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domingo, 29 de dezembro de 2024

Capela de Santa Teresinha, na Avenida Leste-Oeste (avenida Presidente Castelo Branco)

 

Capela de Santa Teresinha

e seu vizinho Hotel Marina Park 

É um templo de aparência modesta, localizado na Avenida Leste-Oeste, nas imediações de um empreendimento turístico de grande porte, o que já representou uma ameaça à sua permanência. A capela dedicada à Santa Teresinha foi construída entre 1926 e 1928, no antigo Arraial Moura Brasil, onde outrora, em tempos de estiagem severa, funcionou um campo de concentração de flagelados da seca.

Os campos de concentração foram criados em períodos de seca, quando um grande contingente de sertanejos, fugindo da miséria absoluta de suas localidades, invadia a capital em busca de condições mínimas de vida. Temia-se a repetição dos acontecimentos de 1877, quando Fortaleza transformou-se na capital do desespero: de 21 mil habitantes pelo censo de 1872, passou a ter 130 mil. Uma multidão de miseráveis, em busca de alimentos, trabalho, teto, remédios e assistência social. A economia da província, já abalada pela crise do algodão, entrou em colapso de vez.

Aquelas invasões incomodavam os moradores, pois dizia-se que  traziam consigo, doenças, desordens e maus hábitos; os jornais da época davam conta do temor dos comerciantes, com possíveis saques e assaltos. Para manter os retirantes em seus lugares de origem e evitar que alcançassem Fortaleza ou outras grandes cidades do interior, as autoridades construíram esses chamados “campos de concentração”, acampamentos murados ou cercados com arame farpado, onde as pessoas eram confinadas, uma experiência que começou a ser posta em prática em 1915, no Alagadiço.

Passado o período mais crítico da pós-estiagem, muitos retornaram para suas casas, suas cidades de origem ou migraram para outros Estados. Mas boa parte dos ocupantes do campo de concentração permaneceu na área, e se expandiu ocupando a região que hoje compreende o Pirambu, e o bairro Moura Brasil.

Com o apoio da igreja católica, e a ajuda dos moradores, a capela foi construída entre os casebres, refúgio de oração e de convivência da comunidade. Mas o progresso chegou e alcançou a área onde estava a capela de Santa Teresinha. No início dos anos 70, foi decidida que seria construída uma avenida à beira-mar que ligaria a Barra do Ceará à zona portuária do Mucuripe, a atual Avenida Leste-Oeste. No projeto, por estarem no caminho da obra, havia a previsão de remoção de grande parte dos moradores, e a demolição do templo.


Início da construção da Avenida Leste-Oeste

O projeto vingou em parte. A maioria da comunidade foi efetivamente removida, mas a capela de Santa Teresinha permaneceu, por conta de manifestações contrárias à demolição e protestos populares. Outra tentativa de demolição da capela ocorreu algum tempo depois, em 1984, com a execução do projeto do Hotel Marina Park.  Como compensação, foi proposta a construção de outra igreja, mais moderna, apta a receber não apenas os moradores do bairro, mas pessoas de diferentes áreas da cidade. O projeto ganhou simpatias e teve o apoio da Paróquia a que estava subordinado o templo. À época, as atividades da Capela de Santa Terezinha estavam parcialmente suspensas, em virtude das obras do hotel que estava sendo construído no seu entorno.


Traçado da Avenida Leste-Oeste em 1974

Novamente os protestos não permitiram a demolição. Para garantir a manutenção e para evitar novas especulações, a Capela de Santa Terezinha foi tombada como patrimônio histórico do Município através da Lei 6087 de 09 de junho de 1986.  Em cumprimento da promessa feito pelo empreendimento hoteleiro, uma nova igreja foi construída e inaugurada em 1995, a Igreja de Santa Edwiges, na Avenida Leste-Oeste, a alguns metros da capela de Santa Teresinha.

Mas capela de Santa Teresinha ficou abandonada por anos, invadida por marginais e servindo de esconderijo de infratores da lei, até ser resgatada e recuperada pela Prefeitura de Fortaleza e várias entidades privadas. Foi reaberta à visitação pública em 13 de dezembro de 2012.    


consultados: Fortaleza, uma breve História/Artur Bruno e Airton de Farias/Revista porque Reportar - O Povo/Fotos Fortaleza em Fotos/O Povo e Pinterest  


  

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Carvalho Motta, o homem por trás do Palacete



Antônio Frederico de Carvalho Motta nasceu em Granja, em 26 de março de 1856 e faleceu no Rio de Janeiro, no dia 2 de fevereiro de 1927. Filho do coronel Francisco de Carvalho Motta, iniciou-se no comércio em sua terra natal gerenciando a firma Carvalho Motta e Irmão. Mudou-se para Fortaleza provavelmente em 1927, e já desligado comercialmente do irmão, transferiu a sociedade nos negócios de Granja para um antigo auxiliar. 

