em população, e um ambicionado destino turístico. Bela, atrativa, insegura, superpopulosa e violenta. É a mesma cidade dos anos 1970. Mas não lembra muito. 



Fotos: Livro Viva Fortaleza, Anuário do Ceará e Guia Turístico e Informativo de Fortaleza

          

domingo, 9 de abril de 2023

Sérvulo Esmeraldo, o Artista das Formas



Sérvulo Esmeraldo nasceu na cidade do Crato (CE), no dia 27 de fevereiro de 1929. Na Chapada do Araripe, no Engenho bebida Nova, onde morava num grande casarão de janelas azuis cercada de natureza, alterava o curso dos riachos construindo comportas e canais com varas de cerca. Um dia foi embora do Crato e começou a expandir sua história. Passou por Fortaleza, São Paulo e Paris.


Ainda no início da carreira, inspirado pela arte expressionista, dedicou-se à xilogravura. Chegou a ilustrar livrinhos de novenas antes de viajar a Fortaleza, onde travou contato com outros artistas e participou do VI Salão de Abril, em 1950, e tornou-se assíduo frequentador da Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP). 

 

No ano seguinte mudou-se para São Paulo, e participou da i Bienal Internacional de Arte. Em São Paulo fez grande amigos, estudou arquitetura e foi cronista de arte do Correio Paulistano, e realizou a sua primeira exposição individual no Museu de Arte Moderna de São Paulo até que surgiu a oportunidade de ir para a Europa como bolsista do governo francês.


Em Paris, onde ficou até 1979, frequentou o ateliê de litogravura da École Nationale des Beaux-Arts e estuda com Johnny Friedlaender. Na década de 1960, inicia suas criações no campo da Arte Cinética, movimento que surgiu na França, na década de 1950, e promove a ideia de movimento, e ilusão de ótica. Esmeraldo começou trabalhando com materiais como ímãs, eletroímãs e usando a gravidade em seus trabalhos.


Quando finalmente voltou ao Ceará, no fim dos anos 1970, já tinha trajetória estabelecida e obras espalhadas pelo Brasil - de São Paulo ao Acre - e em coleções particulares de todo o mundo. Em Fortaleza, virou símbolo de praças, avenidas, prédios públicos e universidades. Sérvulo Esmeraldo realizou trabalhos nas áreas de escultura, pintura, gravura e ilustração. Suas obras estão espalhadas por coleções públicas e privadas, no Brasil e em países como França, Portugal, Estados Unidos, Suíça, Chile, Cuba e Itália. 



Escultura no Calçadão C. Rolim, Centro (imagem Fortaleza em Fotos, 2014) 



Campus da Unifor, bairro Edson Queiroz  (imagem Márcia Travessoni)

 


escultura La Femme Bateau, Ponte dos Ingleses, Praia de Iracema (não se encontra no local atualmente) imagem Fortaleza em Fotos 2012



Fonte Cinética, Praça da Sé, no centro, inaugurada em 2002 (imagem Diário do Nordeste)



Interceptor Oceânico, na Avenida Beira Mar, Meireles  (imagem postal dos anos 80)




Monumento aos Jangadeiros, Avenida Beira Mar, Meireles (Imagem Diário do Nordeste)

  

Quadrados, no Campus do Pici (imagem Enciclopédia Itaú Cultural) 


O artista faleceu em Fortaleza, no dia 1° de fevereiro de 2017. Sua obra, umas com a precisão matemática e linhas retas, outras com formas em movimento, legítimas representantes da Arte Cinética, continuam presentes pelas ruas e praças de Fortaleza. 





terça-feira, 27 de dezembro de 2022

Lugares para visitar em Fortaleza

De uns anos para cá Fortaleza tem sido um dos destinos turísticos mais procurados, a cada ano aumenta o número de visitantes, atraídos pela beleza da cidade, pela culinária e pelas diversas opções oferecidas. Cada vez mais se investe em equipamentos turísticos, em meios de hospedagens e em centros de compras, alguns, a preços bem populares. Aqui estão algumas sugestões, que são quase uma unanimidade para quem visita a cidade. Segundo projeção da Secretaria Municipal de Turismo Municipal (Setfor), Fortaleza deverá receber 600 mil turistas entre 20 de dezembro a 5 de janeiro de 2023. 

   


1 – Avenida Beira Mar





O espaço ao longo da orla que já foi Avenida Presidente Kennedy e hoje é Beira Mar começou a ser urbanizado em 1961, quando foi iniciada a construção da via. Recentemente, foi encerrada mais uma requalificação da avenida na qual foram investidos em torno de R$120 milhões. A nova Beira-Mar conta com 125 mil m² de área urbanizada, 3 km de nova pavimentação com piso intertravado, calçadas, barracas, estacionamentos, quadras, academia ao ar livre, sistema de drenagem, e algumas “cositas” a mais. Reforçaram também a segurança, com o aumento do contingente de policiais na área, mas os ladrões ainda estão por lá. Lugar bom para passear, para descontrair, para admirar a paisagem, para comer e beber, para caminhar, para comprar na feirinha ou nos vendedores ambulantes, e para ter cuidado com os pertences. A feirinha funciona diariamente, das 16 às 22 horas. 

