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quinta-feira, 27 de outubro de 2022

Lendas Urbanas

 

As assombrações mais famosas de Fortaleza, tinham lugar certo para fazer suas aparições. Jamais alguém fotografou ou entrevistou ou registrou qualquer evento que sirva de prova à existência dessas entidades exóticas, embora os testemunhos orais sejam abundantes. 

  

O Cão da Itaoca 

 

Uma das lendas mais conhecidas é a do Cão que apareceu na Itaoca, no início dos anos 40. Era no Beco da Itaoca que se localizava a fonte de água, a famosa água da Pirocaia, em terras do Dr. Manoel Sátiro. Ali também em 1938, Antônio Ferreira de Almeida instalou o Centro Espírita Joana D'arc, às margens de um riacho, a atual Rua Edith Braga. Mas não foram essas histórias que fizeram a fama do bairro. 

 

Rua do bairro Itaoca

fotos Fortaleza em Fotos 2012


O capeta veio cheio de atitude, se instalou numa casa do Beco da Itaoca, atual rua Romeu Martins, e por lá aprontou o que era e o que não era permitido. A casa pertencia a um servidor da Polícia Militar, considerado um homem respeitável e de boa reputação, muito estimado pelos moradores do Beco. Alguns dos eventos foram presenciados até por um repórter do jornal Gazeta de Notícias, que visitou a casa, e descreveu o que viu: “Observamos verdadeiros aspectos trágicos na casa do digno oficial da Força Pública. Um santuário, sem que ninguém identificasse o autor do fato, foi lançado à distância, espatifando-se. As imagens que estavam no móvel, também se partiram, no choque contra o solo”.


A atuação atraiu a curiosidade de centenas de pessoas que diariamente se postavam em frente à residência, esperando o início do espetáculo, com a devida cobertura da mídia existente à época. Para enfrentarem a presença demoníaca, os moradores tentaram tudo: chamaram a imprensa (alguns jornais e uma emissora de rádio), a polícia e alguns religiosos. Nada intimidou o capeta. 

 




Uma antiga moradora, contou com riqueza de detalhes, a história que gerou o mito do Cão da Itaoca. Dizia ter presenciado coisas estranhas naquela residência, onde tinha acesso por ser amiga da família do major João Lima, que era um homem bom e estimado pelos moradores do beco. Para a moradora, foi real a presença do capeta naquela casa. O cão encerrou sua atuação depois de alguns dias e desapareceu. Mas botou a Itaoca no mapa.


A Mula sem Cabeça do Cercado do Zé Padre



Eis que de uma hora para outra, sem mais nem porque, começou a aparecer uma mula sem cabeça no Cercado do Zé Padre, aquela região no bairro Farias Brito que é Otávio Bonfim, por trás da avenida Bezerra de Menezes, em frente à igreja das Dores. Alguns historiadores contam que foi naquele local que em tempos passados foi instalado um campo de concentração (ou abarracamento) para receber retirantes da seca, aproveitando a proximidade do abarracamento com a antiga Estação do Matadouro. Isso aconteceu por volta dos anos 30.



imagem Pinterest


A mula sem cabeça aparecia tarde da noite, percorria todo o cercado, tocando o terror nos moradores, que não ousavam pôr os pés fora das casas depois que a noite caía. Vinha envolta em um manto preto, sempre em desabalada carreira, soltando fogo pelo pescoço, com um lampião a iluminar seus desventurados caminhos.


Uma noite, um morador mais ousado, resolveu montar vigília noite adentro, disposto a desvendar o enigma da visagem. Não deu. Mal o bicho apareceu, vindo exatamente em sua direção, o homem em pânico total, correu para o abrigo de sua choupana, implorando aos céus por misericórdia, que o livrasse da ação maléfica da burra do padre que corria a solta no Cercado.


