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segunda-feira, 14 de julho de 2025

Bairro Centro

1933 (foto Diário do Nordeste)

2013

A região de Fortaleza que denominamos Centro, é o local mais antigo, onde a cidade surgiu, no rastro da ocupação holandesa e da edificação do forte Schoonenborch, no século XVI. Por muito tempo a cidade se restringiu a área central, chamada inicialmente de Povoado do Forte, depois Vila da Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, nascida ao pé do forte que lhe emprestou o nome, às margens do riacho Pajeú.

A vila se desenvolveu primeiro na região ao redor do forte, que também foi responsável pela construção da primeira igreja, dedicada à Nossa Senhora da Assunção. Depois apareceu o quartel de linha, a Igreja de São José, e assim a cidade ganhou a sua primeira catedral. Junto ao forte ainda foi construído o Passeio Público, a Praça da Sé, a Casa dos Governadores.

Passeio Público

Início do século XX

2013

Depois o Centro começou a se expandir porque construíram uma igreja de escravos num lugar ermo, distante do aglomerado, e resolveram construir um Palácio para a Câmara e que acabou ficando virando sede do Governo naquele local. Mais tarde, chegou à cidade um boticário que virou administrador, e construiu a Praça do Ferreira, que desde então, tornou-se o coração da cidade e inaugurou uma nova centralidade. 

No centro foram construídos as primeiras igrejas, as primeiras praças, os primeiros arranha-céus, os primeiros hotéis, primeiros cinemas, e os primeiros casarões, de propriedades dos potentados sertanejos, que enriqueceram com a exportação de algodão, cera, couro e outros produtos da terra. No centro, o comércio floresceu pelas mãos de estrangeiros e nativos, que inauguraram linhas marítimas que se conectaram com a Europa e trouxeram à Fortaleza ainda provinciana, as maravilhas fabricadas em Londres e Paris.´

ainda estão lá


 

Até pelo fim da década de 70, o Centro era o endereço de tudo quanto era relevante para a cidade: A Assembleia Legislativa, o Governo Estadual e Municipal, O Fórum, o Palácio do Bispo, as Lojas, os Cinemas, os Hotéis, os Bancos e uma infinidade de estabelecimentos e prestadores de serviços que atraiam todo tipo de público. Os logradouros eram bem cuidados e havia transporte coletivo partindo do Centro para toda a cidade.

Mas quando a cidade começou a se expandir, primeiro para o Leste e depois para todos os quadrantes, o Centro foi quem pagou o maior preço, com um esvaziamento acentuado e progressivo, que acontece até os dias atuais. O abandono ficou patente nos inúmeros imóveis vazios, nas ruas esburacadas, nas praças com equipamentos quebrados e pichados, na insegurança das instalações e dos frequentadores, na desordem da ocupação dos espaços, no acúmulo de lixo, e no grande contingente de moradores de rua. De acordo com o Censo de 2022, o Centro conta com 24.096 moradores. Limita-se ao Norte: Oceano Atlântico; ao Sul: Benfica, José Bonifácio e Joaquim Távora; a Leste: Praia de Iracema, Meireles e Aldeota; e a Oeste: Jacarecanga, Otávio Bonfim e Moura Brasil.

por Fátima Garcia

fontes consultadas: IBGE (censo 2022), Prefeitura de Fortaleza

fotos Fortaleza em Fotos 



sábado, 10 de março de 2012

A Cidade com Vista para o Mar


Avenida Beira Mar anos 1970 (foto Chacon)

Na fase do pós-guerra, não é mais o sotaque francês que domina a cidade, e sim o modo de vida americano. Também nesse período, a orla marítima, que até então era ignorada pelas elites, dá passos rumos à valorização. A ocupação da orla começa na verdade a partir da década de 1920, com a construção da Vila Morena, o palacete da família Porto, onde mais tarde se instalaria o Estoril. Na chamada Praia do Peixe, uma colônia de pescadores, vê o surgimento de pequenos palacetes para veraneio.  Aos pescadores restou deixar as moradias na orla e procurar outros locais.