Casado com Dona Regina Ribeiro Motta, teve 8 filhos: Waldemar, Artur, Anésia, Cleonice, Carmen, Alaíde e mais outros dois, falecidos na infância. Na Capital, a princípio integrado no comércio de exportação, passou a dedicar-se ao setor bancário, tornando-se diretor e depois presidente do Banco do Ceará.

Carvalho Motta era considerado homem de fino trato, um capitalista, e não um coronel do interior. Em Granja, onde havia exercido o comando do batalhão de infantaria da Guarda Nacional, já era considerado um exemplo de requintado comportamento social. Participava com destaque na sociedade e política cearense, figurando como deputado estadual pertencente à poderosa facção comandada pelo comendador Antônio Pinto Nogueira Accioly. Mantinha portanto, um relacionamento com a oligarquia, a qual, dominando o Ceará desde a proclamação da República, foi destituída pela rebelião popular de janeiro de 1912, ocasião em que Motta ocupou o cargo de 3° Presidente do Estado.
A construção original sem as ampliações  foto Revista do Instituto do Ceará

Em 1907, aos 50 anos de idade, se muda para o palacete que acabara de erguer no cruzamento das ruas General Sampaio com Pedro Pereira. A nova residência estava localizada no primeiro circuito periférico ao centro urbano, a dois passos da Praça Marquês de Herval, logradouro que havia sido ajardinado e urbanizado pelo intendente coronel Guilherme Rocha. Entre a praça e a casa, ocupando metade do quarteirão, localizava-se a sede do Batalhão de Segurança. Na outra metade da quadra, havia casas amplas, entre as quais a morada do poeta Juvenal Galeno.

Sede do Batalhão de Segurança - foto Arquivo Nirez

É provável que antes de se mudar para o palacete, Carvalho Motta estivesse residindo numa casa térrea, na Rua Formosa, de sua propriedade. A então Rua Formosa, em particular nesse trecho no qual se levantavam os sobrados de maior porte, apresentava-se como a via mais elegante da cidade, embora alguns estabelecimentos comerciais já se misturassem as residências, prenunciando com grande antecipação o futuro tipo de ocupação da área. Carvalho Motta, ao procurar uma zona ainda não integrante do centro comercial da cidade para morar, percebia e prestigiava as alterações que estavam por vir no zoneamento urbano de Fortaleza.   

Inaugurado festivamente o palacete, no entanto, Carvalho Motta mal pôde desfrutá-lo, porque a 17 de fevereiro de 1908, faleceu sua filha caçula, a menina Alaíde, de 13 anos, vítima de apendicite. A menina faleceu às 10:30 horas e foi sepultada no mesmo dia às 17 horas, no Cemitério São João Batista. Tudo transcorrera com total surpresa, já que a doença acamara a menina por pouco tempo. Tendo em vista a elevada posição social de Carvalho Motta, pode-se avaliar a repercussão do desenlace, noticiado no órgão da imprensa governista, impregnado de referências sentimentais, tão ao gosto da época.

O duro golpe da perda da filha desnorteou Carvalho Motta que logo abandonou o palacete indo morar no Jacarecanga, na Rua Municipal (atual Guilherme Rocha). Após a deposição e renúncia de Nogueira Accioly, seguida renúncia de Graccho Cardoso, 1° vice-presidente do Estado e com a ausência de José Bastos, 2° vice-presidente, Carvalho Motta, na condição de 3° vice-presidente, assumiu a direção dos negócios do Estado, num dos momentos mais graves da história política cearense. Ficou à frente do governo do Ceará de 24 de janeiro a 12 de julho de 1912. 

Apesar de pertencer ao partido aciolino, o coronel Carvalho Motta era um espírito moderado, contra quem não havia animosidade pública. Pode assim, assumir o governo livremente, sem protestos ou manifestações contrárias. Com a eleição de Franco Rabello, empossado em 14 de julho de 1912, desmotivado e desiludido com a política, Carvalho Motta decidiu sair do Ceará. Pouco antes de se mudar, vendeu o palacete à Inspetoria de Obras contra as Secas que já o ocupava desde 1909.

O imóvel situado na Rua General Sampaio n° 94-B, foi vendido em 23 de maio de 1913 por 150 contos de réis, pagos a Carvalho Motta e sua mulher, pela Fazenda Nacional. De acordo com a respectiva escritura o terreno media 58 palmos por 250 palmos, isto é, 12,76 metros por 55 metros, medidas que não coincidiam exatamente com aquelas obtidas no levantamento gráfico executado pelo DNOCS.

