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sábado, 7 de outubro de 2023

Colégios Antigos – Doces Lembranças

 

A escola é certamente o primeiro relacionamento sério da vida de alguém, um relacionamento que cobra responsabilidade, exige comprometimento. Em troca, abre portas com tantas possibilidades, que a jovem imaginação de uma criança sequer havia sonhado. É o lugar onde se passa mais tempo, depois da casa paterna. As escolas deixam marcas, lembranças inesquecíveis, a maioria boas, que ficarão para sempre no imaginário e nos ensinamentos que levamos pela vida afora. Por isso, é tão desanimador constatar que sua escola, o seu lugar de memória mais representativo, não existe mais. Algumas dessas escolas:   

Colégio Brasil

Colégio Brasil na Rua Dona Leopoldina. foto do Anuário do Ceará

Criado nos anos 60, por iniciativa do professor Amadeu Arraes, o Colégio Brasil iniciou as atividades com apenas 63 alunos, distribuídos em 2 salas de aula, em prédio alugado, localizado na Rua Rodrigues Júnior, 384. Na década de 70 contava com 1500 alunos e funcionava em prédio próprio, na Rua Dona Leopoldina, 480. A nova sede tinha 3 pavimentos, 21 salas de aula, 4 laboratórios, biblioteca e cursos de língua estrangeira e educação artística.  

Colégio São José

funcionava na Avenida Visconde do Rio Branco, 1257, ao lado do Parque da Liberdade (Cidade da Criança). Foi autorizado a funcionar como colégio pelo Decreto nº 17.700, de 30 de janeiro de 1945. Até então era o Ginásio São José.

Colégio Nogueira

Localizado na Praça do Carmo esquina com a Rua Barão do Rio Branco. Foto Arquivo Nirez

No início das atividades funcionava na antiga residência de Meton de Alencar, na Rua General Sampaio, ao lado da Casa Juvenal Galeno, com a denominação de Externato Pedro II, de Francisco Gonçalves. A partir de 1918, passou a chamar-se Instituto de Humanidades, (Colégio Nogueira), criado pelo professor Joaquim da Costa Nogueira. O colégio destacou-se pelo revolucionário método didático, tornando-se o melhor e mais procurado educandário de Fortaleza. Tinha como lema na pedagogia da época, de ensinar não muito, mas ensinar bem, ensinar certo, levando o aluno por processos naturais e ensinamentos concretos, a formar juízo perfeito de cada uma das disciplinas professoradas na escola. Ficava na Praça do Carmo, esquina com a Rua Barão do Rio Branco, local onde depois esteve o Colégio Farias Brito.

Colégio Capital (Evolutivo)

Antes de se tornar uma unidade de uma das maiores organizações educacionais do Ceará, a Organização Educacional Evolutivo (que também já fechou), o prédio localizado na avenida Heráclito Graça, número 826, antes abrigou o Colégio Capital. A marca Evolutivo se tornou uma das mais conhecidas na educação cearense. O colégio chegou a ter nove sedes em seu auge e era conhecido por ter preços acessíveis comparados a outras instituições privadas, à época. Em 2012, o Evolutivo fechou as portas. Atualmente, no prédio que já foi Colégio Capital e Evolutivo Capital, funciona a Faculdade Ari de Sá.

Colégio Rui Barbosa

sala de aula do Colégio Rui Barbosa, com o professor Clodomir Teófilo Girão, no centro, com alguns de seus alunos, no ano de 1949. Foto Arquivo Nirez. 

O colégio Rui Barbosa foi inaugurado em 01 de maio de 1945, pelo professor Clodomir Teófilo Girão, instalado na Rua Senador Pompeu em prédio antes ocupado pelo Colégio Dom Bosco.  Mais tarde o colégio foi vendido, mudando-se para a Avenida do Imperador nº 372.