 

2 – Mercado Central



O Mercado Central é um clássico em se tratando de local de compras de artesanatos e produtos produzidos no Ceará. Conta com cerca de 600 boxes em 5 pavimentos, restaurantes, lanchonetes, rampas de acesso e estacionamento com manobristas. Funciona de segunda a sexta das 8 às 18 hs, aos sábados das 8 às 17 hs e aos domingos das 8 às 13 hs.  Fica na Avenida Alberto Nepomuceno, 199, ao lado da Catedral Metropolitana, centro. Nas imediações do Mercado Central, há uma infinidade de galpões que abrigam comércios populares, de confecções em geral, a preços bem convidativos. 

   

3 – Barracas da Praia do Futuro


foto Diário do Nordeste

As barracas surgiram junto com a urbanização da praia do Futuro. Eram simples, desmontáveis, um tanto improvisadas. Com o tempo foram aumentando de tamanho, de estrutura, e número de clientes. Hoje são superestruturas, algumas com parques aquáticos, cozinha típica e internacional, e uma infinidade de oferta de serviços, sem similares em praias do Nordeste. Atualmente existem entre 55 e 60 barracas, com estruturas de pequeno, médio e grande porte. Se for para o mar, tomar cuidado, porque as correntes marítimas aliadas ao vento forte, são intensas na região.

   

4 – Polo de Gastronomia da Varjota


foto O Povo

O Corredor Gastronômico da Varjota foi criado em 2009, mas a atividade já existia no local há muito tempo. O bairro reúne o maior número de bares e restaurantes de Fortaleza, com mais de 120 estabelecimentos e atende a todos os públicos e gostos com bares e restaurantes, servindo desde a comida a tradicional cozinha regional até a cozinha internacional. Possui grande variedade de restaurantes temáticos, clássicos, self services, pizzarias, choperias, entre outros espaços de atendimento. 


5 – Complexo Ambiental e Gastronômico da Sabiaguaba



Inaugurado em julho deste ano, localizado às margens do Rio Cocó o polo gastronômico conta com um píer, vários quiosques com programação cultural variada, apresentações artísticas, shows musicais, além da culinária tradicional da cidade. O polo da Sabiaguaba integra duas unidades de proteção integral, o Parque Ecológico do Cocó e o Parque das Dunas da Sabiaguaba. Está instalado numa área de 2,5 hectares, conta com estacionamento e segurança. Funciona de 15 às 22 horas, exceto às 3ª. Feira. Fica na Rua da Sabiaguaba, 430.


6 – Encetur – Centro de Turismo do Ceará




Localizada na Rua Senador Pompeu, 350, esquina com a Rua General Sampaio, ao lado da Praça da Estação, o atual centro de turismo está instalado em importante prédio histórico: O que era ocupado pela antiga cadeia pública de Fortaleza, iniciado em 1850 e concluído 16 anos depois, em 1866, projeto do engenheiro Manuel Caetano de Gouveia. As antigas celas foram transformadas em lojas de artesanato, o pavilhão central abriga o Museu de Mineralogia e Arte Popular e a Administração – outrora alojamento do carcereiro e enfermarias. O Centro de Turismo oferece toda sorte de artesanato produzido na região, desde roupas e calçados a produtos em couro, cerâmica, rendas, madeira, roupas de cama, mesa e banho, castanhas, frutas, doces e bebidas. Ficar atento ao transitar a pé nas imediações. 

  

7 – Praia de Iracema


foto O Povo


Muitos estabelecimentos da Praia de Iracema encerraram atividades nos últimos anos, mas o lugar continua interessante para passeio e gastronomia. A configuração da praia mudou bastante, com um aterro extenso, que aumentou a distância entre o calçadão e o mar tornou o banho de mar numa preocupação a mais. Acredite nas placas que alertam sobre a profundidade da praia.


      

8 – Catedral Metropolitana




Se já estiver na área central, não deixe de visitar a nossa bela Catedral Metropolitana, inaugurada em 1978, depois de ter passado quase quarenta anos sendo construída. A nave é enorme, tem capacidade para um total de 5.000 pessoas. O estilo tem influências do românico e do gótico e isso dá o estilo eclético. O templo destaca-se pela imponência arquitetônica e pela beleza dos vitrais que representam passagens da Bíblia, os santos sacramentos e personagens eclesiásticas. 

  

9 – Assistir a um show de humor


foto Mapa Cultural do Ceará

Os shows de humor são facilmente encontrados nas regiões da Praia de Iracema, da Avenida Beira mar e Praia do Futuro, mas não se restringem a esses locais. São oferecidos em muitos outros espaços da cidade. Os shows são alegres, engraçados e descontraídos, mas, às vezes, a piada pode ser você. Faz parte.


10 – Centro das Tapioqueiras




Esse fica fora da área de turismo, distante cerca de 30 minutos do centro de Fortaleza, na estrada de acesso as praias do litoral leste (Aquiraz, Cascavel, Aracati...). O centro foi inaugurado no início dos anos 2000, com a finalidade de reunir as Tapioqueiras em um único espaço. A criatividade na culinária, por lá é ilimitada. Além das tapiocas, sempre acompanhadas de café, doces, licores e algum artesanato são encontrados no local, que tem amplo estacionamento. Fica na Avenida Washington Soares 10125, Messejana.



Por Fátima Garcia
fotos Fortaleza em Fotos