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sábado, 9 de julho de 2016

O Fortaleza em Fotos e Fatos está completando 8 anos!


Nosso primeiro post, publicado no dia 9 de julho de 2008. O post teve 1308 acessos 

Lagoa da Maraponga  




Lagoa da Maraponga


Localização: bairro da Maraponga
A lagoa está situada dentro do parque ecológico Lagoa da Maraponga, criado no início dos anos 1990. A lagoa era um antigo açude produzido pelo aterro da Avenida Godofredo Maciel sobre o córrego que alimenta o açude Uirapuru.


Área aproximada: 45.000 m²
*Profundidade máxima: 3,90 m
*Profundidade média: 1,74m
*Volume de água: 134.050 m³

Fonte: Prefeitura de Fortaleza (2007)

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Bairro da Maraponga

Lagoa da Maraponga (ainda sem o Parque Ecológico) em 1973 - foto do O Povo



Até a década de 40, o lugar hoje denominado Maraponga era uma região com muitos sítios e nenhuma urbanização.  A movimentadíssima Avenida Godofredo Maciel, que corta o bairro, era uma estradinha de terra por onde circulavam os viajantes que iam e vinham de outros bairros e até de outros municípios. Uma imensa área verde circundava a lagoa, transformada no atual Parque Ecológico da Maraponga. 
 
Muitos dessas propriedades pertenciam às famílias Zequinha Gurgel e Bibil Frota, donas do entorno da lagoa. Da década de 70 até o fim dos anos 80, a Maraponga passou a ser local de casas de veraneio. Mas foi a partir da década de 70 que começaram as transformações com a chegada dos primeiros condomínios e a abertura de novas vias de tráfego. E os sítios e as vacarias que eram inúmeras, e as áreas verdes foram cedendo espaço para a construção de prédios de apartamentos. 
  


Quem também muito contribuiu  para as mudanças na Maraponga, foi a indústria da moda. Tudo começou com a realização do I Festival da Moda de Fortaleza, ocorrido em abril de 1980, que nasceu como alternativa para empresários do setor de confecções. Nessa ocasião foi  sendo construída uma estrutura local para exposição de confecções, e o negócio prosperou porque o Centro de Convenções não tinha como comportar todos os expositores. Desde então a vocação para esse segmento nunca mais parou de crescer. Os moradores mais antigos são testemunhas de como o tempo foi passando, levando progresso e melhorando a qualidade de vida da comunidade.



A capela Santa Rita de Cássia foi construída pelo senhor Ciro Leal e por muito tempo pertenceu a sua família. Iniciou as atividades no dia 27 de dezembro de 1955, sob a jurisdição da paróquia de Parangaba (Bom Jesus dos Aflitos);  no dia 15 de junho de 1956, foi passado para a paróquia de Mondubim (Nossa Senhora do Perpétuo Socorro). E no dia 14 de setembro de 2005, a paróquia foi desmembrada, sendo instituída a paróquia Santo Antônio de Pádua- Maraponga. 



mesmo com a intensa especulação imobiliária a que vem sendo submetido, o bairro da Maraponga ainda bastante arborizado, ostenta um aspecto de calma e simplicidade, que não se encontra mais em outros bairros.



A Avenida Godofredo Maciel, que durante muito tempo representava uma via para se deslocar até a sede do Detran, foi alargada. Ali surgiram e prosperaram restaurantes, supermercados, e uma infinidade de serviços, o que deu nova vitalidade ao comércio local. O nome da avenida é uma homenagem ao ex-prefeito Godofredo Maciel, gestor de Fortaleza em dois períodos: 1920-1920 e 1924-1928. 

 Rua Suíça

Uma curiosidade do lugar é a extensa lista de ruas que levam nomes de países e de outras regiões do mundo. Assim, existem a Rua Mônaco, Itália, Hungria e Holanda, dentre outros. Na Rua Noruega, houve a proliferação de lojas de confecções, ampliando a oferta de produtos com a marca da indústria da costura do Ceará. 