Contam que a mula sem cabeça foi uma vingança premeditada pelo Zé, um dos pioneiros do Cercado, que agora via seu pedaço de chão sendo cobiçado e invadido por novos moradores. Dizem ainda, que o Zé, que de padre não tinha nada, tinha uma amante, casada, que ele visitava em altas horas, e a oportuna aparição da mula mantinha os bisbilhoteiros trancados dentro de casa. Além do mais ficavam garantidos o sigilo e a discrição quanto ao seu amor proibido. Apesar de ser considerado um santo, Zé Padre era astucioso e gostava de correr durante a noite, fazendo visagem no cercado que levava seu nome.


 A bailarina do Teatro José de Alencar



Teatro José de Alencar - imagem Arquivo Nacional


É difícil encontrar por aí um teatro histórico que não seja frequentado por almas penadas, alguns costumam ter seus fantasmas fixos.  Eles estão no cinema, na literatura e, claro, no palco. Às vezes são brincalhões, outras, assustadores. Há quem diga que são só lendas e há quem jure que eles existem de fato.


Embora muitos não acreditem, os mistérios existem e são contados frequentemente pelos que trabalham nos espaços cênicos. No Teatro Municipal do Rio de Janeiro, o espírito de uma bailarina, que teria morrido em frente ao prédio, no dia de sua formatura, e do poeta Olavo Bilac, que fez um discurso na inauguração do teatro, em 1909, foram vistos vagando pelas dependências do teatro por muitos funcionários. 

  


Teatro José de Alencar - imagem Pinterest

      

E o Teatro José de Alencar, instituição com 112 anos de existência, não foge à regra: tem em seu elenco um fantasma, uma moça, uma bailarina, que por motivos desconhecidos, resolveu habitar as dependências da histórica casa de espetáculos.


A bailarina é atemporal, já foi vista por várias gerações de funcionários e frequentadores do teatro José de Alencar. Foi descrita pelos que a avistaram como uma mulher jovem, de cabelos longos, vestido azul, que flutua pelos corredores e ronda o palco e o imaginário dos frequentadores. A bailarina é uma figura etérea, quase transparente, que sussurra como se quisesse transmitir alguma mensagem. Já foi vista dançando na madrugada, rodopiando no palco, e desaparecendo instantaneamente, nas brumas que escondem mistérios e segredos guardados no local.



quinta-feira, 24 de julho de 2014

O Cão da Itaoca

 Fortaleza na década de 30 

Dizem que foi o capeta quem botou a Itaoca no mapa. Por volta da década de 40, aquela região que hoje é conhecida como Grande Montese, era chamada de Pirocaia, que gramaticalmente se traduz por Aldeia dos “Pele Queimada”, uma alusão a alguma tribo que teria habitado essas plagas em tempos passados.
 
O referencial maior do lugar eram as minas de águas potáveis, puras e cristalinas – a famosa água da Pirocaia – distribuída por toda a cidade em tonéis de madeiras sobre carroças puxadas a burros. O principal poço de fornecimento do precioso líquido ficava na Rua Romeu Martins, antigo Beco da Itaoca, situado entre a Avenida João Pessoa e a Rua Desembargador João Firmino, em terras do Dr. Manoel Sátiro.


Poucas eram as ruas que tinham denominação própria, a maioria das vias atuais eram conhecidas com a denominação de becos. E foi justamente a atual Rua Romeu Martins, o antigo Beco da Itaoca, que entrou para a história da cidade por ter sido palco de acontecimentos extraordinários, que movimentaram a opinião pública.

