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terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Os primeiros fatos históricos de Fortaleza

7 de dezembro de 1660 – nesse dia João de Melo Gusmão, nomeado capitão-mor, teve permissão para conduzir sua mulher e filhos para o Ceará, sendo esta a primeira família a residir no então Povoado do Forte;

16 de fevereiro de 1699 – nomeação do padre João de Matos Serra, o primeiro vigário do povoado do Forte;

25 de janeiro de 1700 – primeira eleição para a Câmara;


primeiro mapa de Fortaleza, autoria atribuída ao capitão-mor Manuel Francês - 1726

Considerada a foto mais antiga de Fortaleza, mostra a Praia Formosa, em 1892 
(Arquivo Nirez)

13 de abril de 1726 – instalação da Vila de Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção;

29 de novembro de 1726 – provisão de Manuel Martins Viana no cargo de advogado, o primeiro que teve a Villa da Fortaleza;

11 de junho de 1751 – Manoel do Nascimento de Albuquerque é escolhido pela Câmara para os cargos de alcaide e carcereiro da vila, sendo o primeiro a exercer essas funções;

17 de agosto de 1755 – nomeado, por concurso, para o ofício de almoxarife da Vila, Francisco Ferreira Marinho, o primeiro funcionário público nomeado por concurso;

25 de novembro de 1786 – é promovido a mestre de escrita e leitura, o sr. Manuel de Siqueira Braga, o primeiro mestre da villa;

2 de agosto de 1791 – é expedida a carta de aprovação em favor de Vicente Maria de Saboia, o primeiro boticário da Villa de Fortaleza;

25 de fevereiro de 1793 – nomeado por provisão régia, o primeiro professor de gramática latina, João da Silva Tavares;

12 de janeiro de 1795 – já havia na Villa da Fortaleza o primeiro alfaiate, de nome Salvador, morador na rua da cadeia (atual Rua General Sampaio)

24 de janeiro de 1799 – é nomeado o primeiro Juiz dos Feitos da Fazenda, Manuel Leocádio Rademaker;

26 de outubro de 1799 – fundeia no Mucuripe o correio marítimo “Príncipe Real”, sendo este o primeiro que chegou ao Ceará;

1 de julho de 1880 – é nomeado o arruador da vila, Manuel Ferreira da Silva, o primeiro arquiteto que se tem notícia;

18 de maio de 1802 – é aberto por Manuel Ferreira o primeiro açougue, localizado à Rua da Boa Vista (atual Floriano Peixoto);

7 de maio de 1804 – feita a primeira concessão à firma Bento Bandeira de Melo & Cia, com privilégio de 10 anos para extração de resinas e gomas;

1809 – parte do Ceará a galera Dois Amigos, levando produtos e amostras do algodão;

Maio de 1810 – chega a vila, o irlandês William Wara, que funda a primeira casa de comercio direto com o exterior;


A casa que pertenceu a José Antônio Machado, e onde funcionaram diversos órgãos públicos, foi a primeira sede do Correio (arquivo Nirez)

1 de maio de 1812 – instalação dos Correios no antigo edifício da Tesouraria da Fazenda;

1 de julho de 1812 – instalação da Alfândega, situada no Outeiro da Prainha;

Resolução Imperial de 02 de janeiro de 1823 – decreto imperial de 24 de fevereiro de 1823 e carta imperial de 17 de março de 1823,  elevam Fortaleza à condição de cidade com a denominação de Fortaleza da Nova Bragança, por Dom Pedro I, “pela Graça de Deus e unânime aclamação dos povos, Imperador constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil”;

1 de abril de 1824 – circulação do primeiro jornal denominado Diário do Governo do Ceará sob o comando do padre Gonçalo Inácio de Albuquerque Mororó, e impresso por Francisco José de Sales sendo esses o primeiro jornalista e o primeiro tipógrafo da terra.

