Mostrando postagens com marcador coleta de lixo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador coleta de lixo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 16 de agosto de 2022

Fortaleza Bela e Suja ( Mais suja do que bela)

 

Fortaleza, acredito que seja o único lugar em que se usa a expressão “rampa” como sinônimo para acúmulo de lixo. Herança do passado onde o lixo da cidade era jogado no declive da ladeira da Misericórdia, entre a muralha do Gasômetro e as primeiras casinhas do Arraial Moura Brasil. Conhecida pela população como “rampa”, e reduto dos primeiros catadores de lixo, tomava toda a frente da Cadeia Pública. Por determinação da Intendência, o lixo urbano, transportado em carroças, era despejado todos os dias, entre as nove e as onze horas.



A "Rampa" ficava na antiga Ladeira da Misericórdia, e tomava toda a frente da Cadeia Pública, atual Emcetur.  

Nos dias atuais a rampa, apesar oficialmente não mais existir, está presente, multiplicada por toda a cidade. Fortaleza virou um lixão, cada rua tem seu monte. Tem lixo nas areias das praias, nos parques, nos espaços de lazer, nas praças, ao redor dos prédios públicos. Tudo sujo.

 

Lá um belo dia, algum “luminar”, um “talento desperdiçado” desses que abundam em cargos públicos, decidiu que a cidade não precisava mais de varrição, exceto o centro e talvez alguns bairros mais turísticos. O resto que se virasse. 


Ninguém se lembrou de promover alguma campanha de educação e orientação da população, por mais comezinha que fosse. Igualmente ninguém lembrou que há resíduos que são naturalmente produzidos, tipo folhas, restos deslocados pelas chuvas, mato nas coxias e terrenos baldios. Tampouco se lembraram que a cidade está tomada de moradores de ruas, que produzem resíduos que são descartados lá mesmo onde vivem. Quem não souber ou não viu, é só dar uma passadinha nas Praças do Ferreira e Clóvis Beviláqua, que já tem uma boa ideia. Então ficou tudo por isso mesmo, tudo ao deus-dará. Antes a preferência para formação dos lixões se concentrava nas calçadas de prédios abandonados ou em terrenos baldios. Agora, brotam em todos os cantos. 

  

Tem de tudo nas rampas: lixo doméstico, restos de móveis, papel, objetos de plástico, vidros, entulhos, animais mortos; de quebra, o cheiro característico e insuportável, os insetos, escorpiões e roedores que habitam esses ambientes. A sujeira se espalha pelas calçadas, sobe muros, escala monumentos e fachadas, pela ação nefasta de pichadores.

 


Na minha rua, predominantemente residencial, com alguns comércios, há muito que não existe limpeza da rua, os próprios moradores é que se encarregam de varrer as frentes de suas casas. Uma vez na vida, aparecem os garis da prefeitura, varrem, cortam os matos, juntam na porta de algum felizardo, e vão embora. O caminhão (que nunca aparece) virá recolher depois. Com a ventania, o monturo se desfaz e volta a ser democraticamente distribuído nas portas das casas.

  

Os moradores se mostram bem incomodados, mas, geralmente dão sua contribuição para o aumento do problema. As soluções propostas pelo poder público – coleta três vezes por semana e a criação de Ecopontos – tem se mostrado ineficientes, seja pela falta de comprometimento dos moradores, seja pela dificuldade de transporte para grandes volumes como poda de árvores ou restos de materiais de construção. Assim, vale a via mais fácil, e tudo vai parar no meio da rua.



Por outro lado, é público e notório que a prefeitura não está dando conta da tarefa, Fortaleza nunca esteve tão suja, com forte aspecto de abandono, fedida, cheia de mato, cheia de lixo. O serviço contratado para limpeza presta um péssimo serviço, e não parece passar por nenhum tipo de fiscalização. É urgente então que o poder público saia desse estado de torpor, acorde dessa leseira institucionalizada, e que os gestores saiam do conforto dos gabinetes e ponham a máquina para funcionar, porque é para isso que eles foram postos lá. Fortaleza não merece essa cara que estão querendo lhe impor. 

