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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Fortaleza e o Passado


Praça do Ferreira, com o prédio do Majestic Palace e a residência de Luiz Severiano Ribeiro (Arquivo Nirez)

Alguns poucos dizem sempre e poucos prestam atenção: o fortalezense, de modo geral, não dá a mínima importância a essa coisa que, noutras partes do Brasil, é quando não preocupação, pelo menos querência das maiorias, ou seja, apego às boas tradições.  Não fora o trabalho beneditino a que se entregaram no passado, homens como Guilherme Studart, João Nogueira,  Paulino Nogueira e João Brígido, entre outros mais, quanta coisa interessante, por muitos aspectos, inclusive o pitoresco, não estaria totalmente ignorada, mesmo para os raros que, hoje em dia integrantes das chamadas novas gerações, tivessem desejo de adentrar-se em nosso passado urbano.
O que aqui vai dito é consequência das preocupações de um homem que, ainda menino, apercebeu-se desolado, de que a nossa Fortaleza de Nova Bragança, quarenta anos atrás, começou a ser impiedosamente sacrificada no pouco, mas de qualquer maneira significativo, que resguardava, como lembrança de seus primeiros anos de vida, no complexo de evolução das cidades nordestinas.


Lagoa do Garrote (arquivo Nirez)
A Lagoa do Garrote fica dentro do Parque da Liberdade (Cidade da Criança), no centro de Fortaleza 

Estamos no ano de 1973, aquele que assinala o sesquicentenário da elevação do arruado de após Martim Soares Moreno aos foros de vila e cidade. E achamos que tudo quanto houver de assunto relativo aos fatos da Cidade Amada deverá vir à tona, para que as novas gerações não sejam levadas a pensar que o que hoje ai está seja obra miracular apenas da modernidade e, sim, conscientizarem-se de que tudo é resultado do trabalho, quase em penúria, dos primeiros que aqui se plantaram, no século XVIII, entre as vertentes que eram duas, em que se bifurcaram, naqueles idos, às águas rumorejantes do ribeiro de Marajaitiba, hoje o quase desaparecido Pajeú;  a vertente leste, aquém da margem esquerda do braço do riacho ainda visível nalguns trechos; a outra, mais para Oeste, que ia ter ao antigo areal da chamada Lagoinha, mais para as bandas de Jacarecanga.


Riacho Pajeú, canalizado, poluído e degradado

Achamos que, já a esta hora, um programa de destinação escolar deveria estar sendo organizado por quem de comprovada competência a saber no caso, por exemplo, Manuel Albano Amora e Mozart Soriano Aderaldo, do Instituto do Ceará, com o fim específico de levar à juventude das nossas escolas primárias e de ensino médio, um pouco daquilo que se constitui a história das nossas tradições e de nosso desenvolvimento.
É necessário levar ao futuro cidadão de Fortaleza nomes como os de Barba Alardo, Governador Sampaio, José Alves Feitosa, Silva Paulet e tantos outros, sem esquecer jamais o do Boticário Ferreira, por conta de cujo esforço e dedicação correram os primeiros impulsos de uma cidade que João Brígido, dela tão amante, já dizia em fins do século passado, teria uma destinação das mais altas e nobres na vida social, política e econômica do nosso país.


Praça dos Mártires (Passeio Público), antigos Largo da Fortaleza, Largo da Pólvora, Largo do Paiol, Largo do Hospital da Caridade e Praça da Misericórdia 

É preciso levar estudantes, em obediência a um programa bem coordenado, a verem o Quartel-general da 10ª Região, antigo aquartelamento das chamadas tropas de linhas lusas, que aqui vieram dar apoio aos desbravadores, a partir de Pero Coelho e Soares Moreno.  Levá-los ao hoje tão sacrificado Passeio Público, antigo Largo da Pólvora, testemunha de longo tempo da vida da cidade, desde quando esta não era mais que um modesto burgo de meia dúzia de casas, nas cercanias da Praça da Sé. 


