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sexta-feira, 15 de abril de 2016

O Palácio da Luz e o Imposto da Cachaça


foto: anuário de Fortaleza 2012/2013

O Palácio da Luz foi construído no final do Século XVIII, com auxilio de mão-de-obra indígena, para servir de residência ao capitão-mor Antonio de Castro Viana. No tempo da Fortaleza antiga, o atual palácio era um casarão situado fora dos limites do perímetro da ainda Vila da Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, que era compreendido, praticamente entre o velho Quartel da Força de Linha (atual 10ª RM) e as ruelas que, vindas da beira do mar, avançavam poucas quadras para o sul, entre o Campo da Pólvora (atual Passeio Público) e o Largo do Conselho (Praça da Sé). 

Praça General Tibúrcio -1900
O capitão-mor faleceu em 1801, em situação de débito para com os cofres públicos, razão pela qual a Junta da Fazenda penhorou o imóvel, vendendo-o à Câmara Municipal por Oitocentos Mil Réis.

Para pagar o prédio, a câmara cujos rendimentos eram diminutos, não chegando para quitar um edifício, criou um imposto que se chamava Subsídio das Aguardentes, o qual consistia em cobrar 4$000 (quatro mil réis) por cada pipa de cachaça importada que desembarcasse em qualquer porto do termo da vila, até finalizar aquele pagamento, não se aplicando de forma alguma esse rendimento, a qualquer outra despesa. O primeiro pagamento à Real Fazenda foi feito em 27 de novembro de 1802, e o último em 03 de novembro de 1807.


Em 1803 o terreno foi cercado  com uma paliçada de altas estacas juntas de pau-ferro, detalhe que  denota a pobreza dos cofres públicos.  Mais tarde, o governador Luis Barba Alardo de Menezes, sendo comunicado que algumas repartições estaduais vinham sendo furtadas e sofrendo arrombamentos, transferiu as  mesmas para o seu local de residência - Rua Sena Madureira, 42 - e escreveu à câmara pedindo para ocupar o prédio que lhe pertencia, onde poderia exercer separadamente suas funções. 

Em sessão realizada no dia 14 de janeiro de 1809, os vereadores acharam justa a argumentação do governador e concordaram com o empréstimo.  Em 1811 o governador Barba Alardo empreendeu pequenas obras de adaptação interna. 

Em 12 de março, 26 de abril e 30 de junho de 1810 a câmara enviou ofícios ao governador pedindo-lhe a devolução do prédio; como não obtivessem uma solução a respeito, os vereadores fizeram uma representação ao príncipe regente, se queixando que o governador se apossara da casa que lhes pertencia. 

A Câmara comprou, pagou, mas não levou: continuou a funcionar em prédio alheio até que em 1819 recebeu um ofício do então governador Manuel Inácio de Sampaio, com a Provisão Régia acerca da permuta feita pelo antecessor Luis Barba Alardo - o prédio da câmara pelas casas que eram de residência dos governadores - cuja permutação fora aprovada em provisão de junho de 1814.


situação em que ficou a sala de frente do Palácio da Luz depois da revolta de 1892, que culminou com a deposição do governador Clarindo de Queiroz  (foto cedida por Isabel Pires)

Depois da posse definitiva pelo governo do Estado, o prédio e seu entorno passaram por várias transformações até atingir a dimensão e a aparência que ostentou até início dos anos 60.  Em 1839, já império o Brasil, e Fortaleza já guindada à condição de cidade, o prédio ganhou ampliação que o levou até a Rua de Baixo, o que lhe deu o aspecto assobradado que tem até hoje.  É desse tempo o antigo salão de recepções, de janelas avarandadas que davam para o antigo Largo do Palácio (atual Praça General Tibúrcio).

Em 1856, na administração do presidente Francisco Paes Barreto,  fizeram-se grandes melhorias nas salas de frente, reconstruiram o terraço e fizeram o jardim e os aterros do quintal.