M. Fátima Garcia 

   

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Resíduos Sólidos Orgânicos

A geração de resíduos é inerente ao ser humano, ou seja, desde muito tempo atrás a geração de resíduos sólidos acompanha a humanidade. Mas nos últimos anos essa produção de resíduos cresceu bastante, devido ao crescimento populacional, o consumismo desenfreado, as facilidades e as novas tecnologias da vida moderna como alimentos, industrializados, embalagens variadas de produtos domésticos, lâmpadas, pneus, telefones, celulares, etc. (uma pessoa adulta gera por volta de 0,5 kg de resíduo por dia).
Todos esses produtos, depois de consumidos acabam virando resíduos sólidos, porém, nem tudo que vai parar no lixo é lixo realmente, ou seja, aquilo que não serve mais para uns pode ser usado por outros.
Mas existe um tipo de resíduo sólido, que pode ser reciclável,cujo desperdício tem despertado a atenção de estudiosos e autoridades: os resíduos sólidos orgânicos. 
Resíduos orgânicos são resíduos constituídos de matéria orgânica perecível, isto é, são facilmente degradáveis pela ação de microorganismos.
Quando acumulado ou disposto inadequadamente, o lixo orgânico pode tornar-se altamente poluente do solo, das águas e do ar. 
Ademais, a disposição inadequada desses resíduos cria um ambiente propício ao desenvolvimento de organismos patogênicos.
Eles são: pó de café e chá, restos de alimentos, cascas e bagaços de frutas e verduras, ovos, legumes, ossos, aparas e podas de árvores, esterco animal, cabelos, serragem, entre outros.
Estudos mostram que o percentual de resíduos orgânicos gerados em países em desenvolvimento como o Brasil é alto, e os fatores desse alto percentual de geração vão desde desconhecimento do valor nutricional de alguns alimentos, até a aquisição ou não de produtos industrializados, dependendo da cultura regional e do nível de renda da população.

foto: http://cbnmaringa.com.br/pages/noticias.php?id_noticia=28761
Boa parte dos resíduos sólidos orgânicos é composta de restos de alimentos das mesas brasileiras, feiras, sacolões, supermercados e outros. 
O desperdício de alimentos é uma das razões para os altos percentuais de matéria orgânica encontrados no lixo brasileiro.
Estudo realizado pela Embrapa (Empresa Brasileira de pesquisa Agropecuária) constatou que o brasileiro joga fora mais do que aquilo que come. Em hortaliças o total anual de desperdício é de 37 quilos por habitante. 
Dados recentes do IBGE mostram que, nas dez maiores capitais do Brasil, o consumo per capita é de 35 quilos de alimento por ano – dois a menos do que o total que é jogado no lixo. Não há estudos conclusivos que dimensionem o desperdício nas casas e nos restaurantes, mas estima-se que a perda no setor de refeições coletivas chegue a 15%, e nas cozinhas residenciais, a 20%.
Da análise da situação do lixo no mundo, relacionado a alguns aspectos como densidade demográfica e nível de renda, encontramos diferentes realidades para os mais variados países, sistematizados no quadro abaixo.

