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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A Inauguração das Obras Inacabadas

No apagar das luzes da gestão Luizianne Lins, foram inauguradas várias obras, que se arrastavam há meses, sem que fossem concluídas. Em uma de suas últimas entrevistas no cargo, a prefeita disse que gostava de realizar obras. Pelo visto esse “gostar” não era extensivo à conclusão dessas mesmas obras, já que muitas ficaram inconclusas.  Visitei uma dessas obras inauguradas recentemente, e eis o resultado:



O Pavilhão Atlântico era um quiosque em estilo art-nouveau, com lambrequins, no formato retangular, com cantos arredondados,  que ficava em uma praça, na entrada da Ponte Metálica,  uma espécie de sala de espera para quem esperava a chegada ou a partida de navios. Tinha uma calçada onde ficavam mesas e cadeiras e alguns combustores de iluminação a gás. O equipamento recebeu o nome de Pavilhão Atlântico por causa de um restaurante que funcionou no local.


Com o passar do tempo, o quiosque foi sendo modificado e adaptado a diversos usos. Lá funcionou  uma lavanderia pública, um posto de saúde e uma escola infantil. 


Em 2011 a prefeitura de Fortaleza resolveu recuperar o Pavilhão Atlântico, alocando recursos da ordem de R$ 303 mil, com as obras de restauração iniciadas em maio de 2011 e término previsto para 180 dias depois, ou novembro de 2011. A inauguração ocorreu em dezembro de 2012, com mais de um ano de atraso. 





Dureza mesmo, é ter que acreditar que foram gastos R$ 303 mil nessa construção, e ainda assim, não foram suficientes para a iluminação externa e os acabamentos do entorno. 


fotos antigas do Arquivo Nirez
fotos novas de Rodrigo Paiva

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Praça Joaquim Távora

Várias praças de Fortaleza não podem ser identificadas como praças, na acepção do termo: apesar da diversidade de definições, que variam de autor para autor, em termos gerais, Praça é o espaço público e urbano, destinado ao encontro, a socialização, ao lazer e é, por excelência, um lugar de ricas trocas culturais.  
Fortaleza vem necessitando muito desses espaços, em razão da ocupação acelerada e desordenada do solo urbano, da verticalização, com unidades residenciais de tamanho cada vez mais reduzido, e as restrições impostas pelos condominios para uso das áreas comuns, especialmente no que diz respeito a crianças e animais. Assim, as praças cumprem esse papel de espaço de lazer, de liberdade, nas quais as únicas regras a serem observadas são as de boa educação, boa convivência, civilidade e respeito aos demais.   


A Praça do Joaquim Távora (será mesmo esse o nome da praça, o mesmo nome do bairro? pesquisei mas nada encontrei a respeito do nome oficial desse logradouro) fica na Avenida Pontes Vieira, entre as ruas Fiscal Vieira, Professor Mário Rocha e Capitão Gustavo, próxima ao Parque Rio Branco.


Em péssimas condições de uso, sem conservação, sem urbanização, sem uma limpeza regular, esse logradouro está relegado ao abandono, tanto pelo Poder Público, quanto pelos moradores, que preferem outros espaços de lazer, como os shopping centeres, por exemplo. 


A praça não tem os equipamentos próprios a esse tipo de logradouro. Bancos quebrados, pisos devastados, e um vazio de pessoas que denuncia que o espaço público está inadequado para sua função social. 




O Mercado do Joaquim Távora comercializa dentre outros produtos, frutas, verduras, lanches e refeições, mesmo tendo todo esse lixo no seu entorno.


O piso de pedra portuguesa que compreende toda a praça está danificado em toda a sua extensão. Em vários trechos, as pedras estão soltas, e se amontoam gerando risco para os transeuntes. O lixo exposto em alguns locais completa a triste realidade.



como em todos os espaços públicos que se encontram em total degradação, esse também tem uma placa da prefeitura: 

reforma e recuperação do Mercado Joaquim Távora
início: 15/05/2011
prazo: 06 meses
valor:  R$ 104.703,99

Contrariando o compromisso assumido pela prefeitura, a reforma do mercado, não está concluída, apesar do prazo vencido. E quanto a recuperação da Praça do Joaquim Távora?