 Praia de Iracema em 1931 (arquivo Nirez)

No entanto, mesmo com as casas elegantes, o mar era ainda o quintal. O auge da Praia de Iracema ocorre mesmo depois da 2ª. Guerra, quando os americanos instalaram uma base em Fortaleza e transformam a antiga casa da família Porto em seu clube de oficiais.
Os clubes sociais também vão migrando para a praia, primeiro a de Iracema, depois, entre os anos 1940/50, mais a leste, em direção ao Meireles. É quando a praia adquire importância do ponto de vista do lazer e do entretenimento.
 
O Porto do Mucuripe em dois tempos: 1981 e hoje. (fotos de Nelson Bezerra) 

A construção do porto do Mucuripe tem um papel importante na configuração urbana, inclusive porque comprometeu irremediavelmente a Praia de Iracema. O porto na enseada do Mucuripe era sonho antigo, já que o antigo porto, na Prainha, não oferecia condições adequadas para o comércio e desembarque de passageiros. Apenas entre os anos 1930 e 40 a obra  ganhou ritmo, sendo que as primeiras embarcações começam a atracar na década de 50. O Porto do Mucuripe tornou-se um obstáculo para o fluxo de areias do litoral leste para o oeste, causando a drástica diminuição da faixa de praia na área da Praia de Iracema e o progressivo abandono das atividades comerciais e portuárias na área.

Avenida Beira Mar foi inaugurada em 1963. Antes disso a via era apenas a Rua da Frente. Sem pavimentação, sem tráfego de veículos, sem espigões, sem hotéis nem turistas. Foto de 1935 (arquivo Nirez)

Vista aérea da urbanização da Avenida Beira Mar no trecho entre a Volta da Jurema e o Iate Clube  em 1981 (foto de Gentil  Barreira) 

A ocupação da orla marítima da Capital se intensifica com a abertura da Avenida Beira-mar, determinada pelo plano Diretor de 1960. Com ela, a orla marítima vai definitivamente se integrar à malha urbana e a valorização do espaço do litoral leste passa a ser notada inclusive em valores monetários. A força do mercado imobiliário torna-se cada vez mais presente na determinação da ocupação da cidade em geral e da orla marítima em particular.

Praia do Futuro, anos 1980

Na década de 1970, ocorre a interligação viária com a Praia do Futuro, pelo prolongamento da Avenida santos Dumont. Promissora para o mercado, a Praia do Futuro frustrou a expectativa dos especuladores, não tendo nem a ocupação nem a demanda esperada, devido a uma série de fatores naturais e estruturais. 

fontes:
Revista Fortaleza, fascículo 10
Viva Fortaleza

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Parque Rachel de Queiroz


O Parque Rachel de Queiroz é uma antiga aspiração dos moradores da região dos bairros da zona Oeste de Fortaleza, que há anos lutam pela sua criação. Contempla uma grande área verde, com cerca de 254 hectares.  

O projeto de implantação prevê a construção de equipamentos esportivos e culturais além da recuperação ambiental em todo o percurso do riacho Alagadiço, desde o açude João Lopes, no Monte Castelo, até atingir o Rio Maranguapinho, onde o riacho deságua, em uma extensão aproximada de 12,5 quilômetros.

Além da área de lazer, a criação do parque garantiria a preservação da reserva natural remanescente, com características ambientais relevantes, como cursos d’água fluentes, vegetação de porte, lagoas e açudes, pássaros de várias plumagens, berçário de aves e pequenos animais silvestres. 

O projeto já existe há cerca de 10 anos,  e é  uma das obras em Fortaleza, incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas como não sai do papel, ao invés de propiciar lazer, o local sofre com o abandono,  constantes agressões do homem além de servir de esconderijo para ladrões e marginais que atuam na área. 







O trajeto do Riacho Alagadiço, que nasce nas imediações do Açude João Lopes e dá origem a este, é a espinha dorsal do Parque Rachel de Queiroz, juntamente com o Riacho Cachoeirinha, formado a partir da vazão do Açude Santo Anastácio, no Campus do Pici. O conjunto de áreas que pode ser recuperado, ambientalmente e, receber adequado tratamento paisagístico e urbanístico, é da ordem de 2.540.000 m² ou 254 hectares.




 
Grande parte destas áreas estão abandonadas ou inadequadamente ocupadas, por atividades predatórias ao meio ambiente natural urbano.  Vinte bairros de Fortaleza, e quase meio milhão de pessoas, estão no entorno destas áreas, que poderiam se transformar em espaços públicos de lazer, fruição da natureza, pratica de esportes público e ócio. 