Palácio Episcopal - na administração do prefeito Vicente Fialho, o palácio foi desapropriado e é hoje o Paço Municipal (foto Diário do Nordeste) 

Mostrar-lhes a Catedral em construção e chamar-lhes a atenção para o imperdoável crime que foi a demolição da igreja matriz, pobre mais cheia da história da Fortaleza amada. Leva-los em grupos, aos terrenos onde está o prédio do antigo Palácio Episcopal, hoje praticamente abandonado e objeto de transação comercial, e mostrar-lhes o pouco que ainda resta do verde de antigamente no centro da cidade, árvores algumas delas testemunhas da nossa história, vicejando ainda às margens do cada vez mais sacrificado Pajeú. 


Conjunto arquitetônico Igreja do Pequeno Grande e Colégio da imaculada Conceição (Arquivo Nirez)

Mostrar-lhes o centenário Colégio da Imaculada Conceição, a Praça da Escola Normal, e dizer-lhes que, há um século a bem dizer, ali terminava o perímetro urbano e o que existia mais para o leste e norte eram raras construções esparsas, no areal sem fim. 
Mostrar-lhes as águas sempre poluídas , do lago existente na Cidade da criança e dizer-lhes que aquilo, no tempo da cidade menina, era a lagoa do garrote e que aquela área centro-sul da cidade amada, segundo opinião de João Brígido e outros, foi terreno que o vulgo denominava “marinhas”, ou porque até ali faziam suas incursões, periodicamente, as águas do Atlântico. Essas mesmas águas, que com o passar dos anos, se foram afastando sempre e sempre, a ponto de deixarem hoje, como terra firme, a baixada que vai do platô que é a Avenida Monsenhor Tabosa até as ruas e avenidas mais próximas do mar dos nossos dias. Num tempo em que os palhabotes e as sumacas, vindos dos portos do sul e do norte, encontravam acostamento tranquilo em frente à Igreja da Prainha e as ondas do mar batiam na muralha do forte de Nossa Senhora da Assunção.


Cruzamento das Avenidas Historiador Raimundo Girão (antiga Avenida Aquidaban) e Monsenhor Tabosa, (antiga Rua do Seminário) no encontro das duas fica a Avenida da Abolição (Arquivo Nirez)  

E outras coisas assim precisam ser ditas, reavivadas, quando não com amostragem direta, ao menos através de memórias, já que muito foi destruído pela insânia dos que, dominados pela mística do progresso, mandaram sempre às favas, por desinteresse ou falta de sensibilidade, o pouco que possuímos merecedor de preservação carinhosa.
Quem viajou por esses velhos Brasis, quem morou ou apenas demorou em cidades como o velho Rio de Janeiro, Salvador, Belém, São Luis, Recife, há de ter notado, sem grande esforço, a existência de uma constante afetiva, na paisagem de cada uma delas: o doce perfume da antiguidade, não já apenas em prédios, logradouros e mesmo ruas, que são conservadas como retrato de épocas já vividas, mas também e, sobretudo nas denominações de certas ruas, praças e bairros. 


A Rua do Rosário manteve o mesmo nome desde a época da colônia, em fins do século XVIII. É a rua mais antiga de Fortaleza

É o tributo das novas gerações  àquelas que já se foram. A guarda e o zelo ao passado, levando os de hoje a derramarem o olhar sobre o que se foi, mas permanece de maneira inefável, por força de nomes que estabelecem pontes entre umas  e outras épocas.
O belenense dos nossos dias, inapelavelmente, fala em Igarapé das Almas quando se refere a uma determinada área urbanizada do centro da cidade. Na Bahia, então, a coisa é de enternecer: Água de Meninos, Rua do Pelourinho, Itaparica e tanta coisa gostosa, e tanta coisa regional e preciosa.