O ano era 1941. Europeus e Asiáticos se engalfinhavam num  conflito armado, que alguns meses mais tarde haveria de se espalhar pelo resto do mundo. E era esse conflito em terras tão distantes, o principal assunto dos jornais de Fortaleza: só se falava da guerra, dos ataques, dos mortos, dos bombardeios, das estratégias, das ações, dos envolvidos. O tema era uma fonte inesgotável de interesse por parte da população, e as noticias eram fartas.

 bairro Jardim América, tendo ao fundo, o antigo matadouro (foto Nirez) 

De repente, surge uma dessas histórias bombásticas, capaz de despertar o interesse da população, de matar de curiosidade os viventes da pacata cidadezinha de pouco mais de 180 mil habitantes, de deixar em segundo plano as noticias da guerra: a de que satanás em pessoa, estava dando o ar da graça numa casa localizada no Beco da Itaoca, lá pras bandas da Pirocaia, subúrbio de Fortaleza.

Segundo testemunhas, na residência de um certo tenente da polícia  chamado João Lima, numa casa visivelmente perturbada por mãos imponderáveis e sutis, fenômenos  estranhos e  acontecimentos inexplicáveis, sugeria a ação de agentes invisíveis, que segundo os vizinhos, era o próprio capeta. O proprietário do imóvel, homem honrado e trabalhador, andava assustado com os fatos de origem nada natural e sua família andava tomada de justificado nervosismo.

Alguns eventos foram presenciados até por um repórter do jornal Gazeta de Notícias, que visitou a casa, e descreveu o que viu: “Observamos verdadeiros aspectos trágicos na casa do digno oficial da Força Pública. Um santuário, sem que ninguém identificasse o autor do fato, foi lançado à distância, espatifando-se. As imagens que estavam no móvel, também se partiram, no choque contra o solo”. Disse ainda que, a maioria pensava  que aquilo era obra do demônio, e ele,  repórter, como certos deputados do passado parlamentar do Brasil, ficava com a maioria.

Em outra manifestação na casa, presenciada por vizinhos e moradores do bairro, o móvel atingido foi o fogão, todo de ferro, que deu umas piruetas pela casa e depois caiu sozinho, de pernas para o ar. Todos os utensílios da cozinha da casa voaram pelos ares; a chaleira parecia um zepelim, evoluindo pela casa toda; os garfos e facas dançavam;  os pratos tiniam;  areia e pedras eram jogadas de todos os cantos, enquanto distintas senhoras jogavam água benta pela casa. Tudo em vão. Um jarro que estava no chão, ergueu-se num voo rasante e quase atingiu uma delas.

Como os fenômenos se repetissem, a policia foi chamada. Em presença das autoridades policias – os delegados Leôncio Botelho e Madaleno Barroso, o comissário Mário Moraes, e auxiliares da DIC – nada se registrou de anormal, ainda segundo o repórter. 


No entanto, um verdadeiro terror se apoderou da vizinhança, chamando a atenção da população. A história das aparições na Itaoca se espalhou por toda a cidade, sendo manchete em três jornais e objeto de reportagem da PRE-9 (Ceará Rádio Clube), a única emissora de rádio da cidade. Até mesmo o sóbrio Jornal “O Nordeste”, de propriedade da Diocese de Fortaleza, se pronunciou sobre o caso, reclamando providências.

Uma multidão de curiosos se aglomerava todos os dias na casa do tenente João Lima, na tentativa de observar as manifestações. As opiniões se dividiam: uns acreditavam em manifestações sobrenaturais, outros em farsa  de espíritos zombeteiros,  enquanto havia quem oferecesse explicações  naturais para os fatos. Os curiosos, procedentes de todos os bairros, de todas as classes sociais, de todos os credos, se movimentavam fascinadas  pelas plumas imponderáveis da superstição e da curiosidade.


Quintino Cunha, grande humorista cearense, era vizinho da casa onde o cão fazia as estripulias, e arriscou um palpite: para Quintino aquilo era obra de almas bêbadas, talvez dos que foram ébrios em vida. No meio da polêmica até a Federação Espírita do Ceará se propôs a examinar a questão, intervindo, se necessário no caso da Itaoca.

