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quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Jacarecanga e Benfica – Os Primeiros bairros elegantes de Fortaleza


Na Fortaleza de hoje temos os bairros do Meireles, Aldeota e alguns emergentes como Cocó, Guararapes e Lourdes como os mais valorizados e consequentemente, os mais elegantes da cidade, já que esse atributo – elegância – sempre esteve ligado, primordialmente, ao poder aquisitivo dos moradores e ao alto padrão das edificações.
Mas no início do Século XX, outros bairros detiveram esse status de “mais elegantes”, levando em conta os mesmos parâmetros usados hoje.



fotos Fortaleza em Fotos

Tudo começou quando o Centro da cidade, então local de moradia das classes mais abastadas, se afirmava como núcleo comercial e administrativo, e as elites elegeram novos espaços para construírem suas residências. Essa dinâmica foi possível graças ao surgimento do automóvel como meio de transporte daquele segmento da sociedade, que facilitou a mobilidade e possibilitou o surgimento dos dois primeiros bairros elegantes de Fortaleza: O Jacarecanga e o Benfica.

O Jacarecanga localizado na zona Oeste da cidade, próximo à área central, nasceu nas proximidades do riacho do mesmo nome, onde se aglutinaram em sobrados, os representantes das elites comercial e agrária, tornando-se um local privilegiado, com mansões e chácaras com plantas e fachadas copiadas de revistas e publicações especializadas europeias.  A partir do cruzamento com a Avenida Imperador, a Travessa Municipal formava um corredor diferenciado pelo seu conjunto de luxuosas residências. Era o início do bairro. A continuação da Travessa Municipal, depois Rua Guilherme Rocha é a atual Avenida Francisco Sá, antiga Avenida Demóstenes Rockert  


Uma das mais suntuosas residências do Jacarecanga, foi construída em 1924, planta copiada de um imóvel de Portugal, em estilo art-nouveau, para moradia de Thomaz Pompeu Sobrinho. Tem 38 cômodos em quatro andares feitos com materiais importados da Europa. Tem porão habitável, salão de festas, quartos e salas com as dimensões de alguns apartamentos atuais. imagem Fortaleza em Fotos

Na Avenida Philomeno Gomes ainda resiste a residência da família do advogado Raimundo Pinheiro de Melo. Construída em 1920, é cópia de uma casa da Normandia, obtida de uma revista francesa. A casa continua praticamente inalterada, exceto o alto muro de proteção que hoje ostenta. A outra casa visível, uma mansão de três andares, era a moradia do empresário do ramo de transportes, Oscar Pedreira. Foto Arquivo Nirez

Na Rua Guilherme Rocha,1055, erguia-se um dos mais importantes símbolos dos tempos de fausto do Jacarecanga: a Itapuca Villa. Cercada por imenso jardim, com gradis artísticos, a vila foi erguida com dois pavimentos, copiados das construções inglesas, na Índia. A edificação tinha um vistoso trabalho em madeira: na parte superior existiam imensas varandas com circulação livre. Na edição de O Povo, de 11/11/1989, era noticiada a demolição do imóvel que se encontrava em ruínas. A Itapuca Villa pertencia ao comerciante Alfredo da Rocha Salgado
 Imagem: óleo sobre tela do artista plástico Tarcísio Garcia

na esquina da Praça Gustavo Barroso (Praça do Liceu) com a Avenida Philomeno Gomes, ficava a casa da família do advogado e professor Luiz Moraes Correia e Dona Esmerina. Depois que a família deixou o imóvel funcionou no local uma repartição pública.  Suas duas fachadas de ornamentos, sacadas e escadas, com tantos elementos decorativos não foram respeitadas pelas picaretas do progresso: a casa foi demolida para construção de um galpão. Foto Arquivo Nirez

Hoje, a maioria das residências construídas no período do apogeu, foi demolida,  descaracterizada ou se encontra em precário estado de conservação. O Jacarecanga perdeu sua condição de área nobre a partir de meados do século passado, quando a sua avenida principal, a Avenida Francisco Sá, começou a ser ocupada por uma série de indústrias de transformação e com a instalação do ramal ferroviário e das oficinas da Rede Viação Cearense. Os novos equipamentos atraíram vizinhos de menor poder aquisitivo, que se alojaram em vilas operárias ou ocuparam irregularmente as terras situadas entre a principal avenida do bairro e a zona litorânea, dando origem ao que viria ser a maior favela de Fortaleza, o Pirambu.