Colégio Nossa Senhora Aparecida

prédio onde funcionou a Escola Jesus Maria José e o Colégio Nossa Senhora Aparecida 2012 acervo Fortaleza em Fotos 

A Escola Nossa Senhora Aparecida foi fundada em 1963, pelo padre Valdemar Marques, na paróquia do Cristo Rei, funcionando da 5ª. a 8ª séries na qualificação de empregados domésticos. A partir de 1980 passou a funcionar no prédio localizado na Rua Coronel Ferraz, n° 120, no centro, construído para abrigar a Escola Jesus Maria José, destinada à educação de meninos pobres ou órfãos. Em 1987 criou os cursos pedagógicos, científico e profissionalizante, mediante convênio com o Senac e a UECE. A partir daí foi reconhecida como de utilidade pública pelo Conselho Estadual de Educação e manteve convênio com as Secretarias de Educação do Estado e do Município. Era administrada pela Paróquia da Catedral de Fortaleza.

Colégio Pio X

Fundada por Frei Mansueto em 1908. O prédio foi construído em terreno doado pelo padre João Augusto da Frota, na esquina sudeste do Boulevard do Livramento (atual Avenida Duque de Caxias) com a Rua Pero Coelho (atual Barão de Aratanha). Os recursos para construção foram obtidos por Frei Marcelino de Milão através de campanhas movidas pelas várias confrarias religiosas. Foi inaugurado em 5 de julho de 1908, mantido e dirigido pelos frades capuchinhos; era uma obra das vocações missionárias, misto e gratuito.  O prédio passou por reforma e ampliação em 1924, quando foi construído o segundo pavimento. Atualmente o imóvel está alugado a uma faculdade.

Colégio Padre Champagnat

Fundado em 14/09/1971, sob direção do professor Miguel Elpídio Dantas Silveira, encerrou as atividades em 2007. Funcionou inicialmente no prédio onde antes estivera o Cine Familiar, de propriedade dos padres franciscanos, depois vendido a Luiz Severiano Ribeiro, que fechou o cinema.  Depois abriu filiais em outros endereços. O nome era em homenagem ao padre Marcelino Champagnat, fundador da Congregação dos Irmãos Maristas.

Colégio Castelo Branco

O colégio Castelo Branco foi fundado no dia 1° de junho de 1900 com o nome de Instituto Miguel Borges, pelo professor Odorico Castelo Branco, na Rua Major Facundo, 156-B. Em 1910 mudou-se para a Rua Senador Pompeu, 24, depois mudou-se para a Praça Senador José Júlio (Praça do Coração de Jesus) onde permaneceu até a morte de Odorico, em 1921. Após o falecimento do seu fundador, o estabelecimento de ensino recebeu a denominação de Colégio Castelo Branco, teve seu patrimônio alienado à Arquidiocese de Fortaleza e mudou-se para a Avenida Dom Manuel no final da década de 1930.

Escola Alba Frota/Cidade da Criança

foto da Internet

A escola foi fundada em 26 de maio de 1937, pelo prefeito Raimundo de Alencar Araripe (1936/1945) com a denominação de Serviço de Educação Infantil, composto de duas seções: Jardim da Infância (para crianças de 3 a 6 anos) e Parque Recreativo (crianças de 7 a 14 anos), transformando o Parque da Independência em Cidade da Criança. A primeira diretora foi a professora Zilda Martins Rodrigues. Em 1967, por sugestão da escritora Rachel de Queiroz a nome da escola foi mudado para Alba Frota, ex-professora e diretora da escola entre 1946 e 1954. Em 1966 foi construída uma nova escola na Avenida Dom Manuel, em melhores instalações, junto ao Parque Pajeú.

Colégio Juventus

Fundado em fins dos anos 60, situado na Rua João Siqueira, bairro Joaquim Távora. Foi extinto em 2008, a pedido do seu diretor, Padre Gotardo Thomaz de Lemos.