A última reforma por que passou foi em consequência da revolução de 16 de fevereiro de 1892, quando o lugar foi atacado pelas forças legalistas (alunos da Escola Militar, marinheiros e força federal) comandadas pelo major Bezerra de Albuquerque que exigiam a renúncia do governador Clarindo de Queiroz. O palácio foi atacado com tiros de canhões e de metralhadoras. 


 
aspectos do interior do palácio que passa por reformas

Na administração do governador Parsifal Barroso perdeu parte da área que ocupava o seu jardim interno para prolongamento da rua Guilherme Rocha, que tinha início na Rua do Rosário. A parte perdida foi demolida e vendida a terceiros. Esse prolongamento visava a continuação dessa rua ligando-a a Avenida Santos Dumont, projeto que nunca se concretizou. 

O lugar passou a ser chamado de Palácio da Luz a partir de 1º de março de 1975, quando nele se instalou a Casa de Cultura Raimundo Cela. Atualmente abriga a Academia Cearense de Letras. 

o palácio no início dos anos 60, antes da reforma que retirou parte de sua fachada. foto da Aba Film

O Palácio da Luz ainda funcionou como sede do Governo e residência do governador até 1963, quando a sede do poder foi transferida para a Avenida Barão de Studart. Fica na Rua do Rosário n° 1, centro de Fortaleza. Tombamento estadual de 1983.



fontes:
Crônicas da Fortaleza e do Siará Grande, de Otacílio Colares
Descrição da Cidade de Fortaleza, de Antônio Bezerra de Menezes. Introdução e notas de Raimundo Girão.
fotos do arquivo Nirez

 

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Pelas Ruas e Avenidas de Fortaleza - parte IV



Rua Justiniano de Serpa em data não especificada. (arquivo Nirez)
Foto atual da rua, vista em sentido contrário a da foto antiga

Neste local, no cruzamento da Rua Justiniano de Serpa com a Rua Bela Cruz existia a Capela de São Sebastião, chamada pelos moradores de Igrejinha. A Igrejinha foi demolida por volta da década de 1970. No local foi construída essa pracinha, chamada de Praça Frei Teodoro, homenagem a um frade franciscano da Igreja das Dores.

O muro que se estende por uma quadra, entre as ruas Justiniano de Serpa,  Dom Jerônimo,  Antônio Pompeu e Avenida Domingos Olímpio, pertence ao convento dos Frades Franciscanos da Igreja de N.S. das Dores

Antigamente o matadouro de Fortaleza ficava na atual Avenida José Bastos, esquina com a Bezerra de Menezes, nas imediações de onde hoje se encontra a Delegacia do 3° Distrito Policial e fundos da Secretaria Executiva Regional (SER-I). por ali vinha o gado a ser abatido, por um caminho conhecido como Estrada do Gado, que não é outra senão a atual Rua Justiniano de Serpa, que nasce na Avenida Duque de Caxias e termina na Avenida 13 de Maio, que também foi estrada de gado.

Quem era


Nascido em Aquiraz, em 6 de janeiro de 1952, começou bem cedo a ajudar o pai no trabalho diário, tangendo animais de carga para abastecimento dos mercados de Fortaleza e Cascavel. Apesar da origem humilde, Justiniano de Serpa conseguiu formar-se em Direito, destacar-se como orador nos movimentos abolicionistas e republicano, ser eleito deputado Federal e nomeado Governador do estado para o período de 1920 a 1924. Durante seu governo - mais democrático do que os anteriores - dedicou especial atenção ao problema educacional e incentivou as manifestações artísticos-literárias, sendo responsável pelo reflorescimento da Academia Cearense de Letras, sendo Patrono da cadeira n° 8. 


 prédio da antiga Escola Normal Justiniano de Serpa

Em 12 de Junho de 1923, devido a problemas com a saúde, transferiu o governo a Ildefonso Albano, primeiro vice-presidente do Estado. No Rio de janeiro, depois de muito padecer, Justiniano de Serpa veio a falecer no dia 1° de agosto de 1923. Em sua homenagem foi erguido um busto em bronze na Praça Figueira de Melo. E a Escola Normal recebeu o nome do homem de origem modesta que atingiu o mais alto posto do Estado, vencendo os obstáculos impostos pela miséria e pela tradição política das famílias cearenses.


