sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Nos Tempos do Royal-Briar


imagem do livro de Marciano Lopes

Nos idos dos anos 40 os recursos de embelezamentos e maquiagens eram mínimos e a indústria de cosméticos apenas se iniciava. Com a cidade pequena e muita limpa, sem poluição, sem poeira ou fuligem industrial, a conservação da pele era bem mais fácil. Além do mais, as mulheres tinham o corpo protegido pelas roupas fartas, amplas saias, usavam sombrinhas para defender o rosto dos raios solares, enquanto as meias de seda filtravam o sol, dando as pernas um tom de cobre.

 foto do site http://falandodemoda.com.br

Tampouco havia xampu, as mulheres lavavam os cabelos com raspas de juá, usavam extratos vegetais in natura,  para as mais diversas finalidades, como o óleo de coco, para conservar a cor escura; a mutamba, para fortalecer; a babosa, para fazer nascer mais cabelos e para criar volume. O chá de camomila mantinha as madeixas loiras que a luminosidade excessiva da cidade escurecia; sabão de coco retirava a oleosidade. A janela era o secador natural.
Nos anos quarenta não havia a variedade de marcas de desodorantes que hoje enchem as gôndolas dos supermercados, apenas o Odo-ro-no e o Magic, que vinham embalados em minúsculos potes de vidro leitoso. Tinham a forma de gelatina vermelha e um leve e delicado perfume. A aplicação desses produtos implicava em pequeno ritual  que exigia das mulheres, a extensão de mais alguns minutos após o banho. 

esmaltes cutex 
(imagem: http://boudoirdamaquiagem.blogspot.com.br) 

Essas pequenas vaidades eram restritas às mulheres, porque os homens nem sonhavam em usar tais artifícios. Quando muito, uma fricção com limão, no máximo bicarbonato de sódio.
Produtos de maquiagem, só os imprescindíveis: batom, rouge, lápis de sobrancelhas e pó-de-arroz, a escolher conforme a cor da pele. Cilion, uma gelatina incolor, apresentada em minúsculas bisnagas, servia para aumentar os cílios, dando um toque vamp às mulheres.  

 antiga embalagem do pó-de-arroz da Coty (foto mercado livre)

Tanto os batons, como os ruges e esmaltes, tinham uma reduzida linha de cores. As linhas de produtos eram poucas, predominando a centenária Coty, a popular Royal-Briar, a sofisticada Helena Rubistein, a suave Mirurgya. A Royal-Briar era considerada de mau gosto e adotada pelo canelau, porém seu rouge era tido como o melhor de todos. A Coty fornecia os pós, enquanto a Cutex dominava, absoluta, o mercado de esmaltes, embora houvesse também o esmalte Fátima

rouge Royal Briar em sua antiga embalagem (foto do site casa do colecionador.com.br)

Distante anos-luz dos sofisticados salões de beleza de hoje, Fortaleza contentava-se com os institutos de beleza Gabinete Azul, de Abel Teixeira, na Rua Floriano Peixoto; Madame Santinha, na Rua Barão do Rio Branco, vizinho à Faculdade de Farmácia e Odontologia; o Hollywood, perto da Gazeta de Notícias; o Trovador Barateiro, na Rua Guilherme Rocha; Madame Ribeiro, na Rua Carapinima; Madame Sonsol, na Rua 24 de Maio.
Os chamados institutos de beleza ofereciam uma restrita linha de serviços que consistia no corte simples, no corte em camadas, nos frisamentos, alisamentos e tingimentos, os dois últimos itens, bastante primários e precários, devido a escassez de técnicas e de produtos adequados. 

imagem do livro de Marciano Lopes

Os próprios frisamentos que eram feitos em primitivas máquinas que funcionavam à eletricidade, e de vez em quando causavam alguns acidentes nos institutos, como cabelos chamuscados, choques elétricos, muito choro e muita descompostura.
Maquiagens em institutos de beleza, nem pensar. Os produtos eram raros e não haviam os artistas-maquiladores de hoje; os penteados, armados, elevados, elaboradíssimos, inspirados nos filmes de Lana Turner e Linda Darnell, eram mais usados pelas mulheres das pensões alegres. 
Estas, por sua vez, não tinham acesso livre aos salões, ficando na dependência dos horários predeterminados pelas donas dos estabelecimentos. Misturar uma dama respeitável da sociedade, e uma mulher-da-vida, seria um escândalo, caso de polícia. Se o marido da “vitima” fosse influente, poderia até fechar o instituto.