1 de dezembro de 1824 – instalação do primeiro conselho da Província, no edifício nª 34, da Praça do Conselho (atual Praça da Sé)

3 de julho de 1837 – empossado o primeiro inspetor da Alfândega, Manuel do Nascimento Castro e Silva;


25 de março de 1854 – criado pelo presidente Pires da Mota o primeiro hospital de Fortaleza, depois transformado em Santa Casa de Misericórdia;

1 de novembro de 1860 – iniciada a construção de um paredão pelo engenheiro Berthot, a primeira tentativa do porto de Fortaleza, no Meireles;

16 de julho de 1861 – criação da Diocese do Ceará, sendo nomeado Dom Luís Antônio dos Santos, o primeiro bispo do Ceará;

17 de maio de 1862 – começa a circular o primeiro jornal católico, intitulado “Fortaleza”;

27 de novembro de 1862 – concedida a José Paulino Hoonholtz, concessão para distribuição de água, para toda a cidade, privilégio por 50 anos;

10 de dezembro de 1864 – instalação do Seminário da Prainha;

28 de janeiro de 1865 – apresenta-se ao presidente do Estado o primeiro voluntário da Guerra do Paraguai, Israel Bezerra de Menezes;

25 de março de 1867 – instalação da Biblioteca e Arquivos Públicos da cidade, na Praça do Patrocínio (atual José de Alencar);


A Ceará Gas Company Ltd, com sede em Londres, foi a primeira concessionaria de iluminação a gás em Fortaleza (foto do livro A História da Energia no Ceará, de Ary Bezerra Leite)

17 de setembro de 1867 – inauguração oficial da iluminação a gás em alguns trechos da cidade e de alguns edifícios, entre os quais o Palácio do Governo e o Clube Cearense;

12 de novembro de 1867 – são aprovados pelo governo os estatutos da Associação Comercial da Praça do Ceará;

30 de novembro de 1873 – inauguração da estação de Arronches, da Estrada de Ferro Baturité;

3 de fevereiro de 1874 – instalação do Tribunal de Relação;

25 de abril de 1880 – inauguração do transporte público com a utilização de bondes à tração animal, pela Companhia Ferro Carril do Ceará, com 4210 metros de linha.

30 de março de 1882 – inauguração do Cabo Submarino ligando Fortaleza ao Sul do país;


Fábrica Progresso, fundada  por Tomás Pompeu de Sousa Brasil, e Antônio Pinto Nogueira Accioly exclusivamente para fabricação de redesimplantação dessa indústria foi o marco inicial do processo de industrialização do Ceará, onde até então a única atividade equipada com maquinário era a tipografia. (foto Revista do Instituto do Ceará)

1882 – Iniciada a instalação da primeira fábrica de tecidos de algodão em Fortaleza, propriedade de Tomás Pompeu de Sousa Brasil e Antônio Pinto Nogueira Accioly;

11 de fevereiro de 1883 – inauguração do serviço telefônico de Fortaleza;

22 de março de 1884 – inauguração da Escola Normal, em prédio construído especialmente para esse fim, na praça Marquês de Herval (atual Praça José de Alencar);

28 de junho de 1884 – inauguração do Clube Iracema;

8 de abril de 1888 – inauguração da estátua do General Tibúrcio, a primeira da cidade na praça homônima;

1 de fevereiro de 1889 – criação da Escola Militar de Fortaleza;

25 de maio de 1889 – morte do governador Caio Prado, sendo uma das vítimas da epidemia de febre amarela que assolava a cidade. A morte do governador, tido como belo, culto, rico, educado na Europa e filho de tradicional família paulista, causou grande comoção em Fortaleza. 

 

Café Java, na Praça do Ferreira (Arquivo Nirez)


30 de maio de 1892 – Fundação da Padaria Espiritual, no Café Java, na Praça do Ferreira;

18 de abril de 1896 – inauguração do Mercado de Ferro, na Praça Carolina (atual praça Waldemar Falcao), na gestão do intendente Guilherme Rocha;

13 de maio de 1896 – começa o assentamento dos trilhos dos bondes de burros, no Outeiro;

1 de outubro de 1899 – começam a funcionar as Caixas Postais, distribuídos pela cidade;

7 de setembro de 1902 – inauguração da Avenida 7 de setembro, na Praça do Ferreira;


O primeiro automóvel chegou por aqui em 28 de março de 1909, vindo dos Estados Unidos pelo vapor inglês “Cearense”. Era um automóvel da marca “Rambler” usado, comprado pela Empresa Auto Transporte, de propriedade do Dr. Meton de Alencar e de Julio Pinto,  dirigido por John Peter Bernard e Rafael Dias Marques.  (arquivo Nirez)

28 de março de 1909 – chegada do primeiro automóvel, importado pela empresa Auto Transporte Cearense;

Outubro de 1922 – construção do primeiro aparelho de rádio receptor, instalado por Clóvis Meton de Alencar.