1 – densidade demográfica Baixa – Nível de renda Alto
Características do lixo: 
alta geração per capita;
alto teor de embalagens e grande parcela de resíduos de jardinagem.
Gestão do lixo:
Coleta total do lixo;
Aterro sanitário como principal forma de destinação;
Algumas iniciativas de reciclagem, dependendo da região.
2 – Densidade demográfica Alta – Nível de renda Alto
Características do lixo:
Alta geração per capita
Alto teor de embalagens
Gestão do lixo:
Coleta total do lixo, com foco em programas de coleta seletiva;
Incineração usada para gerar energia;
Aterro sanitário, com controles ambientais, como forma de destinação final.
3 – Densidade demográfica Baixa – Nível de renda Baixo
Características do lixo:
Baixa geração per capita;
Alto teor de restos de alimentos.
Gestão do lixo:
Coleta inadequada do lixo;
Lixão como principal forma de destinação
4 – densidade demográfica Alta – Nível de renda Baixo
Características do lixo:
Média geração per capita;
Teor médio de embalagens;
Alto teor de restos de alimentos.
Gestão do lixo:
Coleta inadequada;
Crescente preocupação em fechar lixões e criar aterros sanitários com controles ambientais;
Indústrias de reciclagem abastecidas por catadores trabalhando nas ruas e lixões.

Essas diferenças são influenciadas pelo poder aquisitivo da sociedade. Assim, em sociedades mais abastadas o percentual de resíduos orgânicos é baixo porque o consumo de produtos industrializados, inclusive alimentos, é alto.
Já em países cujo poder aquisitivo é baixo, o consumo de alimentos in natura é elevado.
Existem várias formas de tratamento e disposição final do lixo. 
O tratamento consiste numa série de procedimentos destinados a reduzir a quantidade ou o potencial poluidor dos resíduos sólidos, seja impedindo descarte de lixo em local ou ambiente inadequado, seja transformando-o em material inerte ou biologicamente estável. 
As principais formas de tratamento empregado aos resíduos são: reciclagem, incineração, aterro sanitário e compostagem. Há ainda os aterros controlados e os lixões. 
Os lixões devem ser permanentemente evitados pois sua presença gera impactos ambientais negativos como: poluição do solo, água e ar; disseminação de doenças por meio de vetores (ratos, baratas, escorpiões, entre outros), degradação da paisagem, desvalorização de terrenos próximos.     
A incineração controlada é uma parte importante do sistema de limpeza urbana na maioria dos países. Consiste na queima de materiais em temperaturas elevadas (acima de 900 oC). Utilizando uma quantidade apropriada de oxigênio consegue-se uma boa combustão do lixo. Os compostos orgânicos presentes em papéis, madeira e materiais plásticos, são transformados em dióxido de carbono, vapor d´água e cinzas. Deve-se evitar que o lixo a ser incinerado contenha resíduos úmidos ou molhados (como casca de legumes e frutas).

Pesquisa:
Resíduos sólidos: processamento de resíduos sólidos orgânicos: guia do profissional em treinamento: nível 2/Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental (org). Belo Horizonte: Recesa, 2007.
 Incineração do Lixo. Disponível em

domingo, 12 de setembro de 2010

Política Nacional de Resíduos Sólidos: Resíduos Recicláveis e Não Recicláveis

O velho ensinamento “Jogue o lixo no lixo” não é mais uma verdade absoluta. A sociedade evoluiu com o uso de novas tecnologias, descobriu o caminho do consumo, a vida útil dos produtos foi encurtada. O descarte aumentou assustadora e desordenadamente, os espaços tornaram-se limitados, e a legislação relacionada ao meio ambiente foi se tornando mais restritiva.

O próprio conceito de lixo foi desdobrado em dois tipos: o que pode ser reaproveitado é lixo,
e o que não pode é rejeito.

Lixo: restos de atividades humanas, considerados pelos geradores como inúteis, indesejáveis ou descartáveis. O Lixo é reciclável.

Rejeito: é o que não tem mais como ser aproveitado na cadeia de reuso, da compostagem ou da reciclagem. (exemplo: papel higiênico, fraldas usadas). O rejeito não é reciclável.
O mesmo material pode ser reciclável ou não, dependendo da maneira como o produto foi processado

Material: Papel
1 tonelada de papel reciclado evita o corte de 15 a 20 árvores, economiza 50% de energia elétrica e 10 mil m³ de água

São recicláveis

jornais e revistas, folhas de caderno, formulários de computador, caixas em geral
aparas de papel, fotocópias, envelopes, rascunhos, cartazes velhos, papel de Fax

Não são recicláveis

etiquetas adesivas, papel carbono e celofane, fita crepe, papéis sanitários, papéis metalizados
papéis parafinados, papéis plastificados, guardanapos, bitucas de cigarro, fotografias
.