imagem: http://www.ibamendes.com

Para preservar o viço da pele, havia os cremes Pond’s, e de Alface Brilhante, e as máscaras caseiras, à base de frutas, mel e legumes. Os cabelos recebiam massagens com mistura de gema e azeite de oliva, com os papelotes fazendo as vezes dos atuais bobes. Para aumentar os seios e enrijece-los, Pasta Russa, apresentada em exóticas embalagens de couro marrom. Após o banho, para manter a sensação de frescor, Água de Colônia Regina, que vinha em frascos de vários tamanhos.
Sobre cada penteadeira, os luxuosos estojos de toucador que compreendiam escovas para cabelos e para roupas, pentes, perfumes com bombas de aspersão, caixas para cremes e os indispensáveis espelhos com cabos. Tudo muito bonito, em cristal, tartaruga, madrepérola, prata, bronze e outros materiais nobres. 
 antigo estojo de toucador (imagem do site Mercado Livre)

Sem muitos afazeres, a mulher perdia horas e horas no toucador, massageando-se,  depilando-se, besuntando-se, pois a beleza e a suavidade da pele, o brilho e o vigor dos cabelos eram preponderantes para a elegância, cujos artifícios de embelezamento eram mínimos e nem sempre aprovados pelas bíblias da moral e dos bons costumes. Mulher que carregava um pouco mais na pintura, era logo rotulada de mulher à toa.
As meninas e adolescentes usavam os cabelos em cachos ou tranças, com laços de fitas; as mocinhas românticas laços ou flores; as mais maduras, usavam travessas de tartaruga ou galalite. Para as senhoras, as trunfas as bananas, os coques. As nucas eram protegidas com redes ou tarrafas.
Era assim que as mulheres de Fortaleza faziam para parecerem belas, quando precários eram os recursos de maquiagem, quando quase tudo tinha de ser criado, improvisado, inventado, quando a penteadeira virava laboratório de pesquisas, quando o quintal e o jardim forneciam a matérias-primas para as máscaras, as compressas, os banhos aromáticos, os tratamentos de beleza;  Quando as mais românticas aplicavam compressas de chá-preto sobre os olhos, para adquirirem as olheiras da Dama das Camélias e mostrar mais fragilidade para impressionar os seus jovens pretendentes.  

Extraído do livro de Marciano Lopes
Royal Briar, a Fortaleza dos anos quarenta.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Os Correios e Telégrafos no Ceará

Os Correios foram criados no Ceará durante a gestão de Manoel Inácio de Sampaio, governador da Capitania do Ceará entre 19 de março de 1812 e 12 de janeiro de 1820. A primeira agência foi instalada em 1° de maio de 1812, administrada pelos escrivães da Junta de Fazenda e funcionando no prédio da Tesouraria da Fazenda  e no prédio de n° 12, na Praça General Tibúrcio.

 A casa que pertenceu a José Antônio Machado e onde estiveram diversos órgãos públicos, foi a primeira sede dos Correios. Foi demolida para a construção do Fórum Clóvis Beviláqua.


Após a inauguração da agência de Fortaleza, a qual se ligava com as principais vilas do Ceará, Sampaio enviou à Corte projeto do Correio ligando as principais capitanias com a Corte, assim as correspondências particulares e oficiais poderiam chegar às Capitanias do Sul e à Corte. A proposta foi aprovada. Em abril de 1820 o governador Francisco Alberto Rubim foi incumbido de estabelecer o serviço de correios entre o Ceará, e Pará, Maranhão, Paraíba, Minas Gerais e Goiás.  Em 1828 o Correio foi reformado,  sendo estabelecido Correios Marítimos e Terrestres nas Províncias. 
No Ceará os comerciantes das primeiras vilas servidas pelos Correios pagavam taxas para complementar as despesas com as correspondências, uma vez que a arrecadação não era suficiente.

 Palacete Iracema, na esquina das Ruas Floriano Peixoto e Guilherme Rocha, onde no primeiro andar,funcionou o Telégrafo antes de unir-se aos Correios (foto do arquivo Nirez)


O telégrafo foi inaugurado em 17 de fevereiro de 1878 com a instalação da linha entre Fortaleza e Aracati com 141 km de extensão, inicialmente a estação funcionou na Praça da Sé, indo depois para a Rua Senador Pompeu n° 80, prédio da Delegacia Fiscal, Palacete Fênix da Praça José de Alencar e no Palacete Iracema (Sobrado do Pastor), na Praça do Ferreira onde funcionou até o início de 1934. A unificação do Correio com o Telégrafo ocorreu na gestão de Bernardo Café Filho.

 Rua Floriano Peixoto, com a lateral do prédio dos Correios em primeiro plano (arquivo Nirez)


A partir de setembro de 1851, instalou-se no térreo da Câmara Municipal, na Rua Floriano Peixoto, prédio da Intendência Municipal, saindo dali para o n° 56 da Rua Formosa (atual Barão do Rio Branco) e passando depois para o térreo da Assembleia Legislativa, de onde saiu para o edifício da Praça dos Mártires – antiga sede do Clube Cearense, do qual saiu para a sede atual. 