O bairro conhecido como Calçamento de Messejana, Estrada de Messejana ou Estação recebeu o nome de Joaquim Távora, por decisão do prefeito César Cals, em 1930 (Arquivo Nirez)

Aqui na Fortaleza, meu Deus, como tudo é artificioso e destituído de raízes! Onde estão os nomes e expressões antigos de bairros pobres, hoje ricos?  Quem se lembra da Tijubana, ali para as bandas do Cemitério de São João Batista? Quem ainda fala nos Guajirus, na zona das atuais ruas Gonçalves Ledo e João Cordeiro, parte que demanda o chamado sertão? E o Mata Galinha? E o Alto da Balança? E o Calçamento de Messejana? E a Itaoca e a Precabura? E o Alagadiço e o Seminário? E a Praça dos Coelhos?


Praça José Bonifácio (Praça do Quartel da Polícia) é a antiga Praça dos Coelhos (Arquivo Nirez)

Fortaleza é por excelência, a cidade dos nomes de ruas homenageando a Deus e ao mundo. Uma cidade que não dá bolas ao passado gostoso dos que vieram antes de nós.
Há ruas, em nossa cidade, com nomes de gente que não resiste à mais superficial indagação histórica, dados numa gratuidade que encontra razão de ser, quase sempre, na bajulação, no parentesco, na demagogia, no compadrismo. O que é uma pena, e às vezes, um crime. 


Praça da Sé, antiga Praça do Conselho, Largo da Matriz, Praça Pedro II, Praça Caio Prado, Praça Dr. Pedro Borges. 
A Praça da Sé parece ser a primeira praça de Fortaleza, em 1726 já aparece o espaço da praça no 1° mapa de Fortaleza, atribuído a Manuel Francês. 
A antiga Sé - Igreja de São José  -  foi demolida em 1938  (Arquivo Nirez)

Onde era a Praça do Conselho? É uma das primeiras testemunhas do nascimento da cidade, hoje Pedro II.  Onde era a Rua das Flores, que é também dos tempos da cidade criança? Perdeu seu nome poético há muito tempo: chama-se Castro e Silva, E como há na vida evolutiva da cidade, vários Castro e Silva, um inclusive dos tempos do Governador Sampaio, não se sabe, assim de improviso, a qual deles diz respeito a denominação. E Rua das Flores era denominação que vinha mesmo a calhar, sabido que dantes como ainda hoje, ligava a velha Sé ao cemitério.


Praça Carolina, no início do século XX, depois mudada para José de Alencar (Arquivo Nirez)
A antiga praça, foi subdividida, numa parte foi construído o prédio dos Correios e Telégrafos; noutra uma agência do Banco do Brasil;  e noutra o Palácio do Comércio. Sobraram alguns metros entre a primeira e a segunda construção, para uma espécie de respiradouro: é a Praça Waldemar Falcão. 

Tempo houve em que, no centro urbano, encontrava-se a Praça Carolina, depois mudada  em José de Alencar. Onde a Rua Direita dos Mercadores? Era a que é hoje por uns chamada Sena Madureira e por outros, Conde D’Eu. E o Beco dos Pocinhos, tão das lembranças dos cinquentões, ligando a Praça do Ferreira à da Escola Normal, sempre enfeitado pelo branco e vermelho e o branco e azul das meninas do imaculada e do velho estabelecimento estadual de ensino, ao tempo em que, tanto pobres como ricos, desde que estudantes, desconheciam os luxos  do transporte em automóvel.


Rua Formosa (atual Barão do Rio Branco) em foto de 1910 (Arquivo Nirez)

E a Rua Amélia? E a Rua da Palma? E a Rua do Fogo? E a da Boa Vista, a da Alegria, a Rua Formosa? E a da Trindade, a do Lago? E a Travessa das Trincheiras, a cuja denominação uns dão foros de belicosidade de tempos passados, enquanto outros aludem a morada, ali, de umas senhoras que se dedicavam a preparar jantares de leitões e aves, que já enviavam trinchados a quem os encomendava?