Material: Alumínio

1 tonelada de alumínio reciclado evita a extração de 5 toneladas de minério.
100 toneladas de aço reciclado poupam 27 kwh de energia elétrica e 5 árvores usadas como carvão de processamento de minério de ferro.

são recicláveis

folha-de-flandres , tampinha de garrafa, latas de óleo, leite em pó e conservas, latas de refrigerante e cerveja, aluminio, embalagens metálicas de congelados.

não são recicláveis

clips, grampos, esponjas de aço, tachinhas, pregos, canos

Material: Plástico

100 toneladas de plástico reciclado evitam a extração de 1 tonelada de petróleo

São recicláveis

canos e tubos, sacos, CDs, disquetes, embalagens de margarina, embalagem de produtos de limpeza, embalagens PET de refrigerante, suco e óleo de cozinha, plásticos em geral.

não são recicláveis

cabos de panela, tomadas.

Material: Vidro

1 tonelada de vidro reciclado evita a extração de uma tonelada de areia

são recicláveis

recipientes em geral, garrafas, copos.

não são recicláveis

espelhos, vidros planos e cristais, cerâmicas e porcelanas, tubos de TV e computadores.

Lembrando que o que determina se os materiais inorgânicos serão recicláveis é a existência de tecnologias para reprocessá-los e transformá-los novamente em matéria-prima. Outro aspecto para a reciclagem é a comercialização dos materiais. Ela depende da organização de uma rede de compradores e processadores deste material.

Isto significa que – o que não é reciclável hoje pode passar a sê-lo no futuro, bastando que essas condições passem a existir para aquele material.

Cores características dos containers apropriadas para a coleta seletiva de lixo:

papel e papelão: azul ; metais: amarelo; plásticos: vermelho; vidros: verde.

Até hoje, não se sabe onde e com que critério foi criado o padrão de cores dos containers utilizados para a coleta seletiva voluntária em todo o mundo. No entanto, alguns países já reconhecem esse padrão como um parâmetro oficial a ser seguido por qualquer modelo de gestão de programas de coleta seletiva.


fonte: Secretarias de Meio Ambiente e de Educação do Estado de são Paulo 2002 http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/meio-ambiente/

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Política Nacional de Resíduos Sólidos

As garrafas PET (Politereftalato de etileno, ou PET), são feitas de polímero termoplástico O material não pode ser transformado em adubo, porque não há na natureza, nenhuma bactéria que seja capaz de degradar rapidamente o plástico e seus derivados.


Foi sancionada nesta segunda feira, dia 02 de agosto, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a lei que cria a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que impõe novas obrigações a governos, empresários e cidadãos a respeito do gerenciamento do lixo e de materiais recicláveis.

Aprovada pela Câmara em março e pelo Senado em julho, a nova legislação determina que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes invistam para colocar no mercado artigos recicláveis, inclusive embalagens, que gerem a menor quantidade possível de resíduos. Com a sanção da lei, o Brasil passa a ter um marco regulatório na área de resíduos sólidos.
A lei faz a distinção entre resíduo (lixo que pode ser reaproveitado ou reciclado) e rejeito (o que não é passível de reaproveitamento).

A lei se refere a todo tipo de resíduo: doméstico, industrial, construção civil, eletroeletrônico, lâmpadas de vapores mercuriais, agrosilvopastoril, da área de saúde, perigosos etc. A Política Nacional de Resíduos Sólidos reúne princípios, objetivos, instrumentos e diretrizes para a gestão dos resíduos sólidos. 