No Rio de Janeiro onde passou a residir, Carvalho Motta construiu sua nova casa em Botafogo, na Rua Marquês de Olinda. Anos depois essa casa seria demolida e em seu lugar seriam erguidas as instalações da Editora José Olympio. Na Capital Federal, já idoso, Carvalho Motta foi atropelado por um automóvel, vindo a falecer em 3 de fevereiro de 1927.


O Palacete foi concluído em 1907 para abrigar a família do coronel Antônio Frederico de Carvalho Motta, situado na antiga Rua da Cadeia, atual General Sampaio, em terreno medindo cerca de 700 m². Possui estilo eclético, numa mistura de elementos neoclássicos e art nouveau. Tem dois andares com janelas e portas em arco batido.

foto dos anos 20, já ampliado pelo IFOCS - foto Revista do Instituto do Ceará

Erguido em gleba contígua ao centro urbano, voltava-se para uma rua valorizada pela passagem de uma linha de bondes à tração animal que demandava o arrabalde do Benfica. Distava apenas um quarteirão da Praça Marques do Herval. Em 1909 o solar foi alugado à Inspetoria de Obras Contra as Secas – IFOCS, à qual seria vendido em 1913. Reformado e ampliado por volta dos anos 1920, foram mantidos os seus traços gerais de forma a não transparecer as alterações a que foi submetido.

Anos 20 - Foto IPHAN

Ao longo dos anos o palacete abrigou as instalações da IFOCS, posteriormente DNOCS, vindo a ser desocupado, apenas, ao final da década de 70 com a construção da nova sede da Diretoria Regional do Ceará.

Em 1983, o imóvel foi restaurado com base em projeto elaborado pelo IPHAN, tendo por objetivo a instalação do Museu das Secas, o qual abrigaria o acervo da instituição. Sem a devida manutenção as instalações do denominado Museu das Secas que viria a ocupar uma área relativamente pequena do prédio, terminaria por não ter condições de atender ao público que buscava visitá-lo. O Museu das Secas sobreviveu entre 1985 e 2004.

Do tempo de funcionamento do Museu das Secas herdou todo o acervo do Dnocs. Lá, debaixo da poeira, servindo de pasto às traças e cupins, estão, por exemplo, os documentos do projeto e construção do Açude do Cedro, a primeira grande obra hídrica do Brasil, presente do imperador Pedro II ao Ceará.

Foto de 2014 - Fortaleza em Fotos

Com uma área construída total de 1.344,20 m², o Palacete Carvalho Motta está localizado no centro de Fortaleza no cruzamento das ruas General Sampaio e Pedro Pereira. Tombado pelo IPHAN em 19 de maio de 1983, o imóvel de 113 anos está fechado há quase 16 anos, sem utilidade, sem manutenção, sem nenhuma importância que justifique o investimento que a requalificação vai exigir.

Matéria publicada pelo jornal O Povo, em 2017, dá uma ideia da extensão da deterioração do imóvel nas dependências internas: prédio tem áreas sem eletricidade, alguns cômodos estão tomados por mal cheiro e as obras de arte que sobraram estão colocadas no chão. Revela ainda que as paredes têm manchas pretas e amarelas, marcas da deterioração. Em alguns pontos, a infiltração derrubou as camadas mais externas de tinta e reboco. 

Foto de 2014 - Fortaleza em Fotos

A falta de manutenção também enfraqueceu o teto de algumas salas. Há rombos pelos quais é possível ver a laje do primeiro andar. Devido à extensão dos cômodos, as lâmpadas são insuficientes para iluminar todo o Palacete. Do teto ao chão há teias de aranha que grudam naqueles que tentam caminhar pelo espaço. No centro do edifício, uma antiga cacimba foi tapada com restos de madeiras e pedaços de tábuas. Barras de ferro, tijolos e uma mesa quebrada impedem que as pessoas caiam no buraco.

O que se pode deduzir é que, como quase todos os tombamentos patrimoniais de Fortaleza, o Palacete Carvalho Motta é só mais um que está na fila do tombamento de fato, cujo processo, esse sim,  já se encontra bem adiantado. 


Fontes consultadas: 
O Palacete Carvalho Motta, de José Liberal de Castro. Disponível em https://www.institutodoceara.org.br/revista/Rev-apresentacao/RevPorAno/2013/03_art03.pdf

Degradado e fechado há 15 anos, Museu das Secas é candidato às chamas – disponível em https://www.focus.jor.br/

Fechado há 14 anos, Museu Das Secas padece com falta de manutenção. Disponível em https://www.opovo.com.br/jornal/vidaearte/2017/08  

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Palácio do Bispo, atual Paço Municipal/ Palácio João Brígido

Para quem já viveu sobre seu piso de madeira vermelha, o prédio ainda hoje é conhecido como Palácio do Bispo. A alcunha é devido ao fato de o local ter abrigado – por mais de cem anos, de 1860 a 1973 – a residência episcopal. Serviu de morada aos bispos e padres, além de seminaristas que recebiam aulas de religião em seus aposentos.