 

Fonte: Coisas que o Tempo Levou – crônicas históricas da Fortaleza Antiga, de Raimundo de Menezes.

 

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Processo de Implantação do Parque Industrial do Ceará

Siqueira Gurgel/Usina Ceará, frente voltada para a Avenida Bezerra de Menezes

As indústrias instaladas no Ceará, no período que vai do final do século XIX até a década de 50 e que compreende a primeira fase de implantação industrial estiveram voltadas, principalmente para o aproveitamento da produção agrícola regional. A indústria têxtil foi a primeira a se instalar em Fortaleza, como nos demais centros urbanos nordestinos, para onde convergia a produção algodoeira. Aliás, esta é a primeira indústria a se desenvolver nos chamados países subdesenvolvidos, não só pela presença de mercado, mas também por ser tecnicamente mais simples. 
No caso específico de Fortaleza, a presença da matéria-prima favoreceu sua instalação, tendo em vista o desenvolvimento da cultura do algodão, principal produto agrícola do Estado. 



Ligada à têxtil, desenvolveu-se a indústria de óleos vegetais, aproveitando o caroço de algodão. Também visando a produção de óleo, foram industrializados a mamona, a oiticica, e o babaçu, destacando-se a capital cearense como um dos principais centros produtores de óleos vegetais no Nordeste. 

 Fábrica Progresso, na Avenida do Imperador

O marco inicial do processo de implantação industrial no Ceará foi a fundação em Fortaleza, em fins do século XIX, da Fábrica Progresso. Esta posição se justifica pelo fato de que antes da instalação da Fábrica Progresso, a única atividade equipada com máquinas foi a tipográfica. Ainda em fins da década de 1920, surgiu em Fortaleza um novo empreendimento industrial de significativa importância, visando o aproveitamento do óleo de oiticica. A iniciativa partiu de comerciantes locais que instalaram uma pequena usina de prensagem para obtenção  do óleo , acreditando nas possibilidades do emprego da oiticica como matéria-prima para a indústria de óleos secativos. Entretanto, devido a problemas técnicos e financeiros, a indústria só veio a funcionar regularmente em 1934, quando foi encampada por capitais estrangeiros.  

Fábrica de Tecidos São José, no Jacarecanga, na Avenida Philomeno Gomes esquina com a Rua Tenente Lisboa.

As indústrias de maior vulto que surgiram em Fortaleza no período que vai da instalação da Fábrica Progresso até 1930, estavam voltadas para um maior aproveitamento do algodão, como a Siqueira Gurgel, fundada em 1925, e a Philomeno Gomes, instalada em 1926.
Nos anos 40, o maior número de fábricas instaladas em Fortaleza foram nos ramos de beneficiamento da cera de carnaúba, produção de óleos vegetais e sabão, além de indústrias têxteis de beneficiamento do algodão e de fiação e tecelagem.  

embalagens de produtos fabricados pela Siqueira Gurgel e Usina Ceará, no bairro Farias Brito

Data do começo da década a fundação da Fábrica de Tecidos Santa Cecilia do Cotonifício Leite Barbosa. Já na segunda metade da década de cinquenta, proliferou a instalação de pequenas unidades fabris, sobretudo do gênero alimentar, como as panificadoras, entre outras, para atender a população crescente da capital cearense.
Entretanto, muitas destas pequenas unidades de bens de consumo de primeira necessidade, foram instaladas em condições precárias e a rigor nem poderia ser consideradas como indústrias. 

Padaria Ideal, inaugurado no dia 1° de abril de 1925, na Rua Barão do Rio Branco. 

A implantação industrial nessa fase, processou-se espontaneamente e foi realizada por grupos locais que conseguem mobilizar os recursos financeiros disponíveis na região, adquiridos, sobretudo, através das atividades agrícolas e comerciais. A propriedade industrial manteve-se até a década de 50 nas mãos de grupos familiares.
Não só surgiram indústrias de beneficiamento de produtos agrícolas para exportação, como também aquelas voltadas para o atendimento do mercado criado pela própria economia exportadora. 