Imóvel na Avenida Francisco Sá (imagem Fortaleza em Fotos)

Quase que ao mesmo tempo em que o Jacarecanga se firmava como bairro dos ricos, o Benfica, bem mais distante do centro, também passou a ser cobiçado pelos que desejavam fugir do então agitado centro de Fortaleza. Antes da formação do bairro, o local era conhecido por sitio Benfica,  localizado na Estrada de Arronches, fora dos limites urbanos de Fortaleza. Começou a ser valorizado quando uma epidemia de cólera-morbus assolou a cidade. Devido a distância do núcleo urbano, as terras do sítio foram consideradas aptas para resolver o problema de abastecimento de água, por estarem distantes de qualquer foco de contaminação dos cemitérios e por contar com inúmeras fontes de águas limpas.

Igreja dos Remédios foto Arquivo Nirez

Em 1878, com o Benfica ainda com uma ocupação insipiente, foi iniciada a construção da primeira igreja do lugar, a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios. Mas quem verdadeiramente iniciou o processo de ocupação e desenvolvimento do Benfica foi o banqueiro e empresário José Gentil Alves de Carvalho, que em 1909, adquiriu de João Antônio Garcia, uma chácara localizada na Avenida Visconde de Cauípe (atual Avenida da Universidade), que remodelada em 1918, perdeu as feições rurais e virou palacete.



Casal José Gentil e Dona Melinha com seus 15 filhos em frente a casa antiga da chácara - 1909
e o Palacete de 1918, atualmente ocupado pela reitoria da UFC, proprietária do imóvel.  Fotos Arquivo Nirez 

Em torno da construção principal, José Gentil loteou terrenos e construiu uma vila moderna e aprazível, amplamente arborizada, com residências dotadas de esgoto e água encanada, que recebeu o nome de Gentilândia. Boa parte das construções do Benfica e da Gentilândia viriam a ser incorporadas ao patrimônio da Universidade Federal do Ceará.


Antigo prédio do Colégio Santa Cecília, na Avenida da Universidade, que foi adquirido e demolido pela UFC - acervo do MAUC

Na década de 1950, quando as famílias mais ricas estavam de mudança para a zona leste da cidade, e os imóveis estavam sendo colocados à venda, o palacete da família Gentil foi adquirido pela Universidade Federal do Ceará, que havia sido criada em dezembro de 1954, e estava se instalando em Fortaleza. Depois da aquisição do casarão dos Gentis, a Universidade comprou vários outros imóveis ao longo da principal avenida.


Rua N. S. dos Remédios - imagem Fortaleza em Fotos

A chegada da Universidade ao Benfica em 1956, repercutiu sobre o espaço físico natural e construído do bairro. Muitos imóveis de belíssimas arquiteturas que poderiam ter sido preservados, não o foram, e muitas árvores foram abatidas, inclusive para  construção da Concha Acústica, inaugurada em 1959. 


Fontes:
Lira Neto. História Urbana e Imobiliária de Fortaleza: uma biografia sintética/Lira Neto, Cláudia Albuquerque – 1ª ed. – São Paulo: Editora Braba, 2014.
Revista Universidade Pública ano 8 n° 45 – Set/Out 2008.    

domingo, 22 de fevereiro de 2015

O Bairro do Jacarecanga que eu Conheci


 Francisco José Lustosa da Costa  

Adolescente solitário, nos fins de semana, à tarde, tomava o ônibus da empresa do Oscar Pedreira, na Barão do Rio Branco (ou ia a pé?), rumo da Praça do Liceu, no Jacarecanga. Fazer o que, não sei. Talvez turismo, para conhecer a cidade. Passava pela mansão Itapuca, de Alfredo Salgado, construída com material importado da Europa a que olhava, com olhos deslumbrados. Descia naquela leitaria, esquina com Guilherme Rocha, localizada próxima à casa do radialista Paulino Rocha, pois, a este tempo, bebia leite e coalhada. Ainda não se inventara o iogurte. Olhava a prontidão do quartel do Corpo de Bombeiros que interessava menos pela rotina dos soldados do fogo que pelo fato de ser o local onde se guardavam os doutores, gente importante – que não podia ir para a Cadeia Pública, feita só para os pobres – quando em prisão especial. O silêncio das salas do Liceu, que era ainda a grande instituição de ensino do Ceará, só iria acabar com a fundação da Universidade Federal, quando os seus professores viraram professores universitários e não tiveram substitutos. Seus alunos era rapaziada valente que tomava parte em manifestações políticas e quebrava os ônibus do Oscar Pedreira, quando a Câmara de Vereadores elevava o preço das passagens. Gostaria de conhecer o Bom Pastor que acolhia as moças que haviam perdido a virgindade e tentavam recompô-la através de preces e de recolhimento. Claro que era impossível. A Escola de Aprendizes de Marinheiros, com a brancura intocada de seus muros, não pichados nem mesmo nas campanhas eleitorais. O Asilo dos Velhos, encargo do Torres de Melo