A luta pelo PARQUE RACHEL DE QUEIROZ é de toda esta população da Zona Oeste de Fortaleza, para consolidação deste conjunto de 15 parques urbanos que compõem a proposta.



imagem: http://www.riachoalagadico.blogger.com.br/2007_10_01_archive.html

A ausência de sensibilidade política da Administração Municipal é gritante. Nada se vê, nada se escuta, nada se fala. Os titulares da Secretarias Executivas Regionais I e III, territórios onde este conjunto de áreas está incluso se recusam a comentar o assunto, assim como a SEMAM e a SEINF, desde o início da atual administração, embora a proposta seja do pleno conhecimento da própria Prefeita Municipal e esteja exposto em destaque, na ante sala do Gabinete, no Paço Municipal. 


Fotos: Ricardo Vianna

fontes:

Inventário Ambiental de Fortaleza
Movimento Pró-parque Rachel de Queiroz 
Disponível em http://www.parqueracheldequeiroz.org/

domingo, 11 de setembro de 2011

Praça Manuel Dias Branco




A Praça Manuel Dias Branco  fica na rotatória da Avenida  Aguanambi, que dá cesso a algumas vias e marca o início da BR-116. Foi inaugurada no final de 2005, com base na lei 8.842, de 20 de maio de 2004, que autoriza a permissão de uso do bem público da cidade para fins de manutenção. 
A praça foi adotada pelo Grupo M. Dias Branco, grupo empresarial que ajudou a prefeitura a construir o logradouro, por meio de uma parceria.


A nomeação da praça havia sido feita ainda na gestão do ex-prefeito Juraci Magalhães, mas teve sua construção aprovada pela atual gestão. Elaborado pelo arquiteto Sérgio Rodrigues, o projeto da praça atende aos objetivos de urbanização da região, onde ocorre a confluência de muitas avenidas. 

O logradouro conta também com uma estátua em homenagem a Manuel Dias Branco sobre um pedestal. "A praça por enquanto é contemplativa", disse Ivens Dias Branco por ocasião da inauguração.


Seis anos após a inauguração, a praça continua sendo contemplativa. Chegar à rotatória  já difícil, não dá para chegar de carro porque não existe lugar para estacionar veículos nas imediações, e chegar à pé, é  praticamente inviável, já que o tráfego na área é intenso, contínuo e agressivo.


O pedestre precisaria  atravessar as  diversas faixas de trânsito para ter acesso a uma passarela, na beira do canal da Avenida Eduardo Girão,  e atravessar a passarela que passa por cima da Avenida Aguanhambi


Às vezes passo pelo local (de carro e rapidamente porque o trânsito na rotatória é rápido) e vejo um solitário jardineiro cuidando de plantas e flores. É o único humano que já vi por lá. Nem bêbados, nem desocupados dormindo nos bancos, nem meninos fardados matando aulas, ninguém. Só o jardineiro.  Às vezes.


Mas uma praça assim tem lá suas vantagens.  Não tem pichações, nem bancos quebrados, nem crianças correndo, endiabradas estragando os equipamentos, nem copistas estragando o piso, não precisam recolher lixo, nem contratar seguranças.

Mas afinal, para que gastar tantos recursos com uma praça contemplativa?  Para quê? Para quem? 

fotos Fortaleza em Fotos-2011

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Parque Del Sol: parece mas não é











Há mais ou menos uns 6 ou 7 anos aquela área hoje chamada de Parque del Sol, no bairro Cidade dos Funcionários era uma praça pública, bastante movimentada. Lá eram realizadas feiras de artesanato nos finais de semana, num amplo espaço aberto que contava com bancos de madeira, grandes árvores, locais para estacionar e um riacho canalizado que cortava todo o logradouro. 

Nos dias de realização das feiras, o lugar era frequentado por milhares de pessoas,  inclusive muitas crianças que aproveitavam aquela excelente área de lazer. Um empreendimento imobiliário anunciava o lançamento de unidades residenciais que seriam construídas no entorno da valiosa área verde. 