Localizado num terreno atrás da Catedral Metropolitana de Fortaleza, na Rua São José, o palácio e a área que o circunda, passou do poder religioso ao poder público municipal, e é hoje a sede da Prefeitura de Fortaleza. Considerando o passado arquitetônico, trata-se de um prédio raro, embora não muito antigo do ponto de vista histórico. Não tem nem 200 anos. Porém, em termos de Fortaleza, é um dos mais antigos, de acordo com o historiador Antônio Luiz Macedo.


No século XIX, mesmo com a expressão econômica da cidade sendo diminuta, começaram a proliferar as edificações de alvenaria, mais passíveis de preservação. Construções mais modestas e abundantes, de madeira trançada, não tiveram como resistir à passagem do tempo.

A partir de 1973, o casarão foi palco das decisões políticas dos prefeitos de Fortaleza, mas foi deixado de lado em 1991, no primeiro mandato do prefeito Juraci Magalhães. O resultado foi o total esquecimento da manutenção do edifício durante esse período, ocupado por algumas secretarias municipais. Em 2005, foi tombado, o que, no entanto, não significou uma restauração imediata, o que só veio a ocorrer três anos depois.

Ao ocupar o Palácio, o Paço Municipal não preservou sua fachada original. Ao longo dos anos e dos diferentes usos que foram dados ao imóvel, ele foi sendo modificado. Sua estrutura é original, mas as diversas intervenções foram agregando elementos de outras concepções.

O edifício da Rua São José era um armazém de alimentos de propriedade do Sargento-Mor e comerciante português Antônio Francisco da Silva, um ascendente da família Albano. Dos Albano, o armazém passou para os Guimarães, outro poderoso clã da cidade.  No século XIX, a chácara dos Guimarães era um oásis à beira do Pajeú e ainda afastado do Centro da cidade, embora fosse perto da Catedral .

imagem da área do Centro com a antiga Igreja de São José (demolida em 1938), e logo atrás, o Palácio do Bispo e o Bosque Dom Delgado 

E foi essa proximidade com a Catedral o principal motivo que levou o casarão a mudar de dono mais uma vez. Em 1860, o prédio foi comprado pelo Governo Imperial por 60 mil réis para ser a sede do Bispado de Fortaleza. Ainda não havia bispo naquela época.  Dom Luiz Antônio dos Santos, embora nomeado o primeiro prelado da diocese do Ceará em 1859, só chegou a Fortaleza em 1861, mas não ocupou o Palácio.

Mais tarde a casa passou aos cuidados de Dom Joaquim – bispo de 1884 a 1912 – que foi responsável por manter junto à igreja, a posse do prédio, mesmo depois da Proclamação da república (1889) e da Primeira Constituição Republicana, quando a igreja perdeu a relação com o Estado.

fachada interna do Palácio João Brígido 

A venda do Palácio do Bispo para a Prefeitura foi feita por Dom José Delgado. Para conseguir vender o casarão, Dom Delgado recorreu ao Vaticano, devido a falta de autorização local. Conseguido o apoio, foi passada a edificação, com área de mais de dois mil metros quadrados, ao prefeito Vicente Fialho, por Cr$ 3.094.500,00.

Bosque Dom Delgado, no quintal do Palácio, cortado pelo riacho Pajeú. Foto de 1991

Dom Delgado alegou “a pobreza da arquidiocese, que não suportava o ônus da manutenção do patrimônio, aos ecos do Concilio Vaticano II, que propagava a pobreza pelos quadrantes do mundo, levando aos bispos a despojar-se do poder e riqueza,e a presença constante de comensais no Palácio, que obrigava as religiosas a redobrados trabalhos”, escreveu no O Povo, em março de 1979.

Dom José de Medeiros Delgado

A justificativa era em resposta ao artigo “Devolva-se o quanto antes à Arquidiocese o histórico Palácio do Bispo”. Assinado por Daniel Carneiro Job, publicado no mesmo jornal, em fevereiro, no qual acusava o bispo de vender o casarão “a preço de bolo de milho em fim de festa”.

O antigo Palácio do Bispo, o atual Paço Municipal é denominado oficialmente de Palácio João Brígido, em homenagem ao político e jornalista João Brígido dos Santos (1829-1921). 