O projeto de lei, que tramitou por mais de 20 anos no Congresso Nacional até que fosse aprovada, responsabiliza as empresas pelo recolhimento de produtos descartáveis (logística reversa), estabelece a integração de municípios na gestão dos resíduos e responsabiliza toda a sociedade pela geração de lixo.


Como tudo começou

Na natureza todos os processos acontecem em ciclos e não produzem excessos. Nada em demasia, nada para ser descartado. Tudo é reaproveitado e reabsorvido. E assim, os seres humanos amontoavam fora de casa tudo que não queriam mais (“rebolava no mato”, como se diz no Ceará).

Quando a maioria da população passou a morar em cidades, onde as residências e os comércios ficavam muito próximos uns dos outros, a coisa se complicou. Pelas ruas ficava tudo que não se queria dentro de casa. Virou uma sujeira. Com o tempo vieram as doenças, as pestes, as epidemias.

Logo os estudiosos perceberam que aquele lixo todo, jogado na rua, causando mau cheiro e produzindo um liquido escuro, poderia ser o responsável pelas doenças, pestes e epidemias. Surgiram então as primeiras leis proibindo jogar lixo nas ruas, ao mesmo tempo em que o poder público começa a coletá-lo e jogá-lo fora dos limites da cidade.

Bem oportuno foi também a substituição dos veículos de tração animal por transportes a motor, que eliminou os dejetos de animais dos lugares públicos. O desenvolvimento científico e tecnológico trouxe para o dia a dia um novo tipo de matéria-prima, novos materiais, que melhoraram a qualidade de vida, aumentaram o conforto, mas que aumentaram a quantidade de produtos descartáveis, que não são facilmente absorvidos pela natureza.

Produtos novos e atraentes são apresentados o tempo todo, em todos os lugares, e a consequência é que as pessoas sempre têm cada vez mais coisas para jogar fora . Às cascas, talos, vidros, latas e papéis, lixo comum nas residências, foram acrescentados centenas de tipos de plásticos, papéis plastificados, laminados, pilhas, baterias, materiais radioativos, metais pesados, resíduos químicos, que a terra não consegue absorver e transformar em matéria-prima para alimento do solo e das plantas.

São na verdade, materiais que contaminam o solo, a água, as plantas.
Depois da segunda guerra mundial, aumentou muito o número de pessoas vivendo em cidades. O lixo urbano possui uma composição que varia ao longo do tempo, determinado pelos costumes e modo de vida da população. A geração de lixo é, portanto, descontínua no tempo e no espaço.

A composição do lixo urbano acompanha diretamente as modificações econômicas e as transformações tecnológicas, que vêm influenciando o modo de vida dos centros urbanos em um ritmo cada vez mais acelerado, gerando consequentemente, mais resíduos

A Lei do lixo pretende mudar os (maus) hábitos do brasileiro

Tipos de resíduos

O lixo que produzimos em nossas casas é composto de diversos tipos de materiais. De modo geral teremos dois tipos de resíduos: de natureza orgânica e natureza inorgânica.

Os resíduos orgânicos, também chamados de lixo úmido são restos de frutas, de vegetais, alimentos, papéis.

Os resíduos inorgânicos, o lixo seco, são potes, garrafas, latas, embalagens, sacolas plásticas, frascos de produtos.

O que determina se os materiais inorgânicos serão recicláveis é a existência de tecnologias para reprocessá-los e transformá-los novamente, em matéria-prima. Outro fator para reciclagem é a comercialização dos materiais. Ela depende de uma rede de compradores e processadores deste material.

Na maior parte dos grandes centros urbanos brasileiros existe reciclagem de papel e aparas, papelão, garrafas pet, vidro, alguns metais – como latas de alumínio e aço – diversos tipos de plásticos, embalagens longa-vida, entulho da construção civil e isopor.