 O novo prédio dos Correios e Telégrafos foi inaugurado em 1934, projeto dos engenheiros Humberto Menescal e Santos Maia. (foto do arquivo Nirez)


Em 14 de fevereiro de 1934, o Correio mudou-se para o novo edifício na Rua Floriano Peixoto, inaugurado pelo interventor Carneiro de Mendonça, e com a presença de cerca de 10 mil pessoas. O belo e amplo edifício de 3 pavimentos, no estilo art-dèco ocupa uma área de 1440 m² e atingia 17,55 metros de altura no centro das fachadas (partes mais altas da edificação).   

extraído do livro de Francisco Benedito
Caminhando por Fortaleza 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Diversão e Boa Moradia nos Tempos da Belle Epoque


Avenida da Universidade

Por volta do final do século XIX, nos tempos áureos da Belle Epoque, a elite fortalezense resolveu demonstrar que vivia tempos de muita prosperidade. As classes mais abastadas passaram a morar melhor, em casas mais espaçosas, e luxuosas. Os sobrados se multiplicaram quebrando a horizontalidade da capital. Surgem também elegantes prédios públicos, como o da antiga Assembleia Provincial, erguido entre 1856 e 1871.


Em pouco surgiram espaços exclusivos para o lazer das classes dominantes e médias. No ano de 1867, fundava-se o Clube Cearense, a primeira grande agremiação de lazer da cidade, contando inclusive com sede própria e seletos sócios – embora em 1851 houvesse surgido um primeiro esboço nesse sentido, a Recreação Familiar Cearense, fundada pelo engenheiro Caetano de Gouveia e por Lourenço de Castro e Silva.

Passeio Público, localizado nas imediações do Clube Cearense

Inaugurado em 1871, com sede em frente ao Passeio Público, o Clube Cearense oferecia festas suntuosas, jogos de recreação, danças e atividades culturais, para um restrito corpo de associados, composto pelos mais notáveis homens de negócios, inclusive estrangeiros.  Apresentava um caráter elitista e exclusivista, negando acesso a estranhos, mesmo que tivessem algum prestígio na cidade.
Tal postura irritava os grupos médios emergentes, os excluídos, então, reagiram criando outra entidade recreativa em 1884, o Clube Iracema (nome inspirado no romance de José de Alencar). A partir daí os clubes passaram a disputar para ver qual deles organizava os melhores eventos.

Salão principal do Restaurante do Clube Iracema, no Palacete Ceará (1924) 

O clube Iracema, pela força social e intelectual dos grupos que representava, significou muito mais que um mero espaço para diversões refinadas, pois logo se transformou  em um núcleo irradiador de expressivo movimento sócio-político e círculos de saber em Fortaleza e no final do século (XIX). Com sua popularidade de origem, o Clube Iracema logo se tornou um centro de atividades reformistas, acatando movimentos de reivindicação política e social, que germinaram como precursores da libertação dos escravos e da República.

Salão 2 do Restaurante do Clube Iracema - 1924

Nesses clubes havia diversos tipos de bailes – políticos, patrióticos, de máscaras, etc – os quais se iniciavam por volta de 20 horas, com bandas. Era convencional servir chá por volta da meia-noite e uma mesa farta à 1 hora da madrugada. A seguir, então ocorriam os discursos, especialmente nos bailes políticos.
Nesse período apareceram as recreações – recomendadas pelo saber médico para melhorar a saúde e a raça – a exemplo da patinação no Passeio Público – 1877, ciclismo, em 1900, tuf (corrida de cavalos) em 1895 e o Football, para deleite dos segmentos dominantes e médios.

Extraído do livro de Aírton de Farias
História do Ceará 
fotos do Arquivo Nirez

domingo, 6 de janeiro de 2013

A Criação da Assembleia Legislativa do Ceará

O primeiro prédio da Assembleia Provincial ficava na atual Praça da Sé, na Rua Direita do Palácio, em frente à igreja matriz (foto Arquivo Nirez)  

Na província cearense, os partidos políticos começaram a se esboçar na década de 1820. Como de resto no Brasil, eram fracos, desorganizados, restritos às opiniões divergentes de indivíduos que se identificavam e se fundavam em um conservadorismo imperial (chamado partido dos Corcundas) ou em um liberalismo de fachada (Patriotas).
Apenas durante a Regência – chama-se Regência o período entre a abdicação de Dom Pedro I, em 1831, e a posse do herdeiro Pedro de Alcântara, em 1840 – que essas dispersas correntes políticas tomariam novos rumos, ganhando mais consistência. 

