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domingo, 8 de abril de 2012

O Naufrágio do Mara Hope


O navio petroleiro Mara Hope  foi fabricado em 1967 pelo estaleiro espanhol Astilleros de Cádiz sendo chamado de Juan de Áustria e posteriormente Asian Glory. Pertenceu às empresas Naviera Ibérica, Bona Shipping, Carpathia Trading e Commercial Maritime.

Em 1983 sofreu um incêndio o qual atingiu a casa de máquinas quando o navio estava ancorado em Port Neches, no Texas. Todos os 40 tripulantes conseguiram deixar o navio sem nada sofrer.  O navio ficou em chamas durante quatro dias.
  
Em 1984 foi para Taiwan para ser vendido como sucata, contudo no meio da viagem, em 1985, o rebocador teve problemas mecânicos na costa brasileira, ficando ancorado no Porto do Mucuripe.


Em meio a um temporal, com maré alta, as amarras do Mara Hope se romperam e a embarcação ficou à deriva por 1,6 km até encalhar em um banco de pedras nas proximidades da praia de Iracema, ao lado do estaleiro INACE.  Entretanto existe outra versão não confirmada, de que o rebocador que estava conduzindo o Mara Hope teve problemas e foi obrigado a soltar as amarras, deixando-o à deriva.

O banco de areia no qual o navio encalhou era muito extenso e o navio ficou profundamente atolado. Após várias tentativas  de movê-lo,  os trabalhos foram abandonados e foi considerada a perda total da embarcação. 



Depois de confirmada sua perda, o navio ficou anos sob a ação de vândalos até que foi iniciada uma operação de desmonte. Suas peças e metais foram vendidos como sucata. Foi removida toda a estrutura da popa e de outras partes do navio. Hoje em dia, fora da água, resta em torno de 1/3 do que foi o navio. No fundo do mar ainda estão boa parte dos motores, a hélice e o leme.


Hoje o Mara Hope foi incorporado à paisagem da Praia de Iracema e recebe visitas constantes, de mergulhadores, turistas e moradores, que se chegam até lá à nado, e se aventuram no seu interior, de porões inundados.  

fotos: Fátima Garcia

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Terra de Iracema

Fortaleza - 285 anos

Ao lado da afoita jangada, os restos do Navio Mara Hope, petroleiro que encalhou nas proximidades da Praia de Iracema em 1985. 

Verdes mares bravios de minha terra natal, 
onde canta a jandaia nas frondes da carnaúba;
Verdes mares, que brilhais como líquida esmeralda 
aos raios do sol nascente, perlongando as alvas praias ensombradas de coqueiros;
Serenai, verdes mares, 
e alisai docemente a vaga impetuosa, 
para que o barco aventureiro manso resvale à flor das águas.
Onde vai a afouta jangada, 
que deixa rápida a costa cearense, 
aberta ao fresco terral a grande vela?
Onde vai como branca alcíone 
buscando o rochedo pátrio nas solidões do oceano?

extraído do romance Iracema, de José de Alencar