Classificação dos resíduos

Quanto aos riscos potenciais de contaminação do meio ambiente – NBR 10.004/2004 – ABNT


São os resíduos inflamáveis, corrosivos, reativos, tóxicos ou patogênicos – apresentam risco à saúde pública através do aumento da mortalidade ou provocam efeitos adversos ao meio ambiente quando manuseados ou dispostos de forma inadequada.


Classe I – Resíduos não perigosos

Classe II – A – não inertes
São combustíveis, biodegradáveis ou solúveis em água, podem acarretar riscos à saúde ou ao meio ambiente.

Classe II – B – inertes
Não oferecem riscos à saúde e ao meio ambiente.

Quanto à natureza e a origem
(de acordo com a Lei que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos)

Resíduos Sólidos Urbanos
É o lixo gerado por residências, domicílios, estabelecimentos comerciais, prestadores de serviços e os oriundos dos serviços de limpeza urbana.

Resíduos Sólidos Industriais
Lixo gerado pelas indústrias e nos serviços públicos de saneamento básico.

Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde
Conhecido por lixo hospitalar: são provenientes dos serviços de saúde 
os resíduos gerados pelos hospitais e demais serviços de saúde são classificados como resíduos perigosos

Resíduos Sólidos Rurais
Lixo produzido nas atividades agropecuárias e nos insumos usados nas atividades rurais.

Logística reversa. O conceito que será adotado a partir da Política Nacional de Resíduos Sólidos é simples: o fabricante também é responsável por recolher o produto após sua utilização

Resíduos Sólidos especiais ou diferenciados
São aqueles que por seu volume, grau de periculosidade ou outras especificidades requeiram procedimentos especiais ou diferenciados para o se manejo.


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Sacolas plásticas: um impasse global


Ainda que timidamente os supermercados de Fortaleza iniciaram uma campanha pela diminuição do uso das sacolas plásticas para transportar os produtos. A idéia é que sejam utilizadas sacolas de tecidos reutilizáveis ou caixas de papelão.

Quando surgiram no final da década de 1950, as sacolas plásticas eram motivo de orgulho das redes de supermercado. Com a discussão sobre as causas dos problemas ambientais, passaram de símbolo de praticidade, a vilãs do meio ambiente. E os motivos são óbvios: o plástico polui e muito; demora pelo menos 300 anos para se decompor no meio ambiente. No mundo todo são produzidos 500 bilhões de unidades por ano, o que equivale a 1,4 bilhões por dia ou 1 milhão por minuto. No Brasil 1 bilhão de sacolas são distribuídas nos supermercados mensalmente, o que corresponde a 66 sacolas por brasileiro ao mês.

Os fabricantes contra-argumentam: as sacolas plásticas são reutilizáveis, higiênicas e tem múltipla utilidade. São particularmente importantes para os consumidores que fazem compras e se locomovem a pé ou de ônibus.

Realmente as sacolas são reutilizáveis principalmente para descarte do lixo doméstico. Os sacos azuis e pretos, feitos especialmente para colocação do lixo, são ainda mais nocivos ao meio ambiente do que as sacolas de supermercados, pois são mais resistentes e tem decomposição mais lenta.

Em vários estados já existem propostas para redução e posteriormente a total eliminação das sacolas plásticas. A principal alternativa são as sacolas de plástico oxibiodegradáveis, que contêm um aditivo químico que acelera a decomposição em contato com a terra, a luz ou a água. O prazo de degradação é até cem vezes menor, ou seja, uma sacola leva apenas três anos para se decompor. Mas já foi lançado o alerta: o fato de as sacolas se decomporem a luz do sol não significa que esse material vá sumir do meio ambiente.