Colégio Fênix Caixeiral

primeira sede da Fênix Caixeiral na Rua Guilherme Rocha esquina com a Rua General Sampaio. acervo Instituto do Ceará 

Um dos estabelecimentos de ensino mais tradicionais de Fortaleza, a Fênix Caixeiral surgiu como escola de comércio, inaugurada em 24 de junho de 1905, na esquina da Rua General Sampaio com a Guilherme Rocha. O palacete com um andar superior e um porão tinha o acesso voltado para a atual Praça José de Alencar. Como o palacete logo se tornou pequeno para abrigar as diversas dependências da associação e a sua escola de comércio, a instituição iniciou a construção de uma casa maior, no terreno da Rua 24 de maio esquina com a Rua Guilherme Rocha, onde estivera a residência do Comendador Antônio Nogueira Pinto Acioly. A segunda sede ficou em poder da Fênix até a década de 1970, quando a instituição a vendeu e mudou-se para a Avenida do Imperador.

Grupo Escolar Rodolfo Teófilo

em 1923 ano da inauguração. Foto Nirez

O Grupo Escolar Rodolpho Teófilo foi instalado em 2 de janeiro de 1923, projeto do arquiteto José Gonçalves da Justa, no bairro Benfica, atual Avenida da Universidade. Inicialmente era chamado de Grupo Escolar do Benfica, depois passou a denominar-se Grupo Escolar Rodolfo Teófilo. Em 20 de agosto de  1956, o estabelecimento de ensino foi transferido para outra rua próxima, e o prédio passou a abrigar o Museu Antropológico e o Instituto do Ceará.   Depois de sucessivos usos, como o Museu Antropológico e o Instituto do Ceará, hoje o prédio abriga a Faculdade de Economia, Administração, Atuária e Contabilidade da Universidade Federal do Ceará. Os Grupos Escolares foram extintos nos primeiros anos da década de 1970, substituídos paulatinamente pelo sistema de ensino de 1° Grau determinada pela Lei n. 5.692/71, durante o regime militar, na gestão do presidente Emílio Garrastazu Médici.


Veja mais sobre os antigos colégios: 

http://www.fortalezaemfotos.com.br/2017/05/colegios-desativados-de-fortaleza.html

http://www.fortalezaemfotos.com.br/2014/04/antigos-colegios-de-fortaleza.html


quarta-feira, 16 de abril de 2014

Colégios de Fortaleza no Século XIX

Na Fortaleza do século XIX estudar além do curso primário era privilégio quase que exclusivo das elites.  Os colégios existentes à época, eram quase todos particulares e mesmo as poucas escolas públicas existentes - como o Liceu e a Escola Normal - eram inacessíveis aos mais pobres, dado o custo do material e da manutenção de um aluno em sala de aula. 

 escola pública de Fortaleza em foto de 1912
Havia 20 escolas públicas, sendo 4 para meninos, 7 para meninas e 11 mistas, todas dedicadas ao ensino das primeiras letras. A exceção eram  duas escolas públicas, dois pequenos prédios, atraentes pela forma elegante de suas construções e asseio, construídos, um no bairro do Outeiro da Prainha, na administração do governador Coronel Luís Antônio Ferraz, em 1890, e o outro no Boulevard Visconde do Rio Branco, na administração do Presidente Dr. José Freire Bezerril Fontenele, em 1893. As duas ministravam o curso primário. 
 