Parque Ecológico da Maraponga, criado no início dos anos pelo Decreto Municipal n° 21.349/91 de 03 maio de 1991, composto pela Lagoa da Maraponga e da vegetação no seu entorno, com área total de 31 hectares. É o principal polo de lazer dos moradores, apesar da falta de estrutura e da falta de equipamentos de recreação e esportes.

 área onde se encontra o sangradouro da Lagoa da Maraponga, na avenida Godofredo Maciel

A lagoa está inserida na bacia do Rio Cocó, com profundidade máxima de 3,90 metros. O sangradouro fica do outro lado na Avenida Godofredo Maciel e devido ao  crescimento, e a exploração predatória da área, o ecossistema vem sendo aterrado gradativamente. 

 os lançamentos imobiliários estão por toda a parte. Essa é mais uma área verde prestes a virar edifício. A retirada da cobertura vegetal contribui para o aumento da temperatura.
 
Localizado na região sudoeste de Fortaleza, a Maraponga limita-se - de acordo com o IBGE - ao Norte com o bairro Itaperi e pelas ruas Julio Gaspar e Nereu Ramos; a leste, pelas ruas Odilon benévolo e Ômega; ao Sul, pela Rua Holanda e Francisco Glicério e a Oeste pelo trilho. População: 10.155 moradores, de acordo com o censo de 2010


 fotos de Raquel Garcia - dez/2013
sites pesquisados:
Semace

Jornal Diario do Nordeste

Prefeitura Municipal de Fortaleza 



domingo, 29 de dezembro de 2013

Parque Ecológico da Lagoa da Maraponga



O Parque Ecológico da Lagoa da Maraponga foi criado pelo Decreto Municipal N° 21.349, de 03 maio de 1991, e ocupa uma área de 31 hectares  na Avenida Godofredo Maciel, Bairro Maraponga.
A lagoa  está localizada no extremo oeste da bacia do Cocó,  apresentando uma extensa paisagem natural, composta por quantidade significativa de vegetação de grande porte e vários ecossistemas. Apresenta restritos acessos em seu entorno, no qual se pode destacar a Avenida  Godofredo Maciel, a única de grande porte limítrofe à lagoa. O recurso tem um bom grau de integridade, caracterizando-se por conter diversas potencialidades naturais, urbanísticas, paisagísticas e de lazer.


 A Lagoa da Maraponga era um antigo açude produzido pelo aterro da Avenida Godofredo Maciel sobre o córrego que alimenta o açude Uirapuru.

Área aproximada: 45.000 m²
Profundidade máxima: 3,90 m
Profundidade média: 1,74m
Volume de água: 134.050 m³

Atualmente, devido a longa estiagem que castiga o Ceará, esses níveis podem apresentar  variações. 

fotos: Raquel Viana - dez/2013
fonte: Parque Vivo

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Troca no Nome dos Bairros: em nome da modernidade

No rol das confusões entre os bairros, a memória e a modernidade travam uma luta diária. Enquanto as novas gerações conhecem nomes como Antônio Bezerra, Meireles, Bairro de Fátima, Castelão e Messejana, moradores mais antigos se lembram do Outeiro, do Lagamar, da Praia do Peixe, da Estância e do Mata Galinha
Mesmo com o antigo nome em desuso, a simples lembrança é significativa para a identificação da população com o bairro


Praça de Otávio Bonfim

Caso peculiar: o antigo Otávio Bonfim teve o nome trocado para Farias Brito, porém ninguém aceitou a mudança e o bairro continua a ser conhecido como Otávio Bonfim.  

 Avenida Luciano Carneiro, bairro de Fátima

Mesmo com o antigo nome em desuso, a simples lembrança é significativa para a identificação da população com o bairro. Por conta do crescimento da cidade, muitos bairros mudaram de nome, ou simplesmente desapareceram.
O Porangabussu virou Rodolfo Teófilo; o  Coqueirinho e o Campo do Pio se tornaram Parquelândia; o Outeiro passou a se chamar Aldeota; a Pirocaia agora é Montese.  


 
nesta rua no bairro da Parangaba a fábrica apropriou-se do espaço público e invadiu a
 calçada. O prejuízo fica para a população.