Pelo menos em Fortaleza o uso das sacolas deve continuar por tempo indeterminado. A cidade não faz coleta seletiva, e a empresa que faz a coleta de lixo, só recolhe os resíduos se estiverem embalados nos famosos sacos plásticos, inclusive caixas de papelão: se interessar aos catadores de lixo, eles levam do jeito que estiverem; mas se não interessar aos recicladores, precisam estar dentro de sacos, ou a ECOFOR não recolhe.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Rua Antonio Correia Lima


Rua Antonio Correia Lima, bairro Montese

O caminhão da coleta passa três vezes por semana: 3ªs, 5ªs e sábados, por volta de 20:30h.
Não falha nunca, pode ser feriado, pode ser dia santo, pode chover chuva ou canivete.
Então só a incivilidade e a falta de vocação para viver em comunidade, explica esse costume pré-histórico de se jogar lixo na rua.

O lixo é colocado a qualquer hora, e em qualquer lugar pelos próprios moradores;
como não é embalado, sobe e desce a rua, ao sabor da ventania que agita Fortaleza nesta época do ano.

Os restos lançados no meio ambiente, acabam retornando para dentro das casas, na forma de baratas, ratos, escorpiões, muriçocas e mosquitos da dengue, troféus que, por direito, deveriam ir tão somente, para as casas dos sem-educação, que pensam que a rua é lixeira.

E, para compor o cenário de sujeira e mau-gosto, ainda vemos a ação de uma das maiores pragas da modernidade: os pichadores

quarta-feira, 1 de julho de 2009

A Coleta de Lixo reciclável



É inaceitável que uma cidade do porte de Fortaleza não conte ainda com a coleta seletiva do lixo. Esta coleta recolhe resíduos diferenciados que podem ser reciclados e reaproveitados e é feita exclusivamente por catadores, que nos dias de coleta invadem as ruas com seus carrinhos improvisados, e espalham nas vias os materiais que não lhes interessam.
Mas a coleta seletiva e a reciclagem de lixo já são realizadas pelo poder municipal em muitas cidades brasileiras tendo em vista sua importância para o meio ambiente.
A ameaça de exaustão de recursos naturais não renováveis aumenta a necessidade de reaproveitamento dos materiais recicláveis.
Principais vantagens da coleta seletiva
ü Diminui a exploração de recursos naturais
ü Reduz o consumo de energia
ü Diminui a poluição do solo, da água e do ar
ü Prolonga a vida útil dos aterros sanitários
ü Possibilita o reaproveitamento de materiais que iriam para o lixo
ü Diminui o custo de produção, com o aproveitamento de recicláveis pela indústria
ü Reduz o desperdício
ü Diminui os gastos com a limpeza urbana
ü Cria oportunidades para organizações comunitárias
ü Gera emprego e renda pela comercialização dos recicláveis
A embalagem do produto permite ao consumidor identificar de maneira rápida e fácil que a embalagem é reciclável e que deve ser descartada seletivamente visando facilitar seu encaminhamento para o fabricante ou para a indústria recicladora. Ainda, a identificação da embalagem com o símbolo respectivo do seu material contribui para a sua correta separação. Adote esta simbologia e contribua para o crescimento da reciclagem no Brasil!


Limpeza Urbana

O serviço de limpeza urbana no Brasil foi iniciado oficialmente em 25 de novembro de 1880, na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, então capital do império. Nesse dia foi assinado pelo imperador D. Pedro II o Decreto n° 3024, que aprovava o contrato de limpeza e irrigação da cidade, e que foi executado pelo francês Aleixo Gary.
Depois de visitar a Europa, cujo asseio envergonhava a sede do Império, Dom Pedro II resolveu trazer o especialista ao Rio com a tarefa de cuidar da limpeza urbana. À época as casas não tinham banheiro, as ruas eram sujas e a cidade cheirava mal.
Do sobrenome Gary origina-se a palavra “gari” como são até hoje denominados os trabalhadores da limpeza urbana.

Fonte: Processamento de Resíduos Sólidos – RECESA 2008
Museu no Caju conta 100 anos de história do lixo
http://lerhistoria.wordpress.com/category/brasil-imperio