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

As Obras Inacabadas – Parte II


Praça da Lagoinha


A Praça Capistrano de Abreu, localizada no Centro de Fortaleza é uma das mais antigas da cidade, sua demarcação é anterior a 1859. Batizada em 1891, com o nome de Comendador Teodorico, passou a ser chamada de Capistrano de Abreu em 1965. É mais conhecida, no entanto, como Praça da Lagoinha porque um dos afluentes do riacho Pajeú passava pelo local e formava uma pequena lagoa, que foi posteriormente aterrada.
Há cerca de trinta anos, começou a ocupação irregular da Praça Capistrano de Abreu, com a invasão inicialmente de camelôs. Como o poder público não tomou nenhuma providência, a invasão foi crescendo, se consolidando, até ficar fora de controle. Por conta da grande quantidade de produtos comercializados sem comprovação de procedência, o local também ficou conhecido como feira dos malandros.
Em abril 2011, a praça foi cercada por tapumes, depois que, em cumprimento a uma liminar do Ministério Público que determinava a desocupação da praça, a prefeitura de Fortaleza retirou os feirantes que já eram cerca de 900.



Desde então a Praça da Lagoinha continua cercada por tapumes, sem que se saiba ao certo o que está feito, ou o que está por fazer, muito menos, quando ficará pronta.
Data de início da obra: não informada 
(mas a praça foi cercada por tapumes em abril/2011)
Valor: R$ 432.976,59.
Prazo: 90 dias 


Implantação do Corredor Comercial da Praça José de Alencar


Obra complementar  a anterior, a ser realizada no trecho da Praça José de Alencar, referente ao projeto “Rua das Praças”, dentro do compromisso de revitalização do Centro de Fortaleza.
Data de início não informada
Prazo 90 dias (a partir de quando?)
Valor: R$ 437.831,70
  

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Obras Inacabadas: Reforma do Polo de Lazer da Avenida Sargento Hermínio




O Polo de lazer originalmente foi instituído como um bosque, na gestão do prefeito Evandro Aires de Moura, em 1975. O bosque é a única área de preservação situada na Regional I, além de ser a maior área verde na bacia hidrográfica do riacho Alagadiço.É localizado oficialmente no bairro do São Gerardo, antigo Alagadiço, dentro de uma área correspondente a 39.259,53 m² (4 hectares), caracterizando-se como Zona de Preservação Paisagística.  As obras duraram 5 anos e o local só foi inaugurado em 1981. 


espaços arborizados, ideais para caminhadas e prática de esportes ou apenas um lugar para estar, e apreciar a natureza, são cada vez mais raros em Fortaleza. O bairro Monte Castelo e arredores dispõem de um lugar assim, mas não podem usufrir do privilégio por causa do abandono e da insegurança do polo de lazer. 



 Aparentemente, pessoas residem dentro da área do parque, é o que sugere a presença de barracos improvisados e de utensilios domésticos.


estas estranhas formas são na verdade o que seriam pistas e rampas de skates e outros esportes, se tivessem sido concluídas.
  


animais abandonados e muito lixo, estão em todos os lugares do polo de lazer
 
Em 2008 foi iniciada uma reforma do local, que logo foi suspensa. Os trabalhos foram retomados em fevereiro de 2012, com previsão de término em 120 dias, ou junho de 2012.  Nem precisa ser muito observador para perceber que as obras sequer começaram. A sujeira, os equipamentos quebrados, a péssima conservação, a insegurança, a presença de dezenas de animais, denunciam que o polo de lazer está abandonado.

  A placa exposta no Polo de Lazer informa: início da obra - 13/02/2012
Prazo: 120 dias
Valor da obra: R$ 258.184,74

fotos de Rodrigo Paiva
novembro/2012

domingo, 19 de julho de 2009

Avenida Luciano Carneiro e as obras do TRANSFOR



O Projeto Transfor foi idealizado ainda na gestão Juraci Magalhães e tem o custo total estimado em R$ 142 milhões, sendo 40% desse total bancado pela Prefeitura de Fortaleza, e tem prazo de 5 anos para sua conclusão. O objetivo do TRANSFOR é desafogar e reorganizar o trânsito da cidade através da construção de corredores de ônibus, túneis, viadutos e alargamentos de ruas, dentre outros. As obras em vários pontos da cidade foram iniciadas em maio de 2008.


Avenida Luciano Carneiro, 6a. feira, dia 17, às 16:30 hs

A Avenida Luciano Carneiro, trecho entre a Avenida Eduardo Girão e Avenida Treze de Maio, está interditada já há algum tempo. A via em questão é uma importante opção para quem quer fugir do trânsito pesado da Avenida dos Expedicionários.

A obra está lá, mas os trabalhadores, as máquinas e os equipamentos sumiram


Todos concordam que a obra é necessária e urgente, por isso não dá para entender porque ninguém está trabalhando lá. A obra foi iniciada, foi feita uma escavação de cerca de um metro de profundidade, e ...mais uma obra parada na cidade de Fortaleza.