Fontes:
Anuário de Fortaleza 2012-2013
fotos O Povo, Arquivo Nirez e Anuário do Ceará

    

domingo, 11 de dezembro de 2016

Bens Tombados pelo Estado

Patrimônio Histórico-Cultural pode ser definido como um bem material, imaterial, natural ou imóvel que possui significado e importância artística, cultural, religiosa, documental ou estética para a sociedade.
Estes patrimônios foram construídos ou produzidos pelas sociedades passadas, por isso representam uma importante fonte de conhecimento, informação, pesquisa e preservação cultural.

Para a conservação e preservação desse patrimônio, o poder público instituiu o Tombamento,  ato administrativo realizado pelo poder público com o objetivo de preservar, através da aplicação de legislação específica, bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e também de valor afetivo para a população, impedindo que venham a ser destruídos ou descaracterizados.

Um bem material tombado não pode sofrer alterações sem autorização prévia dos órgãos competentes. A partir deste processo, os bens são considerados patrimônios histórico-culturais, heranças sociais. O tombamento pode ser feito nas três esferas de poder: federal, estadual e municipal.
Atualmente são considerados patrimônios histórico-culturais de Fortaleza, além dos tombamentos municipais e federais, seguintes bens, tombados pelo Estado.    

Prédio da Antiga Alfândega – Atual Caixa Cultural
Endereço: Avenida Pessoa Anta, 287, Praia de Iracema

Inaugurado em 15 de julho de 1891, o prédio da antiga alfândega, teve projeto de José Gonçalves da Justa, execução e obras de Tubias Laureano Figueira de Melo e Ricardo Lange, que utilizaram pedras e argamassa feita de óleo de peixe e areia, com as ferragens importadas da Inglaterra. Foi a primeira obra significativa realizada no Ceará na Primeira República. Construído para sediar a empresa Ceara Harbour Corporation Ltd, foi ocupado pela Alfândega a partir de 1893. Hoje pertence à Caixa Econômica Federal. 
Tombamento: Processo em andamento, apresentado ao Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural em 17.10.2005.


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Antiga Escola Normal (Atual Sede do IPHAN)
Endereço: Rua Liberato Barroso, nº 525, Centro.

O prédio localizado na então Praça Marquês de Herval (atual Praça José de Alencar), foi construído para abrigar a Escola Normal.  Em 2 de outubro de 1881 foi feito o lançamento da pedra fundamental, projeto do engenheiro Henrique Foglare e execução do mestre Francisco de Souza Brasil. Foi concluído em dezembro de 1882, mas sua inauguração só aconteceu algum tempo depois, em 1884. Propriedade da Universidade Federal do Ceará
Tombamento: Aprovado pelo Conselho Estadual de Cultura em sua 124a sessão ordinária de 3 de março de 1995.
                                                     
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Banco Frota Gentil (Agência Unibanco)
Rua Floriano Peixoto, 326 - Centro

Inaugurado em 07 de fevereiro de 1925, na esquina das ruas Floriano Peixoto e Senador Alencar, projeto do engenheiro João Saboia Barbosa. A edificação se insere no contexto do ecletismo arquitetônico, muito em voga na capital cearense durante as três primeiras décadas do século XX. Propriedade do Bradesco.
Tombamento: Aprovado pelo Conselho Estadual de Cultura em sua 124a sessão ordinária de 03.03.1995.


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Casa de Detenção (Centro de Turismo)
Endereço: Rua General Sampaio s/n - Centro

Construção iniciada em 1850 a partir do projeto do engenheiro Manoel Caetano de Gouveia o trabalho somente seria concluído em 1866. O orçamento inicial que era de 40 contos de réis ficou três anos no papel e subiu para 50 contos. A velha cadeia pública foi erigida através da técnica tradicional de tijolo e barro. À argamassa era acrescentado o óleo de baleia que processava a liga necessária. A edificação em estilo neoclássico, de linhas sóbrias, se compõe de um prédio central de paredes largas e telhado de quatro águas com a frente voltada para o mar, localizada no centro da grande área térrea circundada por muralha de cinco metros de altura. A entrada principal foi desenhada em arco pleno e fechada com grades de ferro da metalúrgica escocesa Porter, trazidas de Glasgow, Escócia, em 1855.
Tombamento: Decreto nº 15.319, Livro de Tombo Artístico, Fls. 02, data: 17.06.1982. Proprietário: Governo do Estado do Ceará.


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Endereço: Avenida Francisco Sá, 1801 – Jacarecanga

A casa foi construída em 1929 pelo engenheiro Thomaz Pompeu Sobrinho de Sousa Brasil. A edificação constitui-se como um dos exemplos de sobrados mais altos da cidade de Fortaleza antiga. O prédio é formado por três pavimentos e passou por um processo de restauração em 2006 preservando aspectos e elementos da estrutura original do espaço. A casa abriga a Escola de Artes e Ofícios que realiza ações voltadas para a preservação do patrimônio cultural material.
Proprietário: Governo do Estado do Ceará - Tombamento: Processo em andamento.


