quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Entorno do Centro Dragão do Mar



Inaugurado em abril de 1999, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura tem por missão, a democratização do acesso a bens artísticos e culturais, capacitando pessoas e produzindo bens simbólicos, lugares de criação, memória e reflexão
. 
Ambientado em cerca de 30 mil metros quadrados, o Dragão é matéria para a reestruturação e revitalização da antiga área portuária da capital cearense.
No seu entorno, velhos casarões com fachadas restauradas abrigam bares, restaurantes, boates e galerias de arte, diversão para todos os gostos.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Histórias de Fortaleza: Os Gatos Pingados

Na Fortaleza antiga, os enterros eram solenes e a pé. A frente do cortejo, a cruz alçada e o padre paramentado. O caixão do falecido era carregado por amigos, parentes ou pelos “gatos pingados”, homens contratados para levar o defunto ao cemitério. Vestiam-se com casacas compridas e negras, uma fita amarela a tiracolo, calças com listas vermelhas, cartolas altas de oleado, de abas enroladas.
O esquife era equilibrado sobre duas tábuas, em cujas pontas haviam aldravas seguras pelas mãos enluvadas dos Gatos-Pingados, e transportado num ritmo cadenciado, subindo e descendo, num caminhar lento e silencioso.
Somente homens, todos de preto, acompanhavam o féretro. Se o defunto era pessoa importante, o cortejo terminava com uma banda de música tocando peças fúnebres.
Durante um mês, a família só saía de casa para assistir as missas, de sétimo e trigésimo dia. Só escrevia cartas tarjadas de preto e usava luto fechado: os homens, camisa e terno pretos, as mulheres vestido comprido totalmente negro, a cabeça coberta por um véu. Os viúvos usavam luto fechado pelo resto da vida.


Fontes:
 História Abreviada de Fortaleza e crônicas sobre a cidade amada de Mozart Soriano Aderaldo

Fortaleza Descalça de Otacílio de Azevedo

Farol do Mucuripe


Construído no século XIX, o velho Farol do Mucuripe guiou as embarcações pela costa de Fortaleza até a década de 50. Em 1982, foi tombado pelo Patrimônio Histórico e transformado no Museu do Jangadeiro.
De longe a fachada parace intacta. Mas a falta de manutenção do Farol do Mucuripe afastou os visitantes. Os moradores da região dizem que o local, que era pra ser ponto turístico de Fortaleza, foi esquecido.
O Farol do Mucuripe tem um passado importante. Foi construído por escravos entre os anos de 1840 e 1846, passou por inúmeras reformas, e acabou sendo desativado no fim da década de 1950. A última recuperação foi há 25 anos quando o farol foi tombado pelo Patrimônico Histórico e Artístico da Secretaria da Cultura.
Hoje o lugar parece que perdeu importância.
A placa é de indicação de um equipamento turístico, mas o Farol do Mucuripe está completamente abandonado. A prova disso é que ele está fechado para a visitação pública. O Prédio está pichado e não há sinal de nenhum tipo de manutenção.
Por já ter abrigado o Museu do Jangadeiro, no seu interior ainda existem fotos antigas e registros da construção.
O monumento relembra os tempos da colonização, quando navegadores portugueses e espanhóis aportaram no litoral cearense. De estilo barroco, a fachada do prédio é composta por oito paredes de tamanhos iguais. Por dentro, uma escada helicoidal leva ao topo do prédio, de onde se tem uma visão panorâmica da Praia Mansa e de todo o bairro do Mucuripe.
Praticamente esquecido, o velho farol não é mais incluído no roteiro dos visitantes.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Política Pública de Segurança: Projeto Ronda do Quarteirão

Projeto Ronda do Quarteirão
Igual a analgésico: alivia a dor mas não cura a doença


Estatísticas feitas a partir dos relatórios de ocorrências registrados no Centro Integrado de Operações Policiais – CIOPS revelaram que entre julho e setembro de 2006, Fortaleza sofreu uma média de 1,8 casos de homicidios por dia, num total de 110 assassinatos no período. A mesma pesquisa revela que a cidade já registrou um sequestro relâmpago a cada oito horas e um assalto a cada quinze minutos.
Nessa guerra urbana, todos são alvos dos criminosos, desde crianças, muitas vezes assaltadas e roubadas por outras crianças, a idosos, assediados e agredidos por marginais interessados nas suas parcas aposentadorias e atraídos pela fragilidade das vítimas.
A escassez de policiamento, o número reduzido de policiais, a impunidade, o sucateamento das delegacias e presidios, a incapacidade do Estado de oferecer soluções eficazes, são alguns dos fatores que incrementam as estatísticas da violência e assustam a população.
Para enfrentar esse cenário de caos, surgiu a Ronda do Quarteirão, um modelo de policiamento comunitário, baseado em uma parceria da comunidade com a Polícia. Os policiais são apresentados aos moradores de cada área, e em caso de necessidade, são acionados pelo celular, com a promessa de atendimento em até cinco minutos.
O Programa Ronda de Quarteirão aumentou a sensação de segurança da população, principalmente porque as viaturas são vistas circulando em diversos locais e em todos os horários.
Mas não resolve o problema da criminalidade, ligada a problemas estruturais como o desemprego, a falta de oportunidade, a exclusão social, o analfabetismo, e a ausência de programas sociais e educacionais que reintegrem os infratores à sociedade, além da falta de investimentos na contratação, treinamento e valorização de pessoal, que denunciam péssimas condições de trabalho e baixos salários.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Estádio Presidente Vargas - PV


O estádio foi inaugurado em 21 de setembro de 1941, com o jogo entre as equipes do Ferroviário 1 x 0 Tramways de Recife. É um estádio de médio porte com capacidade para até 22 mil pessoas, localizado no bairro do Benfica.

Não é um vizinho desejado: segundo moradores, em dias de jogos, a maioria das ruas dos bairro se transformam em campo de batalha. Gangues, bêbados, conflitos entre moradores e torcedores são ocorrências comuns. Além disso ocorrem roubos, furtos, assaltos, depredações do patrimônio, trânsito caótico, barulho de carros de som, palavrões e muita sujeira.

As pichações que marcam a fachada, mostram o pouco caso com o bem público. Dentro do estádio, cadeiras e arquibancadas quebradas, sanitários depredados e sujos completam o quadro de abandono.

Mas o estádio contribuiu para a construção da identidade de Fortaleza, e escreveu a página inicial da história do futebol cearense; abrigou times como Nacional, Gentilândia, Maguary, e Usina Ceará, equipes que hoje só existem na memória de torcedores mais antigos.