fonte:
A História do Ceará passa por esta rua
de Rogaciano Leite Filho



quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Os Frequentadores do Café Avenida: Leota e Bulcão

O térreo do sobrado abrigou de 1916 a 1930, o Café Avenida, de Jaime Magalhães e a Loja Rosa dos Alpes. Mais tarde, o Café Globo (arquivo Nirez)
 
O café Avenida instalou-se na parte térrea e ocidental do Palacete Iracema, em certo tempo conhecido por Palacete da Economística, por haver ali funcionado uma sociedade de pecúlios, vulgarmente chamadas de solidaristicas. Funcionou até fins da primeira década, de repente desapareceu, e no mesmo local, anos depois, surgiu o café Globo, de Edilberto Góis Ferreira. Tinha entre seus frequentadores professores, médicos, desembargadores, poetas, e dentre eles, o folclorista Leonardo Mota, o Leota, uma das figuras mais destacadas da literatura cearense. 

 Leonardo Mota e Luiz Dantas Quezado

 Cego Aderaldo em companhia de outros artistas populares, divulgados por Leonardo Mota
Pesquisador da cultura popular, metia-se pelos sertões coletando a produção poética dos cantadores de viola, e demais manifestações da inteligência espontânea do homem do interior, para usando com critério esse material, proferir conferencias e publicar livros. Deste modo obteve um rico e valioso acervo, enquanto tirava do anonimato poetas como Cego Aderaldo,  Jacó Passarinho, Luis Dantas Quesado Azulão, Cego Sinfrônio, Serrador e Anselmo Vieira.  Seu livro “Cantadores” obteve repercussão nacional e juntamente com “Violeiros do Norte”, “Sertão Alegre” e “No Tempo de Lampião”, colocou-o entre os maiores nomes do folclore brasileiro.

Leonardo Mota, com dois mestres de rabeca

Leota foi também, um dos mais ilustres boêmios da Praça do Ferreira, bebia muito e não perdia a linha, o raciocínio perspicaz, o repente oportuno, a ironia brilhante. Era o grande palestrador dos cafés e dos bares. Assessor Especial do presidente João Thomé, ganhou deste, no fim do governo, um cartório, o mais cobiçado presente político daquele tempo.
Em pouco tempo, o Leota “bebeu” o cartório, e continuou na mesma pobreza típica de quem vive de cultura no Ceará. Quando dois de seus filhos passaram no concurso do Banco do Brasil, ele disse:  – já que não tenho dinheiro para botar no banco, boto filhos.


Gordo e chistoso, o boêmio carregava cento e tantos quilos de simpatia pelos bares, onde, a propósito de qualquer coisa, gritava: Viva o Coronel Franco Rabelo! 
Rabelo tinha sido governador do Ceará deposto pela Sedição de Juazeiro de 1914, liderada pelo Padre Cícero e por Floro Bartolomeu, mas continuava amado na memória do povo de Fortaleza, que o apoiara.
 
Nos anos trinta foi o tempo em que Leota mais rendeu homenagens ao deus do vinho. Arranjava pretextos para beber. Quando da morte do poeta Carlos Gondim, assassinado em 1930, no enterro, prometeu ao falecido, que iria beber em todos os bares que encontrasse, pelo poeta e pela sua tristeza pela perda do amigo. 


O custo da boemia foi alto para Leota. Além dos reumatismos e das taquicardias, adquiriu uma barriga d’água, o ventre cresceu assustadoramente, ao ponto de não poder andar. Quando os tratamentos médicos não deram resultado, procurou as comadres do Calçamento da Messejana que lhe ensinaram um chá da folha da figueira.  Curado, reencontrou o caminho da Praça do Ferreira e, é claro, do bar.


Nos últimos anos de sua vida, o folclorista de Pedra Branca largou a atuação boêmia e foi tomado de intensa religiosidade, passando a pesquisar a vida dos padres cearenses e a compilar dados sobre a ação catequética da Igreja Católica no Ceará. Encheu as paredes de casa de fotos eclesiásticas e as gavetas de orações, ladainhas e benditos. O grande Leonardo Mota morreria aos 57 anos, em 1948.