De repente, tão inesperadamente como chegou, o capeta sumiu, os fenômenos cessaram e os objetos da casa voltaram ao seu estado de inércia. O mesmo repórter que deu início às reportagens que divulgou o fenômeno, deu sua explicação para o fim do caso: Lúcifer deixou a Itaoca com medo dos catimbozeiros de lá, e resolveu retornar à Europa, onde a demência assumia formas mais trágicas.


Dizem que a história do Cão da Itaoca não passou de uma grande invenção, uma história criada por um jornalista  entediado com a escassez de noticias locais. Provavelmente não contava com a repercussão nem com as proporções que o caso assumiria.
Com a divulgação do fenômeno envolvendo o Cão, o nome "Itaoca" se firmou em nível local. Atualmente a Itaoca é um bairro situado entre o Montese e a Parangaba.


pesquisa:
Sobre o fenômeno das aparições - os jornais da época:
Gazeta de Notícias, edições de 20, 21, 22 de março de 1941
O Nordeste, de 22 de março de 1941. 
Sobre o ambiente local das aparições: Livro "De Pirocaia a Montese", de Raimundo Nonato Ximenes

domingo, 23 de outubro de 2011

Dias de Cão (na Itaoca)


Corria o ano de 1941. O Continente Europeu se via às voltas com um conflito armado, que alguns meses mais tarde haveria de se espalhar pelo mundo.  Os jornais de Fortaleza só falavam da guerra: dos ataques, das tragédias, dos mortos, dos bombardeios. O assunto era uma fonte inesgotável de interesse por parte da população, e as noticias eram fartas.

De repente, surge uma dessas histórias bombásticas, capaz de despertar interesse da população, de ofuscar as noticias da guerra, e de matar de curiosidade os viventes da pacata cidadezinha de pouco mais de 180 mil habitantes:  a de que satanás em pessoa, estava dando o ar da graça numa casa localizada no Beco da Itaoca,  então subúrbio de Fortaleza.

Na época do suposto aparecimento do Diabo, a Itaoca não tinha ruas, somente becos.  Não havia pavimentação, o piso era de areia, as casas simples, cercadas  de vegetação, nas imediações, uma lagoa, aterrada mais tarde.  O bairro era chamado de Pirocaia (nome do poço de água potável localizado próximo ao Beco da Itaoca). No fim dos anos 1940, o Beco da Itaoca passa a se chamar Rua Romeu Martins.

A Rua Romeu Martins atualmente fica no bairro Montese

Segundo testemunhas, na casa de um certo tenente da polícia, chamado João Lima,  fenômenos  estranhos e  acontecimentos inexplicáveis, sugeria a ação de entes invisíveis.  O proprietário do imóvel, homem honrado e trabalhador, andava assustado com os fatos de origem nada natural e sua família andava tomada de explicável nervosismo.

Segundo testemunhas, na casa de um certo tenente da polícia, chamado João Lima,  fenômenos  estranhos e  acontecimentos inexplicáveis, sugeria a ação de entes invisíveis.  O proprietário do imóvel, homem honrado e trabalhador, andava assustado com os fatos de origem nada natural e sua família andava tomada de explicável nervosismo.

Em outra manifestação na casa, presenciadas por vizinhos e moradores do bairro, o móvel atingido foi o fogão, que deu umas piruetas pela casa e depois caiu sozinho, de pernas para o ar. Todos os utensílios da cozinha da casa voaram pelos ares; a chaleira parecia um zepelim, evoluindo pela casa toda;  os garfos e facas dançavam;  os pratos tiniam;  areia e pedras eram jogadas de todos os cantos, enquanto distintas senhoras jogavam água benta pela casa. Tudo em vão. Um jarro que estava no chão, ergueu-se num voo rasante e quase atingiu uma delas.


Como os fenômenos se repetissem, a policia foi chamada. Em presença das autoridades policias (2 delegados, 1 comissário e vários agentes), nada se registrou de anormal, ainda segundo o repórter. 

