A praça tem uma caixa d'água subterrânea que impede o plantio de árvores ou mesmo de gramado ou jardins em boa parte de sua área. No centro, está a estátua de Clóvis Beviláqua. (foto de Fátima Garcia)
Inicialmente a praça foi denominada de Visconde de Pelotas, por volta de
1870, em homenagem ao herói da Guerra da do Paraguai, Marechal José Antônio
Correia da Câmara. Em 1926 teve o nome mudado para Praça do Encanamento, em
razão da instalação do 1° sistema de abastecimento de água. Em 1937 passou a
ser chamada de Praça da Bandeira. Por fim passou a ser Clóvis Beviláqua, em 10
de julho de 1959, na gestão do prefeito Cordeiro Neto (1959-1963).
Praça Clóvis Beviláqua em 1936, dividida por uma avenida
No início do século XX era um local bastante arborizado e
possuía quiosques de madeira onde funcionavam os cafés. A devastação teve
início em 1912 com a instalação das caixas d’água e se completou com a
instalação de um reservatório subterrâneo no início dos anos 70. Outro
equipamento que ocupa parte da praça é a Faculdade de Direito da Universidade
Federal do Ceará, instalada em 1938.
A praça quando era a Praça do Encanamento
Durante algum tempo uma avenida cortou a praça diagonalmente
de Nordeste a Sudoeste da Rua Clarindo de Queiroz à Rua Meton de Alencar, via
de escoamento do tráfego para a zona Oeste e para o interior do Estado.
Em 27 de setembro de 1936 foi inaugurado na praça o busto de
Juvenal Galeno; possuía ainda um coreto no local onde hoje está o obelisco, uma
fonte com estatueta. A praça deu origem ao Riacho do Garrote que seguia pela
Avenida Duque de Caxias e alimentava a Lagoa do Garrote. Em 1969 a praça passou por uma reforma,
ocasião em que o busto de Juvenal Galeno foi retirado, ficou recolhido ao
depósito da prefeitura e em setembro de 1984 foi entregue pelo prefeito à Casa
de Juvenal Galeno, onde ainda se encontra.
O busto de Juvenal galeno ficou na praça entre 1936 e 1969, quando foi retirado
A praça foi reinaugurada em 5 de junho de 1989, com os
seguintes equipamentos: quadra polivalente, bancos com estrutura de ferro
fundido com assento de madeira, gramado, iluminação com lâmpadas de mercúrio e
sódio a vapor, play-graund com balanços, escorregador e escadinha.
Esta praça, quando tinha o nome de Visconde de Pelotas, ia
da Rua General Sampaio até a Senador Pompeu em sua largura e no comprimento ia
da Rua Clarindo de Queiroz até a Rua Antônio Pompeu, atravessando a Rua Meton
de Alencar. Primeiramente foram construídas as caixas d'água que ocuparam um
espaço considerável do lado da Rua Antônio Pompeu.
O prédio da Faculdade de Direito foi inaugurado na área da praça, na administração de Francisco Menezes Pimentel (1935-1945), interventor, professor de direito e ex-diretor da Faculdade
Depois veio a Faculdade de
Direito que ocupou o restante da parte que ia até a Rua Meton de Alencar. Aos
poucos a Faculdade foi tomando as laterais e o espaço entre ela e as caixas
d'água. Depois a praça foi destruída, na administração José Walter Cavalcante
(1967-1971), sendo nela feita uma caixa d'água subterrânea que a deixou sem
arborização e sem função por mais de uma década.
O Obelisco da Vitória foi inaugurado em 19 de novembro de 1943 pelos alunos da Faculdade de Direito, em homenagem às Forças Aliadas em combate na 2a. Guerra Mundial. Foi recuperado e reinaugurado juntamente com a Praça, em 5 de junho de 1989.
fotos do Arquivo Nirez
fonte: Caminhando por Fortaleza
de Francisco Benedito











