Mostrando postagens com marcador abandono de animais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador abandono de animais. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A Proteção Animal Voluntária em Fortaleza


Em quase todas as praças,  parques, estacionamentos e lugares de grandes  aglomerações como os campi universitários, observa-se um grande número de animais em situação de abandono,   principalmente cães e gatos. As poucas ações de iniciativa do poder público estão voltadas para eliminação não do problema, mas do animal.  Para tentar amenizar o sofrimento desses seres indefesos, surgiram os protetores

gatos abandonados em parque urbano de Fortaleza

Existem atualmente na cidade de Fortaleza, vários grupos e voluntários avulsos que se dedicam aos cuidados e proteção aos animais, especialmente animais abandonados nos diversos logradouros de nossa cidade. 

O trabalho realizado por essas pessoas tem uma grande importância social, uma vez que esses animais são resgatados, tratados, castrados e doados para novos lares. 

Esses grupos não contam com ajuda financeira governamental e sobrevivem, portanto, de doações de simpatizantes da causa. Não rara vezes usam recursos próprios no trato com rações e animais que necessitam de cuidados médicos. 

feira de adoção

Quase que semanalmente são realizadas feiras de adoção em vários pontos de Fortaleza, como shoppings, pet shops e praças, onde os que pretendem adotar um animal, podem escolher seu novo amigo. 

Para adotar, é preciso considerar alguns pontos que são essenciais no momento da decisão:  é preciso lembrar que tanto o cão como o gato viverão por cerca de 18 anos, e portanto, serão sua responsabilidade durante todo esse período. Também se deve pensar se existe disponibilidade financeira para assumir todos os gastos que serão necessários: vacinação, castração, banho e tosa, alimentação de qualidade e cuidados veterinários


E importante identificar qual espécie melhor se adapta ao seu estilo de vida e ao espaço disponível para o animal adotado. Questões como: Quem cuidará do animal em caso de viagem; Quem irá passear com o cão; Se haverá tempo disponível para dar amor e atenção ao novo filhote, deverão ser consideradas. 

Caso não tenha respostas objetivas sobre os pontos acima, é melhor aguardar um momento mais oportuno e adiar a adoção.

abrigo pra gatos na região Metropolitana de Fortaleza

A maioria das ONG's envolvidas não possuem abrigo, portanto, não podem atender a todos os pedidos de resgate e lar temporário que chegam até eles, pois atuam voluntariamente, assumindo gastos, e muitas vezes abrigando os animais em suas próprias residências. Realizam também trabalhos de educação da população, onde defendem a castração como sendo a solução para reduzir o número de animais abandonados e esclarecendo o que vem a ser a posse responsável

A proteção animal em Fortaleza vem ganhando força e destaque com o aumento do número de pessoas e grupos atuantes nessa causa, e todos ganham com isso: os animais, os novos donos, a sociedade, e os voluntários, que tem a oportunidade de ajudar uma vida.



Os principais grupos atuantes hoje em Fortaleza são: Apata Ceará, Upac, Grupo de Proteção Animal, Uipa, Gaba, Vakinha permanente, entre outros, além de voluntários independentes, não ligados a grupos. Caso deseje  adotar um novo amigo, procure um dos grupos e se informe sobre as datas das feiras de adoção e condições para adotar um animal. 

fotos de Raquel Garcia
por Fátima Garcia

sábado, 20 de setembro de 2008

Os gatos da UFC

Estes dois viviam na UFC. Foram retirados e adotados, escapando assim, da sanha assassina de covardes matadores que se escondem no anonimato

Os grandes centros urbanos estão constantemente sendo submetidos a novos desafios que demandam soluções criativas. Um desses desafios é o abandono de animais em lugares públicos, especialmente de cães e gatos.

A superpopulação de cães e gatos é um problema que afeta a maioria das cidades, em maior ou menor grau. A equação é simples: existem mais animais do que lares para acolhê-los. A maioria desse animais é abandonada na rua pelos seus proprietários, irresponsáveis e desumanos, que optam por ter animais domésticos, mas não cuidam nem da sua saúde, nem do seu bem-estar.

Por outro lado, a superpopulação de qualquer espécie gera problemas ambientais e desequilíbrio na cadeia alimentar. Os gatos são predadores de pássaros e pequenas aves. Também são portadores de doenças transmissíveis a humanos em razão da ausência de vacinas ou medidas de prevenção.

Atualmente em Fortaleza não há uma praça, um logradouro público, um condomínio privado, que não esteja repleto de gatos, de todas as cores, tamanho e raças.

Em busca de uma solução rápida, as autoridades da saúde frequentemente recorrem ao sacrifício em massa. Milhares de animais são mortos, nem sempre de forma humanitária, por falta de informações, de incentivos, subsídios à esterilização dos animais.

Quando o poder público se omite, o que ocorre com uma frequência bem acima do aceitável, uma parcela da população, munida de veneno, crueldade e muita amargura na alma, se encarrega de exterminar os indefesos bichanos, que são mortos às centenas, sob o olhar cúmplice da outra parcela, que se não concorda, também não reage.

Mas há um item especialmente chocante nesse episódio sobre gatos abandonados: os que vivem (viviam) no campus do Pici, da Universidade Federal do Ceará. A matança de grande número deles, denúncias de maus-tratos e a proibição, por parte da direção da instituição para alimentá-los, repercutiu na mídia, (Diário do Nordeste, 12.07.2008 e 02.08.2008, Editoria Cidade), gerou polêmicas e causou indignação até em quem ignora o direito dos animais.

A universidade é a elite cultural e intelectual de uma nação. Acima da universidade não há governo, nem igreja, nenhum poder, nenhuma outra instituição que detenha tanto saber. A universidade cria conhecimentos, muda paradigmas, educa, ensina, mostra caminhos, aponta soluções.

Por isso é tão difícil aceitar que os administradores da UFC tenham optado por copiar a solução encontrado por broncos moradores de condomínios ou frequentadores de locais públicos que por ignorância, intolerância e falta de respeito aos outros seres vivos, dão vazão aos seus maus instintos, com a desculpa de que estão solucionando um problema. Estão isso sim, cometendo um crime: são criminosos.

A mesma notícia do jornal, dá conta de que em parceria com algumas entidades, foi firmado um compromisso no qual a UFC se dispõe a buscar soluções como controle da natalidade pela castração e a prestar ajuda em campanhas educativas para adoção dos pequenos felinos.

Não era sem tempo. Esse é o papel que cabe a uma universidade mantida pela dinheiro público, que sabe da relevância de sua atuação junto à sociedade, que sabe mais do que todos, que exterminar animais é crime não só moral, mas também legal, em razão da existência da Lei número 9.605/98 de 12.12.1998, denominada Lei de Crimes Ambientais, que em seu artigo 32 § 1 e 2, prevê penas de detenção e multa para quem pratica crimes contra animais.