Outra presença marcante nos Cafés Riche e Avenida foi José Pedro Soares Bulcão. Homem alto, de porte elegante, usava um chapéu de abas largas e um bigode farto que lhe escondia o lábio leporino. Jornalista, poeta e genealogista, foi deputado estadual, membro da Academia Cearense de Letras e do Instituto do Ceará. Publicou Parêmias, um livro de trovas em que se utilizava de provérbios famosos para compor suas redondilhas.

Sério e franco, tinha fama de valente. As pessoas iam com jeito quando falavam com ele, porque sua franqueza era conhecida. Mas também tinha momentos de humor. Uma vez estava na porta do Café Riche, conversando com José Albano, Mozart Pinto e Quintino Cunha, quando chega um rapaz que se dizia seu eleitor, lhe pedindo emprestado vinte mil réis. Bulcão pergunta ao moço: 
– porque você não pede logo de esmola? É muito mais honesto. 
– Mas Dr. Bulcão, se eu, um rapaz forte e sadio, fosse pedir esmolas, ninguém dava..! 
– Dava. Experimente. 
– Pois Dr. Bulcão, me dê uma esmola, pelo amor de Deus 
– Perdoe.

extraído do livro de Juarez Leitão
Sábado, estação de viver 

domingo, 18 de setembro de 2011

Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel

A Biblioteca Pública de Fortaleza é o equipamento cultural mais antigo do Estado, tendo sua criação autorizada no governo provincial do Barão Homem de Melo (1865-1866), que projetou a criação do equipamento com o objetivo de auxiliar a população de Fortaleza a adquirir novos conhecimentos.  Foi inaugurada no dia 25 de março de 1867, e antecede a criação da Academia Cearense de Letras, a primeira do país, que data de 1894.

O surgimento de equipamentos culturais como este, já no início da segunda metade do século XIX, quando somente Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia possuíam bibliotecas públicas, comprova a grande importância dada pelos antigos governos locais, à cultura e a literatura.


Mas como já ocorria nas demais bibliotecas públicas criadas no país, a nossa também tinha um caráter elitista, com um acervo de obras clássicas trazido da Europa e voltado principalmente para as artes, literatura e ciências.

A mudança de critérios na escolha do acervo aconteceu a partir de 1922, tendo como marco A Semana de Arte Moderna, quando os gestores da biblioteca perceberam a necessidade de formar um acervo com obras ligadas à tradição e à cultura locais.

Cartaz da Semana de Arte Moderna

A Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel é hoje responsável pela coordenação de 194 bibliotecas municipais. Ocupa uma área de 2.272 metros quadrados, integrada ao complexo Dragão do Mar,  dividida  em 5 pavimentos que abrigam um acervo de aproximadamente 115 mil volumes e cerca de 300 mil periódicos.
A BPGMP dispõe das seguintes seções:
Audiovisual – acervo composto de catálogos de filmes recreativos e documentários que podem ser escolhidos pelos usuários. Mantém um cineclube fixo, que funciona de segunda a sexta, a partir de 14h30.
Braille – atende através de técnicas e equipamentos especiais, portadores de necessidades visuais. Os livros em braile podem ser consultados e ou retirados como empréstimo domiciliar.

Infantil – reúne acervo variado incluindo desde clássicos infantis até livros didáticos e obras de referência que auxiliam pesquisas e trabalhos escolares. Realiza programações pedagógicas com atividades de leitura, jogos, fantoches, teatro e música.
Laboratório de Conservação e restauração de papéis – executa serviços de conservação, preservação e restauração do acervo da instituição. Oferece cursos de conservação de livros e documentos.
Periódicos – põe à disposição dos leitores o Diário Oficial do Estado desde 1970 até os números atuais; jornais locais, revistas, boletins informativos, anais, anuários estatísticos, etc.


Obras Raras – conta com grande quantidade de obras escritas em grego, latim e francês. Guarda preciosidades como o incunábulo “Eclogas, Bucólicas, Georgicas, Eneida”,  do ano de 1492, do poeta Virgílio.