 Casa de Thomaz Pompeu Sobrinho, na Avenida Francisco Sá


Prédio do Liceu do Ceará

Havia belas casas apalacetadas, as de Florival Seraine, Brasil Pinheiro, Thomaz Pompeu Sobrinho, Luiz Morais Correia, avô do deputado Carlos Virgílio, Pedro Sampaio e, principalmente, as da família de Pedro Philomeno Gomes, filhos e genros. O antigo fabricante de  cigarros de Sobral se tornara disparado o homem mais rico do Ceará. Dono da fábrica de tecidos e de redes São José, responsável pela plantação racional de caju e pela construção do primeiro hotel de praia, o Iracema Plaza Hotel, não ganhara tanto dinheiro, brincando. Ao contrário, tinha por ele muito respeito. Dele se contava que tomou uma vez, carro de praça no centro rumo da fábrica. Ao chegar, perguntou ao motorista qual o preço da corrida. Ao ouvir que custava  vinte e cinco cruzeiros, estrilou. O chofer, então, tentou desmontar sua choradeira, dizendo-lhe: – seu filho Chico Philomeno não acha caro. Porque me dá uma nota de cinquenta e me manda guardar o troco. Sem saber o que dizer, saiu-se com esta? “é que ele tem pai rico. Eu não”.

Residência de Pedro Philomeno Gomes, na esquina das Avenidas Francisco Sá e Coronel Philomeno Gomes. Este imóvel foi demolido.
 

Um dos seus operários encontrou, no pátio da fábrica, nota de quinhentos mil réis que, àquele tempo, equivalia a um bom dinheiro. Veio lhe entregar e ficou esperando a gorjeta. Nada. Despedindo-o rápido, Pedro disse: “Vá andar mais, para ver se o sô acha mais dinheiro. Isto é lá dinheiro que se ache. É muito pouco”.   

Um dos seus capatazes era chamado com frequência à Polícia, para  responder a acusações de defloramento. Pedro recriminou-o: “O sô está faltando muito. O sô está querendo mudar minha fábrica? Minha fábrica é de tecidos, não é de menino não”.

Doutra feita, para estimular os operários que trabalhavam numa obra de construção civil, na fábrica, disse-lhes naqueles tempos de guerra fria: “trabalhem direito, que quando o comunismo vier, tudo isto será de vocês”.

 Fábrica de tecidos São José na esquina das Avenidas  Philomeno Gomes com Tenente Lisboa

Viciado em trabalho, Pedro Philomeno Gomes tinha um genro, Acrisio Moreira da Rocha, duas vezes prefeito de Fortaleza, que não cultivava a mesma devoção. Até tentou sim, bem que tentou. Chegou mesmo a adquirir moderno consultório odontológico. Aconteceu-lhe comprar, ao mesmo tempo, possante motocicleta em que gastava os dias, passeando. Anos depois, feito alcaide, doou o consultório todo embalado à Casa do Estudante.

Mais tarde, Acrisio não deixava o fundo da rede quando ia à fazenda, por dinheiro nenhum do mundo. Adquirira moderno binóculo, através do qual observava o movimento do gado. Dizia-se que, com preguiça de contar as reses, negociava, vendia-as por minutos. Um comprador, certa vez, convidou-o a dar uma cavalgada para olhar as vacas, Acrisio recusou-se terminantemente a acompanha-lo: “se é você quem vai comprar, porque tenho de ver o gado?”.

Quando prefeito era acusado de passar meses, sem ir à sede da Prefeitura, sem despachar. Um secretário, Nilo Porfírio Sampaio, imitava, com perfeição, sua assinatura que deitava nos atos oficiais, poupando o prefeito do labor caligráfico. Voltemos, porém, a seu Pedro e ao folclore que inspirava. 

Praça Gustavo Barroso (Praça do Liceu)

Aquele tempo, a utopia comunista estava arrebanhando adeptos. Conta-se a propósito, que um botador d’água por ela se deixara seduzir e, nas folgas do seu trabalho de venda da mercadoria a domicilio, desenvolvia seu apostolado. Neste fim de tarde em que ocorreu a estória que ora conto, mais uma vez, tentava fazer a cabeça de um compadre, momentaneamente desempregado, enquanto seus três jumentos roíam a escassa grama das alamedas da Praça Fernandes Vieira. Olhando para a casa de Pedro Philomeno, dizia: “Seu Pedro possui centenas de casas. Pra quê? Pode morar em mais de uma? Quando o comunismo vier, fica com a sua e distribui as outras com os necessitados. O Oscar Pedreira iria aonde com tantos ônibus? Fica com o seu e dá os outros pros seus motoristas”.

Fez uma pausa. O compadre olhando cúpido, os três jegues que retouçavam a relva seca, pergunto de súbito: “E quem tem três jumentos? Distribui dois com os mais carecidos?”