Este já foi o cruzamento da Rua da Palma com a Rua das Trincheiras

Está bem claro que ninguém iria desejar, de uma hora para outra, a volta, em termos absolutos, de todas as velhas denominações. Reconhecemos que algumas nem mesmo se coadunariam com a nossa época, nos costumes e preconceitos de modernidade. Mas o que a municipalidade poderia iniciar, com cuidado para lograr permanência através das administrações, era um plano de confecção e afixação de placas identificadoras, contendo a denominação atual, precedente ou simplesmente graciosa e, abaixo, com o mesmo destaque, a denominação da História e da Saudade.


fotos: Fátima Garcia

Extraído do livro
Crônicas da Fortaleza e do siará grande, de Otacílio Colares
livros consultados
Fortaleza Antiga praças, ruas e esquinas, de Marciano Lopes
Fortaleza Velha, de João Nogueira

domingo, 16 de outubro de 2011

O Forte Schoonenborch

A origem da capital do Ceará está ligada ao forte levantado pelos holandeses na enseada do Mucuripe, localizado na foz do riacho Pajeú, com a dupla finalidade de defesa e de centro de decisão das providências ligadas às explorações de minérios de prata na serra de Itarema (Taquara), contraforte da de Maranguape.

Forte de São Sebastião, gravura de 1612 (do livro Ah, Fortaleza!)

Anteriormente, os primeiros vestígios de ocupação do Ceará haviam-se verificado na embocadura do rio desse nome, a menos de 10 quilômetros a noroeste do córrego Pajeú. Vindo da Paraíba, Pero Coelho de Sousa erigiu uma fortificação que denominou de Forte de São Tiago.  O fracasso da expedição de Pero Coelho concorreu para que o São Tiago se desmantelasse, ficando imprestável.

Em 1612, Martins Soares Moreno, que fora soldado de Pero Coelho,  voltou à região, e construiu, no mesmo lugar do anterior, outro forte, que recebeu o nome de São Sebastião.  O forte foi atacado pelos holandeses em 1637, surpreendendo e aprisionando os soldados.  O São Sebastião era um forte de madeira, com guaritas e casas de soldados, e uma igreja. 

De posse dessa  construção tão pobre, não fizeram os holandeses nenhuma melhoria,  além de se indisporem com os índios, a quem não pagavam pelos serviços prestados. Revoltados, os índios atacaram o forte, massacraram todos os holandeses e destruíram a construção. Era o ano de 1644.

Cinco anos depois, os holandeses retornaram novamente, agora acossados pela falta de recursos nos cofres da Companhia das Índias Ocidentais, recorriam à exploração de minas em busca de ouro e prata.  Acreditavam encontrar esses tesouros no Ceará, numa daquelas serras que azulavam no horizonte.

A expedição veio sob o comando de Matias Beck, experiente aventureiro, preposto da Companhia. A parte militar cabia ao major Joris Gartsman, que fora comandante da primeira invasão holandesa de 1637. Chegaram à enseada do Mucuripe (talvez no mesmo ponto em que Pinzon erguera uma cruz em 1500). Entre esperançosos e desconfiados, ancoraram  ao meio dia do dia 2 de abril de 1649.


 Ao todo, 298 homens. Era a maior e mais prolongada tentativa desse gênero que faziam os holandeses.  Após o desembarque e à improvisação dos abarracamentos, seguiu-se o que era mais indispensável – a construção de uma fortaleza de proteção. Contra os índios, e contra inimigos vindos do mar.

O local escolhido foi o monte chamado Marajaitiba. Ao sopé do monte corria o riacho Marajaik (rio das palmeiras), que forneceria água fresca e limpa. Além disso, o morro estava contíguo  à  praia, defronte ao porto, onde ficavam os navios da expedição. Era, portanto o local ideal, militarmente estratégico e topograficamente favorável.


mapa do Forte Schoonenborch

Matias Beck e outros oficiais chegaram a visitar o local do antigo forte, na Barra do Ceará,  mas consideraram a entrada do porto muito perigosa para a navegação, além da distância do rio, tão distante que a guarnição poderia facilmente ser privada de água. Foram esses dois fatores que definiram a fixação do núcleo, futura cidade.