Fábrica da Brasil Oiticica, na Avenida Francisco Sá (foto IBGE)

O comportamento da indústria e dos serviços numa economia voltada para a exportação de produtos primários, é uma função direta da situação desse setor, ou seja, o mercado criado pela produção dos bens exportados. Daí terem sido criadas, em centros como Fortaleza, indústrias tradicionais, mais precisamente têxteis, que produziam tecidos grosseiros para atender um mercado regional de baixo poder aquisitivo. Em outras palavras, a estrutura econômica vigente no Nordeste, contribuindo para a manutenção de baixos salários condicionou a implantação de indústrias tradicionais de baixa produtividade, produtoras de bens de consumo simples e de baixo preço.


Extraído do artigo Aspectos Históricos da Industrialização no Ceará, 
de Zenilde Baima Amora
Publicado no livro História do Ceará, coordenadora Simone Souza
fotos NIREZ
 

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Avenida do Imperador

A origem da Avenida do Imperador remonta ao final do século XIX, quando Adolfo Hebster elaborou a Planta da Cidade de Fortaleza e Subúrbios, em 1875. O plano de expansão propôs  a criação de Boulevards, grandes avenidas circundando o espaço habitado. 
Junto com o Boulevard do Imperador, também surgiram o Duque de Caxias e o da Conceição, que vem a ser a atual Avenida Dom Manuel.  Estes três logradouros  são as primeiras avenidas de Fortaleza.
uma das casas mais notáveis da Avenida do Imperador era a antiga residência de Tomás Pompeu, na Praça da Lagoinha (foto: Mauricio Cals) 
Em meados da década de 1940, a Avenida do Imperador tornara-se uma espécie de porta de acesso para o então aristocrático bairro de Jacarecanga.  Mas a avenida também tinha ares aristocráticos: as calçadas eram largas e bem cuidadas, a pavimentação era de pedra tosca, as casas eram portentosas,  construídas nas primeiras décadas do século XX.  
As fachadas eram bem características do estilo Art Nouveau, com as imprescindíveis sacadas de ferro. 
Vários estabelecimentos comerciais, educacionais, industriais se localizaram na avenida do Imperador.
Casa de Saúde César Cals em 1935 (arquivo Nirez)
   Casa de saúde Dr. César Cals, foi inaugurada em 31 de outubro de 1928, dirigida pelas irmãs franciscanas. O prédio era contornado por um bem cuidado jardim. Contava com uma capela na parte superior e, embaixo, no centro um oratório de São Francisco, onde dia e noite, havia sempre gente rezando e pagando promessas.  Em 30 de dezembro de 1974, foi inaugurado o Hospital César Cals, formado pela fusão da Casa de Saúde César Cals, Maternidade Dr. João Moreira, e Maternidade José Frota.
Localizado na Avenida do Imperador, 528, na Praça da Lagoinha. 
Fábrica Progresso de Tomás Pompeu de Sousa Brasil, fundada em 1899, para fabricação de redes. 
Fábrica Santa Elisa de Antonio Diogo Siqueira, fundada em 1904. Produzia Sabão e resíduos de caroço de algodão. Estava situada no cruzamento dos Boulevards Duque de Caxias e Imperador
Na Avenida Imperador ficavam as fábricas Progresso e Santa Elisa, uma loja maçônica, a Padaria Ideal, a Farmácia São  Francisco e a Escola Doméstica São Rafael.  Também ficavam na Avenida do Imperador a antiga e barroca igreja de São Benedito, com o convento dos padres sacramentinos, e a loja O gambettá, famosa pelas tintas para tingir roupas.

Antigo Ginásio 7 de Setembro tradicional estabelecimento de ensino, fundado em 7 de setembro de 1935 
fachada do atual Colégio São Rafael, que praticamente não sofreu alterações em relação ao original. (foto: Panorâmio) 
A Escola Domestica São Rafael  situada na Avenida Imperador, 1490,  fundada em 24 de outubro de l936, pelas Filhas da Caridade da Associação de São Vicente de Paulo, tinha por objetivo a formação integral da juventude feminina, em harmonia com a educação secundária do 1º Ciclo, formando “Donas de Casa”, uma tendência da época,  ministrando cursos especiais de artes femininas. 
A partir de 1953 o Curso Doméstico foi equiparado ao Curso Ginasial de então, abrindo maiores oportunidades para as alunas. Em 1963 foi criado o Curso Normal.  
Em 1974, com a reforma do ensino a Escola passou a denominar-se Escola São Rafael  1º e 2º graus atendendo assim a exigência da Lei.

extraído do livro Royal Briar, a Fortaleza dos anos 40, de Marciano Lopes