Vejo agora, com muita surpresa, que a tal imobiliária anuncia a praça, que chamam de Parque del Sol (não sei se esse é o nome oficial do logradouro), como sendo área anexa ao loteamento, inclusive com portaria e cancelas, que não funcionavam no dia que fui lá bater essas fotos. Os anúncios dos apartamentos citam a área verde como prerrogativa dos condôminos que adquirirem imóveis da dita construtora/imobiliária. 

É bem verdade que a área não era assim tão bem cuidada, nem tão ajardinada, nem tão bonita, e é evidente que alguém está desembolsando recursos para sua manutenção. (basta passar o olhar pela cidade para ver que não é a prefeitura). 

Mas urbanizar um logradouro público não dá direito ao cuidador de se apossar nem de comercializar um espaço que pertence à cidade e a população.

Apesar de se querer passar a impressão de que se trata de área privativa, com a presença de muros e cancelas, o Parque Del Sol é área pública, até que se prove o contrário. Que não se enganem os compradores dos apartamentos. 

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Origens do Passeio Público - Parte II (Final)


Nas cidades do Brasil Imperial, por imitação da Corte fluminense,  surgiram novas e amplas áreas arborizadas e ajardinadas, oferecidas ao público e fruídas por uma população avidamente voltada à aquisição de hábitos ditos civilizados, permeados com modos de comportamento de viés romântico.

Em razão da dimensão dos espaços requeridos para execução desses projetos paisagísticos, os passeios ou jardins públicos nasceram da intervenção física ou da recomposição ambiental de áreas urbanas, então sem interesse de uso.



Os três Planos do Passeio Público: Avenida Mororó, Avenida Carapinima e Avenida Caio Prado. 1908 

O Passeio Público de Fortaleza passou por esse tipo de critério, pois, em sua origem, não passava de um vasto areal em rampa, que descia da Rua da Misericórdia (Dr. João Moreira)  até a praia, então ainda próxima. Mantivera-se inóspito durante longo tempo por temor de explosões, pois a área fora ocupada pelo paiol da pólvora da fortaleza da Assunção, até quando este foi removido para o alto do morro do Croatá.

Quem primeiro idealizou construir o Passeio Público naquele local, foi o presidente da província, Dr. Fausto Augusto de Aguiar (1848-1850). Em  relatório que apresentou à Assembleia Provincial em 1850, assinalava que tinha como obra necessária a construção de uma muralha que, estendendo-se em frente do largo do paiol, desde a ponta da fortaleza (Quartel da 10ª. RM), até o lugar onde se achava edificado o hospital da caridade (Santa Casa de  Misericórdia), pudesse embargar o desmoronamento do morro, que se continuasse gradualmente como vinha ocorrendo, abreviaria o largo e ameaçaria o hospital.
E que sendo ajardinado, se tornaria um belo passeio público. Até 1861, porém, nada se fez a respeito.
Em 11 de junho daquele ano o vereador Fidelis Barroso apresentou à câmara, um requerimento no qual alertava para a necessidade de se urbanizar o espaço entre o Hospital da Santa Casa e o terreno  entre as duas travessas que desciam para a praia, bem como a feitura de rampas e calçamento destas.

O requerimento foi aprovado, mas esse projeto também não se concretizou.  Mais tarde um novo requerimento foi apresentado, onde era solicitado o nivelamento do largo e a construção de um paredão tendo como parametros a quina da fortaleza à quina da Santa Casa.

Vênus e o Cupido - 1908
Apesar de estar sempre figurando nas atas da Câmara, não havia andamento nas propostas, parecia que não havia interesse no assunto.  Assim, é que, para surpresa dos estudiosos do assunto,  em ata de 18 de fevereiro de 1864, aparece referências às obras já  realizadas, constando de um belo passeio e jardim público na praça entre o quartel e o hospital da caridade.

No relatório do presidente Lafaiete Rodrigues Pereira, no ano de 1866, se constata que a confecção dos portões e do gradil de ferro que cerca o passeio, foram contratadas com o ferreiro alemão Henrique Erich pela quantia de 9.500$000. A medida era necessária para se manter a arborização do parque e para defender da ação de animais soltos.   Em abril de 1877, na ata do dia 6, ficou acertado que o logradouro ficaria a cargo do município.

