Há mais ou menos uns 6 ou 7 anos aquela área hoje chamada de Parque del Sol, no bairro Cidade dos Funcionários era uma praça pública, bastante movimentada. Lá eram realizadas feiras de artesanato nos finais de semana, num amplo espaço aberto que contava com bancos de madeira, grandes árvores, locais para estacionar e um riacho canalizado que cortava todo o logradouro.
Nos dias de realização das feiras, o lugar era frequentado por milhares de pessoas, inclusive muitas crianças que aproveitavam aquela excelente área de lazer. Um empreendimento imobiliário anunciava o lançamento de unidades residenciais que seriam construídas no entorno da valiosa área verde.
Vejo agora, com muita surpresa, que a tal imobiliária anuncia a praça, que chamam de Parque del Sol (não sei se esse é o nome oficial do logradouro), como sendo área anexa ao loteamento, inclusive com portaria e cancelas, que não funcionavam no dia que fui lá bater essas fotos. Os anúncios dos apartamentos citam a área verde como prerrogativa dos condôminos que adquirirem imóveis da dita construtora/imobiliária.
É bem verdade que a área não era assim tão bem cuidada, nem tão ajardinada, nem tão bonita, e é evidente que alguém está desembolsando recursos para sua manutenção. (basta passar o olhar pela cidade para ver que não é a prefeitura).
Mas urbanizar um logradouro público não dá direito ao cuidador de se apossar nem de comercializar um espaço que pertence à cidade e a população.
Mas urbanizar um logradouro público não dá direito ao cuidador de se apossar nem de comercializar um espaço que pertence à cidade e a população.
Apesar de se querer passar a impressão de que se trata de área privativa, com a presença de muros e cancelas, o Parque Del Sol é área pública, até que se prove o contrário. Que não se enganem os compradores dos apartamentos.