 
Avenida General Osório de Paiva atravessa vários bairros de Fortaleza: Parangaba, Vila Peri, Bom Jardim, Canindezinho, Siqueira,  e se estende  até a divisa com o município de Maracanaú

 Praça na Aldeota

 Rua Liberato Barroso, no centro de Fortaleza


Prainha é o nome correto da área antiga onde agora está o Centro Dragão do Mar e que por falta de informação é chamado de Praia de Iracema
De acordo com Marciano Lopes,  a Praia de Iracema é mais adiante. A parte alta daquele pequeno bairro, onde está a Praça Cristo Redentor era o Outeiro da Prainha.

 Avenida Presidente Castelo Branco (Av. Leste/Oeste) localizada no Bairro Moura Brasil

Outros bairros  praticamente desapareceram do mapa, e os antigos nomes são desconhecidos da maioria da população. A Vila Monteiro foi incorporada ao Joaquim Távora; o mesmo aconteceu com a vizinha Vila Zoraide. 

O bairro Tauape é outro exemplo: identificado com a Lagoa do Tauape, no momento em que o manancial foi aterrado para a construção do canal do Jardim América, o nome do bairro praticamente desapareceu junto com as águas. 
Outro caso interessante é o bairro é da Piedade, que segundo o historiador NIREZ, nunca existiu. A população chamava o bairro de Piedade por causa da igreja da Piedade, mas o bairro nunca existiu. 


 Praça em frente ao Santuário de Fátima, no bairro do mesmo nome.

Anteriormente as denominações das unidades urbanas eram escolhidas a partir de nomes da fauna e flora regionais,  das atividades econômicas que caracterizavam uma determinada região, da tradição indígena.

 Os nomes refletiam a perspectiva histórica de uma sociedade coletivista. Com a modernidade e a ascensão dos valores individualistas, as nomenclaturas foram substituídas por nomes de personalidades que tiveram relevância para o bairro, poder, influência política ou desempenharam um papel representativo na sociedade. 
Assim surgiram bairros com nomes de Olavo Bilac, Quintino Cunha, Edson Queiroz, Dias Macedo, etc.  

   
Parque Parreão
 Parque urbano do Parreão
Parque da Lagoa da Maraponga

O nome de um bairro não está ligado apenas uma questão estética, mas é resultado de um momento histórico e da organização social nesse dado período. Um exemplo é o bairro atualmente denominado Planalto Ayrton Senna. A comunidade, formada a partir de ocupações de terras, era conhecida como Pantanal.

 Em 2001 a população se organizou e votou pela escolha do nome atual do bairro. A troca foi uma forma de quebrar o estigma de violência e pobreza que a área carregava perante os outros moradores da cidade.

Não restou comprovado  que a troca de nome tenha reduzido os índices de violência do local. Ao buscar uma fotografia do bairro no Jornal Diário do Nordeste, constatei que todas as imagens relativas ao bairro Ayrton Senna, estão relacionadas ou ao tráfico de drogas ou a crimes de morte.

 

pesquisa:
Jornal Diário do Nordeste
Jornal O Povo
fotos: arquivo do Blog Fortaleza em Fotos

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Lagoa da Maraponga






Localização: bairro da Maraponga
A lagoa está situada dentro do parque ecológico Lagoa da Maraponga, criado no início dos anos 1990. A lagoa era um antigo açude produzido pelo aterro da Avenida Godofredo Maciel sobre o córrego que alimenta o açude Uirapuru.


Área aproximada: 45.000 m²
*Profundidade máxima: 3,90 m
*Profundidade média: 1,74m
*Volume de água: 134.050 m³
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