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Cine São Luiz (Sala de projeção)
Endereço: Rua Major Facundo, 500 - Centro 

O Cine São Luiz teve sua inauguração solene a 26 de março de 1958, apresentando a película Anastácia, a Princesa Esquecida. Trouxe sala de projeção equipada com tela de 14 metros de comprimento, 1400 poltronas, tapetes e ar condicionado. O edifício possui um hall, cujas escadarias têm piso e revestimento em mármore de Carrara. Foi o primeiro cinema de Fortaleza a dispor de ar condicionado. Para assistir as sessões, as mulheres usavam suas melhores roupas; os homens eram só tinham acesso quando trajados adequadamente (de paletó e gravata).
O cinema foi projetado pelo arquiteto Humberto da Justa Menescal, com a participação de Humberto Monte, José Euclides Caracas e Oscar Dubeux Pinto.
Tombamento: Decreto no 21.309, Livro de Tombo Artístico, Fls. 16, data: 13.03.1991. Proprietário: Governo do Estado do Ceará.


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Endereço: Avenida Barão de Studart 500 - Meireles 

A iniciativa de construção do palácio veio do então governador José Parsifal Barroso (1960-1963), que em  1962 desapropriou o terreno pertencente a Carlos Gracie, localizado entre a Rua Deputado Moreira da Rocha, Silva Paulet, Tenente Benévolo e Avenida Barão de Studart para construção do que seria a sede do Governo do Estado.
As obras de construção foram iniciadas em novembro daquele ano, num projeto do arquiteto Sérgio Bernardes, que o projetou gratuitamente. O Palácio da Abolição foi inaugurado em 04 de julho de 1970. Em 1972 um novo monumento, também de autoria de Sérgio Bernardes foi incorporado ao terreno, destinado ao mausoléu do ex-Presidente Castelo Branco, e sua mulher Argentina Castelo Branco.
Tombamento: Processo em andamento, apresentado ao Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural em 17.05.2004. Proprietário: Governo do Estado do Ceará.

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 Estação Ferroviária Dr. João Felipe
Endereço: Praça Castro Carreira - Centro

A Estação Central da Estrada de Ferro de Baturité, foi projetada e construída pelo engenheiro Henrique Foglare, no local do antigo cemitério de São Casemiro praticamente com mão-de-obra dos retirantes da seca de 1877. O terreno pertencia à sesmaria de Jacarecanga, de procedência da família Torres que fez doação a uma sociedade de oficiais do exército. A Confraria de São José declarou-se dona da região e mais tarde a aforou à via férrea de Baturité. A obra teve sua pedra fundamental lançada em 30 de novembro de 1873, mas somente foram iniciadas as obras em 1879, sendo inaugurada em 9 de junho de 1880, em frente ao antigo Campo da Amélia, atual Praça Castro Carreira. Tombamento: Decreto no 16.237, Livro de Tombo Artístico, Fls. 08, data: 30.11.1983. Proprietário: Rede Ferroviária Federal.

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Farol do Mucuripe
Endereço: Av. Vicente de Castro s/n°

O Farol do Mucuripe tem um passado importante. Foi construído por escravos entre os anos de 1840 e 1846, passou por inúmeras reformas, e acabou sendo desativado no fim da década de 1950. A última recuperação foi em 1983, quando o farol foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico da Secretaria da Cultura. O monumento relembra os tempos da colonização, quando navegadores portugueses e espanhóis aportaram no litoral cearense. De estilo barroco, a fachada do prédio é composta por oito paredes de tamanhos iguais. Por dentro, uma escada helicoidal leva ao topo do prédio, de onde se tem uma visão panorâmica da Praia Mansa e de todo o bairro do Mucuripe.
Tombamento: Decreto no 16.237, Livro de Tombo Artístico, Fls. 06, data: 30.11.1983. Propriedade da Capitania dos Portos.


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Galpões do RFFSA (Extensão do Conjunto da Estação João Felipe)
Endereço: Rua 24 de maio, s/n - Praça Castro Carreiro.