Avenida Caio Prado em 1905 (nirez)

A arborização do Passeio, providenciada na época e favorecendo espécies da flora local ou adaptada, deveu-se a um certo Barbosa, Engenheiro da Província.  Assim, tudo leva a crer que, nesse período, na parte mais alta, já consolidada, foi plantado pelo Senador Pompeu o sesquicentenário baobá do Passeio, com muda talvez vinda do Recife, onde já floresciam  inúmeros espécimes trazidos da África.

E vão surgindo, pouco a pouco os diversos melhoramentos. Assim é que foi construída uma cacimba no terceiro plano. Logo depois vem o encanamento de gás para o botequim ali existente. Em fevereiro de 1881 é autorizado o pagamento 303$340 a Boris Fréres pela compra de duas estátuas para o Passeio Público.

Quiosque instalado no centro do Passeio Público, onde estava instalado o Café Caio Prado (nirez)

Previsto inicialmente para se desenvolver em  dois planos, a demora das obras redundou em um projeto paisagístico composto por três patamares,  popularmente conhecidos por planos.

O primeiro Plano, em posição elevada, na cota dos 17 metros sobre o nível do mar, densamente arborizado e iluminado a gás hidrogenado, estendia-se (e ainda se estende) da Rua da Misericórdia (Dr. João Moreira) até o novo muro de arrimo, transformado em alameda de onde se descortinava esplêndida vista do mar.

O 2° Plano, situado uns seis metros mais baixo, podia ser divisado do alto do guarda-corpo da esplanada superior.

Escadaria do 2° Plano - 1908 (Nirez)

No 3º Plano, ainda mais abaixo, um pouco acima do nível do mar, foi escavado um lago artificial alimentado pelas águas do riacho Pajeú.  As margens do lago eram revestidas de pedra  vinda do Mucuripe; e bem ao centro, sobre uma coluna destas pedras, de  tridente em punho, uma estátua de Netuno olhava e dominava o oceano.

As escadas do segundo e terceiro planos foram mandadas construir por Alexandre Beviláqua por 550$500. A enorme estátua de netuno colocada no terceiro plano, custos a importância de 606$000.

Caixa d'água do Passeio Público - 1908

Por proposta do vereador Antônio Olegário dos Santos a Câmara denominou o primeiro plano de Tito Rocha; o segundo – Rocha Lima e o terceiro – Mártires. Em sessão de 19 de novembro de 1890, foi autorizada a aquisição de bancos para o local.  A Joaquim Felício de Oliveira foi paga a importância de 200$000 pela aquisição de 11 jarros.

Por proposta do vereador João Eduardo Torres, em 11 de janeiro de 1879 foi aprovada a denominação de Praça dos Mártires, em memória dos cidadãos que ali foram sacrificados, mudando consequentemente os nomes da avenidas que passaram a ostentar os nomes do revolucionários mortos.  
Finalmente a 5 de junho de 1880, entre festas, ao som de bandas de música, teve solene inauguração o primeiro plano.

Estátua de Ceres (desaparecida) 1908

A Avenida Caio Prado foi inaugurada também sob festa, em 09 de julho de 1888. A ligação das Avenidas Caio Prado e Mororó, transformadas em uma aleia única, foi realizada na gestão do prefeito Godofredo Maciel  (1920-1920 e 1924-1928)  
O Passeio Público foi sempre, em todos os tempos, o logradouro predileto da cidade. Devido a sua esplêndida localização, de frente ao mar, as famílias se reunião ali antigamente, para a prosa de todas as noites.
Muitas, numerosas e concorridas quermesses de caridade foram ali realizadas, em épocas diversas, com êxito fora do comum. Várias gerações de namorados, se conheceram, encontraram e ajustaram casamentos nas alamedas silenciosas da Caio Prado, ao embalo das ondas da Praia Formosa.

Pesquisa:
Coisas que o tempo levou – crônicas históricas da Fortaleza antiga, de Raimundo Menezes.
Passeio Público, espaços, estatuária e lazer, de José Liberal de Castro. Revista do Instituto do Ceará.  
http://www.passeiopublico.com/htm/sec21-04.asp
wikipédia
fotos do passeio público:
Passeio Público, espaços, estatuária e lazer, de José Liberal de Castro