As torres da Igreja de Nossa Senhora das Dores dominam a cena e são vistas de todos os pontos. O templo é a principal referência do bairro.
Em primeiro plano, o forno Crematório da Municipalidade, no local onde funcionava a SUMOV e hoje está a SER-I. Ao fundo, o Matadouro Público, que ficava vizinho à estação da RVC - Foto de 1910 (arquivo Nirez)
O bairro surgiu de uma povoação que ladeava uma antiga estrada carroçável que rumava para Soure (Caucaia). Em 1922, a Rede de Viação Cearense instalou no local a estação que foi chamada de Quilômetro 3, que logo em seguida foi alterado para Estação do Matadouro, por estar junto a uma abatedouro de gado. Mais tarde o nome da estação do Matadouro foi alterado para Otávio Bonfim, homenageando um engenheiro da RVC.
Até o início do século XX, existia no bairro a Capela de São Sebastião, erguida na Praça São Sebastião, (onde hoje funciona o mercado com o mesmo nome), depois soerguida na Rua Justiniano de Serpa. No local da capela, na antiga Estrada do Gado (atual Rua Dr. Justiniano de Serpa), os frades Franciscanos oriundos da Alemanha, construíram a Igreja de Nossa Senhora das Dores.
Paróquia das Dores no final da construção, década de 1930. (foto da Revista Verdes Mares)
A Paróquia de Nossa Senhora das Dores tem um longa tradição na realização de concorridas procissões. Na foto, Procissão em homenagem a São Francisco na década de 1970 (acervo particular)
...e em louvor a Santo Antônio, em 2010.
Fachada do antigo Cine Familiar (arquivo Nirez)
O prédio que um dia abrigou o Cinema, acolhe hoje as atividades pastorais da Paróquia.
O Cine Familiar foi fundado em 1935, por Frei Leopoldo Vonnegut , para fazer concorrência ao Cine Odeon, que exibia fitas que atentavam contra a moral e os bons costumes, indo de encontro a recomendação do Jornal O Nordeste, quanto ao conteúdo dos filmes. Funcionou até a década de 60 como opção de lazer para os moradores das adjacências.
Por essa época, a praça fronteiriça era um imenso areal, cuja travessia incomodava muita gente. Chamava-se Praça dos Libertadores. Ganhou a denominação que hoje ostenta, de Praça de Otávio Bonfim, ao ser inaugurada no final do mês de maio do ano de 1941, na gestão do Prefeito Alencar Araripe, quando foi transformada a área, com a plantação de canteiros, construção de passeio e iluminada com lâmpadas elétricas.
O Salão Paroquial, denominado Casa de Santo Antônio, no lado leste do convento, foi inaugurado em 13 de junho de 1959, guardando os mesmos padrões arquitetônicos do Cine Familiar. Os recursos para a obra vieram de doações, de listas, dos cofres da igreja, e de uma grande rifa. A festa de inauguração contou com a presença de D. Expedito Eduardo de Oliveira, que presidiu a solenidade em nome do Arcebispo. Hoje, funciona como centro de reuniões dos vários movimentos da paróquia e como coadjutor dos trabalhos de assistência social a cargo da freguesia.
A Usina Ceará, que depois passou a ser Siqueira Gurgel, se instalou no bairro em 1919, em solenidade que contou com a presença do presidente do Estado João Thomé de Saboia e Silva. Era fabricante de produtos que marcaram história no Ceará: Sabonete Sigel, o óleo Pajeú, a gordura de coco Cariri e o famoso sabão Pavão. Hoje funciona um supermercado no local.
O nome da escola Municipal é uma homenagem a Frei Lauro, um frade alemão que prestou relevantes serviços à comunidade de Otávio Bonfim nas décadas de 1960/1970.
Neste trecho da Avenida Bezerra de Menezes, onde funcionam um restaurante e um supermercado, existia na década de 1960, dois jardins, o Jardim Japonês, de Jusako Fujita, e ao lado, o Jardim São José.
Pesquisa:
IBGE
Wikipedia
Jornal O Povo