Localizados ao lado da Estação João Felipe, os galpões foram construídos em 1924, em estilo Neoclássico, para receber e armazenar as mercadorias vindas do interior pela estrada de ferro, que ligava a capital a Pacatuba. O terreno onde estes edifícios foram erguidos é o mesmo onde situavam-se os antigos cemitérios de São Casimiro e dos Ingleses, que se encontravam em processo de desativação desde 1872.
O conjunto é formado por sete galpões independentes, com pé direito em torno de seis metros e fechamentos executados em alvenaria autoportante enquanto sua cobertura é feita com estrutura metálica, lembrando os trilhos usados nas linhas férreas, recobertos com telhas cerâmicas.
Tombamento: Aprovado pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural – COEPA em 20 de setembro de 2004.
Proprietário: Rede Ferroviária Federal


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Hotel do Norte (Sedes do IAB-CE, da Orquestra Filarmônica do Estado do Ceará e Museu da Indústria)
Endereço: Rua Dr. João Moreira, nº 143, Centro.

Construído no final do século XIX, foi sede do primeiro clube social da cidade, a Sociedade União Cearense (Clube Cearense). Também abrigou o Grand Hotel do Norte, de propriedade do francês Norberto Golinac, onde funcionou a primeira sorveteria de Fortaleza. Em 1895 recebeu as instalações do Correio, vindo do térreo da Assembleia Legislativa, que permaneceu no local até 1934. Em 1935 foi adquirido pela The Ceará Tramway Light and Power, empresa inglesa que explorou os serviços de energia e transportes coletivos. A partir de 1948, com a encampação da Light pela prefeitura de Fortaleza, o prédio passou para a empresa de eletricidade. Desde setembro de 2014, o local abriga o Museu da Indústria do Ceará. Tombamento: Decreto nº 23.829 de 29.08.1995.
Proprietário: Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC)


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Igreja do Rosário
Endereço: Rua do Rosário s/n° - Centro

A Igreja do Rosário foi construída pelos negros da Irmandade de Nossa Senhora dos Pretos (numa época em que havia separação de raças e classes sociais em templos religiosos), com donativos ofertados pelos fiéis. Foi erguida em 1730, num local considerado afastado da vila, a atual Praça General Tibúrcio. Era o espaço dos negros, até ser improvisada como matriz entre 1821 e 1854, enquanto se reconstruía a de São José. A Igreja do Rosário foi palco de missas, eleições e enterros. Em uma de suas paredes está sepultado o Major Facundo. É a igreja mais antiga de Fortaleza.  
Tombamento: Decreto nº 16.237, Livro de Tombo Artístico, Fls. 03, data: 30.11.83. Proprietário: Arquidiocese de Fortaleza.


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Palacete Ceará (Caixa Econômica Federal da Praça do Ferreira)
Endereço: Rua Guilherme Rocha, 48 - Centro

Em 1914 o banqueiro José Gentil Alves de Carvalho contratou a firma Rodolfo F. da Silva e Filho para construir o Palacete Ceará, um projeto de João Saboia Barbosa. O prédio foi uma das obras mais representativas das primeiras décadas do século XX, período em que ocorre grande transformação na aparência arquitetônica da cidade e de inúmeras obras relevantes no centro de Fortaleza. Por muitos anos o palacete abrigou no seu andar térreo o Rotisserie Sportman, restaurante, sorveteria, café e casa de chá de Efrem Gondim, e no andar superior, o Clube Iracema, que ocupou o local de 1922 a 1936.
Tombamento: Decreto no 16.237, Livro de Tombo Artístico, Fls. 09, data: 30.11.1983. Proprietário: Caixa Econômica Federal


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Palácio da Luz (Academia Cearense de Letras)
Endereço: Rua do Rosário, 1 - Centro

Foi construído no final do Século XVIII, com auxílio de mão-de-obra indígena, para servir de residência do capitão-mor Antônio de Castro Viana. Em 1802, a câmara municipal pediu ao Príncipe Regente que mandasse arrematar o imóvel, ficando a câmara obrigada a pagar o seu valor. Emprestado ao governador da Província em 1809, o imóvel acabou sendo a sede do governo do Estado em definitivo. Em 16 de fevereiro de 1892 os cadetes da Escola Militar do Ceará se revoltaram contra o então governador José Clarindo de Queirós (1891-1892), obtendo adesão das forças federais, que o depuseram na manhã do dia seguinte. O Palácio da Luz, atingido por tiros de canhão, ficou seriamente danificado. O imóvel serviu de sede do Governo e residência do Governador até 1963, quando o centro do poder estadual foi transferido para uma casa na Rua Barão de Studart.
Tombamento: Decreto no 16.237, Livro de Tombo Artístico, Fls. 04, data: 30.11.1983. Proprietário: Governo do Estado do Ceará.