 O Bonde do Jacarecanga, repleto de alunos com a farda do Liceu do Ceará
Os filhos das famílias ricas eram educados nos melhores externatos da cidade, nos internatos religiosos da capital do país e muitas vezes, em instituições no exterior, como França, Inglaterra, Suíça, Alemanha e Bélgica. Algumas famílias optavam por matricular os filhos aqui mesmo, onde os pais podiam fazer um acompanhamento de perto; e a oferta de estabelecimentos de ensino era bem razoável. 

 prédio do Liceu na Praça dos Voluntários
Berço da instrução pública de Fortaleza, o Liceu do Ceará iniciou a sistematização do ensino neste Estado a partir de 1845. Foi instalado no casarão na Praça dos Voluntários, onde hoje se encontra a Secretaria de Polícia e Segurança Pública. O Liceu  instituiu um curso equivalente ao do Ginásio Nacional, com duração de 7 anos, compreendendo as seguintes disciplinas: álgebra, geometria, trigonometria, mecânica, astronomia, física, química, meteorologia, mineralogia, geologia, zoologia, botânica, biologia, geografia, história universal, sociologia e moral, letras e artes,  e línguas: portuguesa, francesa, alemã, latina e grega; literatura nacional, desenho, música, ginástica, evoluções militares e esgrima. Ao aluno que obtivesse pelo menos as aprovações plenas, era conferido o título de Bacharel em Letras e Ciências. 
Ainda no século XIX, destacava-se o Ateneu Cearense, fundado em 1863 por João de Araújo Costa Mendes. Auxiliado pro seu irmão Manuel Teófilo Costa Mendes, transformou esse educandário particular num dos melhores da capital. 

 Seminário da Prainha, em 1905, na antiga Rua do Seminário, atual Avenida Monsenhor Tabosa
O Seminário Episcopal instalou-se em 1864, no Outeiro da Prainha, abrigando por gerações o cenáculo da cultura cearense. Lá o ensino era dividido em dois cursos, o Teológico e o Preparatório. No Curso Teológico os alunos eram submetidos às seguintes disciplinas: teologia oral, teologia dogmática, direito canônico, história eclesiástica, liturgia, cantochão, eloquência sagrada e escritura sagrada. No Curso Prepatório, estudava-se filosofia, física, retórica, matemática, história geral e do Brasil, geografia, francês, latim, gramática portuguesa, catecismo, história sagrada, civilidade e música vocal.

  Colégio da Imaculada Conceição, com um pavimento em 1905. Ao lado, a Igreja do Pequeno Grande
Dirigido pelas freiras francesas da Ordem das Filhas de Caridade de São Vicente de Paula, chegadas em Fortaleza em 1865, o Colégio da Imaculada Conceição funcionou a partir de 1867, num prédio construído para abrigar um hospital. Ocupava a área equivalente a um quarteirão quadrado, na parte setentrional da Praça Filgueiras de Melo. Ao longo do tempo, o Colégio Imaculada Conceição conquistou posição de destaque na educação das moças pertencentes a elite da cidade, que aprendiam as seguintes matérias: instrução religiosa, primeiras letras, gramática portuguesa, gramática francesa, aritmética, geografia, história sagrada, história do Brasil, civilidade. Além disso, aprendiam sobre costura, bordados, tecidos, flores, desenho, piano e música vocal. O colégio era dirigido por 19 irmãs de caridade, todas francesas. 
No início do século XX, nas dependências do Colégio da imaculada Conceição foi criado o externato São Rafael para meninos, onde estudou o futuro presidente Humberto de Alencar Castelo Branco.
Em 1876, o cônego Ananias Correia Amaral fundou o Colégio São José. Suas irmãs Júlia e Judith Correia do Amaral, auxiliadas pela prima Elvira Correia Pinho, dirigiram a partir de 1881, o Colégio Santa Rosa de Lima.
Em 1870 o professor Pedro da Silva Sena fundou o Panteon Cearense; o padre Bruno Rodrigues da Silva Figueiredo iniciou em 1879, o Instituto Cearense de Humanidades. 

 Escola Normal Pedro II em 1902. O prédio situado na Praça José de Alencar, com algumas modificações, atualmente abriga  o IPHAN.