As origens da Assembleia remontam a 1835. No dia 7 de abril daquele ano, o senador José Martiniano de Alencar, que ocupava a presidência da Província do Ceará, abria dos trabalhos da primeira sessão do Poder Legislativo cearense. Cumpria-se naquele momento o Ato Adicional assinado pela Regência em 1834, que criava as Assembleias Legislativas Provinciais. (foto Assembleia legislativa) 

Com o Ato Adicional de 1834, foram criadas as assembleias provinciais, origem das atuais assembleias legislativas, com isso, muitos poderes antes pertencentes às câmaras municipais, passaram para as assembleias provinciais, trazendo a necessidade das elites formarem alianças mais abrangentes para conservar o poder e o domínio da província.
Quando da eleição dos 28 membros da assembleia provincial – instalada em 7 de abril de 1835 – havia duas parcialidades no Ceará: liberais ou chimangos de um lado, conservadores ou caranguejos do outro.
Numa das primeiras leis, a de número 10, de 24 de maio de 1835, José Martiniano de Alencar, proibia a construção de currais de pescaria nos rios navegáveis da província. Ainda no mesmo ano, Alencar é autorizado a adquirir lampiões para a iluminação pública da cidade. Em 7 de setembro daquele ano, foi instalado o Banco Provincial do Ceará.

O sobrado da Intendência Municipal, foi a 2ª Sede da Assembleia Provincial (foto do Arquivo Nirez)  

O primeiro edifício da Assembleia foi o que a Junta da Fazenda Nacional mandou construir em 1829, para as sessões do Conselho Provincial, na Rua Direita do Palácio do Governo, em frente à igreja Matriz, e nele funcionou até meados da década de 1850. 
Em 1873, o presidente Francisco de Assis Oliveira Maciel, ordenou ao Conselho provincial, por ofício de 19 de abril de 1872, que  vendesse o antigo prédio da assembleia à firma Singlehurst and Co.
O segundo edifício da assembleia foi o Sobrado da Intendência, em 1856. 

Palácio Senador Alencar, onde a Assembleia funcionou entre 1871 e 1977 (foto do Jornal O Nordeste)

Depois foi construído o Palácio Senador Alencar,  com obras iniciadas em 1856 e conclusão em 1871, para instalação da Assembleia e do Liceu. A Assembleia já funcionou no novo prédio a partir desse ano e permaneceu no Palácio Senador Alencar até o dia 10 de maio de 1977, quando se mudou para o novo prédio na Avenida Desembargador Moreira.

Palácio Deputado Adauto Bezerra, sede atual da Assembleia Legislativa do Ceará

Atualmente em sua 28ª legislatura, período de 2001 a 2014, a Assembleia Legislativa do Ceará é composta dor 46 deputados eleitos pelo voto popular. O Poder Legislativo Cearense registra, portanto, 176 anos de existência em diversos períodos da história, entre império e República.
Fica na confluência das Avenidas Desembargador Moreira e Pontes Vieira, no bairro Dionísio Torres.  

Fonte:
História do Ceará, de Aírton de Farias
Descrição da Cidade de Fortaleza, de Antônio Bezerra de Menezes,  introdução e notas de Raimundo Girão
Cronologia ilustrada de Fortaleza, de Miguel Ângelo de Azevedo (NIREZ)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A Inauguração das Obras Inacabadas

No apagar das luzes da gestão Luizianne Lins, foram inauguradas várias obras, que se arrastavam há meses, sem que fossem concluídas. Em uma de suas últimas entrevistas no cargo, a prefeita disse que gostava de realizar obras. Pelo visto esse “gostar” não era extensivo à conclusão dessas mesmas obras, já que muitas ficaram inconclusas.  Visitei uma dessas obras inauguradas recentemente, e eis o resultado:



O Pavilhão Atlântico era um quiosque em estilo art-nouveau, com lambrequins, no formato retangular, com cantos arredondados,  que ficava em uma praça, na entrada da Ponte Metálica,  uma espécie de sala de espera para quem esperava a chegada ou a partida de navios. Tinha uma calçada onde ficavam mesas e cadeiras e alguns combustores de iluminação a gás. O equipamento recebeu o nome de Pavilhão Atlântico por causa de um restaurante que funcionou no local.


Com o passar do tempo, o quiosque foi sendo modificado e adaptado a diversos usos. Lá funcionou  uma lavanderia pública, um posto de saúde e uma escola infantil. 


Em 2011 a prefeitura de Fortaleza resolveu recuperar o Pavilhão Atlântico, alocando recursos da ordem de R$ 303 mil, com as obras de restauração iniciadas em maio de 2011 e término previsto para 180 dias depois, ou novembro de 2011. A inauguração ocorreu em dezembro de 2012, com mais de um ano de atraso. 





Dureza mesmo, é ter que acreditar que foram gastos R$ 303 mil nessa construção, e ainda assim, não foram suficientes para a iluminação externa e os acabamentos do entorno. 


fotos antigas do Arquivo Nirez
fotos novas de Rodrigo Paiva