Mostrando postagens com marcador avenida borges de melo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador avenida borges de melo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Parque Parreão


Localização: Entre Av. Borges de Melo e Av. Eduardo Girão 
Bairro: Fátima 
Área: 31.582 m2
Criação: Decreto Nº 8890 de 25/08/1992 - Declaração de Utilidade Pública para desapropriação e denominação.
Jurisdição da Secretaria Executiva Regional IV (SER IV)   

Vista do Parque a partir da Avenida Eduardo Girão

Uma aprazível área verde, localizada no Bairro de Fátima, entre as Avenidas Borges de Melo e Eduardo Girão, ao lado do Terminal Rodoviário, com 3,5 hectares de extensão, o Parque Parreão tem tudo para ser um desses oásis urbanos, cada vez mais raros na nossa cidade de Fortaleza: sombra, vegetação exuberante, um regato, uma pista para caminhada. Tem tudo para ser, mas não é. 




A proposta de criação de um parque urbano naquela área desocupada ao lado da Rodoviária, incluía a oferta de equipamentos de diversão e lazer como um anfiteatro, um coreto, para apresentações musicais e artísticas e parque infantil. Tudo está sucateado. O coreto abriga moradores de rua e  serve para esconderijo de marginais. 

Abandonado pelo poder público que já há alguns anos não faz qualquer manutenção ou reparo na área, o Parreão é o retrato do descaso. Bancos e luminárias quebradas, pisos arrancados, lixo acumulado, e pior, já não há mais pontes de acesso  por dentro do parque. A última construção de passagem sobre o canal foi desativada há algum tempo porque estava com rachaduras e não oferecia segurança para os pedestres. 
Atualmente a travessia é feita por meio de passagens improvisadas com tábuas de madeiras, sem nenhuma segurança,  colocadas pelos poucos frequentadores.  São incontáveis os casos de quedas, acidentes, assaltos e usuários de drogas na região.

 a população contribui para piorar a situação do Parque Parreão, com lixo, entulhos, falta de educação e de cidadania. 


 O Riacho Parreão que corre em toda a extensão do parque está contaminado por esgotos e exala um odor insuportável
 

A travessia sobre o riacho era feita sobre pontes de madeira, que já não ofereciam muita segurança por não contar com corrimões. Sem as pontes, as pessoas que necessitam fazer a travessia recorrem a uma perigosa manobra sobre uma linha de madeira, instalada de um ponto a outro na parte baixa do canal.


Apesar do cartaz de advertência sobre maus tratos e abandono de animais, é comum o abandono de gatos e cachorros na área do Parreão. Os cães sempre encontram que os adotem, já os gatinhos estão por toda parte. Mais um exemplo do comportamento irresponsável de determinada parcela da população.  

Diante da grotesca situação do parque Parreão, resta à população continuar cobrando do poder público municipal, uma intervenção eficaz e urgente, de modo que o espaço se torne novamente utilizável, e dos frequentadores/moradores do entorno, uma melhor conscientização do uso do espaço público. Vale lembrar que despejar lixo, restos de móveis em áreas públicas ou ainda, abandonar animais  à própria sorte, são atos que servem como indicativo do grau de incivilidade e de primitivismo de quem os comete.      

fotos de Rodrigo Paiva
de dezembro de 2012

terça-feira, 4 de outubro de 2011

O Governo Vicente Fialho e a construção das Avenidas

As Avenidas Aguanambi, Borges de Melo  e  José Bastos são algumas das grandes vias da Fortaleza atual que nasceram na gestão de Vicente Fialho. Prefeito de Fortaleza entre 1971 e 1975, Vicente Fialho teve sua gestão marcada pela abertura de vias importantes para a Capital. 


Avenida Aguanhambi 

Liga a Avenida Dom Manuel à Avenida Borges de Melo. Sua construção foi iniciada em 2 de junho de 1971, e  inaugurada um ano depois, em 1° de junho de 1972.  

Na lista de avenidas construídas durante seu mandato estão a Aguanhambi, e a Borges de Melo, em 1972, a Presidente Castelo Branco (Leste Oeste) em 1973, a Zezé Diogo, o Quarto Anel Viário e a  José Bastos, em 1975.

Engenheiro especializado na área de transportes, Fialho assumiu a gestão municipal em uma época em que os problemas neste setor saltavam aos olhos. 
Não havia, por exemplo, uma avenida que ligasse o Porto do Mucuripe à região industrializada da cidade, na Barra do Ceará.  Na política, o tempo era de ditadura militar e Fialho chegara ao governo municipal por indicação do coronel César Cals, então governador do Ceará.

A Praça do Ferreira, inicio dos anos 1970. Os famosos caixotes que descaracterizaram e enfeiaram o coração de Fortaleza, foi herança do antecessor, José Walter Cavalcante. 

Como diretriz  para as intervenções que precisavam ser feitas, o ex-prefeito teve em mãos um Plano Diretor concebido ainda na gestão do general Cordeiro Neto, que comandou o município entre 1959 e 1963. A peça indicava soluções para o sistema viário básico e foi usada por Fialho para planejar as ações de sua gestão.

Avenida Leste Oeste, em meados da década de 1970. Ainda não havia o Hotel Marina

Construindo uma  via para ligar a região do Porto do Mucuripe à Barra do Ceará, por exemplo, resolvia-se mais que a necessidade de ligar o porto às indústrias, mas também se facilitava o acesso ao bairro do Pirambu, cujo grau de violência urbana crescia em função da pouca acessibilidade para a região.


A Avenida Leste Oeste mede em toda sua extensão, 3.500 metros. Tem inicio na confrontação da Avenida Dom Manuel e estende-se até a Barra do Ceará. 

Com essa concepção nasceu a Avenida Presidente Castelo Branco, a famosa Avenida Leste-Oeste.  A urbanização da região pôs fim, inclusive, a famosa zona de prostituição que funcionava naquela área. O detalhe é que a Prefeitura pagou às madames pela liberdade das moças.

Para resolver o eterno congestionamento  da Avenida João Pessoa, a solução foi abrir outra via de fluxo entre os bairros da região sul de Fortaleza a bairros como Centro e zona Leste.  A partir daí a gestão de Fialho executou as obras de construção da Avenida José Bastos, com três faixas em cada mão. 

Avenida José Bastos, abrangendo da Carapinima até a Osório de Paiva; passando pela Rua Augusto dos Anjos é também a segunda etapa do 4° Anel Viário de Fortaleza. (arquivo Nirez)

A maioria dos recursos empregados, nestas e em outras avenidas, foram oriundos de financiamento com o Governo Federal através do recém-criado Fundo Nacional de Desenvolvimento Urbano.


Vicente Cavalcante Fialho nasceu em Tauá, veio para Fortaleza aos 13 anos de idade, formou-se em engenharia pela Universidade Federal do Ceará e, a partir desse momento, teve uma vida pública agitada.

Antes de ser prefeito de Fortaleza, foi prefeito de São Luís do Maranhão indicado pelo então governador José Sarney; depois foi ministro das Minas e Energia entre 1989 e 1990; e deputado federal pelo Ceará, de 1991 a 1995.

Fontes:
Jornal O Povo
Wikipédia
Fotos: acervo particular de Darth Vader