Obras Gerais/Empréstimos – oferece obras didáticas, literatura estrangeira e nacional, abrangendo todos os ramos do conhecimento e forma o maior setor da biblioteca. Todo esse acervo pode ser consultado no local ou ser levado como empréstimo, pelo prazo máximo de 15 dias.
Para ter acesso ao serviço de empréstimo é necessário ter a carteira do estabelecimento, bastando apresentar duas fotos 3x4, comprovante de residência, cópia do RG e CPF e pagamento de taxa no valor de R$ 4.

Ceará – atua como depositário da produção bibliográfica do Ceará, além de edições publicadas sobre o Estado, seu povo, suas histórias e costumes.
Espaço Martin Luther King Jr – doado pela Embaixada dos Estados Unidos, consiste de um rico acervo totalmente informatizado sobre diversos aspectos da cultura e civilização americana.
Iconografia – guarda importante coleção de livros de arte, edições de luxo, edições limitadas e/ou comemorativas.
Centro Digital do Ceará – facilita e incentiva a inclusão digital por meio do uso de bases referenciais e textuais disponíveis na rede. Acesso grátis.
Microfilmagem – microfilmagem de jornais cearenses e documentos da Assembleia Provincial e Legislativa do Ceará
Encadernação – tem a função de encadernar todos os periódicos e conservar as encadernações e brochuras de todo o acervo da biblioteca.

Funciona na Avenida Presidente Castelo Branco, 255 - De 2ª. a 6ª de 8h às 21 h
Aos sábados e domingos de 14h às 18h
Informações (85) 3101-2544 – www.secult.ce.gov.br 
fonte de dados: Secult

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Academia Cearense de Letras



  Sala Moreira Campos
Tomaz Pompeu de Sousa Brasil - 1° presidente da ACL




 Sala Artur Eduardo Benevides




 



Fundada em 15 de agosto de 1894, a Academia Cearense, ocupou inicialmente o edifício da Fênix Caixeral, na época ocupando andar superior do sobrado da esquina das Ruas São Paulo com Floriano Peixoto. 

Inicialmente era composta de 27 sócios efetivos, tendo como objetivos:
- Examinar e emitir parecer sobre teorias, problemas e questões da atualidade;
- Acompanhar o movimento intelectual dos povos cultos, adaptando as idéias mais úteis ao nosso meio, para melhoramento e engrandecimento do espírito humano;
- Estabelecer palestras e conferências;
- Trabalhar pelo levantamento da instrução, máxime do ensino profissional. Não visava tão somente as belas artes, e sim também, aos assuntos de ordem cientifica, filosófica, artística, educacional e social, inspirado no modelo da Academia de Ciências de Lisboa. 

A tradição de contar com 40 sócios, que se universalizou, foi adotada em 1922 por ocasião de sua reorganização, data em que passou a se chamar Academia Cearense de Letras.Reunia-se quinzenalmente, às terças-feiras à noite, no Edifício do Instituto do Ceará.
E é a mais antiga das academias de letras no Brasil, fundada três anos antes da  Academia Brasileira de Letras.
Desde 1989, a  Academia funciona no Palácio da Luz, doado por Lei, pelo então Governador do Estado Tasso Jereissati. A Academia Cearense de Letras fica na Rua do Rosário, Centro de Fortaleza.

Foram fundadores da Academia Cearense:

         Adolfo F. Luna Freire
      Alcântara Bilhar
       Álvaro de Alencar
         Álvaro Mendes
         Antônio Bezerra de Meneses
         Antonino Fontenele
         Antônio Teodorico Fiho
         Benedito Sidou
         Drumond da Costa
         Eduardo Salgado
         Eduardo Studart
         Farias Brito
         Francisco Alves Lima
         Franco Rabelo
         Guilherme Studart
         Henrique Théberge
         J. Fontenele
         José Carlos Júnior
         José de Barcelos
         Justiniano de Serpa
         Padre Valdevino Nogueira
         Pedro de Queirós
         Raimundo Arruda
         Waldemiro Cavalcante


Pesquisa:
BEZERRA DE MENEZES, Antonio. Descrição da Cidade de Fortaleza. Introdução e notas de Raimundo Girão. Fortaleza: Edições UFC, 1992.
Site oficial da ACL, disponível em:  http://www.ceara.pro.br/acl/INDEX.html