O nome do forte – Schoonenborch –  era uma homenagem ao governador holandês do Recife,  e a construção da edificação serviu para firmar por alguns anos a mais, o domínio holandês no Ceará. No dia 22 de abril, somente não se achavam prontos na construção de Beck, o portão e duas baterias. Podia assim, considerar-se concluído aquele forte de cinco pontas, com seus parapeitos, fossos e o mais.

Mas novamente, não se demoraram muito por aqui os exploradores flamencos.  A capitulação geral dos holandeses no Recife, em janeiro de 1654, acabou com as atividades de Matias Beck no Ceará. Beck e Gartsman entregaram  a praça em 20 de maio de 1654, ao Capitão-mor português, Álvaro de Azevedo Barreto, e se retiraram para a ilha de Barbados.

Do ousado sonho holandês, restou o Schoonenborch calvinista, que a posse lusa batizou de Nossa senhora d’ Assunção, invocação com que a virgem passou a ser venerada, tendo sua imagem exposta ao culto dos soldados e dos moradores do vilarejo, na pequena ermida, construída sem demora.  

imagem de Nossa Senhora de Assunção, padroeira do forte e da cidade de Fortaleza. Hoje venerada no nicho do Quartel da 10ª RM (imagem do livro Geografia Estética de Fortaleza)  

Álvaro de Azevedo Barreto, também sem demora, consertou a fortaleza. Depois de construída, pareceu ao português que não haviam feito mais nenhum reparo. Fundado sobre paus enterrados a espaços e outros atravessados por dentro, em formato pentagonal, achava-se tudo meio apodrecido.

O forte de Nossa Senhora d'Assunção continuou sua existência precária, sofrendo remendos, até que em 1816, se transformou de fato, numa fortaleza, graças à ação do Governador Manuel  Inácio Sampaio, o primeiro visconde de Lançada e ao projeto do engenheiro Silva Paulet.

Os fundamentos do edifício foram lançados pelo governador em 12 de outubro de 1812. A obra foi feita principalmente com donativos angariados pelo governador Sampaio e seu antecessor Barba Alardo de Menezes, a quem, segundo João Brígido, coube a ideia de reedificar a fortaleza. 

Em 23 de setembro de 1816, o ministro e secretário do Estado e encarregado dos negócios estrangeiros e da Guerra, comunicou ao governador Sampaio que merecera aprovação do príncipe regente o particular cuidado que ele dispensara às fortificações da vila. 

No ano de 1817, foi colocada uma lápide, na parte extrema das muralhas norte da fortaleza, com a seguinte inscrição:

As naus escarneciam de mim quando eu era um monte informe; 
agora que sou uma grande fortaleza, 
de longe, tomam-se de respeito. 
Aqui reinando D. João VI. 
Sampaio me fundou bela, 
o engenho de Paulet resplandece. 
Os donativos dos cidadãos me tornam forte pelas muralhas, 
os dispêndios reais me fazem fortes pelas armas. 

Em 1917, quando a guerra na Europa ia à sua fase mais aguda e o Brasil entrava ao lado dos aliados, foi o forte guarnecido pela 1ª bateria independente do 3° Distrito de artilharia de Costa, sob o comando do capitão Bernardino Chaves, que pouco demorou no Ceará. A bateria foi extinta após o término da guerra, em fins de 1918.

localização do forte no desenho atual da cidade. (imagem divulgação site da10ª RM) 

A última reforma feita na edificação, cujo recinto hoje está totalmente ocupado pelas dependências do Quartel da 10ª Região Militar, consistiu na construção de um passadiço por sobre as canhoneiras abertas no parapeito da muralha voltada para o mar.
Tombada pelo IPHAN em 2008. 

Fonte:
Raimundo Girão e Eusébio de Sousa