quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Teatro José de Alencar



O Teatro José de Alencar foi inaugurado oficialmente no dia 17 de junho de 1910. O projeto original previa um jardim ao lado do teatro, que só foi construído anos depois da inauguração, em 1975.
A estrutura de ferro do teatro foi trazida da Escócia no inicio do século XX; passou por processos de restauração e hoje está em plena atividade.
Os jardins foram projetados por Burle Max. Cajueiros, oitizeiros, juazeiros e palmeiras, dão um ar característico e distinguem o TJA como o único teatro ajardinado do país.
O teatro conta com vários palcos. Além do principal, há o palco do anexo, o do jardim, o foyer e o porão. Ele abriga ainda a biblioteca, a cantina do Muriçoca, áreas de convivência que transformaram o TJA num espaço de grande diversidade cultural.
Além de palcos para espetáculos, o Teatro abriga obras de arte preciosas, resultados do trabalho de Herculano Ramos, na cenografia; de Ramos Cotoco, José Vicente, José Paula Barros, Jacinto Matos e Gustavo Barroso, na pintura artística; e o painel de Rodolfo Amoedo sobre a boca de cena homenageando José de Alencar. 
O TJA mostra uma composição de linhas neoclássicas e art nouveau. Em sua inspiração mitólogica, uma estátua do deus Baco, ou Dionísio, ladeado por duas musas, encimam a fachada do prédio. Na janela central do foyer, Eros e Psiquê beijam-se fraternalmente. A beleza do TJA se reflete em seus lustres, e nas cadeiras de palhinha. 
Sua estrutura férrea é imponente: escadas helicoidais, passadiços com gradis de ferro trabalhado e corrimãos de bronze.
Como os demais sítios históricos de Fortaleza, seu problema é o entorno. O TJA dispões de um estacionamento em frente onde não cabem muitos carros.
Ambulantes, pedintes e prostitutas tomam a calçada, acumulam lixo, além de contribuir para a insegurança que ronda o local

Nenhum comentário: