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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Tempo de Degradação dos Materiais Descartados na Natureza


Os resíduos sólidos de origem urbana são descartados indiscriminadamente pela maioria da população como inúteis ou inservíveis, apesar de muitos materiais serem potencialmente recicláveis e reaproveitáveis.

As características dos resíduos sólidos descartados, não são iguais para todas as regiões do Brasil: aspectos relacionados à renda, clima, cultura, hábitos de consumo, atividade econômica do município, perfil socioeconômico da população, influenciam diretamente no tipo de lixo gerado pela comunidade. Assim, os materiais descartados como lixo variam quantitativamente e qualitativamente ao longo do ano.
Dependendo da composição bioquímica dos resíduos descartados, há um intervalo de tempo para que ocorra sua degradação no meio ambiente, a exemplo da tabela a seguir:

Papel – 3 a 6 meses
Pano – 6 meses a 1 ano
Filtro de cigarro – até 5 anos
Madeira pintada – mais de 13 anos
Nylon – mais de 30 anos
Plástico – mais de 100 anos
Metal – mais de 100 anos
Lata de alumínio – 100 a 500 anos
Pilhas – 100 a 500 anos
Fralda descartável – 450 anos
Borracha – indeterminado
Vidro – indeterminado

O tempo necessário para degradação é calculado levando-se em conta o material utilizado na composição do produto. Temos como exemplo o papel, com tempo estimado para degradação entre 3 e 6 meses. A lignina, substância que dá rigidez às células vegetais, é um dos componentes mais importantes do papel. Ela não se decompõe facilmente, porque suas moléculas são maiores do que as bactérias que as destroem.

Num lugar úmido, o papel leva três meses para sumir e ainda mais do que isso em local seco. Além disso, um papel absorvente dura vários meses. Jornais podem permanecer intactos por  décadas. Um cigarro pode demorar de um a dois anos para se decompor, tempo em que as bactérias e fungos digerem o acetato de celulose existente no filtro. Jogar um cigarro sem filtro no campo é menos nocivo, uma vez que o tabaco e a celulose levam quatro meses para sumir. 

Contudo, se jogado no asfalto, o tempo de vida da bituca é maior. A fralda descartável contém um componente chamado poliacrilato de sódio, cuja utilização revolucionou o mercado na década de 1980, pois além de permitir uma redução na espessura da fralda, aumentou sua capacidade de absorção. Mas esses materiais superabsorventes são duráveis e resistentes ao ataque de microrganismos, o que tem levado pesquisadores a buscar novos materiais que tenham menor durabilidade do que o poliacrilato de sódio no meio ambiente, principalmente se for levado em conta o agravante do produto não ser reciclável, o chamado rejeito.

Os produtos cujo tempo de degradação são assinalados como indeterminado, tem seus motivos: o vidro não se degrada jamais. Sua resistência é tamanha, que já foram encontrados utensílios de vidro do ano 2000 AC. Por ser composto de areia, sódio, cal e vários aditivos, não existe microrganismo capaz de degradá-lo. Estima-se que um recipiente de vidro demore cerca de 4000 anos para se desintegrar, pela ação de agentes químicos e pela erosão.




domingo, 12 de setembro de 2010

Política Nacional de Resíduos Sólidos: Resíduos Recicláveis e Não Recicláveis

O velho ensinamento “Jogue o lixo no lixo” não é mais uma verdade absoluta. A sociedade evoluiu com o uso de novas tecnologias, descobriu o caminho do consumo, a vida útil dos produtos foi encurtada. O descarte aumentou assustadora e desordenadamente, os espaços tornaram-se limitados, e a legislação relacionada ao meio ambiente foi se tornando mais restritiva.

O próprio conceito de lixo foi desdobrado em dois tipos: o que pode ser reaproveitado é lixo,
e o que não pode é rejeito.

Lixo: restos de atividades humanas, considerados pelos geradores como inúteis, indesejáveis ou descartáveis. O Lixo é reciclável.

Rejeito: é o que não tem mais como ser aproveitado na cadeia de reuso, da compostagem ou da reciclagem. (exemplo: papel higiênico, fraldas usadas). O rejeito não é reciclável.
O mesmo material pode ser reciclável ou não, dependendo da maneira como o produto foi processado

Material: Papel
1 tonelada de papel reciclado evita o corte de 15 a 20 árvores, economiza 50% de energia elétrica e 10 mil m³ de água

São recicláveis

jornais e revistas, folhas de caderno, formulários de computador, caixas em geral
aparas de papel, fotocópias, envelopes, rascunhos, cartazes velhos, papel de Fax

Não são recicláveis

etiquetas adesivas, papel carbono e celofane, fita crepe, papéis sanitários, papéis metalizados
papéis parafinados, papéis plastificados, guardanapos, bitucas de cigarro, fotografias
.

Material: Alumínio

1 tonelada de alumínio reciclado evita a extração de 5 toneladas de minério.
100 toneladas de aço reciclado poupam 27 kwh de energia elétrica e 5 árvores usadas como carvão de processamento de minério de ferro.

são recicláveis

folha-de-flandres , tampinha de garrafa, latas de óleo, leite em pó e conservas, latas de refrigerante e cerveja, aluminio, embalagens metálicas de congelados.

não são recicláveis

clips, grampos, esponjas de aço, tachinhas, pregos, canos

Material: Plástico

100 toneladas de plástico reciclado evitam a extração de 1 tonelada de petróleo

São recicláveis

canos e tubos, sacos, CDs, disquetes, embalagens de margarina, embalagem de produtos de limpeza, embalagens PET de refrigerante, suco e óleo de cozinha, plásticos em geral.

não são recicláveis

cabos de panela, tomadas.

Material: Vidro

1 tonelada de vidro reciclado evita a extração de uma tonelada de areia

são recicláveis

recipientes em geral, garrafas, copos.

não são recicláveis

espelhos, vidros planos e cristais, cerâmicas e porcelanas, tubos de TV e computadores.

Lembrando que o que determina se os materiais inorgânicos serão recicláveis é a existência de tecnologias para reprocessá-los e transformá-los novamente em matéria-prima. Outro aspecto para a reciclagem é a comercialização dos materiais. Ela depende da organização de uma rede de compradores e processadores deste material.

Isto significa que – o que não é reciclável hoje pode passar a sê-lo no futuro, bastando que essas condições passem a existir para aquele material.

Cores características dos containers apropriadas para a coleta seletiva de lixo:

papel e papelão: azul ; metais: amarelo; plásticos: vermelho; vidros: verde.

Até hoje, não se sabe onde e com que critério foi criado o padrão de cores dos containers utilizados para a coleta seletiva voluntária em todo o mundo. No entanto, alguns países já reconhecem esse padrão como um parâmetro oficial a ser seguido por qualquer modelo de gestão de programas de coleta seletiva.


fonte: Secretarias de Meio Ambiente e de Educação do Estado de são Paulo 2002 http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/meio-ambiente/