No entanto, um verdadeiro terror se apoderou de todos, chamando a atenção da população. A história das aparições na Itaoca se espalhou por toda a cidade, sendo manchete de três jornais e objeto de reportagem da PRE-9, a única emissora de rádio da cidade. Até mesmo o sóbrio Jornal O Nordeste, de propriedade da Diocese de Fortaleza, se pronunciou sobre o caso, reclamando providências. 

Uma multidão de curiosos se aglomerava todos os dias na casa do tenente João Lima, na tentativa de observar as manifestações. As opiniões se dividiam: uns acreditavam em manifestações sobrenaturais, outros em farsa  de espíritos zombeteiros,  enquanto havia quem oferecesse explicações  naturais para os fatos. Os curiosos, procedentes de todos os bairros, de todas as classes sociais, de todas as raças, e credos, se movimentavam fascinadas  pelas plumas imponderáveis da superstição e da curiosidade.

Quintino Cunha, grande humorista cearense, era vizinho da casa onde o cão fazia as estripulias, e arriscou um palpite: para Quintino aquilo era obra de almas bêbadas, talvez dos que foram ébrios em vida. No meio da polêmica até a Federação Espirita do Ceará se propôs a examinar a questão, intervindo, se necessário no caso da Itaoca.

De repente, tão inesperadamente como chegou, o Demo  sumiu, os fenômenos cessaram e os objetos da casa voltaram ao seu estado de inércia. O mesmo repórter que deu início às reportagens do jornal que divulgou o fenômeno, deu sua explicação para o fim do caso: Lúcifer deixou a Itaoca com medo dos catimbozeiros de lá, e resolveu retornar à Europa, onde a demência assume formas mais trágicas. 


Dizem que a história do Cão da Itaoca não passou de uma grande piada, uma história inventada por um jornalista  entediado com a escassez de noticias locais. Provavelmente não contava com a repercussão nem com as proporções que o caso assumiria.  Com a disseminação do caso do Cão em toda cidade, o nome "Itaoca" se firmou em nível local. Atualmente a Itaoca é oficialmente um bairro, situado entre o Montese e a Parangaba.

Do episódio, restaram os versos de um poeta popular, que registrou para a posteridade, o fenômeno que fez Fortaleza esquecer, ainda que momentaneamente, a Guerra na Europa. 

No passo do canguru
O diabo passou o mar
Foi direto a Itaoca
Pra tudo arrebentar

Numa casa bonitinha
Vivem todos incomodados
É que mãos que ninguém vê
Deixa tudo revirado

Chaleira voa pelos ares
Fogão reclama o calor
Vaso pula horrorizado
Tijolo diz que está com dor

Até os santo de casa
Dão mergulho no soalho
Diz o povo que o diabo
Joga em qualquer baralho

As telhas entoam cantiga
Os lençol sobem no vento
Quando voltam para o chão
Viram placa de cimento

Na frente de todo mundo
E em pleno meio dia
Rebolam pedra em cristão
Isso é coisa que arrepia

Eu fiquei muito assombrado
Com a tal exibição
Havia gente chorando
Com medo da danação

Um porco lá no quintal
Sorri com espalhafato
Metia o focinho no chão
E queria calçar sapato

A mesa caía de costa
Levantava bem as perna
Até lembrava coisa feia
De alma na pena eterna

Um peru fazia discurso
Parecia um senador
O bicho tava atuado
Com a alma dum doutor

Itaoca que coisa horrível
Paraíso da macumba
Catimbó dá na canela
E a polícia não faz “bumba”

Na Itaoca galo chora
E pé de pau assovia
Os espirito se assanha
Quer de noite, quer de dia

Gelo se vira em brasa
Os bebê fica velhinho
Velho vira garotinho
E minhoca cria asa.
J. Silva

fotos: ruas da Itaoca
Fontes:
Jornal Gazeta de Notícias, edições de 20, 21, 22 de março de 1941
Jornal o Nordeste, de 22 de março de 1941.
Jornal O Povo, de 28 de novembro de 2006.