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Praça General Tibúrcio (Praça dos Leões)
Localização: Rua General Bezerril, Rua São Paulo, Rua Sena Madureira - Centro

A origem da praça remonta aos idos de 1847, quando grandes chuvas causaram escavações no Largo do Palácio e o Presidente Inácio Correa de Vasconcelos (1844-1847), mandou fazer uma enorme muralha para sustentar o aterro. Na vizinhança, dois equipamentos importantes: O Palácio do Governo e a Igreja do Rosário. Uma Resolução da Câmara, de 1887 deu a então Praça do Palácio o nome de Praça General Tibúrcio, herói da Guerra do Paraguai, que falecera naquele ano. A estátua em homenagem ao General Tibúrcio foi erigida em 08 de abril de 1888, sendo esta a primeira estátua de Fortaleza. A partir de 1912 o Intendente Ildefonso Albano promoveu grande reforma na praça, que ganhou bancos, iluminação, jardins, gradis e os leões, feitos de bronze, importados da França. A partir daí a praça ganhou nova denominação popular: Praça dos Leões. Tombamento: Decreto nº 21.346, Livro de Tombo Artístico, data: 25.04.1991, Fls. 017. Proprietário: Prefeitura Municipal de Fortaleza.

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Secretaria Estadual da Fazenda
Endereço: Av. Alberto Nepomuceno, nº 2.

Inaugurado em 1927, projeto do arquiteto José Gonçalves da Justa, o Edifício Edson Ramalho foi construído para sediar as atividades do fisco estadual, pelo então secretário Luiz de Morais Correia.  Atualmente abriga a Secretaria da Fazenda do Estado. Está localizado na Avenida Alberto Nepomuceno, a antiga Rua de Baixo, trecho final do conjunto de largas vias de acesso aos edificações no lado mais antigo da cidade, passando junto da fortaleza de N.S. da Assunção, do Quartel, da Sé, do Mercado, da Assembleia e do Palácio da Luz, atingindo por fim, o centro da cidade. Inspirado nos palácios da cidade italiana de Veneza, o prédio tem dois pavimentos.
Tombamento: Decreto no 15.084, Livro de Tombo Artístico, Fls. 01, data: 12.02.1982. Proprietário: Governo do Estado do Ceará.

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Seminário da Prainha
Endereço: Avenida Monsenhor Tabosa s/n

O edifício que hoje abriga o Seminário da Prainha começou a ser construído em 1860, e deveria servir de colégio para as órfãs da Irmandade da Igreja de N.S. da Conceição. O bispo negociou com a congregação, e a proposta inicial deu lugar a um novo projeto para abrigar o seminário. O seminário da Prainha iniciou suas atividades em 8 de dezembro de 1861, tendo como objetivos, a formação do Clero, o ensino das ciências e letras e a educação religiosa.  Funcionou por muitos anos como um dos pilares da educação no Ceará passando por ele figuras como o Padre Cícero, Austregésilo de Athaide, Capistrano de Abreu, Dom Helder Câmara, Dom Eugênio Sales, entre outros que, saindo do seminário fundaram igrejas e realizaram inúmeras obras assistenciais e religiosas em todo o Brasil.
Tombamento: Decreto nº 29.487, de 14 de outubro de 2008.
Proprietário: Arquidiocese de Fortaleza 

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Solar Fernandes Vieira (Arquivo Público)
Endereço: Rua Senador Pompeu, 648 – Centro

O edifício onde funciona atualmente o Arquivo Público do Estado do Ceará, foi construído em 1880 pela família Fernandes Vieira, para residência do deputado Miguel Fernandes Vieira (1819-1879). Adquirido em 1883 pelo Governo Imperial para sediar a Tesouraria da Fazenda, o edifício passou por diversas reformas e ampliações quando sediou instituições públicas, dentre as quais a Receita Federal. O edifício pertence à União, e encontra-se cedido ao Governo do Estado. O Solar dos Fernandes Vieira é um casarão em estilo neoclássico, característico do século XIX, com 15 janelões no térreo e 19 sacadas no pavimento superior, que foi recuperado pela Secretaria da Cultura do Estado. Tombamento: Aprovado pelo Conselho Estadual de Cultura em sua 124ª sessão ordinária de 03.03.1995. Propriedade da União.

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Sobrado do Doutor José Lourenço
Endereço: Rua Major Facundo, 154 – Centro

O sobrado de três pavimentos e três portas foi construído na segunda metade do Século XIX. Localizado na Rua da Palma, atual Major Facundo, foi o primeiro prédio de três andares construído no Estado. Pertenceu ao médico sanitarista Dr. José Lourenço de Castro e Silva (1803-1874), que utilizou o casarão como residência e consultório.
Tombamento: Aprovado pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural – COEPA em 20 de setembro de 2004. Proprietário: Governo do Estado.

fotos: site Fortaleza em Fotos, arquivo Nirez, Museu da Indústria, Secult, Diário do Nordeste 
fontes: Secult, Anuário de Fortaleza 2012