A Igreja do Patrocínio ao lado da primeira sede da Fênix Caixeiral, inaugurada em 1905
Antes de 1870 a atual Praça José de Alencar chamava-se Praça
do Patrocínio – por causa da igreja de N. S. do Patrocínio, construída no largo e inaugurada em 1852. A partir do mês
de abril daquele ano, passou a ser chamada de Praça Marquês de Herval, em
homenagem ao General Manuel Luis Osório, herói da Guerra do Paraguai. Em 1903
foi inaugurado o Jardim Nogueira Accioly, quando o logradouro recebeu sua
primeira urbanização, na gestão do Intendente Coronel Guilherme Rocha.
vista parcial da Praça em foto de 1910
Em 1912 quando o oligarca Nogueira Accioly foi deposto, o
Jardim da praça recebeu o nome do seu sucessor, Franco Rabelo. A praça recebeu
o nome de José de Alencar no dia 1° de maio de 1919, homenagem a data de
nascimento do escritor cearense. O nome – Marquês de Herval – permanece até 31
de dezembro de 1932, continuando o de José de Alencar nos jardins internos. Em
1938 retorna ao nome de José de Alencar.
Assim ficou a Praça Marquês de Herval após a reforma empreendida pelo intendente Guilherme Rocha em 1903
Antes da urbanização serviu de campo de futebol. Com a urbanização abrigou belos jardins com estatuária vinda da Europa, no melhor estilo francês; ganhou um coreto, onde as bandas de música se apresentavam; no centro um pavilhão para as retretas, ginástica infantil e patinação. A iluminação à gás conferia um ar romântico. Tudo foi destruído na revolta popular de 1912.
A praça foi destruída durante a revolta popular de 1912, que depôs o presidente do Estado Nogueira Accioly
Com o passar do tempo e a evolução urbana que contribuiu
para o esvaziamento do centro como área residencial, passando a área central a
exercer essencialmente a função comercial, sua localização como ponto de
entrada da população vinda de vários bairros para o centro, recebendo grande
movimento, contribuiu para que a praça passasse por várias reformas e assumisse
várias funções – feira livre, ponto de táxi e de ônibus. Foi sempre ponto de preferência para os
vendedores ambulantes e atrativo para grupos marginalizados. Em 1929 recebeu
jardins floridos, árvores e se transformou numa praça – ao invés de terminal de
ônibus. Mas não durou muito, com as
mudanças ocorridas, volta a abrigar pontos de ônibus sofrendo novas alterações.
Em 1979, a Praça José de Alencar passou por uma grande reforma na gestão do Prefeito Lúcio Alcântara (1979-1982). Transforma-se essencialmente em área de lazer; somente 50 linhas de ônibus passaram a estacionar no local; o espaço para pedestres foi aumentado em 4 vezes; foram colocados 14.000 metros de piso de mosaicos brancos, 2.000 lâmpadas refletoras, formada uma área verde de 3.500 m² com jardineiras, canteiros e árvores transplantadas. Foram construídos calçadões altos nas Ruas 24 de Maio e General Sampaio com 10 metros de largura. A praça passa a ter uma área de 25.357m².
Alguns anos depois, na segunda metade dos anos 80, sem os devidos cuidados e sem manutenção, o logradouro já estava totalmente deteriorado: pontos de marginais, comércio ambulante, botequins improvisados e prostituição infantil. Em 2009 a Praça José de Alencar passou por nova reforma, com a requalificação do piso. Atualmente encontra-se com um trecho em obras relacionadas aos serviços de implantação o corredor comercial ligando a Praça José de Alencar à Praça da Lagoinha.
Praça José de Alencar e o terminal de ônibus
Em 1979, a Praça José de Alencar passou por uma grande reforma na gestão do Prefeito Lúcio Alcântara (1979-1982). Transforma-se essencialmente em área de lazer; somente 50 linhas de ônibus passaram a estacionar no local; o espaço para pedestres foi aumentado em 4 vezes; foram colocados 14.000 metros de piso de mosaicos brancos, 2.000 lâmpadas refletoras, formada uma área verde de 3.500 m² com jardineiras, canteiros e árvores transplantadas. Foram construídos calçadões altos nas Ruas 24 de Maio e General Sampaio com 10 metros de largura. A praça passa a ter uma área de 25.357m².
atualmente a praça passa por mais uma reforma
Alguns anos depois, na segunda metade dos anos 80, sem os devidos cuidados e sem manutenção, o logradouro já estava totalmente deteriorado: pontos de marginais, comércio ambulante, botequins improvisados e prostituição infantil. Em 2009 a Praça José de Alencar passou por nova reforma, com a requalificação do piso. Atualmente encontra-se com um trecho em obras relacionadas aos serviços de implantação o corredor comercial ligando a Praça José de Alencar à Praça da Lagoinha.
Os Principais
Equipamentos da Praça José de Alencar
O Teatro
José de Alencar
A Igreja do
Patrocínio
A Estátua de
José de Alencar
O Instituto
do Patrimônio Histórico
O Lord Hotel
O INSS
fontes de pesquisa:
Caminhando por Fortaleza, de Francisco Benedito
Fortaleza Antiga, praças, ruas, esquinas, de Marciano Lopes
fotos do Arquivo Nirez
fontes de pesquisa:
Caminhando por Fortaleza, de Francisco Benedito
Fortaleza Antiga, praças, ruas, esquinas, de Marciano Lopes
fotos do Arquivo Nirez











Meu deus, como perdemos um lugar tão agradável como era essa praça no inicio do século XX?
ResponderExcluirTambém lamento!
Excluira cidade no que se modernizou, perdeu a qualidade. A falta de educação e do senso de coletividade da população também contribuiu. Hoje, temos o que merecemos
ResponderExcluirabs, lord56
Vendo alguns jornais na Biblioteca Pública Menezes Pimentel eu descobri que o terminal aberto da Praça José de Alencar foi desativado em 1989 na gestão Ciro Gomes.
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ResponderExcluirinfelizmente so nos restou a saudade de tudo de e q tivemos da nossa infancia maravilhosa