O compadre teve bastante presença de espírito para liquidar, logo, a quimera distributivista do outro, dizendo-lhe: “compadre, nessa questão de comunismo, jumento não toma parte não...”


crônica de de Lustosa da Costa
extraída do livro "A Louvação de Fortaleza" (1995)
fotos do Arquivo Nirez, Marciano Lopes e Fortaleza em fotos

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

As Construções de Madeira

Nos tempos primitivos e heroicos da Capital do Ceará,  era comum o uso de madeira em construções para fins diversos.  As chamadas casas de taipa caprichosamente construídas pelos pedreiros antigos, eram aptas a resistirem a qualquer tipo de impacto, tão bem fincadas estavam no solo. 


Praça Castro Carreira (Praça da Estação) e seu quiosque-mucambo (arquivo Nirez)

Vários estabelecimentos comerciais e algumas casas residenciais foram construções de taipa, a exemplo do Café do Pedro Eugênio, no fim da linha do bonde do Benfica, e de outro no Largo do Garrote, na Cidade da Criança; os da Praça do Ferreira, onde havia o Java, o  Elegante, e o Iracema.  No Café do Comércio – todo de madeira – servia-se aos fregueses apressados, o café de pegar bonde. Havia também, na mesma praça, um pequeno galpão de madeira, no ponto dos bondes.


Os cafés da Praça do Ferreira e o ponto de venda de passagens de bondes (arquivo Nirez)

Na Praça do Patrocínio (atual José de Alencar) havia quatro casinhas que foram destruídas durante as agitações de 1912. Existia na Praça da Assembleia o armarinho de miudezas do velho Martiniano Teodorico (em 1878), em frente ao sobrado dos Fonseca, e mais tarde, em 1908, no mesmo local, o botequim Napoleão.  


Café do Comércio, que servia aos apressados o café de pegar bonde (arquivo Nirez)

Em frente ao Banco Frota e Gentil havia outro café, que era redondo e tinha sótão. Servia água quente e bebida choca aos fregueses, e era também casa de jogo. Foi incendiado em 1912 e restaurado depois. Além deste e na mesma Praça, havia a célebre Garapeira do Bembém, na qual eram exibidos em gaiolas, grilos vestidos e tanajuras com saiotes de bailarinas. 


Café Fênix no qual foi assassinado um certo tenente de nome Heitor Ferraz.  (arquivo Nirez)

Na Praça da Estação,  sujando a praça, um antiestético café-mocambo.
No Passeio Público, quase escondido entre as arvores, encontrava-se o Café Caio Prado, que no ano agitado de 1912, foi invadido e depredado por populares. Era propriedade da prefeitura, que o embelezou junto com a reconstrução do Passeio Público. Na antiga Praça da Alfândega, havia o Café Floriano.
O prefeito Godofredo Maciel iniciou a demolição desse tipo de edificação, começando pelos da Praça do Ferreira. Gradativamente foram desaparecendo, até que só restasse o do Passeio Público. 
Mas de todas as construções a que mais se distinguia pela elegância das linhas, era o pavilhão da chácara de Alfredo Salgado,  chamado pelo proprietário de O Pombal. 


Itapuca Vila de Alfredo Salgado e seu pavilhão de madeira (arquivo Nirez)

Além destes, havia três sobradinhos notáveis em Fortaleza, o mais antigo ficava na Praça do Conselho (hoje Praça da Sé), no qual moraram alguns dos nossos governantes. Pelos idos de 1853 a Câmara Municipal adquiriu este sobrado e um correr de casas que havia, desde a Rua Direita dos Mercadores até o Arquivo Público, demolindo-as e abrindo espaço para a praça fronteira à Igreja da Sé, a Praça Caio Prado.
O segundo sobradinho ficava no terreno dos fundos do quintal do Palácio. Era a faustosa residência do capitão-mor Antônio José Moreira Gomes, rico e influente negociante português  que andou às turras com o governador Sampaio.  Pires da Mota mandou demolir este imóvel para alinhar o muro do fundo do quintal do palácio com a Rua do Cajueiro, hoje, Pedro Borges.


Praça Caio Prado e o famoso Cruzeiro de Frei Serafim de Catânia, demolido junto com a antiga Sé (foto Marciano Lopes)

A prefeitura resolveu adquirir, para construir o palácio da Municipalidade, a parte do quarteirão da Praça da Sé, compreendida entre a Rua do Sampaio, antigo Beco da Apertada Hora, a Rua São José, antigo Beco das Almas e um futuro prolongamento da rua da Aurora, hoje Rua Costa Barros. 
Dando frente para esta praça, existia ainda um sobradinho conhecido outrora por sobrado de Lucas Torres, nome do seu antigo proprietário. Em 1845 era todo de madeira. Pertenceu ao Visconde de Cauípe e por herança deste, ao Barão de Studart.


Extraído do livro
Fortaleza Velha, de João Nogueira