Quando foi inaugurada no dia 6 de abril de 1968, no
loteamento Lydiápolis numa região pouco
habitada, no meio do areal e do descampado que caracterizava a Aldeota daquele
tempo, a 700 metros do mar, com veredas abertas precariamente entre coqueiros e
cajueiros, a Praça Portugal se impunha como um dos espaços livres pensados por Saboia
Ribeiro para o lazer dos futuros moradores da região.
para aquele gestor que afirmou na TV que a Praça Portugal não tinha bancos: tem bancos sim, autoridade,veja quantos!
O lugar era tão sossegado que ninguém se preocupou
em construir um acesso específico ao logradouro; e nem precisava: os poucos
carros que circulavam por ali, estacionavam na rua, ao longo da rotatória; os
pedestres não tinham o menor problema em chegar ou sair da praça a hora que bem
entendesse.
Não dava para imaginar que,
decorridos menos de 50 anos, a Praça Portugal fosse ficar isolada entre duas
avenidas de tráfego intenso como a Dom Luís e a Desembargador Moreira. Também
não era um problema assim tão grande que não pudesse ser reparado, o acesso
podia ter sido feito à medida que foi sendo constatado que era necessário: umas
faixas de pedestres, uma sinaleira, uma passarela...
eis um modelo que pode ser copiado pelos que não vêm outra solução a não ser demolir a praça porque não tem acesso. (imagem: http://www.horacioalmeida.com.br)
Mas ninguém fez,
ninguém se preocupou com isso. E foi justamente a dificuldade de acesso, que fez
a diferença depois que a região cresceu de modo desordenado e o tráfego de
veículos virou a prioridade número um da administração atual.
Agora, um bando
de políticos aloprados e carreiristas, decretaram a pena de morte da Praça Portugal, com desculpas estapafúrdias
e soluções mágicas para o trânsito local.
Fortaleza já teve outros prefeitos
que se preocuparam mais em destruir o patrimônio da cidade do que governar com inteligência
e criatividade, como, por exemplo o prefeito José Walter (1967-1971), que realizou várias obras pela cidade, mas o que marcou a sua administração foi o fato de ter destruído a Praça do Ferreira.
Desejo o mesmo para os matadores da Praça Portugal.
fotos do arquivo Nirez e do site Fortaleza em Fotos
por Fátima Garcia