A Escola Normal Pedro II, inaugurada em 1884 na Praça Marquês de Herval destinava-se a formação de professores para as  escolas do Estado.  O surgimento da Escola Normal provocou uma grande polêmica na sociedade, por causa da proposta de formar professoras profissionais, numa época em que as mulheres eram destinadas ao casamento e a criação de filhos. Lá os alunos (a escola aceitava alunos de ambos os sexos) cumpriam o seguinte programa escolar: um curso preparatório de 1 ano; e um curso normal de 3 anos. No prepatório, ensinava-se português, francês, aritmética,  sistema métrico, caligrafia, desenho linear, música vocal e prendas domésticas. No Curso Normal ensinava-se pedagogia, português, francês, aritmética, álgebra elementar, geometria, geografia geral e corografia do Brasil, ciências físicas e naturais, caligrafia e desenho, música vocal e prendas domésticas. Aos alunos que concluíam o curso, era expedido o diploma de habilitação para o magistério.
Durante o mandato da Irmã Clemence Therese Gagné de Dion, falecida em 1917, o Colégio da Imaculada Conceição foi equiparado à Escola Normal do Ceará, passando também a formar professoras. 

 prédio da Escola Militar do Ceará, atual Colégio Militar, na Avenida Santos Dumont
A Escola Militar do Ceará fundada em maio de 1889, instalou-se, no início nas dependências do Quartel da Força de Linha, junto à Fortaleza de N. S. de Assunção. Seu ensino correspondia ao de seus congêneres do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Posteriormente a escola Militar se estabeleceria no atual prédio que, construído pelo Barão de Ibiapaba, sediou por algum tempo, o Asilo de Mendicidade.
Outros colégios antigos podem ser citados como o Colégio Parthenon Cearense, fundado em 1892 por Lino de Souza da Encarnação, na esquina das Ruas 24 de maio e Guilherme Rocha.
A Escola Cristã do Padre Liberato criada em 1882 educou muitas personalidades do cenário social da cidade; outro colégio, o Ginásio Cearense de Anacleto de Queiroz Lima, fundado em 1887, comumente chamado de Colégio Anacleto, possuía alto conceito na época, firmando-se como principal estabelecimento particular de ensino do Estado.
O Externato Santa Clotilde da professora Francisca Clotilde Barbosa Lima, poeta e romancista, foi inaugurado em 1891. O Instituto de Humanidades do Cônego Salazar da Cunha e Antônio Augusto de Vasconcelos, iniciou suas atividades em 1892, na Rua Sena Madureira, em frente a antiga Igreja Presbiteriana, local hoje ocupado pelo Edifício Clóvis Rolim. 

 Colégio N. S. de Lourdes, de propriedade de Ana Bilhar, na Avenida Santos Dumont
Ana  Bilhar estabeleceu em 1896 o Colégio Nossa Senhora de Lourdes. O Colégio N.S. das Vitórias foi propriedade de Maria Mendes  e Emma Adélia Ruedin Gonthier, a notável Madame Gonthier, que fundaria em 1916 o afamado Colégio La Ruche.
De grande conceito também o Colégio Castelo Branco, iniciado em 1900, por Odorico Castelo Branco. Com a primeira denominação de Instituto Miguel Borges, instalou-se na Praça Coração de Jesus e posteriormente, na Avenida Dom Manuel. Mais tarde passou a ser chamado Colégio Castelo Branco a partir de 1921, com o falecimento de seu fundador.

 Colégio Castelo Branco, na Avenida Dom Manuel
Muitos desses estabelecimentos de ensino tiveram vida longa e formaram diversas gerações de profissionais que se destacaram no cenário cearense em inúmeras atividades. Outros, perduram até hoje, como o Liceu, a Escola Normal, o Imaculada Conceição, o Seminário da Prainha e a Escola Militar, hoje Colégio Militar de Fortaleza.. 

pesquisa:
Descrição da Cidade de Fortaleza, de Antônio Bezerra de Menezes, introdução e notas de Raimundo Girão
Ideal Clube, história de uma sociedade, de Vanius Meton Gadelha Vieira 
fotos do arquivo Nirez